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Fase de mitigação, a mais grave na resposta ao Covid-19, entrou hoje em vigor em Portugal

Coronavírus

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A fase de mitigação da pandemia da covid-19 entrou hoje em vigor em Portugal, por determinação da Direção-Geral da Saúde (DGS), envolvendo todo o sistema de saúde, público e privado.


A preparação dos hospitais e centros de saúde para a covid-19 está definida numa norma que estabelece o modelo de abordagem da pessoa com suspeita de infeção ou com infeção, durante a despistagem, o encaminhamento e o tratamento dos casos.

A fase de mitigação é a terceira e a mais grave fase de resposta à doença covid-19 e é ativada quando há transmissão local, em ambiente fechado, e/ou transmissão comunitária.

A resposta é focada na atenuação dos efeitos da doença e na diminuição da sua propagação, minimizando nomeadamente a mortalidade associada.

Nesta fase, os doentes ligeiros ficam em casa, os moderados vão aos centros de saúde, os graves, mas não críticos, são encaminhados para os hospitais e os críticos são internados.

Centros de saúde e hospitais terão de dispor de áreas dedicadas à doença covid-19.

Nos hospitais com serviços de pediatria, “poderá ser adequado a reorganização dos serviços” para “dedicar unidades hospitalares exclusivamente ao tratamento de doentes com covid-19 em idade pediátrica, após ser esgotada a capacidade de resposta dos hospitais de referência identificados para o tratamento dos doentes covid-19 em idade pediátrica”.

De acordo com a norma da DGS para a fase de mitigação, fazem testes de despistagem à covid-19 as pessoas com suspeita de infeção, isto é, que apresentam sintomas como febre, tosse persistente ou tosse crónica agravada e dificuldade respiratória.

Contudo, em caso de não ser possível testar toda a gente com suspeita de covid-19, a DGS definiu uma cadeia prioritária: primeiro, são os doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, os recém-nascidos e as grávidas; terceiro, os profissionais de saúde com sintomas.

Seguem-se os doentes com comorbidades (como asmáticos, insuficientes cardíacos, diabéticos, doentes hepáticos ou renais crónicos, pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica e doentes com cancro) ou pessoas com imunidade mais frágil; e as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como residentes em lares ou que estão em unidades de convalescença.

Por último, são testadas as pessoas em contacto próximo com estes doentes.

A pandemia do novo coronavírus matou já pelo menos 20.599 pessoas em todo o mundo desde seu aparecimento em dezembro na China.

Mais de 447 mil casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 182 países e territórios desde o início da epidemia.

Entre esses casos, pelo menos 104.300 são hoje considerados curados pelas autoridades de saúde.

Em Portugal há atualmente 43 mortes, mais 10 do que na terça-feira (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação à véspera.

Dos infetados, 276 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Farmacêutica chinesa diz que vacina estará pronta no início de 2021

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Uma empresa farmacêutica da China disse hoje que a vacina contra o novo coronavírus que está a desenvolver deve estar pronta no início de 2021 para distribuição em todo o mundo, incluindo na Europa e Estados Unidos.

Yin Weidong, o CEO da SinoVac, disse que recebeu pessoalmente a vacina experimental.

“No início, a nossa estratégia foi desenhada para a China e para Wuhan, mas em junho e julho, ajustámos para abranger todo o mundo”, revelou.

“O nosso objetivo agora é fornecer a vacina para todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, União Europeia e outros”, assegurou Yin.

Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Regulamentos rigorosos nos EUA, União Europeia, Japão e Austrália têm historicamente bloqueado a venda de vacinas chinesas, mas Yin disse que isso pode mudar.

A SinoVac está a desenvolver uma de quatro vacinas candidatas na China, juntamente com a estatal SinoPharm, que possui duas outras em desenvolvimento, e a empresa privada filiada ao exército chinês CanSino.

Mais de 24.000 pessoas estão a participar dos testes clínicos realizados pela CoronaVac no Brasil, Turquia e Indonésia, disse Yin.

A SinoVac escolheu estes países porque todos tiveram surtos graves, são populosos, e têm uma capacidade limitada de pesquisa e desenvolvimento, disse.

Yin falou à imprensa durante uma visita a uma fábrica da SinoVac no sul de Pequim.

Construída em poucos meses, a planta foi projetada para permitir que a SinoVac produza meio milhão de doses da vacina por ano.

Testes rápidos podem ter fiabilidade de 95% se forem moleculares

A instalação já estava a operar hoje, com funcionários a encher frascos minúsculos com a vacina e a embalá-los. A empresa projeta que poderá produzir centenas de milhões de doses até fevereiro ou março do próximo ano.

A SinoVac também está a começar a testar pequenas doses da CoronaVac em crianças e idosos na China.

Embora a vacina ainda não tenha passado pelos testes clínicos de fase 3, um padrão globalmente aceite, a SinoVac já injetou milhares de pessoas na China.

Yin disse que foi um dos primeiros a receber a vacina experimental, há vários meses, junto com investigadores, depois de as fases um e dois dos testes em humanos não causarem efeitos adversos graves.

“Isto é uma espécie de tradição na nossa empresa”, disse Yin, acrescentando que fez o mesmo com uma vacina contra a hepatite em desenvolvimento.

No início do ano, a China permitiu o “uso de emergência” de vacinas candidatas para populações em risco, como funcionários nas fronteiras e médicos, se as empresas mostrassem “segurança e bons anticorpos” em testes com cerca de mil pessoas, disse Yin.

A SinoVac recebeu a aprovação em junho passado, junto com a SinoPharm e a CanSino, e foi capaz de fornecer dezenas de milhares de doses da CoronaVac para o governo municipal de Pequim, disse Yin.

Os funcionários da SinoVac foram qualificados para uso de emergência da vacina porque um surto dentro da empresa prejudicaria a sua capacidade de desenvolver a vacina, disse Yin.

Cerca de 90% dos colaboradores da empresa já foram vacinados, revelou.

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Testes rápidos podem ter fiabilidade de 95% se forem moleculares

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Os testes rápidos podem ter uma eficácia de 95% no rastreio da covid-19, mas têm de ser moleculares e operados por técnicos especializados, advertiu hoje o médico e professor de microbiologia da Universidade de Lisboa (UL) Thomas Hanscheid.

“Há empresas que conseguiram miniaturizar os testes moleculares realizados em laboratório, com capacidade para os colocar no mercado, mas os testes com qualidade são caros e não é só mandá-los para as escolas e para os lares. Não é qualquer pessoa que o pode realizar, como um teste de gravidez”, disse em entrevista à agência Lusa o especialista de origem alemã, docente na Faculdade de Medicina da UL.

“Os novos testes moleculares rápidos vão custar muito dinheiro”, afirmou.

Os testes rápidos para doenças infecciosas foram desenvolvidos nos anos 80 devido à malária, com um formato semelhante a um teste de gravidez, mas o que agora se exige para a covid-19 é diferente, alertou o professor.

“É preciso ter cuidado para saber que tipo de teste é”, defendeu quando questionado sobre a oferta destes testes, acrescentando que não são todos iguais: “O teste molecular vai amplificar o gene do vírus e é claro que funciona muito melhor”.

Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Por ser um teste rápido, não significa que qualquer pessoa o sabe operar, referiu, manifestando surpresa com a quantidade de testes (500.000) que a Cruz Vermelha se propõe distribuir.

Além do custo, há que ter em conta quem vai operar o teste. “Não sei se serão técnicos enviados pela Direção Geral da Saúde, mas é preciso pessoas especializadas”, garantiu.

Para o médico, o recurso a testes rápidos é uma tendência e poderá ser útil em várias circunstâncias, mas a forma como está a usar-se não é ainda muito clara.

“Um teste de 15 minutos pode fazer uma grande diferença numa decisão”, reconheceu.

O teste rápido permite, por exemplo, saber no aeroporto, em 15 minutos, se pode fazer uma viagem de um dia, sem ter de esperar pelo resultado dois ou três dias ou ficar de quarentena.

Pode também ajudar a manter alguma normalidade numa escola ou num lar, onde é sempre complexo encerrar instalações, até se apurarem todos os casos infetados e reinstalar as pessoas, no caso dos idosos.

“Há sempre a possibilidade de falhar algum, mas isso é sempre assim”, indicou, referindo que os testes rápidos, quando bem aplicados, “podem ajudar muito”.

“Tem é de ser um teste fiável (molecular). Há testes com fiabilidade de 95%, os que não serão detetados, os falsos negativos, são poucos”, explicou.

Confessou, no entanto, ter receio de que se pense que todos os testes rápidos são bons. Por isso, aconselhou cautela na escolha e na aplicação deste tipo de rastreio.

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Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Unilabs vai disponibilizar um teste de diagnóstico que permite “diferenciar o novo coronavírus de outros tipos de infeções respiratórias sazonais”, auxiliando os clínicos a realizarem diagnósticos mais precisos, revelou hoje o diretor médico da empresa.

“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, afirmou António Maia Gonçalves.

Em declarações à agência Lusa, o diretor médico da Unilabs Portugal explicou que a ferramenta surgiu no âmbito de uma colaboração com um laboratório sul coreano.

“Agora com a época da gripe, vamos ter doentes a tossir, com dores de garganta, pingo no nariz e com febre a recorrerem aos hospitais e centros de saúde. Clinicamente, é impossível sabermos se é covid-19, uma gripe banal ou gripe A”, observou o médico.

Esta “arma de diagnóstico”, que ficará disponível “nos próximos 10 dias”, permitirá assim, através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe depreender se se trata do SARS-CoV-2 ou de outras patologias respiratórias.

O teste, realizado mediante prescrição médica, poderá ser feito nos mesmos locais dos testes covid-19, em ‘drive thru’ ou algumas unidades da empresa.

“Depois vamos tentar massificar a distribuição à medida que for necessário”, afirmou António Maia Gonçalves, acrescentando que os resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização do teste.

“Este novo teste irá ajudar os médicos a realizar diagnósticos mais precisos e a tomar melhores decisões, com maior rapidez sobre as opções de tratamento de cada caso”, sublinhou o clínico.

Em Portugal, morreram 1.931 pessoas dos 71.156 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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