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Região

Fim de semana é de (muito) calor, mas chuva regressa ao Minho no domingo

Estado do tempo

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Braga chuva avenida da liberdade
Foto: O MINHO (Arquivo)

Os termómetros vão descer significativamente e os aguaceiros estão de regresso a partir da próxima semana nos distritos de Braga e Viana do Castelo, esperando-se máximas de 25 graus a partir de segunda-feira.


No entanto, sábado e domingo vão ser dias de muito calor, com 37 e 35 de máximas, segundo as últimas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os aguaceiros devem regressar ainda durante o próximo domingo, segundo a mesma fonte, mantendo-se até final da semana, com noites mais frias, a rondar os 10 graus, e temperaturas máximas abaixo dos 25.

De acordo com o IPMA, é já na noite do próprio domingo que se irá verificar a descida abruta da temperatura, assim como a “elevada probabilidade” do regresso dos aguaceiros, não só ao Minho mas a todo o território continental.

Para esta quinta-feira, é esperado um dia de céu limpo e calor, com as máximas a atingirem os 35 graus nas regiões minhotas do interior. Já na zona litoral, os termómetros devem subir a um máximo de 30 graus.

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Braga

Incêndio noturno em Vila Verde

Incêndio florestal

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Foto: Ilustrativa / DR

Um incêndio florestal está a consumir zona de mato no concelho de Vila Verde, com alerta dado ao início da noite desta quinta-feira.

As chamam lavram em floresta no lugar da Roda, na freguesia de Valdreu.

No local estão 38 operacionais e dez viaturas, segundo informações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

 

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Braga

Pedida condenação de mulher que ficou com objetos furtados a Domingos Névoa

Assaltos milionários no Minho

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Foto: O MINHO / Arquivo

O Ministério Público pediu, esta quinta-feira, no Tribunal de Braga a condenação pelo crime de recetação de uma mulher de Braga julgada sob a acusação do Ministério Público de ter assaltado, em 2015, com o seu então companheiro, Mário Fernandes, a casa do empresário Domingos Névoa, em Braga, furtando um Mercedes e 35 objetos valiosos.

Pedido que estendeu aos outros nove arguidos, alegadamente membros de dois grupos que assaltaram o banco Santander, em Braga e dez vivendas nos distritos de Braga e de Viana do Castelo

A Procuradora considerou, nas alegações finais, que a arguida não terá participado no assalto, mas aceitou ficar com os objetos, bem sabendo que lhe não pertenciam, no caso, e entre outros, com uma mala Luís Vitton e uns óculos da marca Prada, propriedade da filha do empresário.

A mulher foi encontrada, em fevereiro de 2017, pela filha de Névoa na Farmácia Pipa com a mala, que a reconheceu, dado que, a tinha personalizado, aquando da compra. Dirigiu-se-lhe, mas ela fugiu do local. Mais tarde, pesquisou no Facebook e viu que tinha postado uma foto com uns óculos iguais aos seus.

O MP diz que o casal, desagradado com os termos de um acordo de pagamento de uma dívida para com a firma Carclasse, do empresário, decidiu assaltar a sua vivenda. Ao todo, o carro furtado e os 35 objetos, valem 117 mil euros.

Em julho de 2017, a GNR encontrou na casa de Cristina e de Mário, quatro dos objetos furtados.

Todos condenados

Ontem, o MP pediu a condenação dos dez arguidos julgados por assaltos ao banco Santander e a vivendas na região minhota, embora em alguns, poucos, casos, tenha «deixado cair», pedindo a absolvição, alguns crimes.

O julgamento envolveu dois grupos diferentes: um o que fez o assalto ao Santander (quatro milhões de euros) e à vivenda do cantor Delfim Júnior, nos Arcos de Valdevez – que rendeu 280 mil euros – e a um restaurante em Ponte de Lima, onde foram furtados 200 mil.

Para este grupo, que inclui o agente da PSP Carlos Alfaia e três outros arguidos, a magistrada pediu a condenação por associação criminosa e por furto qualificado.

Para o outro, que fez assaltos mais pequenos ou menos rendosos, solicitou a absolvição deste crime, embora sugerindo a condenação por furto. Neste caso, considerou que, e ao contrário do que assaltou o Santander não houve uma estrutura organizativa, de tipo criminoso, entre os envolvidos.

4,7 milhões

Conforme O MINHO tem divulgado, o Ministério Público avaliou, na acusação, em 4,7 milhões de euros, sem contabilizar a moeda estrangeira, o dinheiro furtado. Só no banco levaram 2,6 milhões em dinheiro e 400 peças guardadas em 52 cofres. Ao todo, quatro milhões. De entre os lesados estão, também, o empresário Domingos Névoa, o cantor limiano Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia.

Associação criminosa

O MP considera como mentor da “associação criminosa” o arguido Joaquim Marques Fernandes (de Priscos, Braga) que terá criado o gangue com Vítor Manuel Martins Pereira (de Vila do Conde), Luís Miguel Martins de Almeida (Braga) e Rui Jorge Dias Fernandes (Braga). Os quatro estão em prisão preventiva.

Oito dos nove arguidos estão acusados de associação criminosa e de furto qualificado. O caso envolve o agente da PSP Carlos Alberto Alfaia da Silva, de Ponte de Lima que dava informações, a troco de dinheiro, sobre quais as casas a assaltar. Engloba, ainda, Paulo Sérgio Martins Pereira, (irmão do Vítor), de Famalicão, Mário Marques Fernandes, de Braga, André Filipe Pereira, de Famalicão, e Manuel Oliveira Faria, de Braga.

O bando atuou “pelo menos desde 2017 até Junho de 2018, em Braga, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez”. Utilizava recursos tecnológicos sofisticados para praticar os assaltos, como inibidores de telecomunicações, de alarmes, e até para neutralizar cães.

Classe média alta

Escolhiam casas de pessoas da classe média alta e estudavam os hábitos dos seus proprietários. Usavam sete viaturas.

Os assaltos, feitos de noite, passaram pela casa de José Rodrigues Ribeiro, em Mire de Tibães, Braga. Os objetos, dinheiro, ouro e informática, eram transportados para casa de um deles e divididos de imediato. No dia seguinte, iam pagar dívidas e depositar dinheiro.

Seguiu-se uma residência na Areosa, em Viana do Castelo, (de onde nada levaram) depois outra em Tenões, Braga. Em 2018, fizeram uma no Areal de Cima, em Braga e a Quinta da Carcaveira, em Ponte de Lima. Seguiu-se uma casa em Braga, com quadros valiosos. Para guardar os objetos alugaram um armazém em Barcelos.

Cantor e empresário

Em abril foram a casa do cantor Delfim Júnior, nos Arcos de Valdevez. Trouxeram 190 mil em notas e várias outras estrangeiras. Levaram, ao todo, 230 mil.

Outra vítima foi o médico Romeu Maia Barbosa, ex-atleta e diretor clínico do SC Braga. O bando começou por lhe furtar um BMW. Depois assaltaram-lhe a casa, levando dezenas de produtos.

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Guimarães

Guimarães: Empresas do Spinpark vão poder ficar até ser encontrada solução

O Centro de Incubação da UMinho em Guimarães está insolvente

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A situação das empresas que se encontram alojadas no Spinpark, no Avepark, em Caldas das Taipas, Guimarães, foi tema na última reunião do executivo camarário vimaranense, na segunda-feira, dia 12, com o PSD a acusar a Câmara de inação.

“Era possível, ou não, a Câmara já ter feito alguma coisa para ajudar estas empresas”, questionou o vereador do PSD, Ricardo Araújo.

Em causa estão nove empresas instaladas no edifício do Spinpark, cuja insolvência foi declarada pelo Tribunal de Guimarães, em 17 de setembro de 2020, embora já estivesse a ser gerido por uma administradora de insolvências desde o dia 12 de agosto.

Na sequência desta declaração de insolvência, as nove empresas foram notificadas para abandonarem as instalações num prazo de 30 dias. Esta situação gerou indignação junto de algumas das empresas que se mostraram surpreendidas por só saberem da insolvência depois desta ter sido declarada pelo tribunal e por o prazo para saírem ser tão reduzido.

O Spinpark foi criado, no Parque de Ciência e Tecnologia de Caldas das Taipas, pela UMinho, a Sociedade Avepark e a Portus Park, em 2006, com apoio de fundos comunitários, para apoiar o nascimento de empresas tecnológicas ligadas à universidade antes destas de aventurarem no mercado.

Durante o processo de dissolução da Sociedade Avepark, terminado em 28 de dezembro de 2016, chegou a falar-se em a Câmara assumir a posição da Avepark no Spinpark. Contudo, esta solução não foi possível, por imposições legais, como o presidente da Câmara, Domingos Bragança, fez questão de sublinhar.

“A Câmara não tem responsabilidade no Spinpark. Não é possível a Câmara intervir num processo de insolvência. Lembrem-se do que aconteceu na ACIG”, objetou Domingos Bragança, numa referência à insolvência da Associação Comercial e Industrial de Guimarães, declarada a 30 de outubro de 2019, depois de 154 anos de atividade.

“Foi o senhor presidente que convidou o primeiro ministro, José Sócrates, para a inauguração do Spinpark”, lembrou Ricardo Araújo, afirmando que na altura chegaram a ser prometidas 200 empresas tecnológicas.

Sete das nove empresas já têm soluções de localização alternativa

Ricardo Costa, o vereador com o pelouro da Economia, na Câmara de Guimarães, rebateu as críticas do vereador do PSD e assegurou que, “não é verdade que todas as empresas têm que sair”. Ricardo Costa afirmou que teve uma reunião com a administradora de insolvência em que ficou assente que, “todas as empresas vão poder ficar com um custo reduzido que assegure o pagamento da água e da energia”.

O vereador adiantou ainda que, para sete das nove empresas sediadas no Spinpark, já foram encontradas alternativas de local para instalação. O maior problema prende-se com a empresa A2, um laboratório de análises químicas que, pela especificidade das instalações que necessita, não tem ainda uma solução.

Ricardo Costa informou que iria reunir com as empresas sediadas no Spinpark, no dia 15, para as tranquilizar com este acordo firmado com a administradora de insolvência que lhes permitirá ficar no edifício até serem encontradas soluções.

Domingos Bragança referiu como uma possibilidade a compra do edifício pela Câmara, quando este for colocado à venda, no âmbito da liquidação dos bens da Spinpark.

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