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Ave

Gaivotas da Islândia passam inverno em Famalicão

Pateiras do Ave

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Foto: DR

As gaivotas-de-asa-escura nascidas na Islândia passam o inverno em regiões mais quentes, com Portugal a ser um destino de eleição.

A conclusão é do Instituto Islandês de História Natural, que dá conta de um exemplar deste tipo de ave (Larus fuscus graellsii) registado em vários pontos do nosso país, incluindo nas antigas pateiras da bacia do rio Ave, em Famalicão.

De acordo com Gunnar Thor Hallgrimsson, professor da Universidade da Islândia, uma gaivota identificada na freguesia de Fradelos, em Famalicão, é a mesma que foi anilhada pelo próprio, a 11 de julho de 2019, em Garðaholt, Garðabær, ao abrigo do projeto Icelandic Project.

Na passado dia 12 de março, esta espécime com dupla anilhagem foi avistada por elementos de um grupo afeto às Pateiras do Ave, que se dedica a ajudar a criar uma paisagem protegida local nas freguesias de Fradelos, Ribeirão e Vilarinho das Cambas.

O grupo famalicense dá conta do repousa da ave nas margens do rio com “uma anilha em cada pata”. “Uma metálica, cujos códigos só são legíveis com a ave na mão, e uma outra plástica, azul, com o código a branco YC 87”, explicam.

“Depois de alguma pesquisa percebemos que tinha sido anilhada na Islândia e por isso reportamos a observação ao Instituto Islandês de História Natural”, referem, adiantando que a resposta chegou passados onze dias.

“Explicaram-nos que a ave foi anilhada ao abrigo de um projeto que já opera há mais de 20 anos e que procura compreender onde passam o inverno as aves que se reproduzem nesse país”.

“Em setembro foi observada duas vezes em Matosinhos e desde novembro passado que tem estado pela bacia do Ave, tendo sido vista em Vila do Conde e mais recentemente em Fradelos”, afirma o grupo famalicense.

Fonte: Icelandic Project

Depois desta temporada no litoral norte de Portugal, provavelmente em breve voltará à Islândia para uma nova época de reprodução.

“Assim percebemos que ao preservar os habitats ribeirinhos do Vale do Ave podemos também contribuir para a conservação das aves de um país que fica a mais de 2.500 quilómetros de distância. É nestas ocasiões que se torna claro que a natureza é uma coisa só”, destacam.

Paisagem Protegida Local

Desde 2018 que a Câmara de Famalicão, em conjunto com a CSIF de Fradelos, Ribeirão e Vilarinho das Cambas, pretende envolver e mobilizar as comunidades locais na recuperação e valorização das antigas pateiras do baixo Ave, um espaço de reserva para aves migratórias, onde foram já identificadas cerca de 190 espécies.

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Ave

Castelo de Guimarães distinguido com prémio Cinco Estrelas Regiões

Galardão

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Foto: Divulgação / Arquivo

O Castelo de Guimarães voltou a ser distinguido com o Prémio Cinco Estrelas Regiões na categoria “Monumentos Nacionais”, anunciou hoje fonte da autarquia.

Conforme explicava o município em 2019, ano em que também recebeu aquela distinção, este prémio baseia-se num “sistema de avaliação que identifica, segundo a população portuguesa, o melhor que existe em cada um dos 20 distritos (incluindo regiões autónomas) ao nível de recursos naturais, gastronomia, arte e cultura, património e outros ícones regionais de referência nacional; bem como premeia empresas portuguesas que se diferenciam a nível regional”.

“Através de uma votação nacional, os portugueses identificaram, para cada um dos distritos, o que consideram extraordinário a vários níveis (estudo envolveu 205.895 indivíduos). Esta votação foi gerida pela Multidados.com, uma das empresas de estudos de mercado parceiras dos Prémios Cinco Estrelas”, era explicado.

Classificado como Monumento Nacional, o Castelo de Guimarães está na origem da Nação Portuguesa. Foi a primeira estrutura militar construída em Vimaranes, (Guimarães) data provavelmente do século X, mandada edificar por Mumadona Dias, que herdara do seu marido o governo das terras de Portucale. Em 1127, D. Afonso Henriques e as suas forças resistiram aí às forças de Afonso VII de Leão e Castela. No ano seguinte, mais precisamente em 24 de junho de 1128, D. Afonso Henriques venceu aí as forças da sua mãe, D. Teresa, dando assim origem ao novo reino, o reino de Portugal.

Já entre o final do século XII e o início do século XIII, o rei D. Sancho I definiu os limites da vila, dando assim, início à construção das muralhas. Em meados desse século, já debaixo do reinado de D. Afonso III, ficou definido o traçado definitivo das muralhas que passaram a unificar a vila do Castelo, no topo do Monte Largo, e a vila de Santa Maria, no sopé. As muralhas ficaram concluídas já no início do século XIV, no reinado de D. Dinis.

As muralhas viriam a ser reforçadas já na segunda metade do século XIV, no reinado de D. Fernando, para proteger a vila das investidas do rei D. Henrique II de Castela, que começava a invadir Portugal desde o Minho, tendo já conquistado a vizinha Braga.

Em 1389, o rei D. João I unificou as comunidades alta e baixa da povoação de Vimaranes, juntando-as sob um único concelho ao qual passou a dar o nome de Guimarães. Nesta altura, a muralha contava com um perímetro de 2Km, sendo rasgada por oito portas e reforçada por oito torres. Com os avanços tecnológicos e os progressos militares, o Castelo de Guimarães começou a perder a sua importância militar e a ser relegado para segundo plano, passando a abrigar a Cadeia Municipal, no século XVI. No século seguinte, o castelo passou a assumir a função de palheiro do rei, começando assim a sua ruína. Em meados do século XIX, a Torre de São Bento foi mandada demolir.

Em 1853, Guimarães foi elevada a cidade pela rainha D. Maria II, sendo mais tarde, em decreto publicado a 19 de março de 1881, o Castelo classificado como “Monumento Histórico de 1ª Classe”, o primeiro da região do Minho.

Já no século XX, o Castelo de Guimarães foi classificado como Monumento Nacional, nos anos de 1908 e 1910. Em 1937 deu-se início a uma extensa campanha de intervenção para a recuperação do Castelo e das Muralhas, vindo o Castelo a ser reinaugurado em 4 de junho de 1940, para as comemorações do VIII Centenário da Fundação da Nacionalidade.

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Ave

Famalicão dá 70 mil euros aos bombeiros e Cruz Vermelha

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

A Câmara de Famalicão vai atribuir um apoio extraordinário no valor de 20 mil euros a cada uma das três corporações de bombeiros do concelho, e de 10 mil euros ao Núcleo da Cruz Vermelha de Ribeirão, anunciou hoje a autarquia.

Esta medida surge para “reforçar condições que permitam às mesmas instituições dar a melhor resposta possível à população no atual contexto de emergência social provocado pela pandemia”.

A garantia tinha sido já deixada pela autarquia no final de mês de março. Depois de analisadas as necessidades com que as corporações se confrontam, a proposta para a atribuição deste apoio extra de 70 mil euros é agora analisada na reunião do executivo municipal de amanhã, quinta-feira, dia 09 de abril.

Refira-se que em termos de socorro e transporte de doentes, o Município de Vila Nova de Famalicão é servido por três corporações – Bombeiros Voluntários de Famalicão, Bombeiros Voluntários Famalicenses e Bombeiros Voluntários de Riba de Ave – e pelo Núcleo da Cruz Vermelha de Ribeirão.

Para além deste pacote financeiro excecional, o executivo famalicense discute também amanhã a atribuição da segunda parcela do subsidio anual concedido às forças de socorro.

Em causa estão os apoios referentes ao segundo trimestre deste ano, no valor de 22.500 euros (7.500 euros por mês) para cada uma das corporações de bombeiros e de 10.500 euros ( 3.500 euros por mês) para a Cruz Vermelha de Ribeirão.

Em discussão estará também a atribuição do apoio financeiro referente ao segundo trimestre do ano para o funcionamento das equipas de intervenção permanente de cada uma das corporações de bombeiros, no valor de 10.600 euros para cada corporação.

Recorde-se que no total são perto de meio milhão de euros que anualmente a Câmara de Famalicão investe nas forças de socorro do concelho, investimento que este ano será reforçado para garantir uma resposta mais eficaz à crise de saúde pública com que o concelho, o país e o mundo se depara.

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Guimarães

Guimarães entrega equipamentos para desinfeção aos bombeiros

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A proteção civil municipal de Guimarães entregou, esta quarta-feira, equipamentos de desinfeção para ambulâncias e áreas fechadas às corporações de bombeiros de Guimarães e Caldas das Taipas. Está a aguardar a entrega dos restantes equipamentos para disponibilizar aos Bombeiros de Vizela, Vila das Aves e Riba d’Ave, anunciou a autarquia.

“Considerando as vantagens deste tipo de desinfeção aliada à rapidez deste processo, em minutos, o Canhão de Ozono será para intervencionar áreas de espaços fechados nomeadamente, salas de isolamento, locais de maior circulação de pessoas (salas de espera) e ambulâncias que merecem uma limpeza regular com a máxima desinfeção e rapidez possível e a situação atual relacionada com o novo coronavírus”, refere a Câmara de Guimarães, em nota de imprensa.

“Através deste equipamento será possível proceder ainda à desinfeção dos espaços de acesso ao público como a Central de Camionagem, o Mercado Municipal ou instalações do município, bem como as viaturas das Forças de Segurança (Polícia Municipal, Polícia de Segurança Pública e Guarda Nacional Republicana)”, acrescentam.

Guimarães contava, esta quarta-feira, com 149 casos confirmados de infeção por covid-19, segundo os dados oficiais revelados pela Direção-Geral de Saúde. É o terceiro concelho do Minho mais afetado pela pandemia, depois de Braga e Famalicão.

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