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Região

Habitantes do distrito de Braga ganham menos 200 euros que a média nacional

Distrito acima da média nacional no investimento em cultura e desporto

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Foto: DR

Os municípios do distrito de Braga investem acima da média nacional em cultura e desporto e os habitantes ganham cerca de menos 200 euros do que o valor médio do país, segundos dados reunidos no portal EyeData.


Em 2017, do total da despesa dos municípios, 12,71% foi reservado às áreas da cultura e do desporto, contra os 10,26% a nível nacional.

Já no que se refere às despesas camarárias com o ambiente, no ano anterior, o distrito ficava, com 6,08%, abaixo da média portuguesa, de 8,92%.

Com os mais recentes dados conhecidos a remontarem ao ano de 2018, com uma população residente média de 829.317, o distrito de Braga tem, segundo a Comissão Nacional de Eleitores, cerca de 778.360 eleitores – perdeu mais de nove mil desde 2015 – e escolhe 19 deputados.

Com uma taxa de rendimento médio mensal por conta de outrem, em 2016, de 895,08 euros, enquanto a nacional se fixa em 1.108,56, o poder de compra per capita em Braga é igualmente inferior à referência nacional: segundo o portal de análise de dados estatísticos, em 2015 esse valor era de 86,25 no distrito (Portugal=100,22).

Quanto ao desemprego, em 2018, a mesma fonte indica que a taxa neste distrito do Minho é de 4,86%, número inferior à média nacional, que se cifrou os 5,54%. Esta percentagem é calculada pelo número de desempregados inscritos em relação à população residente entre 15 e 64 anos.

Em Braga, o saldo populacional migratório por cada 10 mil habitantes foi, em 2018, negativo (-0,15), enquanto a nível nacional naquele índice atingiu os 11,25, ou seja, Braga perdeu população no ano passado.

Na educação, em 2011, data dos últimos Censos, a população com mais de 15 anos com pelo menos o ensino secundário era de 25,36%, abaixo da média nacional, que era de 30,53%.

No entanto, o distrito destaca-se, na área de educação, com uma maior percentagem de estabelecimentos de ensino pré-escolar por cada 10 mil habitantes, acima da média nacional, registando em 2017 um índice de 6. Portugal tinha então um valor de 5,74.

Quanto às anteriores eleições legislativas, a taxa de abstenção neste círculo foi de 39,78%, tendo votado, segundo dados do ministério da Administração interna, 474.341 votantes dos 787.768 inscritos.

A coligação que juntava PPD/PSD e CDS-PP teve a maioria dos votos, 45,61%, elegendo 10 deputados, seguida do PS (sete deputados, com 30,87%), o BE (um deputado e 8,8% dos votos) e a CDU, igualmente com um deputado eleito e 5,19% de votos.

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Ave

Bombeiros de Fafe mobilizados para incêndio em tinturaria

Incêndio

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

Um incêndio deflagrou, esta quarta-feira à noite, numa empresa têxtil, em Fafe.


Ao que O MINHO apurou, as chamas tiveram origem numa râmola – uma máquina que submete as malhas a temperaturas elevadas.

As chamas ficaram circunscritas àquela máquina, não alastrando a outros setores do grupo Gravotêxtil / Davitex, uma empresa de tinturaria e acabamentos têxteis, localizada em Bouças.

Vídeo: Ivo Borges / O MINHO

O fogo poderá ter sido provocado por excesso de cotão na râmola.

O alerta foi dado às 22:23 e, em pouco tempo, foi dado como extinto.

Os Bombeiros de Fafe estiveram no local com sete operacionais e duas viaturas.

A GNR registou a ocorrência

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Braga

Longas filas, distanciamento e algum receio no regresso da população ao Braga Parque

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Carmo Lopes veio à Zara trocar peças de roupa compradas pela internet. Já José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. São alguns dos exemplos no regresso da população ao Braga Parque, que decorre esta segunda-feira, no início da terceira fase do desconfinamento.


Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO esteve na chamada reabertura, embora o centro comercial nunca tenha fechado, como explica António Afonso, diretor-geral. “Nunca existiu um encerramento dos centros comerciais, como é referido pela opinião pública. Das 180 lojas que existem dentro das instalações, 15 mantiveram-se abertas”, conta.

Mas a adesão diminuiu em cerca de 90% ao longo dos últimos três meses. Para esta nova fase, o responsável explica que foram tomadas várias medidas para evitar possíveis contágios, mesmo quando o vírus parece já ter dado tréguas na região minhota.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Limitámos o acesso, neste momento o máximo permitido é de quatro mil pessoas, retirámos 50% das mesas da restauração, onde deixámos ficar apenas as de quatro lugares para grupos, e promovemos o uso obrigatório de máscaras”, explica.

Porém, nem todos cumprem, como admite o diretor. “Caso alguém entre sem máscara, nas lojas serão barrados, porque os lojistas têm indicação de não deixar entrar ninguém sem a devida proteção”, assegura.

Muita gente voltou a entrar no Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para além das medidas supra citadas, as casas de banho também foram alvo de redefinição. Agora, por cada mictório disponível, outros dois estão interditos, o mesmo sucedendo com as cabines e com os lavatórios. Nos elevadores, só podem entrar duas pessoas de cada vez, excepto grupos que já venham juntos.

Distanciamento social na área de restauração. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Outra das medidas foi a não circulação do ar condicionado: “Todas as janelas foram abertas para facilitar a circulação de ar natural. Temos também as portas de entrada e saída todas abertas, não só para ajudar o ar a circular mas também para evitar potenciais contágios com o toque nas mesmas”.

Sobre as lojas, António Afonso refere que já quase todas das 180 existentes abriram, tirando as que ainda não tinham as medidas todas implementadas, mas essas abrirão até amanhã.

Trocas

Carmo Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Encomendou-a através do site da loja mas acabou por não servir. Apesar de achar o ambiente “pacíficio”, admite sentir “sempre algum receio”.

Carmos Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“As regras estão bem expostas, há dispensadores em todo o lado mas em termos de distanciamento, acho que algumas pessoas não se preocupam muito com isso”, aponta, dando como exemplo o distanciamento na fila de pagamento na loja da Zara. “Há uma ou outra pessoa que não cumpre, mas, regra geral, toda a gente está a ser um verdadeiro agente de saúde pública”, afirma.

José Ferreira veio de Barcelos de propósito para trocar uma cadeira de bebé para uma neta de 16 meses, na loja da Chicco. Comprou a cadeira, mas foi decretado o Estado de Emergência então teve de esperar por agora para poder voltar a trocar.

José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre o regresso em massa ao shopping, acha que as pessoas estão a cumprir as regras de distanciamento e o uso de máscara. Também está contente com os dispensadores colocados. “Acho que estão reunidas as condições para aos poucos regressar tudo ao normal, caso não haja nova vaga”.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Jurista de profissão, está agora em teletrabalho, depois de, no escritório, alguns dos colegas não encararem inicialmente a pandemia como José acha que deveriam. “Na altura, eu e outros colegas mais velhos decidimos colocar um atestado médico até que fossem colocados horários rotativos para podermos trabalhar em maior segurança, sobretudo por causa do espaço. Agora até estou em teletrabalho por isso tem sido tranquilo nesse aspecto”, sublinha.

Primark

Na Primark, as filas são longas, assim como na Sport Zone e na Nespresso. O MINHO tentou obter reação dos responsáveis das lojas mas o mesmo foi descartado, por apenas ser permitida a comunicação a nível central. Dentro da Primark, no entanto, apesar do dispensador obrigatório na entrada, os clientes iam mexendo na roupa, como antes da pandemia.

Longa fila na Primark. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Falámos com Maria Sequeira, vinda de Famalicão. Era a 15ª pessoa na fila de entrada, cerca das 13:30. Admite que há muita gente na fila mas que todos estão de máscara e a cumprir “mais ou menos” o distanciamento. “Há sempre quem se chegue, mas comigo a experiência tem sido positiva”.

Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“É sempre chato estar na fila mas preciso de comprar umas calças para o meu filho e aqui acaba por ser mais barato. Em layoff, numa fábrica têxtil, admite que “o momento não está para compras em lojas mais caras”, acrescentou.

A controlar a fila, que se estendia por mais de 100 metros, existiam dois funcionários, que iam assegurando o cumprimento das regras.

“Só fechamos três dias”

A tabacaria e papelaria Kiosku só fechou três dias ao longo do confinamento. Para além de um restaurante de take away, foram a única loja aberta em todo o segundo piso, como explica o casal de proprietários. Admitem, no entanto, que existiu uma quebra de 90% nas vendas o que levou a que fosse necessário ativar lay-off e rotatividade por turnos. “A administração do Braga Parque ajudou-nos muito, deram-no sempre tranquilidade, acho que estiveram à altura do que aconteceu”, confessam.

Proprietários da tabacaria e papelaria Kiosku. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre esta segunda-feira, parece ter melhorado, aos olhos dos proprietários. “Já tem muita mais gente, mesmo assim ainda não há aquele movimento de clientes como antes desta situação toda”.

Chegada dos emigrantes

A Smart Talk foi das últimas lojas a fechar. Situada num stand no centro do shopping, reabriu hoje, mas Paulo Pinto, que gere o espaço, confessa-se apreensivo.

Paulo Pinto, gerente da Smart Talk. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Acho que poderíamos ter sido mais resguardados, uma vez que estamos aqui no meio dos corredores, mas é justo dizer que a administração tem lidado bem com tudo isto”, elogia.

Paulo refere que o shopping “está cheio de gente”. “É bom para o negócio mas em termos de saúde, não sei se será assim tão positivo”, admite, confessando que é necessário perder o receio de vir às grandes superfícies.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mas o maior receio de Paulo é outro: a chegada dos emigrantes, temendo mesmo “uma balbúrdia”.

Admite ainda que já atendeu “um ou dois” clientes sem máscara. “Atendi porque estavam distanciados e nesse sentido acho que até cumpriram essa regra. “98% usam máscara”, remata.

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Região

H&M reabre lojas em Braga e Guimarães

Desconfinamento

em

Foto: DR

A H&M reabriu 16 lojas localizadas em diferentes centros comerciais por todo o país, anunciou hoje a cadeia de moda sueca, salientando que a saúde e segurança dos clientes e dos trabalhadores é a “principal prioridade”.


As lojas no Via Catarina, Norte Shopping, Mar Shopping, Gaia Shopping e Alameda Shop & Stop no Porto, e também no Fórum Coimbra, Palácio do Gelo em Viseu, Braga Parque, Braga Nova Arcada, Espaço Guimarães, Leiria Shopping, Fórum Castelo Branco, Glicínias Plaza em Aveiro, bem como as lojas do Algarve no Mar Shopping Algarve, Algarve Shopping e Aqua Portimão reabriram com horário reduzido, refere o grupo em comunicado.

Entre as medidas referidas pela H&M está a disponibilização de equipamento de proteção pessoal, como máscaras e luvas, para todos os colaboradores, gel desinfetante disponível para clientes e colaboradores, estruturas de acrílico nos pontos de caixa, limpeza regular e minuciosa e controlo de lotação, além de medidas de distanciamento interpessoal mediante utilização de sinalética em toda a loja e apoio do ‘staff’ (trabalhadores).

No comunicado pode ler-se também que os provadores estarão encerrados e a roupa devolvida será sujeita a uma “quarentena de 48 horas”, além de outros procedimentos de desinfeção.

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