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País

Lúcifer, a águia-de-Harris que expulsa gaivotas num hotel de luxo de Gaia

Combate de pragas

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Foto: Facebook de TFalcon (Arquivo)

Chama-se Lúcifer, é uma águia-de-Harris, tem cinco anos de idade e a sua presença diária desde agosto num hotel de luxo de Vila Nova de Gaia acabou com o ataque das gaivotas às esplanadas.


Da espécie Parabuteo unicinctus, foi comprada com seis meses a um criador e ensinada na Quarteira, no Algarve, viajando no último mês para o Porto para passar a estar três horas por dia no hotel The Yeatman e ser a solução, depois de várias alternativas testadas serem contornadas pelas gaivotas.

Nuno Silva, diretor de alojamento do hotel, descreveu à Lusa os esforços anteriores para tentar evitar os ataques e que passaram por “sistemas de som, redes, mochos de plástico colocados no telhado e, por último, pássaros negros em papel, simbolizando águias, que a inteligência das gaivotas, pouco depois, contornou”.

Distribuído por nove pisos na encosta de Vila Nova de Gaia, com várias esplanadas e uma piscina, depressa a administração do hotel percebeu que “tinha ali um problema, nomeadamente de manhã, na altura dos pequenos-almoços”, mas a “solução tardou em ser encontrada”, contou o responsável.

Um contacto com a empresa TFalcon, da ilha da Madeira, abriu a porta à atual solução, uma águia-de-Harris, que começou por chamar-se Nemo, mas que acabou batizada de Lúcifer, porque o “nome anterior não assustava tanto”, contou, entre sorrisos, o falcoeiro Eduardo Esteves, enquanto exibia a ave que, pelo seu pequeno porte, é comummente confundida com um falcão.

Três horas por dia, sete dias por semana, a ave de rapina surge entre as 08:00 e as 08:30 na esplanada do nono piso do hotel para acabar com a presença das gaivotas, como comprovou a Lusa no momento em que Lúcifer, no braço do falcoeiro, chegou ao seu local, onde estava uma gaivota atenta às mesas, e que imediatamente abandonou o local.

Alternar os horários entre a manhã e a tarde, “para passar às gaivotas a impressão de que a águia está sempre presente”, explicou à Lusa o falcoeiro, é uma aposta de futuro num projeto com outra questão essencial: o controlo da agressividade da ave.

Com o peso controlado diariamente e, no melhor cenário, pesando sempre entre as 650 e 660 gramas, Lúcifer tem, dessa forma, o seu instinto de caçar controlado pela ação do falcoeiro, que a alimenta na luva com frequência durante a vigilância.

“Se o peso estiver controlado, não há o risco de atacar as gaivotas”, disse Eduardo Esteves, exemplificando logo depois com o assobio que fez a ave voar do parapeito da esplanada para a luva para comer mais um pedaço de carne.

Em funções desde 01 de agosto, a “ação da águia alterou por completo o cenário, que até então era de 10 gaivotas a rondar aquele espaço, passando para apenas uma”, contou o responsável do hotel.

Em face do “grau de satisfação da administração do hotel e dos clientes”, Nuno Silva admitiu à Lusa que o horário “poderá a vir a ser alargado”, passando a abranger, também, a “zona da piscina” onde é frequente as “gaivotas também aparecerem, e não apenas para beber água”.

Tiago Cardoso, proprietário da TFalcon, disse à Lusa que o trabalho “irá decorrer mês a mês” e que “não foi feito nenhum contrato formal”.

Por forma a rentabilizar as funções da águia, está a ser negociada a vigilância de um novo espaço de restauração no Porto, desta vez para afastar os pombos da esplanada.

Em 2015, as Câmaras do Porto, Matosinhos e de Vila Nova de Gaia colocaram em curso medidas para travar a proliferação de gaivotas naquelas cidades, tendo sido proibida a alimentação de aves, para além da colocação de pinos em edifícios e falcões no rio Douro.

Em dezembro de 2011, o relatório de controlo da população de gaivotas na Área Metropolitana do Porto concluiu que a forte presença de aves aquáticas só seria atenuada com a “eliminação ou redução acentuada de alimento”.

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País

Autoridade Marítima alerta que contacto com medusas pode provocar alergia

Saúde

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Foto: DR / Arquivo

O contacto com medusas ‘Velella velella’, que têm surgido em algumas praias, deve ser evitado, pois pode provocar uma reação alérgica e, em casos mais graves, queimaduras ou outras reações, alertou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

Em comunicado, a AMN indica como se deve proceder em caso de avistamento ou contacto com uma medusa ‘Velella velella’, que é descrita como “organismos gelatinosos de dimensão reduzida que vivem no mar, na coluna de água ou à superfície, e apresentam tentáculos igualmente de pequena dimensão que podem ser urticantes”.

Assim, caso um banhista aviste uma medusa deve afastar-se, sair da água, evitando o contacto direto, e alertar o nadador-salvador ou as autoridades.

“Caso tenha tido contacto com estes organismos e sentir uma picada, deve sair rapidamente da água e dirigir-se de imediato ao nadador-salvador”, é acrescentado.

Segundo a AMN, os sintomas associados à picada podem ser dor forte, irritação, vermelhidão, inchaço, comichão e, em alguma situações, sensação de queimadura (calor/ardor) no local.

Para a prestação de primeiros socorros devem ser tidos em conta os seguintes conselhos: não esfregar ou coçar a zona atingida para não espalhar o veneno; não usar água doce, álcool ou amónia; não colocar ligaduras e lavar com cuidado com a própria água do mar.

Caso os tentáculos fiquem agarrados à pele, devem ser retirados com cuidado utilizando luvas, uma pinça de plástico e soro fisiológico ou água do mar.

Se possível, deve ser aplicado bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar ou aplicar frio (água do mar gelada ou bolsas de gelo) no local atingido para aliviar a dor. No entanto, o gelo não pode ser aplicado diretamente na pele, deve ser enrolado num pano.

Se o banhista apresentar sintomas de queimadura na zona afetada deverá tomar um anti-histamínico, aplicar uma camada fina de pomada própria para queimaduras e dirigir-se a um posto médico.

“Em algumas circunstâncias, especialmente nas pessoas mais sensíveis às picadas e venenos das medusas ou águas-vivas (conhecidas por alforrecas), poderão ocorrer reações alérgicas graves, como falta de ar, palpitações, cãibras, náuseas, vómitos, febre, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios”, lê-se ainda na nota na AMN.

Estes casos “devem ser encaminhadas de imediato para o serviço de urgência”, é acrescentado.

Nos últimos dias, as praias de Carcavelos e de São Pedro do Estoril, em Cascais, e a praia do Magoito, em Sintra, chegaram a estar interditadas a banhos, depois de ter sido detetada a presença de medusas ‘Velella velella’.

A interdição nas duas praias do concelho de Cascais foi levantada na quarta-feira e, hoje, foi levantada a interdição na praia do Magoito.

No fim de semana, a presença de medusas ‘Velella velella’ tinha também sido registada na Praia da Vieira, na Marinha Grande, distrito de Leiria, o que levou ao hastear da bandeira vermelha e ao desaconselhamento de ida a banhos, medidas que foram levantadas na segunda-feira.

Numa nota divulgada hoje no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) é referido que, na quarta-feira, foram recebidos alertas sobre outros avistamentos nas praias de São Martinho do Porto, Consolação e Super Tubos, no distrito de Leiria, São Julião (Ericeira), praias Azul, do Mirante e Foz do Lisandro, no concelho de Torres Vedras.

No concelho de Sintra foram avistadas medusas ‘Velella velella’ na praia Grande, praia das Maças e Azenhas do Mar, enquanto no concelho de Almada houve avistamentos nas praias da Riviera e Fonte da Telha.

No distrito de Faro registaram-se avistamentos na praia da Carrapateira (Aljezur) e na praia de Monte Gordo (Vila Real de Santo António).

Anteriormente, o IPMA já tinha esclarecido que “a espécie Velella velella (Veleiro) está de momento a aparecer em pequenas quantidades por toda a costa oeste portuguesa, incluindo em algumas ilhas dos Açores”.

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Ministério Público abriu inquérito sobre ameaças a deputadas e à associação SOS Racismo

Inquérito-crime

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Manifestação em Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

O Ministério Público instaurou um inquérito-crime na sequência de várias deputadas e a associação SOS Racismo terem recebido ameaças via e-mail e depois da autoproclamada “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional” ter feito uma vigília junto à associação.

“Confirma-se a instauração de inquérito, no âmbito do qual serão investigados todos factos que vieram a público nos últimos dias”, respondeu a Procuradoria-Geral da República à agência Lusa.

Na quarta-feira o dirigente da SOS Racismo Mamadou Ba foi prestar declarações na Polícia Judiciária e confirmou ter recebido, juntamente com mais nove pessoas um correio eletrónico a estipular o prazo de 48 horas para abandonarem o país, senão corriam risco de vida.

As deputadas do Bloco de Esquerda (BE) Beatriz Dias e Mariana Mortágua disseram no mesmo dia que iam apresentar queixa ao MP na sequência de ameaças recebidas, confirmou à Lusa fonte do partido.

Além das duas deputadas do BE, foram também visados a deputada não inscrita (ex-Livre) Joacine Katar Moreira e Jonathan Costa, da Frente Unitária Anti-Fascista.

“Informamos que foi atribuído um prazo de 48 horas para os dirigentes antifascistas e antirracistas incluídos nesta lista, para rescindirem das suas funções políticas e deixarem o território português”, lê-se no ‘e-mail’, a que a Lusa teve acesso.

Na mensagem eletrónica refere-se que se o prazo for ultrapassado “medidas serão tomadas contra estes dirigentes e os seus familiares, de forma a garantir a segurança do povo português”, e que “o mês de agosto será o mês do reerguer nacionalista”.

Com data de 11 de agosto, a mensagem foi enviada a partir de um endereço criado num ‘site’ de ‘e-mails’ temporários e é assinada por “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional”, a mesma designação de um grupo que reclamou, na rede social Facebook, ter realizado, de cara tapada e tochas, uma “vigília em honra das forças de segurança” em frente às instalações da SOS Racismo, em Lisboa.

O Presidente da República recomendou aos democratas “tolerância zero” e “sensatez” para combater o racismo, ao comentar as ameaças de que foram alvo três deputadas e outros sete ativistas.

“Os democratas devem ser muito firmes nos seus princípios e, ao mesmo tempo, ser sensatos na sua defesa. Firmes nos princípios significa uma tolerância zero em relação àquilo que é condenado pela Constituição [da República Portuguesa], sensatez significa estar atento às campanhas e escaladas que é fácil fazer a propósito de temas sensíveis na sociedade portuguesa”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Também o Governo e vários partidos, bem como o presidente da Assembleia da República, repudiaram as ameaças feitas aos ativistas e à associação.

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Estabilização do número de novos casos não significa fim da “tempestade”, diz OMS

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Foto: DR / Arquivo

Uma estabilização do número de novos casos de covid-19 a nível mundial “não significa que a tempestade tenha acabado”, afirmou hoje o diretor do programa de emergências sanitárias da Organização Mundial de Saúde, recomendando que continue a “vigilância absoluta”.

Em conferência de imprensa na sede daquela agência das Nações Unidas, Michael Ryan afirmou, quando questionado sobre um “planalto” no número de novos casos nos últimos 30 dias (entre 250.000 e 260.000), que “águas calmas não significam que a tempestade tenha acabado”.

“Podemos estar no olho da tempestade e não o sabermos”, ilustrou, salientando que a maior parte da população mundial ainda é suscetível e não esteve exposta ao novo coronavírus e que este “ainda tem um longo caminho a fazer, se lhe for permitido”.

Michael Ryan defendeu que é preciso “muito, muito cuidado” e “vigilância absoluta”: se, por um lado, países que tiveram situações críticas, como a Itália, conseguiram conter a expansão do contágio, “perderão todo o progresso conseguido se forem complacentes”.

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