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Viana do Castelo

Estudante de Viana vence prémio nacional “Jovem Talento em Gastronomia”

Com o prato “Tradição com Arroz Bom Sucesso”

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Foto: Divulgação

André Rodrigues, aluno finalista do curso de Gestão e Produção de Cozinha, na Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, venceu o concurso nacional “Jovem Talento em Gasronomia”, que decorreu entre 04 e 05 de dezembro, em Fátima.


O jovem estudante de Viana do Castelo passou por três etapas regionais, disputando a final da oitava edição destes prémios, que decorreu na Escola de Hotelaria de Fátima.

“Tradição com Arroz Bom Sucesso” foi o prato confecionado pelo jovem chef, com “Arroz de Miúdos, Robalo em Sous-vide, Emulsão de Gordura de Frango/Cristas de Galo e Crocante de Coentros”.

O júri foi composto por Andreia Moutinho, Constança Cordeiro, Fernando Cardoso, Fernão Gonçalves, Gabriel Campino, Gonçalo Costa, Jaime Montgomery, Louis Anjos, Luís Gaspar, Mateus Freire, Nicu Iastremschii, Nuno Castro, Paulo Carvalho, Pedro Braga, Samuel Mota, Sara Soares, Vítor Adão, William Melo e Wilson Pires.

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Alto Minho

Prisão preventiva para acusado de homicídio em Viana que esteve 7 anos em fuga

Justiça

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Foto: DR / Arquivo

Um homem ficou em prisão preventiva por suspeita de um crime de homicídio qualificado e um crime de ofensa à integridade física qualificada, em Viana do Castelo, após sete anos em fuga, divulgou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

Contactada pela agência Lusa, a propósito de um comunicado hoje emitido pela PJ sobre o caso, fonte da diretoria de Braga explicou que o homem, de 36 anos, foi presente cerca das 12:00 a um juiz no tribunal de Viana do Castelo.

No comunicado hoje enviado às redações, aquela força policial explicou que “os factos remontam a 15 de janeiro de 2013, em Viana do Castelo, e vitimaram dois irmãos”.

“O primeiro foi atingido por golpes de arma branca e o segundo foi atingido mortalmente com um tiro de uma espingarda caçadeira, quando, acompanhados por outros familiares, procuravam o suspeito, junto da respetiva residência. Na sequência dos factos, e ainda nessa noite, o suspeito colocou-se em fuga, ausentando-se para o estrangeiro onde tinha familiares emigrados”, especifica a nota.

O alegado homicida, Valdemar Silva, conhecido pela alcunha de ‘Nonó’, foi detido no dia 16 de julho em Longlaville, Nancy, França e, no dia seguinte, presente a um juiz do Tribunal de Recurso de Nancy, que ordenou a extradição para Portugal.

Segundo a PJ, “o Departamento de Investigação Criminal de Braga e a Unidade de Cooperação Internacional, no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelo Tribunal Judicial de Viana do Castelo, procedeu à extradição de França para Portugal, sob detenção, do homem de 36 anos”.

A PJ adiantou que, “ao longo destes sete anos que mediaram os factos e a detenção agora operada, houve intensa troca de informação entre a Polícia Judiciária e as congéneres europeias, visando a localização do suspeito, o qual acabou por ser localizado em França, pela polícia francesa”.

O arguido “identificou-se com o nome de um familiar, procurando iludir o controlo policial”, mas “através da partilha de informação internacional, rapidamente foi confirmada a verdadeira identidade”.

Acusado de homicídio em Viana do Castelo detido em França após 7 anos em fuga

Na altura da detenção, em declarações à agência Lusa, o advogado da família da vítima, Francisco Morais da Fonte, adiantou que “apesar de nunca ter sido localizado, o homem foi formalmente acusado da prática dos crimes de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada.

“Chegou a ter julgamento marcado, mas acabou por ser considerado contumaz e o processo esteve até agora suspenso a aguardar que as autoridades policiais o localizassem”, disse.

“A família da vítima nunca desistiu do caso. Lutou de todas as formas para que o homem fosse encontrado e levado à barra dos tribunais para que se faça justiça”, frisou Morais da Fonte.

A vítima mortal, Jorge Matos, conhecido pela alcunha de ‘Cuba’, de 35 anos, foi morto a tiro, enquanto o seu irmão ficou gravemente ferido na sequência de um esfaqueamento.

Na altura, segundo fonte da PSP, os dois casos aconteceram em pontos diferentes do centro da cidade, entre as 23:10 e as 23:25, suspeitando-se que tenham envolvido o mesmo agressor.

Ambos foram transportados ao hospital de Viana do Castelo, mas o mais velho acabou por morrer.

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Alto Minho

População desafiada a trocar roupa habitual pelo traje de Viana na Romaria d’Agonia

Apelo da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho

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Foto: ©Arménio Belo

A Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho desafiou hoje a população de Viana do Castelo a trocar a roupa habitual pelo traje secular à Vianesa, para “manter o brilho” da Romaria d’Agonia “em tempo” de pandemia de covid-19.

“Em vez de levaram a roupa do dia-a-dia, desafiamos as mulheres de Viana do Castelo a trajarem durante os dias das festas. Se vierem à cidade enverguem o traje. Se saírem para ir trabalhar, para ir às compras, ao café ou jantar fora, que o façam trajadas. Seja de manhã, à tarde ou à noite”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM), Alberto Rego.

Este ano, pela primeira vez em mais de 248 anos, por causa do surto do novo coronavírus, os números da Romaria d’Agonia, que decorre entre os dias 19 e 23, e que são habitualmente vividos nas ruas da cidade, serão celebrados em formato digital, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

Alberto Rego explicou que o apelo ao uso dos trajes durante as festas foi, inicialmente, lançado aos 28 grupos folclóricos do concelho, mas o “interesse manifestado pelas pessoas” alargou o repto a toda a cidade.

“Muitos vianenses possuem os seus próprios trajes e gostam de os vestir durante as festas. Que o façam este ano, passeiem pelas ruas da cidade, individualmente e, para sua segurança e dos outros, com o devido distanciamento social. Queremos que as pessoas dêem brilho à cidade, mas que sejam cumpridos todos os cuidados, sem aglomerações, exibições ou desfiles”, destacou.

Para Alberto Reg,o “Viana do Castelo tem de saber cultivar os valores que herdou”, apelando a que as pessoas, “tal como acontece noutras cidade da Europa, enverguem os trajes tradicionais em datas importantes”.

“Nós não estamos a inventar nada. Só estamos a pedir o que se fazia há mais de 100 anos. Tal como dizia Ramalho Ortigão, a mulher de Viana do Castelo, além de todo o trabalho doméstico que tinha, criou, por necessidade, o seu próprio traje. Não nasceu com a beleza que hoje lhe conhecemos, foi sendo enriquecido. Temos de ter orgulho nos nossos antepassados e temos de saber projetar isto para o futuro”, defendeu.

A mobilização começou junto dos grupos folclóricos para “mostrar que há festa, mas sem pôr em causa as regras de impostas pela pandemia de covid-19”.

“O objetivo é que todos os dias sejam grupos folclóricos diferentes a participar, criando conjuntos com reduzido número de elementos, duas a três pessoas, preferencialmente que coabitem. Apelamos a que evitem as aglomerações, mas que ajudem a transformar a edição 2020 da Romaria d’Agonia num momento único. Quem visitar Viana do Castelo poderá não ver o desfile da mordomia, os cortejos, as atuações, ou os desfiles noturnos, mas se cada um envergar o traje e o exibir pela cidade, as festas ganharão muita da cor vibrante que é habitual”, referiu.

O desfile da mordomia, que abre o programa das festas e que, em 2019, juntou mais de 600 mulheres, de sete países, envergando todos trajes de festa de Viana do Castelo, é um dos momentos emblemáticos da romaria.

O traje assume-se como um símbolo tradicional da região, nas suas várias formas, consoante a ocasião e o estatuto da mulher. Em linho e com várias cores características, onde sobressaem o vermelho e o preto, foi utilizado até há mais de 120 anos pelas raparigas das aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo.

Uma tradição cada vez mais enraizada entre as jovens e mulheres de Viana do Castelo e que junta várias gerações, num quadro único e colorido pelos vermelhos, verdes e amarelos dos típicos e garridos trajes das diferentes freguesias.

Neste número, algumas das mulheres chegam a carregar dezenas de quilos de ouro, reunindo as peças de famílias e amigos num único peito, simbolizando a “chieira” [termo minhoto que significa orgulho e vaidade] e outrora o poder financeiro das famílias.

“A Romaria d’Agonia de 2020 manterá a cor dos anos anteriores e as ruas continuarão a ser das Vianesas”, rematou Alberto Rego.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 694 mil mortos e infetou mais de 18,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.739 pessoas das 51.681 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Viana do Castelo

Ex-trabalhadores de panificadora de Viana criticam impasse no pagamento de dívidas

Empresas

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Foto: DR

Os ex-trabalhadores de uma panificadora de Viana do Castelo, que fechou em 2017 com dívidas superiores a dois milhões de euros, queixaram-se, hoje, do “impasse de três anos” no pagamento dos créditos que lhes são devidos.

“Estamos indignados com esta espera. É estranho este processo estar num impasse há três anos, sem decisões. Nós só queremos o nosso dinheiro”, afirmou hoje Diana Vieira, representante dos trabalhadores na comissão de credores.

O pedido de insolvência foi apresentado pela própria empresa, a sociedade Fernandes e Alves, com sede no Cais Novo, em Darque, em setembro de 2017, alegando dívidas no valor 1.358.974 euros, a mais de 200 credores.

Naquele valor não estavam contabilizados os créditos aos cerca de 60 trabalhadores que a empresa empregava na altura.

Em março de 2019, o tribunal local qualificou de dolosa a insolvência da panificadora fundada em 1945 e condenou um dos gerentes, entretanto falecido, a indemnizar os mais de 200 credores por dívidas superiores a dois milhões de euros.

Hoje, em declarações à agência Lusa, a representante da comissão de trabalhadores criticou a “demora” na venda de um imóvel da empresa.

“Temos pessoas interessadas em comprar o imóvel, e não há interessados em vender. Queremos que as coisas sejam claras. Desde início, este processo foi tudo menos claro. Está na hora de tornar as coisas claras para todos”, defendeu Diana Vieira.

Em causa está um edifício no Cais Novo, em Darque, na margem esquerda do rio Lima, que em janeiro de 2019 foi colocado à venda, em leilão, pelo valor mínimo de 297.500 euros.

Em janeiro de 2019, um leilão de bens da panificadora fechou deserto e sem a presença da comissão de credores nomeada pelo tribunal.

Segundo Diana Vieira, “nos últimos dois anos, o processo de insolvência tem conhecido episódios muito estranhos”.

“Na última sexta-feira fomos informados que o administrador de insolvência, indicado pela sociedade insolvente, passou uma procuração a um advogado que trabalha no mesmo escritório que presta serviços à empresa insolvente, para representar os interesses da massa falida. Isto é grave. Ou seja, o advogado que deu entrada com o pedido de insolvência é a mesma pessoa que vai defender os interesses dos credores”, explicou.

Diana Vieira adiantou que os ex-trabalhadores estão a equacionar “uma participação ao Conselho de Deontologia da Ordem dos Advogados, por entenderem que quem defende o devedor, não pode representar os credores”.

Contactado pela Lusa, o administrador de insolvência, Fernando Carvalho, afirmou que “os trabalhadores só têm de remeter para o tribunal um requerimento a dizer que há conflito de interesses”.

Gerente de panificadora de Viana condenado em Tribunal a indemnizar mais de 200 credores

O responsável sublinhou estar “obrigado ao sigilo profissional” e remeteu esclarecimentos para os “autos” que constam do processo.

“Quem quer saber consulta os autos no tribunal. Os trabalhadores têm todos os meios para saberem o que se passa, consultando os autos. Admira-me muito que a senhora trabalhadora não saiba que as coisas são consultadas no tribunal. O meu dever profissional é o de responder perante o juiz e a comissão de credores”, disse,

Fernando Carvalho admitiu “demora” na resolução do processo, mas rejeitou responsabilidade nesse facto.

“Concordo plenamente que os trabalhadores estão a ser prejudicados com esta demora, mas a culpa não é minha”, frisou.

Sobre a venda do imóvel sede da empresa, anunciou a realização de um leilão eletrónico.

“Além de um interessado que ficou em segundo lugar numa negociação particular que foi feita, há mais quatro pessoas que dão valores superiores ao valor mínimo fixado para a venda. Por isso, decidi lançar um leilão eletrónico, cujo anúncio vai ser publicado nos jornais, no próximo fim de semana. O leilão que vai ser promovido termina às 16:00 de 24 de setembro”, especificou.

Entre os principais credores da empresa, que, além da fábrica, detinha ainda quatro lojas, em regime de aluguer e concessionadas a outra empresa cujo proprietário também é credor, encontram-se além dos trabalhadores, a Caixa Geral de Depósitos, o Novo Banco, e a Segurança Social.

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