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Braga

Ministra da Saúde “atenta” a queixas de trabalhadores do Hospital de Braga

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As duas centenas e meia de assistentes operacionais do Hospital de Braga que esta quarta-feira protestavam em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, desmobilizaram poucos minutos após a ministra Marta Temido ter ido falar com eles.

Os manifestantes chegaram ao Ministério da Saúde, na Avenida João Crisóstomo, pelas 14:40, com buzinas e gritando palavras de ordem como “35 horas semanais para todos os hospitais”, “injustiça”, “o povo unido jamais será vencido”, “a luta continua”, “chega de injustiças, queremos igualdade” ou “ministra escuta, Braga está em luta”.

Cerca das 15:30, a ministra, Marta Temido, saiu do edifício e foi falar com os trabalhadores, tendo como interlocutores a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, e o dirigente do Sindicato em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN), afeto à CGTP, Orlando Gonçalves.

A ministra disse “estar atenta” à situação destes trabalhadores, frisou que “são todos iguais” e comprometeu-se em resolver o problema sem, no entanto, se comprometer com uma data.

Os trabalhadores do Hospital de Braga exigem ser incluídos no acordo de 20 de setembro, que prevê as carreiras e que foi aplicado a todos os hospitais do SNS, para assim “acabar com as enormes desigualdades e discriminação” existentes, quer a nível salarial, quer a nível de horário semanal de trabalho.

O gesto da ministra, que após falar com os trabalhadores se deslocou para a Assembleia da República, onde decorre o debate do Programa do Governo, deixou os manifestantes e os seus representantes esperançados na resolução da situação destes profissionais, que prometeram mais protestos caso a sua situação não seja resolvida.

Pelas 15:45, os trabalhadores desmobilizaram da porta da sede do Ministério da Saúde em direção aos quatro autocarros que saíram esta manhã de Braga.

Numa nota enviada anteriormente à Lusa, o Ministério da Saúde, refere que neste “início de nova legislatura e decorridos apenas dois meses sobre a passagem do Hospital de Braga para a esfera pública, a manutenção da qualidade de cuidados de saúde aos utentes tem sido a prioridade central”.

“Considerando as legítimas expectativas dos profissionais de saúde, o processo de negociações do Conselho de Administração com os profissionais está a ser acompanhado pelo Ministério da Saúde”, acrescenta a tutela.

O Hospital de Braga funcionava em regime de parceria público-privada, até ao dia 01 de setembro, tendo passado para a alçada do SNS nessa data, ficando como entidade pública empresarial (EPE).

O dirigente sindical Orlando Gonçalves explicou anteriormente à Lusa que os assistentes operacionais do Hospital de Braga, que funcionou até dia 01 de setembro como Parceria Público Privada (PPP), não passaram a ser abrangidos pelos acordo coletivo em vigor nos restantes hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“O Hospital era PPP, passou a EPE [com estatuto de Entidades Públicas Empresariais] a 01 de setembro. Há um acordo coletivo que dá direito às 35 horas, entre outras questões. Braga, na altura em que o acordo entrou em vigor não era EPE, logo o acordo não se aplicou. Agora é uma EPE e não faz sentido que não se aplique”, apontou.

Orlando Gonçalves afirmou ainda que esta situação “gera enormes desigualdades e discriminação” entre trabalhadores dos hospitais que já eram EPE, e mesmo entre os do Hospital de Braga.

“Isto provoca que em todos os hospitais EPE, os assistentes operacionais fazem 35 horas e ganham 635 euros. Aqui em Braga, ou fazem 35 horas e ganham 519 euros de salário base ou fazem 40 e ganham 600 euros”, exemplificou o dirigente sindical.

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Braga

Hospital de Braga recebeu “figuras de referência” da Anestesiologia nacional e internacional

Evento decorreu em simultâneo em 35 cidades internacionais

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Foto: Divulgação / Hospital de Braga

O Hospital de Braga recebeu, no passado sábado, a 3.ª edição do evento comemorativo do Dia Europeu da Anestesiologia Regional, que se realizou pela primeira vez em Braga, anunciou esta terça-feira aquela unidade hospitalar.

Em comunicado, é apontado que o evento, que reuniu figuras de referência nacionais e internacionais da área da Anestesiologia, pretendeu ser “um espaço de partilha de informação relevante e atual permitindo, desta forma, a atualização de conhecimento, com vista à melhoria e maior uniformidade na qualidade do tratamento da dor e do nível de cuidados anestésicos prestados aos doentes”.

A iniciativa, organizada pela Sociedade Europeia de Anestesiologia Regional e pelo Clube de Anestesia Regional (CAR/ESRA Portugal), decorreu em simultâneo em 35 cidades de 13 países europeus. Foi dirigida a médicos especialistas e internos de Anestesiologia, abordou temas fulcrais da área da Anestesia regional através de várias palestras, mesas redondas e workshops.

Foram, ainda, transmitidos em simultâneo, nas várias cidades europeias, podcasts da autoria de oradores internacionais de referência na área da Anestesiologia.

O balanço desta iniciativa foi “unânime entre participantes e organizadores locais, que destacaram o conceito inovador deste modelo de formação em que, em tempo real peritos da Anestesiologia Europeia levam a formação até aos formandos na sua cidade”, vinca a mesma nota.

Para além de Braga, a única cidade portuguesa envolvida, esta comemoração decorreu também noutras cidades europeias na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suíça e Turquia.

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Braga

Distrito de Braga movimentou 5,5 milhões no negócio do têxtil

Economia

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Têxtil Manuel Gonçalves (TMG). Foto: DR / Arquivo

As atividades ligadas à indústria da moda em Portugal geraram um volume de negócios de 15 mil milhões de euros em 2018, menos 3% que no ano anterior, representando 11,5% das exportações portuguesas, divulgou hoje a Iberinform.

O distrito de Braga é o segundo do país a gerar mais receita, um total de cerca de 5,5 milhões de euros durante 2018. É ainda neste distrito que se concentram 28% das sedes deste tipo de indústria, no total de 5.348 empresas.

De acordo com a filial da Crédito y Caución, embora na indústria nacional têxtil, do vestuário e do calçado as insolvências tenham aumentado mais de 35% em 2019, “o risco de incumprimento do setor é inferior à média de todas as outras atividades económicas” e estes setores “continuam a atrair investimento”.

Um estudo setorial elaborado pela Iberinform para analisar a evolução do risco financeiro e dos determinantes estratégicos das empresas da fileira da moda entre 2018 e 2019 aponta que, no ano passado, houve mais 35% de empresas neste setor a entrar em insolvência (730) face a 2018, sendo a confeção de outro vestuário exterior em série a atividade com maior número de insolvências registadas.

Contudo, nota, “no mesmo período verificou-se um aumento de 3% na constituição de novas empresas (1.390 empresas), dado que indicia algum interesse em investir no setor”, destacando-se o comércio a retalho de vestuário para adultos em estabelecimento especializado com o maior número de constituições em 2019.

O trabalho da Iberinform aponta a existência de 19.312 empresas (64% das quais microempresas, com uma média de 10 empregados) na indústria ligada à moda e um ‘score’ de 4,4 ao nível do incumprimento, o que traduz um ‘risco médio’, “inferior à média de todas as atividades económicas nacionais”.

O ‘score ‘é um modelo de avaliação de risco que mede a probabilidade de incumprimento de uma empresa a 12 meses, avaliando o risco de 1 a 10 numa escala de maior ou menor risco respetivamente.

Segundo as conclusões do estudo, as empresas classificadas com ‘risco médio’ representam 39% do total do setor têxtil, vestuário e calçado, tendo o modelo atribuído ‘risco elevado’ a 5.644 empresas (29% do total), enquanto 5.322 (28%) apresentam ‘risco baixo’.

O grau de compromisso financeiro do setor é apresentado como “bom”, com a respetiva autonomia financeira a ultrapassar os 40% em 2018, e, “embora as empresas não cubram todas as suas dívidas com capitais próprios, apresentam um rácio de solvabilidade de 67,4%, valor ligeiramente acima de 2017, mas cinco pontos percentuais acima dos valores de 2016”.

“Durante os últimos três anos, os prazos médios de recebimento (67 dias) foram sempre e gradualmente inferiores aos pagamentos a fornecedores e empregados (81 dias) o que é favorável em termos de caixa gerada pelas operações”, refere o estudo.

A maior percentagem de empresas da fileira pertence ao setor do comércio a retalho de vestuário e estabelecimentos especializados (27% do total), com 5.150 empresas que geraram um volume de negócios de mais de 2,4 milhões de euros.

Seguem-se a indústria do vestuário, que representa 24% do total, mas lidera em volume de negócios, com mais de 3,7 milhões de euros, e a indústria do calçado, que congrega 2.158 empresas (11,2%) geradoras de um volume de negócios superior a 2,3 milhões de euros”.

Já o setor da fabricação de têxteis representa 10,7% do total, com 2.078 empresas, que são responsáveis por um volume de negócios superior a 3,5 milhões de euros.

Embora as empresas do setor estejam dispersas por todo o país, os distritos do Porto e de Braga concentram o maior número de sedes: 5.755 (30%) e 5.348 (28%) respetivamente.

Por volume de negócios, destacam-se os distritos de Angra do Heroísmo, com 7,9 milhões de euros, Braga (mais de 5,5 milhões de euros), Porto (4,6 milhões de euros) e Lisboa (2,4 milhões de euros).

A maioria das empresas (23%) ligadas à moda tem entre dois e cinco anos e 18% já operam no mercado há mais de 25 anos, “o que traduz a maturidade do setor”, enquanto 13% foram constituídas há menos de um ano, com a Iberform a destacar o “potencial de crescimento” que tal representa.

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Braga

47 bombeiros de Vila Verde acusados de difamação

Difamação agravada e denúncia caluniosa

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O Ministério Público (MP) acusou 47 bombeiros dos Voluntários de Vila Verde de difamação agravada e denúncia caluniosa, por causa do teor de um abaixo-assinado que subscreveram em 2015 exigindo a demissão da então responsável pela formação da corporação.

O advogado de cerca de metade dos arguidos, João Silva, disse hoje à Lusa que vai requerer abertura de instrução, considerando que não vê “crime nenhum” resultante do abaixo-assinado.

“É um documento interno, enviado ao comandante, que se insere no âmbito da liberdade de expressão e de pensamento e que, sinceramente, não vejo que possa ofender seja quem for”, sublinhou.

Admitindo que os advogados dos restantes arguidos também avançarão com pedido de abertura de instrução, João Silva vaticinou que, nos dias de debate instrutório, o quartel de Vila Verde “vai ficar sem bombeiros”.

O documento tinha sido subscrito por mais seis bombeiros, que também eram arguidos, mas que aceitaram a suspensão provisória do processo, evitando assim serem acusados, mediante o cumprimento de injunções.

No abaixo-assinado, os signatários manifestavam-se críticos em relação à forma como a formação era ministrada e aludiam ao alegado “regime de exceção” em que a formadora, Márcia Costa, exerceria funções de bombeira.

Diziam, designadamente, que os horários definidos para a formação eram incompatíveis para a maioria dos bombeiros e criticavam a “insuficiência” de horas para determinadas temáticas.

Para os signatários, a postura da formadora “não foi a mais correta, beneficiando uns e prejudicando outros, tomando atitudes de superioridade”, ao jeito do “quero, posso e mando”.

Os subscritores consideravam ainda que Márcia Costa não cumpriu o mínimo de horas de serviço definido por lei para um bombeiro voluntário, mas, mesmo assim, no final do ano era “beneficiada”, de forma a não ingressar no quadro de reserva.

Os signatários do abaixo-assinado alegavam ainda que Márcia Costa não fazia serviços como incêndios florestais e incêndios urbanos, e só esporadicamente cumpria piquetes da escala.

“A sua relação com os restantes elementos do corpo ativo não é de todo a melhor, consequência de inúmeros atritos criados pela mesma e da sua postura adotada”, acrescentava o documento.

Por isso, defendiam que Márcia Costa deveria ser afastada das funções de responsável pela instrução contínua e exercer somente a sua função de bombeira voluntária.

Márcia Costa não gostou e avançou com uma queixa em tribunal, tendo o MP deduzido acusação este mês.

Segundo a acusação, a que a Lusa hoje teve acesso, os arguidos agiram “cientes da inveracidade” das imputações que fizeram a Márcia Costa, e cientes de que as mesmas eram “manifestamente ofensivas da honra, dignidade, consideração e imagem” da visada, quer pessoal, quer enquanto bombeira.

Então, em declarações à Lusa, o então comandante dos bombeiros de Vila Verde, José Lomba, atestou o “bom desempenho” de Márcia Costa enquanto bombeira e responsável pela formação.

Também na altura, o então presidente da Direção dos Bombeiros de Vila Verde, Carlos Braga, disse que Márcia Costa já não fazia parte do corpo ativo da corporação, tendo passado à reserva em meados de 2016, por iniciativa própria.

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