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Alto Minho

Investimento de mais de 250 mil euros para alargar rede de esgotos em Ponte de Lima

Coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo

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Foto: Ilustrativa / DR

A Câmara de Ponte de Lima informou hoje que vai assinar, na quarta-feira, pelas 15:00, o auto de consignação da empreitada de alargamento da atual rede de esgotos – Cabaços/Freixo, num investimento estimado de 254.870 mil euros.

Em nota hoje enviada à imprensa, a autarquia liderada por Victor Mendes (CDS/PP), revelou que a empreitada terá início no primeiro trimestre de 2020.

A intervenção “visa a instalação de um coletor de saneamento na Estrada Nacional (EN)306, entre as freguesias de Cabaços e Fojo Lobal, e a freguesia de Freixo”.

A extensão da conduta e ramais, prolonga-se por 4.200 metros, e está integrada num projeto global, que pretende resolver os problemas de saneamento de várias freguesias da margem sul do rio Lima.

Alto Minho

Covid-19: Quase todos os concelhos do Minho em risco extremo (só escapam dois)

Dados por concelho da DGS

Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

Os novos casos de covid-19 aumentaram em todos os concelhos do Minho e, segundo o boletim desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS), apenas dois municípios não estão no nível de risco extremamente elevado de contágio (taxa de incidência acima dos 960 casos por 100 mil habitantes).

Vizela (900) e Monção (895) são os únicos concelhos que não ultrapassam aquela marca, segundo os mais recentes dados que reportam ao espaço entre 05 e 18 de janeiro.

Assim, o número de concelhos da região Minho em risco extremamente elevado passou de 15 para 23.

Caminha (2.513), Ponte da Barca (2.335) e Arcos de Valdevez (2.251) são os que têm a taxa de incidência cumulativa a 14 dias mais elevada.

No distrito de Braga, as taxas de incidência por concelho são as seguintes: Esposende (1.905), Póvoa de Lanhoso (1.730), Barcelos (1.625), Vila Verde (1.533), Guimarães (1.363), Terras de Bouro (1.258), Celorico de Basto (1.591), Famalicão (1.406), Braga (1.194), Vieira do Minho (1.680), Amares (1.125), Fafe (1.113), Cabeceiras de Basto (1.107) e Vizela (900).

No distrito de Viana do Castelo: Caminha (2.513), Ponte da Barca (2.335), Cerveira (1.930), Arcos de Valdevez (2.251), Melgaço (1.903), Viana do Castelo (1.265), Ponte de Lima (1.634), Valença (1.211), Paredes de Coura (1.886) e Monção (895).

Segundo a nota metodológica do boletim epidemiológico, a incidência cumulativa a 14 dias de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada, por concelho, a 31 de dezembro de 2019, pelo Instituto Nacional de Estatística, IP, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.

Duzentas e cinquenta e duas pessoas morreram em Portugal por covid-19 nas últimas 24 horas, tendo sido registados 6.923 novos casos de infeção com o novo coronavirus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico de hoje revela também que estão internadas 6.420, mais 303 em relação a domingo o que representa um máximo diário de internamentos, das quais 767 em unidades de cuidados intensivos (mais 25 nas últimas 24 horas).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 10.721 mortes associadas à covid-19 e 643.113 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 170.635 casos, mais 1.405 do que no domingo.

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Alto Minho

Ponte de Lima vai ter Museu Português de Canoagem

Aprovado protocolo

Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Terra com bastos pergaminhos na modalidade, em Ponte de Lima vai nascer o Museu Português da Canoagem. A autarquia aprovou, a 11 de janeiro, o protocolo para a sua constituição, entre a própria Câmara, o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Federação Portuguesa de Canoagem e o Clube Náutico de Ponte de Lima.

Em comunicado, o município limiano afirma que, “considerando a importância da proteção e valorização do património e da história da canoagem em Portugal, sejam eles de cariz material ou imaterial, e a sua promoção, nas mais diversas vertentes, mostra-se fundamental criar referências locais e mesmo nacionais de forma a protegê-los, investigá-los e divulgá-los através de um projeto expositivo até à data inexistente em Portugal”.

Recorde-se que Ponte de Lima é a terra Natal de Fernando Pimenta, atleta olímpico e a maior referência da modalidade em Portugal, tendo já conquistado 100 medalhas internacionais.

A Câmara salienta que “a canoagem, enquanto atividade que dá origem a uma série de importantes dinâmicas sociais, culturais e económicas, assume em Portugal, com destaque no presente contexto ao concelho de Ponte de Lima, um papel relevante de forte identidade, qualidade e atratividade que tem promovido o aumento do número de desportistas, turistas e visitantes, com claros benefícios ao nível do desenvolvimento sustentável de toda a região”.

“Por outro lado, existe uma aposta clara, decisiva e contínua, para que este território seja, cada vez mais, reconhecido nacional e internacionalmente pelos elevados índices de qualidade ao nível da canoagem. As infraestruturas e equipamentos já criados permitem neste momento promover a modalidade e identificar fortes dinâmicas existentes, afirmando a determinação no alcance daquele objetivo”, acrescenta.

O município salienta ainda “a relevância que o Clube Náutico de Ponte de Lima assume, desde há longa data, na promoção e desenvolvimento da canoagem e o papel preponderante na vida desportiva dos jovens, com resultados inigualáveis alcançados a nível mundial pelos seus atletas de alta competição, contribuindo, por isso, e na circunstância da cooperação com as entidades que tutelam e promovem o desporto e a prática da canoagem, para o êxito e alcance da estratégia para a modalidade em Portugal”.

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Alto Minho

Covid-19 e emigração fazem de Melgaço o concelho com maior abstenção no país

Eleições presidenciais

Foto: DR / Arquivo

O medo de apanhar a doença causada pelo vírus SARS-CoV-2 e a “forte” emigração em Melgaço, concelho mais setentrional de Portugal, explicam a taxa de abstenção mais elevada nas presidenciais de domingo (78%) registada no país.

“Os cadernos eleitorais de Melgaço tinham inscritos para votar 10.300 eleitores e [o município] tem uma população residente entre 8.500 e 9.000 [pessoas]. Daqui se percebe que há uma franja de eleitores que não está cá. Está fora, está no estrangeiro, e não votou porque não teve possibilidade de o fazer. É a abstenção técnica, como já referiu o primeiro-ministro, António Costa”, avançou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal.

Melgaço, com 238 quilómetros quadrados distribuídos por 13 freguesias, é o concelho menos populoso do distrito de Viana do Castelo, tendo, de acordo com os Censos 2011, 9.213 habitantes.

A norte e leste Melgaço é limitado por Espanha, a sudoeste pelo município de Arcos de Valdevez e a oeste por Monção, sendo um concelho que é marcado pelo envelhecimento e desertificação, onde a Câmara ainda hoje é a principal empregadora.

Afastado dos grandes centros e ainda fundamentalmente rural, com forte aposta na produção de vinho Alvarinho, esses atributos têm sido explorados para potenciar turisticamente o concelho.

O “alerta” para o impacto da abstenção técnica já tinha sido lançado pelo autarca socialista Manoel Batista face ao “elevadíssimo nível de população emigrada”.

“Temos uma abstenção técnica brutal. Eu diria que rondará os 60 a 70%, o que carrega imenso a taxa de abstenção de Melgaço, mais do que em qualquer outro município do Alto Minho”, reforçou Manoel Batista.

A pandemia de covid-19 foi outras das razões apontadas pelo autarca para afastar a população mais idosa das urnas.

“Houve uma abstenção forte relacionada com as pessoas mais idosas que não saíram para votar. Ou porque estavam confinados ou porque temiam pela sua segurança”, especificou.

“Contrariamente ao que aconteceu em eleições anteriores, o município não promoveu campanhas de sensibilização para que as pessoas fossem votar. Deixámos essa questão ao critério de cada um por sabermos que temos uma população muito idosa que poderia correr riscos”, adiantou Manoel Batista.

Segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), que se reportam ao período de 05 a 18 de janeiro, Melgaço regista uma incidência de 1.903 casos por 100 mil habitantes em 14 dias.

O concelho tem 41% do seu território integrado no único parque do país – Reserva Mundial da Biosfera. As aldeias de montanha de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, que compõem uma União de Freguesias, e a freguesia de Cevide, onde começa Portugal, integram o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

O ponto mais elevado de Melgaço situa-se no Giestoso, com 1.335 metros de altitude, na União de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, a cerca de 27 quilómetros da sede do concelho, e a mais de 100 quilómetros da capital do Alto Minho, Viana do Castelo.

Naquela união de freguesias, dos 891 eleitores inscritos, apenas 119 votaram e, para o autarca local, Alfredo Domingues, o medo de apanhar a covid-19 é a principal justificação para a elevada abstenção registada em Castro Laboreiro e Lamas de Mouro.

Nas duas localidades, em permanência residem “cerca de 425 habitantes, 80% com mais de 75 anos”, disse.

“Foi mais devido à covid-19 que as pessoas não foram votar. A população está muito envelhecida e o dia esteve muito chuvoso, foi por aí de certeza. As pessoas andam com muito medo nesta altura. Acautelam-se e saem pouco de casa. O inverno por aqui também não ajuda muito”, sustentou Alfredo Domingues.

A cumprir o segundo mandato autárquico, o presidente daquela união de freguesias aponta ainda a desertificação das aldeias pela “forte” emigração.

“Somos uma zona de muito emigração e nesta altura está tudo fora. Muitos idosos foram para França. Têm lá os filhos e vão passar uns meses. Há muitos que foram antes do Natal e ainda não voltaram. Mesmo os que vivem em concelhos vizinhos não puderam vir votar porque não era permitida a circulação”, destacou.

Em Castro Laboreiro, Adílio Pereira, de 67 anos, não votou porque a infeção pelo novo coronavírus entrou-lhe casa adentro e fechou-lhe os negócios da família, uma padaria e um mercado.

“Nós estamos fechados em casa e não pudemos ir votar, mas, a meu ver, muita gente da freguesia teve medo de sair de casa por causa da covid-19. Sabe como é, o medo é mais forte que o resto”, lamentou.

“As pessoas pensam: vou votar e apanhar uma doença? As pessoas não fazem cuidado nenhum, andam sem máscara ou com ela mal colocada, andam de qualquer maneira e feitio, e as pessoas têm receio”, disse, considerando serem fatores que contribuirão para a forte abstenção na localidade.

Conhecido pela alcunha de “meteorologista”, por divulgar através da sua página na rede social Facebook fotografias da neve em Castro Laboreiro, Adílio diz que o “cansaço” é o pior sintoma que a doença lhe tem causado e a “cisma” que não o larga.

“Também estou muito aborrecido por estar fechado no quarto. Ainda tenho sorte de estar com a mulher. Conversamos, vemos televisão, leio um bocadinho”, adiantou.

A abstenção nas eleições presidenciais de domingo foi de 54,55% no território nacional, a mais elevada de sempre em sufrágios para a escolha do chefe de Estado.

Nestas eleições em contexto de pandemia, nas quais Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República, votaram 4,2 milhões de eleitores, menos de metade dos 9,3 milhões de inscritos no território nacional.

Esta taxa de abstenção foi a mais elevada em eleições presidenciais, ultrapassando a registada na reeleição de Aníbal Cavaco Silva, em 23 de janeiro de 2011, em que 53,56% dos eleitores optaram por não ir às urnas.

As eleições presidenciais de domingo voltaram a confirmar a tendência para uma maior abstenção quando se trata de um segundo mandato.

Em Melgaço, que levou às urnas apenas 21,77% dos eleitores inscritos, Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República com 68,6% dos votos, Ana Gomes ficou em segundo, com 12,8%, e André Ventura em terceiro, com 8,1%.

Em quarto lugar ficou Vitorino Silva, com 4,71%, seguindo-se Marisa Matias, com 2,81%, Tiago Mayan Gonçalves, com 1,75%, e João Ferreira, com 1,15%.

Reportagem de Andrea Cruz, da Agência Lusa.

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