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Barcelos

Jovem que ficou cego de um olho em rixa à saída de um bar recorre da sentença

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O jovem de Barcelos que ficou cego do olho esquerdo vai recorrer do acórdão proferido esta terça-feira, por discordar da pena suspensa de dois anos e dez meses aplicada ao seu agressor, conforme o seu advogado, André Pereira Branco, revelou já esta terça-feira a O MINHO.

A vítima foi agredida na noite de 24 para 25 de dezembro de 2014, na Rua Bom Jesus da Cruz, perto do Largo da Porta Nova, no centro da cidade de Barcelos, por causa de uma rixa que se iniciou por alegadas tentativas de Diogo Alves travar conversa com três jovens que por sua vez se terão queixado junto dos seus namorados por estar a ser importunadas.

Diogo Jorge Monteiro Alves, de 20 anos, que ficou cego do olho esquerdo, além de três cicatrizes no rosto, foi operado três vezes e será submetido brevemente a nova intervenção cirúrgica, tendo solicitado através de uma ação cível a indemnização de 150 mil euros, já que ficou incapacitado mais de 400 dias, sendo estudante de design no Porto, mas devido à agressão sofrida, com um copo partido no rosto, teve de desistir do concurso para entrar na PSP, a fim de iniciar a sua carreira profissional na Unidade Especial de Polícia (UEP).

A pena aplicada ao arguido, Rui Ferreira Carmo Correia, de 30 anos, solteiro, natural e residente em Barcelos, engenheiro informático, foi de dois anos e dez meses de prisão, por ter sido um provado um crime de ofensa à integridade física grave, cuja condenação mínima seria de dois de prisão e a máxima de dez anos de prisão efectiva que foi suspensa.

Rui Ferreira Carmo Correia, que não compareceu à leitura do seu acórdão, no Palácio da Justiça de Braga, terá a pagar 150 euros ao Hospital de Santa Maria Maior, em Barcelos, pelas despesas com os tratamentos iniciais à vítima, para a sua pena ser mesmo suspensa.

Durante o julgamento, Rui Ferreira Carmo Correia alegou ter agido em legitima defesa, uma tese que o Tribunal Coletivo não aceitou, considerando que teve intenção de agredir.

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