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Alto Minho

Escola do Rock de Paredes de Coura vai fazer digressão com orquestra e coro

No Porto, Aveiro e Pontevedra, em Espanha

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Foto: DR / Arquivo

A Escola do Rock de Paredes de Coura inicia, em junho, uma digressão que a levará ao Porto, Aveiro e Pontevedra, em Espanha, com concertos que incluem a participação de uma orquestra e de um coro feminino, informou a organização.

Em declarações, hoje, à agência Lusa o diretor da Escola do Rock, Nuno Alves explicou que os 25 alunos da turma que participou na residência artística que se realizou em dezembro último, vai atuar, no dia 02 de junho, pelas 15:30, no palco Prado do Serralves em Festa, no Porto.

A Escola do Rock Paredes de Coura vai apresentar um concerto onde participam mais de 70 músicos.

Em palco, para além dos alunos da Escola do Rock, estará a Orquestra Ligeira da Academia de Música de Castelo de Paiva, constituída por cerca de 15 alunos, e dirigida pelo professor Hugo Lopes.

Aquele concerto, adiantou, contará ainda com alunos da Escola Municipal de Música de Vigo, e do Coura Voce, um coro feminino de Paredes de Coura, apoiado e financiado pela Câmara local e que nasceu no âmbito do ensino articulado do Conservatório Regional do Alto Minho/Academia de Música de Viana do Castelo”.

O coro integra 30 jovens com idades entre os 11 e os 15 anos, e tem direção do maestro Vítor Lima.

“São concertos com formações inéditas que combinam várias parcerias que a Escola do Rock Paredes de Coura tem vindo a desenvolver em inúmeros programas de intercâmbio”, referiu.

Segundo Nuno Alves, da Space Ensemble, que organiza a Escola do Rock, no dia 21 de junho, os alunos da residência artística vão participar, em Pontevedra, na Galiza, no primeiro dia da nona edição do Festival Surfing The Lerez.

Aquela participação no festival galego vai contar com a participação de “três bandas residentes deste ano- Cuckoo Let Us, Wicked Youth e Dream People”.

Os quatro concertos dos alunos da Escola do Rock decorrerão entre as 18:00 e as 20:30, no palco Bonobo.

Aquele festival decorre na Ilha das Esculturas, “um parque verde na cidade de Pontevedra, transformado num espaço de convivência artístico-musical que reúne inúmeras atividades para jovens, famílias e crianças, tendo sempre por base as melhores práticas de um desenvolvimento sustentável”.

Em termos musicais, “o festival reúne os grandes nomes do rock galego, como Sex Museum, Heredeiros da Crus, Mushu, Holywater, The Lelli’ s Kellys, Anaut ou Thee Blind Crows”.

“Os concertos decorrem entre o meio-dia e a meia noite e a entrada para este festival será solidária, uma vez que cada pessoa levará alimentos que posteriormente serão doados a instituições de apoio social”, especificou.

No dia 15 de julho, pelas 21:30, a Escola do rock de Paredes de Coura vai participar na segunda edição da Bienal de Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro. O espetáculo terá a participação da Orquestra de Música Ligeira da Academia de Castelo de Paiva.

A Escola do Rock – Paredes de Coura foi lançada pela Câmara local, em 2014. No ano seguinte, a iniciativa foi distinguida com o Prémio UM-Cidades atribuído pela Universidade do Minho.

Os participantes nas várias edições da Escola do Rock de Paredes de Coura já tocaram no Festival Vodafone Paredes de Coura, onde abriram a 25ª edição, no Serralves em Festa e em concertos no Teatro Rivoli, Hard Club e Maus Hábitos, no Porto, entre outras salas.

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Alto Minho

Queixas de moradores força mudança de local do Festival Sonic Blast em Moledo

Nova localização discutida na terça-feira

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Foto: Facebook de Sonic Blast

O presidente da Câmara de Caminha disse, esta sexta-feira, que as queixas da população de Moledo estão na origem da mudança de local do Sonic Blast e que na terça-feira haverá uma reunião para analisar um novo espaço para o festival.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Alves adiantou ter recebido um abaixo-assinado de moradores de Moledo, lançado após à edição de 2019, queixando-se do “barulho e dos danos que o som excessivo causava nas habitações mais próximas do evento”.

O autarca reconheceu a “dimensão e projeção interessante” que o festival de rock psicadélico e ‘stoner rock’ atingiu, adiantando que a nova localização deverá ficar resolvida na reunião que irá decorrer na Câmara de Caminha, na terça-feira, pelas 15:00.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Moledo, Joaquim Guardão, confirmou as reclamações dos moradores, adiantando que “as pessoas não estão contra o festival, mas contra o local onde decorre”, em pleno centro da freguesia.

“Não têm descanso e, além de não dormirem antes, durante e depois de cada dia do festival [que decorre em agosto], queixam-se de que o som forte lhes provoca danos nas casas”, referiu.

Joaquim Guardão explicou que “a Câmara de Caminha e a junta estão a desenvolver todos os esforços para encontrar um novo local, mais longe das casas, para instalar um festival muito importante para a freguesia e que, este ano, terá a sua décima edição”.

“É uma mais-valia para Modelo e para Caminha. Não queremos que o festival saia do concelho. Acredito que da reunião da próxima terça-feira sairá fumo branco”, afirmou o autarca.

Joaquim Guardão especificou que as últimas nove edições do festival decorreram “na Rua da Costa, próximo do edifício da junta de freguesia, no espaço de um parque infantil, bem no centro de Moledo”.

O novo espaço em estudo “fica situado nas proximidades da antiga estrada velha”, como é localmente conhecida, “mais distante do centro de Moledo, mas igualmente bem localizado”.

A Lusa contactou o organizador do festival, Ricardo Rios, que se escusou a fazer comentários, remetendo uma posição sobre o assunto para um comunicado que irá emitir, sem, no entanto, especificar quando.

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Alto Minho

APPACDM de Ponte de Lima com exposição na Fundação Bienal de Cerveira

“Confrontos vividos por diversos autores”

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Foto: Facebook de APPACDM de Ponte de Lima

“Confrontos”, da autoria dos alunos da delegação de Ponte de Lima da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) é uma das três exposições de pintura a inaugurar no sábado, em Cerveira, e que iniciam o plano de atividades da Fundação da Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) para 2020.

Em causa, para além de “Confrontos”, estão as exposições “Ilha dos Imortais”, de Tereza Trigalhos, e “Global Make-Up Program”, de Zoran.

A exposição da APPACDM “debruça-se sobre os confrontos vividos por diversos autores, sejam individuais, únicos e irrepetíveis, onde as intenções rumam à construção de projetos de vida e nos transportam para novos mundos, recorrendo à pintura, à cerâmica e diversas técnicas mistas”.

“Em termos das artes plásticas destaco as obras de Tereza Trigalhos e Zoran, até pelos seus currículos, mas é também muito importante para a FBAC a mostra dos trabalhos dos alunos da APPACDM, por resultar do trabalho do nosso serviço educativo”, afirmou, esta sexta-feira, à Lusa o diretor artístico da fundação, Cabral Pinto.

As exposições “Ilha dos Imortais”, “Global Make-Up Program” e “Confrontos” vão ser inauguradas, no sábado, às 16:00, no Museu Bienal de Cerveira, com a presença dos artistas representados.

Para Tereza Trigalhos, citada num comunicado enviado à imprensa, o objetivo da sua mostra consiste em “perpetuar a liberdade através de um apelo a que os seres se tornem livres e que não fiquem agarrados àquilo que nos querem impor”.

Já a mostra de Zoran, segundo o diretor coordenador do MAC – Movimento Arte Contemporânea e Ensino, Álvaro Lobato de Faria, representa “um entendimento globalmente vivido e vivenciado por cada um de nós quotidianamente, em que cada indivíduo é, talvez, o seu único passivo, acrítico e impudico espetador”.

O plano de atividades da FBAC para 2020, adiantou Cabral Pinto, prevê ainda, na primavera, a exposição 220 Edições de Arte: Ação e Luz2, de Silvestre Pestana e, entre 10 de julho a 13 de setembro, a XXI Bienal de Vila Nova de Cerveira, com o tema “Diversidade – Investigação. O Complexo Espaço da Comunicação pela Arte”.

A mostra “Mulheres Artistas na coleção da FBAC”, que retratará “o acervo e a intervenção das mulheres na pintura e nas artes”, e a exposição “De outro Modo”, de três artistas do Porto (Sobral Centeno, Vasco Coutinho e Manuel Porfírio), completam a programação de 2020.

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Alto Minho

Mais dois quilómetros de ecovia com passadiços em Arcos de Valdevez

Investimento de 175 mil euros

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Passadiços do Vez. Foto: O MINHO

A Câmara de Arcos de Valdevez aprovou, na última reunião do executivo, o arranque do procedimento concursal relativo à “Expansão da Rede de Ecovias – Ecovia de Loureda/Cabreiro”, com preço base de 175 mil euros.

“Com o presente projeto pretende-se realizar os trabalhos de implantação de uma ecovia com uma extensão aproximada de cerca de dois mil metros, e que permita a alteração à ecovia existente, desde o Poço das Caldeiras a S. Sebastião, que se desenvolvia ao longo de estrada municipal», lê-se no comunicado enviado a O MINHO.

O trajeto proposto desenvolve-se “de forma contínua ao longo do rio, em pavimento natural e passadiços”, disse a O MINHO fonte da Câmara.

A ideia passa por tornar o percurso “mais agradável e seguro para quem o quiser realizar e irá, ao mesmo tempo, aumentar o potencial turístico da ecovia, a qual já é procurada por milhares de turistas”, sublinha a mesma fonte.

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