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Exploradores de Braga subiram 3.355 metros até ao cume “mais difícil” dos Pirinéus

Montanhismo

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Foto cedida a O MINHO

João Abel Dias, de 50 anos, e Marta Fernandes, de 43, subiram, no passado dia 10 de setembro, ao Monte Perdido, considerado pela crítica como “o cume mais difícil” dos Pirinéus, em Espanha.

Residentes na cidade de Braga, ambos são empresários e decidiram encher a bagagem de coragem para partir à aventura para conquistar o terceiro ponto mais alto daquela cordilheira, a 3.355 metros de altitude.

Em declarações a O MINHO, João Abel explica que a caminhada levou cerca de 13 horas no total, primeiro através de um trilho que leva “cerca de sete horas” e depois com a subida ao cume, que leva cerca de cinco (ida e volta).

Subida ao Monte Perdido. Foto: Ao Sabor do Vento

Por ser um trilho “muito pequeno e apertado”, os dois exploradores, que também são cunhados, tiveram cuidados redobrados face a condições meteorológicas adversas enquanto rumavam ao topo.

Apesar da perigosidade, sobretudo por causa do gelo, não houve qualquer incidente de maior, culminando a aventura com uma foto registada no topo daquela montanha.

O truque, explica João Abel, é “estar fisicamente bem”, “ir devagar” e “ser destemido por causa das vertigens”.

Amantes do Pico da Europa, desta vez resolveram tentar a sorte em nome da associação Péd’rios Germil, sediada em Ponte da Barca, da qual são associados.

Subida ao Monte Perdido. Foto: DR

“O gosto pelo montanhismo já surgiu há alguns anos, gostamos de caminhar e de fugir um pouco da vida citadina por entre a natureza”, explicou o aventureiro, empresário de profissão. Também Marta é empresária, para além de professora.

O MINHO falou com Carlos Moreira, presidente da Associação Péd’Rios Germil, que se mostrou muito contente pelo êxito dos companheiros de associação.

Criada em 2011, a associação de caminheiros surgiu com o objetivo de dinamizar e revitalizar a aldeia de Germil, em Ponte da Barca, organizando caminhadas, mas não só. Ajudam também no turismo, através da sinalização de trilhos, e fazem iniciativas e eventos com os idosos da freguesia.

Carlos explica que a Câmara de Ponte da Barca cedeu as instalações de uma antiga escola primária para que este projeto, fundado por quatro amigos, fosse avante.

“Somos totalmente autónomos, sobrevivemos com donativos que caminhantes deixam na nossa sede, que funciona também como um abrigo de montanha em plena aldeia”, explicou ao nosso jornal.

Abrigo de Germil. Foto: Péd’Rios Germil

Este abrigo recebe centenas de caminheiros que percorrem a Grande Rota 50, que atravessa o Parque Nacional Peneda-Gerês, mas também da Grande Rota 34, trilho interpretativo da Serra Amarela (dividida entre Ponte da Barca e Terras de Bouro).

Para além das atividades de turismo, a associação apoia eventos religiosos e outras ações culturais e tradicionais para ajudar o povo de Germil “a não estar tão isolado e triste”.

Alpinista há 26 anos, Carlos é também guia de montanha de profissão.

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