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Guimarães

Guimarães: Trabalhadores da Coelima “cansados” do atraso no pagamento de salários

“Contrato colectivo de trabalho prevê o pagamento no dia 02 e a empresa insiste em não cumprir a data”

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Os trabalhadores da empresa têxtil Coelima, sediada em Pevidém, Guimarães, estão cansados do incumprimento, por parte da administração, do dia previsto para o pagamento dos salários.

Depois “de inúmeros avisos”, esta semana fizerem greve e “caso a situação de mantenha” poderão voltar à paralisação.

Segundo Francisco Vieira, do Sindicato Têxtil do Minho, contactado por O MINHO “o contrato colectivo de trabalho prevê o pagamento [de salários] no dia 02 e a empresa insiste em não cumprir a data”.

“Fizemos inúmeros avisos e a situação manteve-se e tem sido recorrente”.

O sindicato reconhece que “não estão em causa salários em atraso mas, apenas, o dia do pagamento que a administração não cumpre”. Esta semana, os trabalhadores fizeram uma paralisação para chamar a atenção para o assunto.

“Os trabalhadores estão cansados desta situação e a empresa continua a fazer ‘ouvidos de mercador’ às nossas reivindicações”, refere ainda Francisco Vieira.

O sindicalista não descarta que “a paralisação não volte a acontecer se este procedimento se mantiver”. A greve desta semana acabou depois de uma reunião entre a empresa e os representantes sindicais, “com a promessa por parte da administração de tudo fazer para reverter a situação”.

O MINHO tentou contactar a empresa, inserida no grupo MoreTextile, mas ainda não foi possível obter qualquer reacção.

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Guimarães

Deichmann abre loja em Guimarães, a nona em Portugal

Marca de calçado alemã

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Foto: Divulgação / Arquivo

A marca de calçado alemã Deichmann anunciou hoje que abrirá uma nova loja no Centro Comercial Espaço Guimarães na próxima semana, a nona da marca no país.

O novo espaço terá uma área de venda de 350 metros quadrados.

Atualmente, a Deichmann está presente nos seguintes centros comerciais: Aqua Portimão (Portimão), UBBO (Amadora), Almada Forum (Almada), Forum Barreiro (Barreiro), Alegro Montijo (Montijo), Alegro Sintra (Sintra), Mar Shopping Algarve (Loulé) e LoureShopping (Loures).

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Guimarães

Guimarães liga iluminação de Natal a 24 de novembro

Programa

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Foto: Divulgação

Foi apresentada, esta segunda-feira, 18 de novembro, a programação de Natal da Câmara de Guimarães, pela mão da vice-presidente da autarquia, Adelina Pinto.

O programa pretende “corresponder à vontade dos vimaranenses” e “ser atrativo para quem nos visita”, apontou ainda a vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, sublinhando a ligação à “cultura”, “entretenimento”, “património” e “atratividade da cidade”.

No dia 24 de novembro será ligada a iluminação pelas ruas da cidade. A abertura oficial do programa está agendada para 07 de dezembro, com uma arruada natalícia, com início no Largo dos Laranjais em direção ao Largo do Toural (17:00), seguindo-se espetáculo de Árvore de Natal (18:00) e o espetáculo de som e luz, na Alameda de S. Dâmaso. Decorrerá, entretanto, a abertura do Mercado de Natal, no Jardim da Alameda (18:30). O número de mercadores ultrapassa as três dezenas, vocacionados para a área da alimentação, artesanato, decoração, doçaria, literatura e produtos infantis.

No horário de funcionamento do Mercado de Natal estão previstas ações de animação desde teatro à música, que se estendem a várias ruas de Guimarães, entre atividades diversas para as crianças, entre as quais “Debaixo do Azevinho”, “Fábrica do Chocolate”, “Marionetas do Circo”, “Dom Azevinho”, “O Pai Natal está cá” e o “O Natal dos Afonsos”.

A celebração do 18.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Guimarães na Lista do Património Cultural da UNESCO assinala-se com atividades nos dias 13 e 14 de dezembro. Realiza-se no dia 13, sexta-feira, uma sessão oficial na Câmara Municipal de Guimarães (17:00), seguindo-se o concerto comemorativo do Centro Histórico a Património Cultural da UNESCO, por António Victorino d’ Almeida (Piano) e Ana Maria Pinto (Soprano), na Igreja de Santo António dos Capuchos e termina com a “Corrida do Património”.

Na Festa de Passagem de Ano mantém-se a tradição dos últimos anos, com um programa concentrado no Centro Histórico, pelo Largo da Oliveira, Praça de S. Tiago e estende-se ao Largo da Misericórdia, com Videomapping, DJ’s, VJ’s e Live Acts, afirmando-se como um dos maiores momentos festivos de passagem de ano na região norte de Portugal.

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Guimarães

Nasceu uma nova estrela Michelin, em Guimarães. Foi há um ano. O que mudou de lá para cá?

Restaurante “A Cozinha”, do chef António Loureiro

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Foto: Divulgação / Arquivo

Mais postos de trabalho, equipas mais coesas, maior confiança para inovar e aumento da procura são algumas das mudanças relatadas pelos ‘chefs’ dos três restaurantes portugueses que há um ano receberam a primeira estrela do Guia Michelin. Um deles foi “A Cozinha”, em Guimarães.

Foto: DR (2018)

Um ano depois, o ‘chef’ António Loureiro considera que aumentou a pressão, até pela consciência de que há visitantes que só se deslocam à cidade por causa do restaurante.

“Passámos a sentir que realmente as pessoas lá fora têm uma expectativa muito grande em relação ao que é o restaurante e ao que é isto das estrelas Michelin”, admitiu.

De resto, garantiu, não houve grandes alterações na sua cozinha: “Não mudámos muita coisa. Tínhamos consciência do trabalho que tínhamos a fazer, ganhámos uma estrela porque estávamos a fazer bem”.

A Cozinha por António Loureiro, uma nova estrela Michelin que nasceu em Guimarães

“A Cozinha” oferece uma gastronomia tipicamente portuguesa, “não só no produto, como no receituário e na própria tradição”.

“Temos sempre em todos os pratos muita ligação à terra, àquilo que é a nossa cultura gastronómica”, descreveu, explicando que há uma preocupação em “equilibrar” alguns dos “pecados” da cozinha portuguesa e torná-la “mais atrativa e mais moderna, mas também mais moderada”.

“A nossa cozinha tem muita gordura, muito sal, muito açúcar, muitos hidratos, muita proteína. Aquilo que as pessoas procuram, mais do que se alimentarem em quantidade, é alimentarem-se em qualidade e ter uma experiência diferente”, defendeu.

Os clientes duplicaram e a novidade é que agora há “muitos, muitos mais portugueses”.

Foi o mercado interno que, inicialmente, mais aumentou no restaurante “A Cozinha”, em Guimarães, afirmou à Lusa António Loureiro.

“A Michelin é uma marca muito forte, que chega a todos os cantos do mundo e há pessoas que vêm diretamente da Dinamarca, Suécia, Bruxelas ou Taiwan”, exemplificou o ‘chef’, há pouco mais de três anos à frente do projeto.

No “G Pousada”, projeto que os irmãos Óscar e António Gonçalves abraçaram em 2014 na Pousada de São Bartolomeu, em Bragança, e que foi outro dos distinguidos, as brigadas da cozinha e da sala duplicaram no último ano para responder à procura.

Os telefones da pousada não pararam na noite de 21 de novembro do ano passado, quando o G Pousada recebeu a primeira estrela do Guia Michelin Espanha e Portugal, relataram à Lusa, afirmando que passaram a receber clientes de todo o mundo.

A quem os visita fazem questão de mostrar produtos regionais, como o cuscuz de Vinhais, dos azeites aos vinhos ou às facas, cujos cabos são feitos das hastes de veado que caem todos os anos.

“Temos sempre elementos sazonais da nossa região. Não faria sentido de outra forma porque quem vem a Trás-os-Montes quer provar Trás-os-Montes”, comentou Óscar Gonçalves.

O ‘chef’ compara o sentimento de receber a distinção do ‘guia vermelho’ com a de ser pai: “Uma sensação de alegria e ao mesmo tempo de impotência. Quando nasce um filho pensamos, ‘será que nós vamos conseguir ser bons pais e criá-lo’? E aqui foi a mesma coisa, ‘será que eu vou conseguir manter’?”.

Uma sensação que rapidamente ultrapassou: “Continuámos e mudámos cartas e estamos a avançar e a aprender todos os dias (…). Conseguimos, agora temos que manter e lutar para mais”, descreveu.

Óscar Gonçalves não esconde que um dos principais motivos de satisfação é o de ter conquistado a estrela para Bragança, pela primeira vez.

“Neste cantinho do país, tão perto da Europa e tão longe de Lisboa, conseguimos mostrar que somos capazes e que temos produtos de qualidade”, afirmou.

Outro ‘chef’ que se orgulha de um feito inédito é Pedro Almeida, que alcançou a primeira estrela em Portugal para um restaurante asiático, o “Midori”, em Sintra.

“É um marco na história. Já ninguém nos tira”, disse.

No “Midori”, o restaurante japonês mais antigo em Portugal, Pedro Almeida aprofundou o conceito dos menus de degustação de cozinha japonesa, para o qual percebia que havia um público cada vez mais interessado.

“Nós não queremos fazer aqui um misto de cozinha japonesa com cozinha portuguesa. Nós queremos fazer cozinha japonesa, mas onde nós contamos as histórias da nossa infância, explicamos os nossos produtos, aquilo que nós fazemos cá em Portugal e, portanto, tem aqui muito de nós, de Portugal, neste menu”, explicou à Lusa.

Sobre as principais mudanças que notou no último ano, Pedro Almeida disse que “a equipa ficou mais forte”, por terem conseguido “alcançar todos juntos um objetivo”, e ganhou “mais confiança para fazer menus novos, para criar pratos novos e (…) ainda mais arrojados e interessantes”.

Mas Pedro Almeida garante que não sentiu mais pressão: “Nós tínhamos a mesma pressão antes de ganhar uma estrela que temos hoje em dia. (…) Para nós, [os clientes] são todos inspetores [do guia]”.

Sobre a edição ibérica do Guia Michelin de 2020, que será conhecida esta quarta-feira, nenhum ‘chef’ arrisca grandes prognósticos.

Todos esperam manter a distinção no próximo ano e afastam a possibilidade de receber a segunda estrela para já. Por enquanto, dizem, há que consolidar o trabalho.

Óscar Gonçalves resume bem o sentimento da classe: “Só peço que o Guia seja generoso para Portugal, porque quantos mais formos mais peso temos, mais capacidade temos e o roteiro maior se torna neste pequeno canto na Europa”.

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