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Famalicão lança Bolsa de Terras para promover setor agrícola

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A Câmara de Famalicão está a criar uma Bolsa de Terras do concelho, uma ferramenta que permitirá a promotores de projetos agrícolas de todo o país o acesso a terras para investimentos e produção, indicou, esta terça-feira, a autarquia.

O objetivo deste projeto é, lê-se em informação camarária, “potenciar o território rural, estimulando e regulando a oferta e a procura de terreno agrícola“, sendo que tanto a autarquia como parceiros da área têm “lidado no dia-a-dia com novas pretensões de negócio”.

A Bolsa de Terra de Vila Nova de Famalicão permitirá que os proprietários que não utilizam os terrenos garantam mais rendimento e ao mesmo tempo que os promotores de projetos agrícolas tenham acesso a terras agrícolas para investir e produzir.

“A autarquia pretende, com o apoio dos parceiros, valorizar as áreas agrícolas não exploradas”, indica a câmara presidida por Paulo Cunha.

Este projeto, que faz parte da estratégia da autarquia famalicense para o setor agrícola, está a ser trabalhado com o apoio da Fagricoop – Cooperativa Agrícola e dos Produtores de Leite e da Frutivinhos – Cooperativa Agrícola, ambas de Famalicão: a primeira “empresta” o conhecimento sobre a área do leite e da carne, enquanto a segunda é especialista em vinhos, horticultura e fruticultura.

Em Famalicão, existem cerca de 1.000 explorações agrícolas, sendo que grande parte do volume de negócio é representada pelas explorações do setor do leite, que são cerca de 200, sucedendo-se a carne e o vinho.

Segundo dados da autarquia, a horticultura e fruticultura são “setores em grande desenvolvimento”, refletindo a nova tendência de mercado para o consumo de produtos “do dia”, traduzindo-se em projetos agrícolas “maioritariamente promovidos por empreendedores jovens” ou por “desempregados de longa duração” que criaram o seu próprio negócio.

O projeto Bolsa de Terras de Famalicão dá também sequência a um protocolo que é assinado esta terça entre a câmara local, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave, a Fagricoop e a Frutivinhos.

Com este protocolo fica acordado que os vários parceiros devem “colaborar no domínio da promoção e acompanhamento das empresas do setor instaladas, bem como no fomento à instalação de novas empresas agrícolas no concelho famalicense”.

Caberá à autarquia agir como um “facilitador” de forma que novos projetos agrícolas e projetos em curso sejam desenvolvidos em parceria, agilizando procedimentos.

Também são objetivos deste compromisso a promoção e capacitação da prática agrícola, a criação de parcerias com escolas, universidades e centros de investigação para a valorização das atividades e o incentivo à utilização das novas tecnologias e promoção de sistemas de exploração sustentáveis.

“É objetivo destas instituições consolidar novos projetos e em conjunto promover a sua instalação e dinamização, canalizando os seus recursos técnicos para tal, aproveitando as linhas de financiamento disponíveis e o programa comunitário PDR 2020”, indica, por fim, a câmara de Vila Nova de Famalicão.

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