Seguir o O MINHO

Braga

Meia centena de autocaravanistas ‘rolam’ pelo Minho e apregoam: “Isto é liberdade”

Quase todos foram campistas

em

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Quase todos foram campistas. Montavam tenda em qualquer parte da Europa. Depois, compraram uma caravana, ou uma casa rolante. Mas a necessidade de possuir uma viatura para atrelar a nova casa não agradava. Decidiram, então, tornar-se autocaravanistas. E em Portugal são cerca de oito mil.

Vítor Tavares, 73 anos, foi um dos fundadores da Federação Portuguesa de Autocaravanismo, “há mais de 40 anos”.

Antigo segundo-comandante dos Bombeiros de Campo de Ourique, em Lisboa, está, durante estes dias, em passeio pela região do Minho, face a novo encontro dos associados do Clube Português de Autocaravanas, que se realiza em Vila Verde.

Vítor Tavares. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO encontrou o grupo, com cerca de meia centena de autocaravanistas, no santuário de Mixões da Serra, freguesia de Valdreu, em Vila Verde, durante uma visita guiada. Estão “alojados” no Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega, no mesmo concelho.

O antigo elemento de comando dos bombeiros relembra a forma como a maioria dos associados entrou no “mundo da liberdade”, como lhe chama.

Amantes do campismo puro, no final da década de 70 e inícios de 80, com tendas enfiadas em Fiat’s 127, iam correndo partes da Europa. Mas chegou o dia em que compraram a primeira autocaravana. E daí, até aqui, foi sempre a rolar.

Vítor recorda ter comprado a sua primeira autocaravana, uma Renault Traffic, em 1983. “Foi a primeira a ser fabricada em Portugal”, diz. Volvidas três décadas e meia, percorreu a Europa (quase) toda. “Só me falta ir à Grécia”.

Recentemente, foi ao Cabo Norte, na ilha de Magerøya, norte da Noruega. “Oito mil quilómetros, ir-e-vir“. E o mapa confirma a distância de 4.115,8 quilómetros a separar Lisboa da ilha semiglaciar.

Isto é liberdade

Mário Prista, 69 anos, veio de Faro até Mixões da Serra e ficou “deslumbrado” com as paisagens. “Sou autocaravanista itinerante”, apresenta-se o algarvio sem sotaque de marafado. 

Mário Prista. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estive em Marrocos, Cabo Norte, praticamente toda a Europa, mas nunca tinha estado aqui”. Pertence ao CPA há vários anos e revela que, na zona algarvia, ainda não existe nenhum clube, mas, a breve prazo, será fundado o primeiro.

“Já se está a preparar a criação de um clube, para breve, na nossa região. Pertenço a várias associações, mas a verdade é que, na terra das férias de verão, não há clubes de autocaravanismo”, salienta.

Grupo da CPA percorre estradas municipais junto à ‘fronteira’ do Alto Minho. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Assim como os restantes associados do CPA, Mário consegue encaixar a descrição de décadas de atividade em três palavras com conjugação verbal: “Isto é liberdade”.

O Minho

Vítor Tavares, o segundo-comandante do CPA, mostrou-se entusiasmado quando foi sugerida a região do Minho para destino deste encontro. “Já cá estive várias vezes, na zona de Viana do Castelo, a ajudar no combate aos fogos florestais”, recorda.

“A minha mulher até gozava a dizer que, em vez de combater os fogos, eu ia era para as festas da Senhora da Agonia. Aqui somos sempre muito bem tratados”, revela, em tom de riso. “Esta terra é formidável”.

Grupo da CPA no santuário de Mixões da Serra, em Vila Verde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mário concorda: “Nunca tinha estado em Vila Verde, mas já conheço o Minho quase todo e sei que posso contar com boas pessoas, comida maravilhosa e uma beleza natural indiscritível”.

“O Minho não tem nada a ver com o Algarve. Em julho e agosto, é o destino por natureza, mas aqui é o ano inteiro”, diz.

“Só que de inverno é mais complicado”, acrescenta, enquanto se abriga de nova chuvada.

“Somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”

Paulo Barbosa é o atual presidente da direção da CPA, cargo que exerce há seis anos. Conta que a vinda à região do Minho passou por uma sugestão da ATAHCA, associação de desenvolvimento para as terras altas junto aos rios Homem e Cávado.

Paulo Barbosa, presidente da direção do CPA. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Este já é o quinto encontro que fazemos só este ano, mas, mesmo em anos anteriores, nunca tínhamos vindo para a região mais interior do Minho. Há uns oito anos estivemos na costa do Minho, em Viana, Âncora e Caminha”, conta.

Paulo Barbosa destaca alguma dificuldade para autocaravanistas junto ao interior do país, sobretudo pela falta de locais onde possam substituir “as águas sujas” por água limpa.

“Na zona da costa há várias estações de serviço onde temos condições, mas nesta zona não temos estações e os parques de campismo são poucos”, lamenta.

“Há aqui o parque de campismo de Aboim da Nóbrega, cujo zelador (Domingos Costa), se mostrou disponível para nos receber e dar-nos condições”, destaca o dirigente, relembrando que “de três em três dias” é necessário “trocar as águas”.

“Precisamos de mais parques como este na região mais interior do Minho, somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”.

Anúncio

Braga

Parque de campismo em Terras de Bouro distinguido pelas práticas de inclusão

Parque Cerdeira

em

Foto: Divulgação / CM Terras de Bouro

A empresa municipal Parque Cerdeira, de Terras de Bouro, foi distinguido com o prémio de Marca Entidade Empregadora Inclusiva 2019, atribuído pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), anunciou a autarquia local.

“A nível nacional foram premiadas 28 entidades, estando o Parque Cerdeira entre as quatro empresas privadas distinguidas”, assinala a Câmara de Terras de Bouro, em comunicado enviado a O MINHO.

“Trata-se de uma prémio atribuído a quem contribua para a implementação de um mercado de trabalho inclusivo e se distinga por práticas de referência”, explica.

O Parque Cerdeira foi premiado pela “adaptação, desenvolvimento e progressão profissional dos seus colaboradores, pelas modificações que fez e que tornaram o estabelecimento acessível a todos os clientes, nomeadamente àqueles com necessidades especiais e pela sua relação com a comunidade e parceiros”.

De acordo com o IEFP, a Marca Entidade Empregadora Inclusiva destina-se a “promover o reconhecimento e distinção pública de práticas de gestão abertas e inclusivas, desenvolvidas por entidades empregadoras, relativamente às pessoas com deficiência e incapacidade”.

O galardão é atribuído, de dois em dois anos, às entidades empregadoras que contribuam para a implementação de um mercado de trabalho aberto e inclusivo.

“Estas entidades são reconhecidas pelas boas práticas em matéria de gestão de recursos humanos, em quatro domínios: recrutamento, desenvolvimento e progressão profissional; manutenção e retoma do emprego; acessibilidades; serviço e relação com a comunidade”, explica o IEFP.

Continuar a ler

Braga

Presépio Vivo de Priscos inaugurado com espírito de integração de refugiados

em

Já abriu portas a edição 2019 do maior presépio ao vivo da Europa, em Priscos, concelho de Braga, com a presença de uma família de 14 refugiados de guerra, proveniente da Síria, em destaque.

Foto: DR

As portas abriram cerca das 10:30 desta manhã de domingo, com o padre João Torres a dar o mote para a primeira visita nesta nova versão do evento.

O pároco que é também capelão nas cadeias de Braga e Guimarães, explicou que este convite visa “contribuir para a construção de pontes de fraternidade com os povos perseguidos e marginalizados”.

Foto: DR

Este ano, o número de figurantes volta a passar os 650, prevendo-se cerca de uma centena de cenários diferentes ao longo do recinto, junto à Igreja Paroquial de Priscos. A data de encerramento é a 12 de janeiro.

14 refugiados em convívio com o padre João Torres. Foto: DR

Horários

15 de dezembro: Inauguração às 10:30 até às 12:30
19 de dezembro: 15:00 às 17:00
21 de dezembro: 15:00 às 19:00
22 de dezembro: 15:20 às 18:40
25 de dezembro: 16:00 às 18:30
28 de dezembro: 20:00 às 22:30
29 de dezembro: 15:20 às 18:40
1 de janeiro: 16:00 às 19:00
4 de janeiro: 20:00 às 22:30
5 de janeiro: 14:30 às 20:00 (transmissão em direto no programa da TVI “Somos Portugal”)
11 de janeiro: 20:00 às 22:30
12 de janeiro: 15:20 às 18:40

Continuar a ler

Braga

Braga inaugura laboratórios de inovação no edifício do Castelo

Braga Urban Innovation Laboratory Demonstrator,

em

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O presidente do Município de Braga, Ricardo Rio, inaugura, esta segunda-feira, no Edifício do Castelo, dois Laboratórios de Inovação, o Centro de Inovação Social e o BUILD – Braga Urban Innovation Laboratory Demonstrator, um projeto de inteligência urbana.

O Edifício do Castelo – Laboratórios de Inovação “é um espaço vocacionado para o empreendedorismo, capaz de acolher redes colaborativas e de impulsionar projetos especificamente dedicados ao empreendedorismo e inovação urbana, social e cultural”.

O Castelo, situado no centro urbano, foi alugado pela Câmara por cinco anos, a cinco mil euros por mês. Foi alvo de obras de adaptação, de Inovação Social, que cria dez postos de trabalho, promove laboratórios de ideias, workshops e eventos, programas de incubação de negócios sociais e iniciativas de empreendedorismo social. Inclui, ainda, o desenvolvimento de parcerias relevantes com instituições públicas e privadas e outros agentes da economia de impacto.

No que toca ao BUILD, Miguel Bandeira, que tutela o Ambiente e a Mobilidade, adiantou que o projeto integra o programa Laboratórios Vivos para a Descarbonização, apoiado pelo Ministério do Ambiente através do Fundo Ambiental.

O potencial de inovação – disse – passa pela introdução de tecnologias ao nível dos sistemas de informação; carregamento de veículos elétricos; iluminação pública inteligente; gestão de tráfego; contadores inteligentes; produção de energia para autoconsumo; compostagem/aproveitamento de águas pluviais; e monitorização de consumos. Projetos financiadas pelo Fundo Ambiental e que – sublinha – “embora nesta fase estejam centralizadas numa área piloto o objetivo é alargar à cidade e ao concelho”.

Parcerias

Bandeira salienta que se pretende criar um ambiente de inovação onde a Câmara, com a Universidade do Minho (UMinho), o Centro de Computação Gráfica (CCG) e o Laboratório Internacional de Nanotecnologia (INL), “promove o desenvolvimento, validação e teste de novas tecnologias, serviços e respetivas aplicações em contexto real, tendo em vista reduzir as emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE) e a intensidade carbónica”.

“A mobilidade é a área com maior impacto. A área de intervenção, é nas freguesias de São Vicente e de São Victor, e na zona nordeste junto às escolas D. Diogo de Sousa, Leonardo DaVInci, das Enguardas e Francisco Sanches, envolvendo a urbanização do Pachancho, um dos principais pontos de congestionamento do tráfego automóvel”.

Continuar a ler

Populares