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Forças de segurança com lista das pessoas obrigadas a confinamento

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As forças e serviços de segurança vão dispor de uma listagem diária das pessoas que são obrigadas a ficar de quarentena devido à pandemia da covid-19, segundo a Associação Profissional da Guarda (APG).

César Nogueira, presidente da APG/GNR, explicou hoje à agência Lusa que a Direção Geral da Saúde (DGS) vai elaborar uma lista que terá os contributos das forças e serviços de segurança e que estará disponível para todos de forma a controlar quem não cumpre as medidas do estado de emergência.

“Quem vem do estrangeiro, por exemplo, é abordado pela guarda e tem de ficar em quarentena. É feita a identificação da pessoa e notificada do comportamento que tem de cumprir, mas caso ela quebre o isolamento obrigatório e seja encontrada na rua, já temos de agir”, frisou.

Essa lista de pessoas é fornecida pela DGS, mas também pela PSP, GNR e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), as forças que estão no terreno a fiscalizar o cumprimento das medidas do estado de emergência estipuladas para combater a pandemia pelo novo coronavírus.

Segundo César Nogueira, as medidas implementadas pelo Governo têm uma “forte vertente pedagógica” e até ao momento “a grande maioria das pessoas está a cumprir”.

Cabe às forças de segurança fiscalizar as pessoas que ficam em “confinamento obrigatório” nos hospitais ou nas residências, designadamente os doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa.

Caso alguém infrinja as normas determinadas pelo decreto-lei é acusado do crime de desobediência, cuja moldura penal é de um ano de cadeia ou 120 dias de multa.

Portugal encontra-se em estado de emergência e entre as medidas aprovadas está o “isolamento obrigatório” para doentes com a covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais pelo menos 11.401 morreram.

Em Portugal, há 12 mortes e 1.280 infeções confirmadas.

O número de mortos duplicou hoje em relação a sexta-feira e registaram-se mais 260 casos no mesmo período.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais pelo menos 11.401 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 164 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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Ryanair vai ter mais de 90% dos aviões parados nas próximas semanas

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Foto: DR/Arquivo

A Ryanair anunciou hoje que mais de 90% dos seus aviões vão ficar parados nas próximas semanas, devido às restrições impostas pela maioria dos países europeus, perante a covid-19, tendo ainda ampliado a sua programação limitada até abril.

“Como a maioria dos países da UE [União Europeia] impôs restrições de voos ou outras proibições, mais de 90% dos aviões da Ryanair ficarão em terra nas próximas semanas. Cumpriremos todas as restrições impostas. Estamos a trabalhar com os governos da UE para tentar manter algumas ligações mínimas de voo abertas por razões de emergência, mesmo que a ocupação de passageiros nestes voos seja muito baixa”, indicou, em comunicado, a companhia aérea irlandesa.

A empresa decidiu ainda estender a sua programação limitada até 09 abril, ressalvando que vai operar os voos em causa diariamente ou semanalmente, podendo estes ser consultados no seu ‘site’.

De acordo com a transportadora aérea, os aviões são desinfetados diariamente e é garantido o distanciamento social durante os voos.

“A Ryanair pede sinceras desculpas pela imobilização sem precedentes da nossa frota de aeronaves, e pelas interrupções que isto possa ter causado, mas todos devemos trabalhar em conjunto com os governos da UE para minimizar o impacto da covid-19 nos nossos cidadãos e nos nossos serviços de saúde”, notou.

Na passada terça-feira, a empresa já tinha referido que a maioria da sua frota iria ficar em terra, mantendo-se um número reduzido de voos entre a Irlanda e o Reino Unido.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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FMI considera que profunda recessão na Europa é inevitável

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que “uma recessão profunda” na Europa em 2020 é “inevitável”, devido às graves consequências económicas da pandemia de covid-19.

“Nas grandes economias europeias, os serviços não essenciais fechados por decreto governamental representam cerca de um terço da produção”, explicou o diretor do FMI para a Europa, Poul Thomsen, num artigo no ‘blog’ da instituição.

“Isso significa que cada mês com estes serviços fechados traduz-se numa descida de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) anual”, acrescentou, apontado o forte ritmo de propagação da covid-19 na Europa.

Na zona euro em particular, Thomsen considerou que “a determinação dos dirigentes para fazerem o necessário para estabilizar o euro não deve ser subestimada”, num momento em que surgem críticas sobre a incapacidade dos países europeus se mostrarem solidários nesta crise.

Para Thomsen, são “particularmente importantes” a intervenção “em larga escala” do Banco Central Europeu (BCE) e o “apelo lançado pelos dirigentes europeus para o Mecanismo Europeu de Estabilidade, que vem completar os esforços orçamentais nacionais”.

Isso poderá permitir “garantir que os países que têm uma dívida pública elevada”, como por exemplo a Itália, particularmente afetada pela pandemia, “têm a margem manobra orçamental de que precisam para reagir energicamente à crise”, apontou.

A “principal preocupação” do FMI, nesta fase, diz respeito a “pequenos países fora da União Europeia (UE)”, explicou Poul Thomsen, que chefiou a missão da ‘troika’ em Portugal.

“Com exceção da Rússia e da Turquia, a maioria das nove economias emergentes da Europa Central e de Leste que não pertencem à UE já pediu assistência de emergência através dos mecanismos de apoio financeiro rápido do FMI”, juntando-se a “mais de 70 outros países no mundo”, indicou Poul Thomsen.

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Eurogrupo reunido na próxima semana para “reforçar resposta” ao surto

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Foto: DR/Arquivo

O Eurogrupo vai reunir-se na próxima semana para “reforçar a resposta” da União Europeia (UE) à crise gerada pela pandemia, respondendo ao apelo dos líderes europeus, que deram duas semanas àquela estrutura para apresentar propostas, foi hoje anunciado.

“O Eurogrupo vai reunir-se em 07 de abril para atuar mediante o mandato atribuído pelos lideres do Conselho Europeu e apresentará propostas para reforçar a nossa resposta, em termos de políticas a adotar na UE, à covid-19”, anunciou o presidente do Eurogrupo, o português Mário Centeno.

Depois de ter, na passada quinta-feira, anunciado uma reunião para esta semana, Mário Centeno vem agora indicar que o encontro só se realizará no dia 07 de abril, pelas 14:00 de Lisboa, e decorre por videoconferência.

Numa declaração em vídeo divulgada nesse dia, Mário Centeno referiu que os ministros das Finanças da zona euro vão “considerar políticas para adotar ao nível da UE para apoiar a recuperação” económica, e deixou garantias da “preparação do Eurogrupo para concluir este trabalho e procurar outras soluções inovadoras com todas as instituições”.

Tais declarações foram divulgadas no final de um Conselho Europeu por videoconferência, após o qual os chefes de Estado e de Governo da UE “convidaram” o Eurogrupo a apresentar dentro de duas semanas (a contar daquela data) propostas que tenham em conta os “choques socioeconómicos sem precedentes” causados pela pandemia de covid-19.

Antes, no início da semana passada, os ministros das Finanças da zona euro tinham privilegiado como solução o recurso a uma linha de crédito com condicionalidades do MEE, solução que não agrada a um conjunto de países, entre os quais Itália, Portugal e Espanha, que, juntamente com outros países, reclamaram antes a emissão de dívida conjunta europeia (‘eurobonds’ ou ‘coronabonds’).

A cimeira de quinta-feira – a terceira no espaço de três semanas para tentar encontrar uma resposta comum europeia à pandemia de covid-19 – foi inconclusiva.

A tímida declaração foi o resultado possível ao fim de cerca de seis horas de discussões, durante as quais alguns países mostraram grande resistência à ideia defendida por nove países – entre os quais Itália, Portugal e Espanha – de um instrumento comum de emissão de dívida, havendo antes mais recetividade à solução de recorrer a uma linha de crédito com condicionalidades do MEE.

No final da cimeira, o primeiro-ministro, António Costa, qualificou de “repugnante” e contrária ao espírito da UE uma declaração do ministro das Finanças holandês, Wopke Hoekstra, pedindo que Espanha seja investigada por não ter capacidade orçamental para fazer face à pandemia.

Wopke Hoekstra afirmou, nessa videoconferência com homólogos dos 27, que a Comissão Europeia devia investigar países como Espanha, que afirmam não ter margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, apesar de a zona euro estar a crescer há sete anos consecutivos, segundo fontes europeias citadas na imprensa europeia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

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