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II Festival Internacional de Documentário de Melgaço começa esta terça

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A primeira edição do Prémio Jean Loup Passek, com 32 filmes a concurso, e um curso de verão são as novidades do II Festival Internacional de Documentário de Melgaço que começa na terça-feira e decorre até 09 de agosto.

Segundo a organização do evento, a cargo da Câmara local, e da AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual, a primeira edição do Prémio Jean Loup Passek, batizado em homenagem ao escritor e crítico de cinema francês que doou parte do seu espólio ao município de Melgaço, propõe-se premiar filmes que reflitam sobre as temáticas da identidade, da memória e da fronteira.

Candidataram-se cerca de 200 filmes sobre o tema “Migrações”, entre os quais foram selecionadas para a competição 15 longas-metragens e 17 médias e curtas-metragens.

Entre as longas-metragens a concurso encontram-se documentários com origem em Portugal, França, Estados Unidos da América (EUA), Chipre, Austrália, Turquia, Alemanha, Itália, Espanha e Kosovo. O prémio para a melhor longa-metragem internacional será de três mil euros.

Já na competição de médias e curtas-metragens vão estar filmes de Portugal, França, Áustria, Bélgica, China, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Perú, Espanha, Polónia, Austrália, Brasil e EUA, sendo o primeiro prémio de 1.500 euros.

Os documentários portugueses selecionados candidatam-se também a um prémio específico, no valor de mil euros.

Outra estreia no programa do festival é o curso de Verão, intitulado “Fora de Campo”, que “pretende ser um encontro de reflexão e debate multidisciplinar em torno do tema “Cinema e Migrações” e aproximar abordagens artísticas, tecnológicas e das ciências sociais e humanas, envolvendo Universidades e grupos de Investigação de Portugal, Galiza e Brasil, a comunidade local e a equipa da organização do festival”.

O festival “Filmes do Homem” pretende promover e divulgar o cinema etnográfico e social, refletir sobre a identidade, memória e fronteira, e dinamizar o Museu do Cinema de Melgaço, inaugurado em 2005, onde se encontra o espólio que Jean Loup Passek doou ao concelho.

O programa do evento inclui ainda mostras de cinema documental, em sala, e ao ar livre, sobre as migrações, uma residência cinematográfica e fotográfica designada “Plano Frontal”, na qual serão integrados alunos de Cinema, Audiovisual e Fotografia para realizarem documentários e projetos fotográficos sobre temas locais que lhes serão propostos.

Há ainda duas exposições, uma intitulada “Nós, por cá e por lá” que apresenta as fotografias de arquivos pessoais que documentam histórias da emigração e que foram recolhidas e digitalizadas, no último ano, pela organização do festival. Parte desse espólio vai poder ser visto na Casa da Cultura de Melgaço.

Uma exposição, patente no Museu de Cinema de Melgaço Jean Loup Passek, evocará Manoel de Oliveira, cineasta que ao longo da sua obra fez uma reflexão sobre a cultura e a história portuguesa e que escolheu a região como cenário para um dos seus filmes.

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