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Alto Minho

Águas do Alto Minho isenta empresas de pagarem tarifas fixas até maio

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

A empresa Águas do Alto Minho vai suportar, num “apoio” estimado em 510 mil euros, a isenção até maio das tarifas fixas pagas pelas atividades empresariais e comércio para minimizar o impacto da pandemia de covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, a empresa de gestão de redes de água em baixa e saneamento, que agrega sete dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, adiantou que a medida “visa aliviar cerca de 10 mil empresas, assim como o comércio local e todas as atividades prestadoras de serviços, que têm sido visadas pelas medidas de contenção do Covid-19”.

Na nota, a empresa especifica que, “através da subsidiação dos sete municípios parceiros, irá isentar as tarifas fixas de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais para utilizadores não-domésticos com contadores até 25 milímetros de diâmetro, tendo em conta a vulnerabilidade e da debilidade económica que está a afetar as empresas do Alto Minho na sequência da declaração de estado de emergência”.

“Esta isenção é aplicável aos consumos realizados em março, abril e maio de 2020 e incidirá igualmente nas tarifas fixas de resíduos sólidos”.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

Formalizada em julho de 2019, a empresa começou a operar no dia 01 de janeiro, servindo 100 mil clientes com abastecimento de água, em baixa, e saneamento de águas residuais.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 20.000

Desde que surgiu na China, em dezembro de 2019, o surto já se espalhou por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 43 mortes, mais 10 do que na véspera (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira (+26,8%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Alto Minho

Desemprego no Alto Minho aumenta 33,3% e deixa 5.925 pessoas sem trabalho

Dados do IEFP

Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

O distrito de Viana do Castelo registou em dezembro 5.925 desempregados inscritos nos centros de emprego, mais 33,3% (1.482) do que dezembro 2019, segundo as estatísticas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), consultadas hoje pela Lusa.

De acordo com as estatísticas mensais daquele organismo, nos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, em dezembro de 2019, antes do início da pandemia de covid-19, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego era de 4.443.

Um ano depois, depois de um primeiro confinamento geral, várias limitações e restrições impostas pelo Governo para tentar travar a propagação da doença causada pelo vírus SARS-Cov-2, o número de pessoas sem emprego passou para 5.925.

De acordo com as estatísticas do IEFP, os concelhos do distrito de Viana do Castelo onde o desemprego menos cresceu foram Ponte da Barca, com 15,5%, Caminha, com 18,1%, Arcos de Valdevez, com 21,5%, e Melgaço, com 23,3%.

Em termos absolutos, num ano, em Ponte da Barca e de acordo com a plataforma Eyedata, a partir das estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Estatística, com 11.195 residentes, o desemprego atinge mais 36 desempregados.

Caminha, com 15.875 habitantes, ficou, num ano, com mais 60 desempregados inscritos.

Arcos de Valdevez (20.948 residentes) registou um aumento de 94 desempregados e, Melgaço, com 8.119 habitantes, tem mais 24 pessoas sem emprego.

Valença, a segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, com 13.287 habitantes, registou um crescimento de 32,2% do desemprego, com mais 124 pessoas sem trabalho.

Acima da média do distrito, a capital, Viana do Castelo, com 84.527 habitantes, aumentou 35%, com mais 609 desempregados.

Em dezembro de 2019, a capital do Alto Minho tinha inscritos nos centros de emprego 1.738 desempregados e, no mês homólogo de 2020, contabilizava 2.347.

Já Vila Nova de Cerveira, com 8.894 habitantes registou um crescimento de 49,7%, com mais 90 desempregados.

Paredes de Coura, com 8.548 residentes contabilizou um aumento de 44% de desempregados e, Ponte de Lima, com 41.407 habitantes, registou, em dezembro de 2020, uma taxa de desemprego de 43,7%.

Em termos absolutos, Vila Nova de Cerveira tem mais 90 desempregados inscritos nos centros de emprego, Paredes de Coura mais 82, e Ponte de Lima mais 236.

Monção também ficou acima da média do Alto Minho: naquele concelho com cerca de 17.886 residentes, o desemprego aumentou 40,7%, com mais 126 desempregados.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.129.368 mortos resultantes de mais de 99,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 10.721 pessoas dos 643.113 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Covid-19: Quase todos os concelhos do Minho em risco extremo (só escapam dois)

Dados por concelho da DGS

Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

Os novos casos de covid-19 aumentaram em todos os concelhos do Minho e, segundo o boletim desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS), apenas dois municípios não estão no nível de risco extremamente elevado de contágio (taxa de incidência acima dos 960 casos por 100 mil habitantes).

Vizela (900) e Monção (895) são os únicos concelhos que não ultrapassam aquela marca, segundo os mais recentes dados que reportam ao espaço entre 05 e 18 de janeiro.

Assim, o número de concelhos da região Minho em risco extremamente elevado passou de 15 para 23.

Caminha (2.513), Ponte da Barca (2.335) e Arcos de Valdevez (2.251) são os que têm a taxa de incidência cumulativa a 14 dias mais elevada.

No distrito de Braga, as taxas de incidência por concelho são as seguintes: Esposende (1.905), Póvoa de Lanhoso (1.730), Barcelos (1.625), Vila Verde (1.533), Guimarães (1.363), Terras de Bouro (1.258), Celorico de Basto (1.591), Famalicão (1.406), Braga (1.194), Vieira do Minho (1.680), Amares (1.125), Fafe (1.113), Cabeceiras de Basto (1.107) e Vizela (900).

No distrito de Viana do Castelo: Caminha (2.513), Ponte da Barca (2.335), Cerveira (1.930), Arcos de Valdevez (2.251), Melgaço (1.903), Viana do Castelo (1.265), Ponte de Lima (1.634), Valença (1.211), Paredes de Coura (1.886) e Monção (895).

Segundo a nota metodológica do boletim epidemiológico, a incidência cumulativa a 14 dias de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada, por concelho, a 31 de dezembro de 2019, pelo Instituto Nacional de Estatística, IP, expressa em número de casos por 100.000 habitantes.

Duzentas e cinquenta e duas pessoas morreram em Portugal por covid-19 nas últimas 24 horas, tendo sido registados 6.923 novos casos de infeção com o novo coronavirus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico de hoje revela também que estão internadas 6.420, mais 303 em relação a domingo o que representa um máximo diário de internamentos, das quais 767 em unidades de cuidados intensivos (mais 25 nas últimas 24 horas).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 10.721 mortes associadas à covid-19 e 643.113 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 170.635 casos, mais 1.405 do que no domingo.

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Alto Minho

Ponte de Lima vai ter Museu Português de Canoagem

Aprovado protocolo

Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Terra com bastos pergaminhos na modalidade, em Ponte de Lima vai nascer o Museu Português da Canoagem. A autarquia aprovou, a 11 de janeiro, o protocolo para a sua constituição, entre a própria Câmara, o Instituto Português do Desporto e Juventude, a Federação Portuguesa de Canoagem e o Clube Náutico de Ponte de Lima.

Em comunicado, o município limiano afirma que, “considerando a importância da proteção e valorização do património e da história da canoagem em Portugal, sejam eles de cariz material ou imaterial, e a sua promoção, nas mais diversas vertentes, mostra-se fundamental criar referências locais e mesmo nacionais de forma a protegê-los, investigá-los e divulgá-los através de um projeto expositivo até à data inexistente em Portugal”.

Recorde-se que Ponte de Lima é a terra Natal de Fernando Pimenta, atleta olímpico e a maior referência da modalidade em Portugal, tendo já conquistado 100 medalhas internacionais.

A Câmara salienta que “a canoagem, enquanto atividade que dá origem a uma série de importantes dinâmicas sociais, culturais e económicas, assume em Portugal, com destaque no presente contexto ao concelho de Ponte de Lima, um papel relevante de forte identidade, qualidade e atratividade que tem promovido o aumento do número de desportistas, turistas e visitantes, com claros benefícios ao nível do desenvolvimento sustentável de toda a região”.

“Por outro lado, existe uma aposta clara, decisiva e contínua, para que este território seja, cada vez mais, reconhecido nacional e internacionalmente pelos elevados índices de qualidade ao nível da canoagem. As infraestruturas e equipamentos já criados permitem neste momento promover a modalidade e identificar fortes dinâmicas existentes, afirmando a determinação no alcance daquele objetivo”, acrescenta.

O município salienta ainda “a relevância que o Clube Náutico de Ponte de Lima assume, desde há longa data, na promoção e desenvolvimento da canoagem e o papel preponderante na vida desportiva dos jovens, com resultados inigualáveis alcançados a nível mundial pelos seus atletas de alta competição, contribuindo, por isso, e na circunstância da cooperação com as entidades que tutelam e promovem o desporto e a prática da canoagem, para o êxito e alcance da estratégia para a modalidade em Portugal”.

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