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Fafe disponível para acolher refugiados

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O presidente da Câmara de Fafe, Raul Cunha, manifestou hoje disponibilidade do concelho para acolher alguns dos refugiados que nos últimos meses têm atravessado o Mediterrâneo, “mobilizando toda a comunidade local”.

“Iremos receber todos os refugiados que pudermos, de forma proporcional à dimensão do município”, vincou Raul Cunha, avançando que a autarquia tem um grupo de trabalho envolvido no projeto.

 

“Não queremos que seja uma coisa exclusiva da autarquia, mas que envolva todos os partidos políticos, a comunidade civil, as empresas, as instituições de solidariedade e as igrejas”, explicou.

Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), mais de 300.000 pessoas atravessaram o Mediterrâneo, desde o início do ano, e mais de 2.600 morreram por realizarem esta viagem.

A ajuda da autarquia da Fafe aos refugiados foi aprovada por unanimidade, em reunião do executivo realizada na quinta-feira.

“A situação dramática vivida pelos refugiados oriundos do norte de África e que tem levado à morte de milhares de pessoas no mar Mediterrâneo tem mexido connosco e tem levado a que estejamos aqui, há vários meses, a preparar uma intervenção”, assinalou Raul Cunha.

O projeto da autarquia de Fafe, vincou ainda, está a ser desenvolvido no âmbito do evento “Fafe Terra Justa”, que anualmente convida personalidades para refletir sobre temas ligados à justiça, solidariedade e direitos humanos.

“Fafe tem este sentimento de justiça e de apelo aos valores e às causas da humanidade, este é um assunto que nos tem incomodado e nos tem feito preparar uma forma de intervirmos que seja útil para ajudar, à nossa medida, a minorar este problema”, sinalizou.

Raul Cunha adiantou, por outro lado, que o projeto de escala municipal vai ser enquadrado na resposta nacional e as estruturas que estão a intervir nesta área.

Apelou também a “toda a comunidade local para se mobilizar, cada um à sua medida, dando um contributo para ajudar num problema que é de uma dimensão humana terrível”.

A Câmara de Fafe pretende também incluir na segunda edição do evento, “Fafe Terra Justa”, prevista para 2016, uma reflexão sobre as causas deste problema.

Várias organizações da sociedade civil lançam hoje, em Lisboa, uma Plataforma de Apoio aos Refugiados destinada a procurar respostas e acolhimento para famílias em situação de emergência, tendo como primeiro objetivo a integração das 1.500 pessoas que Portugal deverá receber.

O município de Fafe vai integrar aquela plataforma.

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Casal de feirantes suspeito de explorar homem de 36 anos de Celorico de Basto

PJ/Vila Real

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Foto: DR

Um casal foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ), em Vila Real, por suspeitas de explorar um homem de 36 anos, natural de Celorico de Basto, que vivia em “condições quase desumanas” num pequeno atrelado e tomava banho num tanque.

António Trogano, coordenador de investigação criminal da PJ de Vila Real, esclareceu que foi uma denúncia anónima que alertou esta polícia para o caso que culminou com a detenção, na terça-feira, de um casal de feirantes, de 46 e 50 anos.

“Chocou as condições degradantes, quase desumanas, em que este indivíduo vivia e de alguma ausência da comunidade em prestar-lhe algum apoio, mais não seja, denunciando às autoridades estas circunstâncias”, afirmou o responsável em conferência de imprensa.

De acordo com o António Trogano, a “vítima vivia em condições deploráveis”, mesmo “quase desumanas”.

“Vivia num reboque, num atrelado, e fazia a sua higiene pessoal num tanque existente nas proximidades desse reboque e era sujeito a um modo de vida muito precário”, frisou.

O pequeno atrelado, tapado com uma lona, estava localizado num bairro da cidade de Vila Real.

Os dois arguidos estão, segundo a PJ, “fortemente indiciados” pela prática do crime de tráfico de pessoas, ou seja, são suspeitos de explorar o homem de 36 anos, aproveitando-se do “défice cognitivo” de que padece e “ficando com o rendimento do seu trabalho”.

A vítima trabalhava na agricultura, nomeadamente nas vindimas, poda ou apanha da castanha.

“Os arguidos contratavam diretamente com os empregadores e recebiam o salário que era devido à vítima. Isto ocorreu durante cerca de dois anos”, frisou.

Não há qualquer relação familiar entre os arguidos e o homem.

Após a detenção do casal, segundo o coordenador da PJ, a vítima foi conduzida para junto do seu agregado familiar.

“Que nós saibamos não estava referenciado, nem era acompanhado por ninguém. Estava entregue ao arguidos que o exploravam e obtinham os rendimentos do seu trabalho”, referiu António Trogano.

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Continental instala centro de serviços no Porto e pretende contratar 300 engenheiros

Atualmente a funcionar em Famalicão

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Foto: DR / Arquivo

A Continental vai instalar no Porto um centro de desenvolvimento de tecnologias que poderá empregar “cerca de 300 engenheiros” e apoiará o desenvolvimento de soluções para veículos elétricos, condução autónoma e cibersegurança, anunciou hoje o grupo alemão.

“Após quase seis anos de troca de informações, estudos, análises e negociações, é com enorme satisfação que vemos a instalação desta nova empresa [Continental Engineering Services (CES)] em Portugal. Trata-se de mais um passo significativo do que tem sido a nossa estratégia dos últimos anos: trazer para Portugal outras áreas de negócio do Grupo Continental, tal como esta”, refere o presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, citado num comunicado.

“Com esta empresa – acrescenta Pedro Carreira – abrimos uma porta aos jovens licenciados em Portugal, pois todos os colaboradores da CES são altamente qualificados”.

Inicialmente localizada nas instalações da Continental Mabor – Indústria de Pneus, S.A. em Lousado, Vila Nova de Famalicão, a CES irá instalar-se “até ao final do ano” na sua localização definitiva, “perto da FEUP” (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), no polo universitário da Asprela.

Segundo adianta a Continental, a cerimónia de inauguração das novas instalações da empresa no Porto está prevista “para o início do ano de 2020”.

A Continental Engineering Services é uma subsidiária do Grupo Continental que foi fundada em 2006 para fornecer serviços de engenharia às indústrias. Iniciou a sua atividade nas cidades alemãs de Frankfurt e Nuremberga, com 30 engenheiros, mas atualmente emprega mais de 1.800 colaboradores e tem 20 localizações em todo mundo.

“Estamos orgulhosos por expandir as nossas atividades para a cidade do Porto e construir uma equipa de excelência. Acreditamos na qualidade dos engenheiros portugueses e estamos confiantes que esta nova localização será o pilar do nosso sucesso, no futuro”, sustenta o diretor da Continental Engineering Services Portugal, Jochen Diehm, também citado no comunicado.

Focada no desenvolvimento e fornecimento de produtos e em serviços de integração e de consultaria, a CES atuará em Portugal “especialmente nas áreas de veículos elétricos, condução autónoma e cibersegurança”, adianta a empresa.

Segundo explica, a CES “adapta tecnologia de produção em massa a requisitos específicos de clientes, oferecendo tecnologia de ponta num curto espaço de tempo, para um número muito restrito de clientes”.

“A CES apresenta-se como o melhor parceiro em soluções de engenharia dentro do setor automotivo, bem como para todas as outras indústrias”, refere, salientando que “possui um ‘know-how’ abrangente, criatividade e acesso a todas as tecnologias do Grupo Continental e, por isso, proporciona uma enorme flexibilidade e rapidez das suas equipas de desenvolvimento”.

Em 2018, o Grupo Continental em Portugal (que engloba a Continental Mabor, Continental Pneus, Continental Indústria Têxtil do Ave, Continental Lemmerz e Continental Teves e a recente Continental Advanced Antenna) tinha no seu quadro permanente cerca de 3.400 colaboradores, tendo faturado 1.236 milhões de euros em 2018.

Fundada em 1871, a Continental oferece soluções para veículos, máquinas, tráfego e transporte e, em 2018, registou vendas globais de 44,4 mil milhões de euros, empregando mais de 240.000 colaboradores em 60 países e mercados.

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Famalicão com 111 milhões de Orçamento Municipal para 2020

15,5 milhões para Educação

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Vila Nova de Famalicão apresentou para 2020 um orçamento de 111 milhões de euros, destacando-se o investimento na Educação e Coesão Territorial, documento que será votado na Assembleia Municipal no dia 29.

Com o mote “Promover a Educação de Sucesso para Todos”, o Plano e Orçamento de 2020 de Famalicão, aprovado já pelo executivo camarário liderado por Paulo Cunha (PSD/CDS-PP), pretende “consolidar” a posição do município como território acolhedor de pessoas e investimento, com o capítulo “Educação e Conhecimento” a ser “o maior” Grandes Opções do Plano”.

O Plano e Orçamento de 2020 foi aprovado em reunião extraordinária do executivo a 04 de novembro, com o voto favorável da maioria CDS-PP e com contra do PS, que considerou o documento “um somatório do exercício de gestão corrente mais umas obras há muito anunciadas”.

Na mensagem de abertura do documento, Paulo Cunha afirma que o objetivo é “consolidar Vila Nova de Famalicão como um território cada vez mais moderno, inclusivo, sustentável e inteligente, dotado de uma governança eficiente e participativa, capaz de acolher todos e de a todos oferecer a oportunidade de uma vida digna e feliz”.

O líder da concelhia do PS, Rui Faria, explicou à Lusa que para os socialistas as opções de Paulo Cunha podem levar “a um abismo” o município: “Assinalamos o endividamento a que o município se está a submeter, mais o elevado aumento da despesa, para o qual o PS tem vindo a alertar e a câmara a fazer ouvidos mucos”, enumerou Rui Faria.

O PS “entende que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano não sendo uma tragédia também não são motivo para entusiasmo”, disse.

O Orçamento autárquico prevê um investimento de 15,5 milhões de euros na Educação, quer “material, de que é exemplo a evolução do programa de modernização do parque escolar do concelho”, quer “imaterial, com a dinamização dos mais variados projetos de promoção da aprendizagem ao longo da vida”.

A autarquia salienta que uma das “grandes prioridades do próximo ano em Famalicão” é a coesão social e a governança do território, “traduzidas em ações concretas de descentralização cultural, na aposta na autonomia das Juntas de Freguesia e na capacidade de realização das Comissões Sociais Interfreguesias”, onde estão todas as associações e movimentos de Vila Nova de Famalicão, com as suas agendas e dinâmica de realização.

No capítulo da renovação urbana, as Grandes Opções do Plano e Orçamento apontam para a concretização de um “investimento histórico” no âmbito da renovação urbana, com o novo mercado municipal e um novo espaço cultural, em Riba de Ave.

O próximo ano será também o ano de início do processo de uma “verdadeira transformação urbana para os modos de mobilidade suaves com o arranque da construção de uma rede de ciclovias intraurbana e da conclusão da via ciclável e pedonal com 10 quilómetros de extensão no antigo canal ferroviário que ligava Famalicão à Póvoa de Varzim.

“Será um ano de grandes investimentos materiais, que se vão somar ao forte investimento imaterial previsto para o programa de governança do território, para os projetos de descentralização cultural, para a promoção de uma Educação para Todos, e de Mais e Melhores Anos para os seniores, para além dos inúmeros projetos e ações sociais de apoio aos mais desfavorecidos do concelho”, refere no texto o autarca.

O documento será submetido à aprovação da Assembleia Municipal dia 29 de novembro.

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