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Eurosondagem coloca PS à frente com quase mais 15 pontos percentuais do que o PSD

Eleições Legislativas 2019

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Foto: DR / Arquivo

Um estudo de opinião da Eurosondagem, publicado este sábado no Sol, Porto Canal, Diário de Notícias da Madeira e Diário Insular dos Açores, coloca o PS à frente com 38,1%, mais 14,8 pontos percentuais do que o PSD.


Nesta sondagem, com entrevistas recolhidas entre domingo e quinta-feira desta semana, o PSD surge em segundo lugar nas intenções de voto para as eleições legislativas de 06 de outubro com 23,3%, seguindo-se o Bloco de Esquerda com nove por cento, a CDU com 6,9%, o CDS-PP com seis por cento, o PAN com 4,4% e o Aliança com 1,7%.

Em relação ao barómetro de julho divulgado pela Eurosondagem, no que respeita a intenções de voto, sobem o PS (mais 0,8%), a CDU (mais 0,1%), o PAN (mais 0,1%) e o partido Aliança (mais 0,2).

Em contraponto, descem o PSD (menos 0,3%) e o CDS-PP (menos 0,4%), enquanto o Bloco de Esquerda se mantém nos nove por cento em termos de intenções de voto.

Segundo a Eurosondagem, “a amostra foi estratificada por região, tendo resultado, Norte – 20,3%; Área Metropolitana do Porto – 14,1%; Centro – 23,5%; Área Metropolitana de Lisboa – 22,8%; Sul – 9,8%; Açores – 4,7%; Madeira – 4,9%, num total de 1022 entrevistas validadas”.

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País

“Se há uma área onde não podemos regatear é a da saúde”

Diz o primeiro-ministro

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António Costa: Foto: Twitter

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje, no Porto, que Portugal “não pode sair” da crise pandémica “mais frágil” do que estava antes, considerando que se há área na qual “não se pode regatear” é a da saúde.

“Há uma área onde não podemos regatear, uma área onde é preciso fazer tudo o que for necessário fazer, que é a saúde. Quanto ao mais, temos de fazer com conta, peso e medida necessários, sabendo que há um amanhã depois da crise”, disse António Costa.

O governante – que falava no Porto, numa sessão de perguntas e respostas conduzida pelo presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Alexandre Meireles – falou da crise, da pandemia da covid-19, das negociações sobre os fundos europeus, bem como de temas associados ao Orçamento do Estado (OE) para 2021, demorando-se mais nas respostas sobre programas de incentivo ou apoio às empresas.

Confrontado de imediato com a pergunta “como vamos conseguir superar esta crise?”, Costa começou por dizer que esta é “uma crise inédita pela sua escala mundial” e por ter “um fator externo à economia”, o novo coronavírus, para depois ser direto: “Enquanto não tivermos superado a crise pandémica, dificilmente vamos ter uma retoma devidamente sustentada”.

A este respeito, o primeiro-ministro disse existir “um consenso muito claro” sobre prioridades e que estas passam por “manter os fatores produtivos vivos e tentar evitar que as empresas colapsem, proteger os empregos que são necessários no futuro e o rendimento das famílias e aproveitar para preparar uma estratégia de relançamento”.

“Não queremos regressar a fevereiro deste ano, mas sim acelerar a transição para o futuro. A União Europeia deu um salto enorme com a aprovação do plano de recuperação e resiliência. Não podemos sair mais frágeis desta crise, do ponto de vista financeiro, do que estávamos antes”, referiu o primeiro-ministro que falou perante algumas dezenas de jovens empresários e em direto para as redes sociais da ANJE e sem responder a perguntas dos jornalistas quer na sessão, quer à margem.

Também questionado sobre a “famosa bazuca europeia”, ou seja, os fundos europeus, António Costa disse acreditar que “começará a executá-los no primeiro trimestre do próximo ano”, indo até mais longe: “O OE que deu entrada na Assembleia da República prevê já alguma antecipação de fundos para 01 de janeiro de 2021”, referiu.

António Costa explicou que “está previsto um pré-financiamento de 10% que estará disponível a partir de janeiro”, mas também salvaguardou que será “no pressuposto de que o Parlamento Europeu, até lá, aprova o que tem de aprovar que é um acordo final entre o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu”.

“Acho muito provável que haja acordo porque a situação económica e social da Europa não consente que não haja acordo. Temos mecanismos já montados, opções de tesouraria que nos permitem começar a antecipar financiamentos por conta dos programas comunitários que virão”, apontou o governante.

Já sobre o Portugal 2020, Costa revelou que atualmente a execução nacional deste quadro comunitário de apoio ronda os 55%, enquanto a média europeia é de 42%.

“São 12 mil milhões de euros que ainda estão por executar. É muito dinheiro q ainda vai entrar na economia. Não creio que haverá riscos de não haver uma execução total dos fundos”, garantiu.

Numa sessão em que as preocupações face às consequências na economia que tem e terá a pandemia da covid-19 estiveram muito presentes, Costa também falou de um fator subjetivo a ter em conta para o futuro, a confiança, e deu o exemplo do trismo para explicar o porquê de prever um período de ajustamento”.

“No verão houve uma grande guerra sobre os corredores verdes e vermelhos. Ninguém queria estar no corredor vermelho porque não queriam que lhes roubassem turistas. Na verdade ninguém roubou nada a ninguém porque as pessoas não viajaram. Não havia confiança e não viajaram (…). Teremos provavelmente um período de ajustamento”, referiu numa conversa promovida pela ANJE que durou cerca de 40 minutos.

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FMI prevê que PIB português caia 10% em 2020 e recupere 6,5% em 2021

Economia

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Foto: DR / Arquivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu hoje uma queda de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) português em 2020, e uma recuperação de 6,5% para 2021, segundo as Previsões Económicas Mundiais hoje divulgadas.

Segundo o documento hoje divulgado pelo FMI, agravam-se em dois pontos percentuais as previsões feitas em abril para Portugal, que previam uma queda de 8,0% do PIB em 2020.

No entanto, relativamente a 2021, a instituição liderada por Kristalina Georgieva melhorou em 1,5 pontos percentuais a perspetiva da subida do PIB, face aos 5,0% estimados em abril.

Nos números hoje conhecidos, o FMI aponta ainda que a taxa de desemprego em Portugal deverá atingir os 8,1% em 2020 e baixar para os 7,7% no próximo ano.

Já a inflação deverá ser nula (0,0%) em 2020 e de 1,1% em 2021, acompanhando a recuperação económica que o FMI prevê para Portugal no próximo ano.

Em 2019, a economia nacional cresceu 2,2%, a inflação foi de 0,3% e a taxa de desemprego ficou nos 6,5%.

A balança da conta corrente, que em 2019 ficou nos 0,1% do PIB, baixará para -3,1% em 2020 e 3,5% em 2021, segundo as estimativas da instituição sediada em Washington.

Os números do FMI diferem dos divulgados na segunda-feira pelo Governo, no âmbito da proposta do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), já que o executivo prevê uma queda da economia de 8,5% este ano e uma recuperação de 5,4% em 2021.

O Banco de Portugal divulgou as suas previsões para a economia portuguesa na semana passada, estimando uma quebra de 8,0% do PIB em 2020, melhorando a sua anterior previsão de 9,5%.

Já a Comissão Europeia prevê uma queda de 9,8% da economia portuguesa em 2020, uma contração acima da anteriormente projetada, de 6,8%.

Para 2021, Bruxelas estima um crescimento de 6%, acima dos 5,8% da sua anterior previsão.

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Desemprego português deverá situar-se nos 8,1% em 2020 e 7,7% em 2021

FMI/Previsões

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Foto: DR / Arquivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou hoje, nas Previsões Económicas Mundiais, que a taxa de desemprego em Portugal deverá atingir os 8,1% em 2020, baixando para 7,7% em 2021.

Os números hoje divulgados fazem parte das Previsões Económicas Mundiais da instituição sediada em Washington, e para Portugal atualizam os números divulgados em abril.

À data, o FMI previu que a taxa de desemprego em Portugal chegasse aos 13,9% este ano e recuperasse para os 8,7% em 2021.

Em 2019, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 2,2% e a taxa de desemprego foi de 6,5%.

Na segunda-feira foram divulgadas as previsões do Governo associadas ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), que apontam para uma taxa de desemprego de 8,7% este ano e 8,2% em 2021.

“A melhoria esperada para o mercado de trabalho deverá levar a um crescimento do emprego em 1% (-3,8% em 2020), assim como, a uma redução da taxa de desemprego, a qual deverá diminuir de 8,7%, em 2020, para 8,2%, em 2021”, pode ler-se no relatório que acompanha a proposta de Lei do Governo para o OE2021, divulgada na segunda-feira.

Na semana passada, o Banco de Portugal (BdP) estimou, no seu Boletim Económico, que a taxa de desemprego deverá chegar aos 7,5% em 2020, uma revisão em baixa face aos 10,1% previstos em junho.

De acordo com o banco central, o emprego “cai menos do que seria de esperar, face a anteriores períodos de recessão” e a previsão da queda para este ano é de 2,8%, melhor do que a redução de 4,5% prevista pelo banco central em junho.

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