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Região

Engenheiras da UMinho criam rede para minimizar as desigualdades de género

HERTECH, apresentada online amanhã, quer consciencializar a sociedade

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Foto: DR

A Escola de Engenharia da Universidade do Minho (EEUM) apresenta esta quarta-feira a rede HERTECH, que visa partilhar experiências e conhecimento entre atuais, antigas e futuras estudantes da área. O projeto – diz a Reitoria – “procura minimizar as desigualdades de género existentes na maioria dos cursos de engenharia, esclarecer as estudantes do secundário sobre as áreas de engenharia e tecnologia e, ainda, sensibilizar a comunidade para o tema”.


A HERTECH é apresentada às 18h00, em direto no seu facebook, por Carolina Pereira, aluna de Engenharia Têxtil da UMinho e uma das fundadoras da iniciativa. Segue-se o painel “Teletrabalho dos géneros”, com Romana Ibrahim (embaixadora da Women in Tech em Angola e criadora da app Keep Warranty), Victor Barros (professor das universidades do Minho, São Paulo e Federal do Espírito Santo, Brasil) e Sónia Machado (estudante de Engenharia de Polímeros e vice-presidente do polo UMinho da rede mundial IEEE Student Branch).

A moderação cabe a Filomena Soares, professora do Departamento de Eletrónica Industrial da UMinho e cofundadora da HERTECH. Os internautas poderão colocar questões e o encerramento é pelas 20:00.

A HERTECH – Rede de Network Feminino da EEUM está sediada no campus de Azurém, em Guimarães, e pretende promover dinâmicas com escolas secundárias, palestras com casos de sucesso, formações, listas de contactos e de ofertas de emprego, um programa de mentorias/tutorias e ações de voluntariado.

“Queremos quebrar o estigma da presença das mulheres na área tecnológica, aumentar o seu número através da elucidação das estudantes do 3.º ciclo e ensino secundário, bem como partilhar, entre mulheres de diversas idades e áreas, novas perspetivas sobre as múltiplas vertentes da engenharia”, explicam Carolina Pereira e Filomena Soares.

Atratividade cresce

As responsáveis consideram que a atratividade da engenharia está a crescer no público feminino e isso não se deve apenas à boa empregabilidade de alguns cursos. Por outro lado, o equilíbrio entre géneros “ajuda a alargar horizontes” nos projetos e “contribui para uma sociedade mais justa”.

Na última década e meia, o número de mulheres estudantes na EEUM subiu de 23% para 28% do total, segundo um estudo coordenado pela professora Isabel Ramos.

No último ano letivo, 30% dos 4500 alunos de licenciatura e mestrado integrado da+ EEUM eram mulheres e apenas quatro dos 14 cursos tinham predominância feminina – Design de Moda (93%), Engenharia Biológica (79%), Engenharia Biomédica (64%) e Engenharia Têxtil (55%). O domínio masculino notou-se mais em Engenharia Eletrónica Industrial e de Computadores (92%), Engenharia Mecânica e Engenharia Informática (ambos com 87%). Segundo a Eurostat, dos 18 milhões de cientistas no mundo em 2017, 41% eram mulheres. Na UE, as cientistas e engenheiras estavam mais presentes na Lituânia (57%), Bulgária, Letónia (ambos com 53%) ou Portugal (51%) e menos presentes na Finlândia (29%), Hungria e Luxemburgo (ambos com 25%).

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Braga

Fundos europeus: “Todas as regiões têm de receber mais, sobretudo as mais pobres”

Defende o eurodeputado minhoto José Manuel Fernandes

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Foto: DR / Arquivo

Portugal vai ter 50 mil milhões de euros a fundo perdido (subvenções) nos próximos sete anos (2201-2027). A este valor acrescem 11 mil milhões de euros do atual Portugal 2020 que ainda estão por executar. Além disto, Portugal pode também aceder a mais de 15 mil milhões em empréstimos sob garantia da União Europeia, ao abrigo do Fundo de Recuperação.

“Nunca Portugal recebeu tanto dinheiro. Estes recursos têm de ser bem utilizados e bem distribuídos”, desafia, em declarações a O MINHO, o eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes, que esteve nas negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2021-2027) e que nos últimos três anos tem trabalhado no reforço do orçamento da UE através da implementação de novos recursos próprios.

São mais de 60 mil milhões de euros que Portugal terá disponíveis nos próximos anos. Sobre a utilização do dinheiro, José Manuel Fernandes sublinha que deve servir para reforçar “a competitividade, a produtividade e a coesão territorial económica e social”.

Centralismo

E deixa o aviso: “Todas as regiões têm de receber mais, sobretudo as que são mais pobres”. O alerta justifica-se pelos receios de que o governo do PS repita as tendências centralistas e concentre os fundos em programas e grandes obras nacionais. “Seria inaceitável que, quando Portugal recebe mais dinheiro, as regiões passem a receber menos”, comenta.

José Manuel Fernandes, de Vila Verde, sublinha que “os fundos europeus são cruciais para Portugal”. O orçamento da UE representa mais de 80% do investimento público em Portugal.

Por isso, o eurodeputado do PSD – e coordenador do PPE na comissão dos orçamentos – destaca o sucesso das negociações do Parlamento Europeu com o Conselho (que representa os 27 Estados-Membros), apesar do bloqueio entretanto protagonizado por Hungria e Polónia, que se espera seja ultrapassado rapidamente.

“De 2021 a 2027 teremos dinheiro como nunca. Do Fundo de Recuperação receberemos 15,4 mil milhões de euros e do Quadro Financeiro Plurianual mais de 34 mil milhões de euros. Para além disso, temos ainda cerca de 11 mil milhões do Portugal 2020 por executar. Com estes montantes, se o governo for competente, vamos conseguir ultrapassar as dificuldades resultantes da pandemia Covid-19”, vaticina.

Reforço de programas

José Manuel Fernandes realça ainda o reforço conseguido ao nível dos programas europeus mais emblemáticos e com impacto na vida dos cidadãos e sua qualidade de vida. São os casos do Programa de Saúde, o programa de investigação Horizonte Europa, o Erasmus+ e o InvestEU – que junta todos os instrumentos financeiros da UE.

São recursos que impõem a introdução de novas fontes de financiamento do orçamento europeu. Um trabalho a que o eurodeputado social-democrata se tem dedicado com particular atenção, pondo como questão central que os cidadãos não sejam mais sobrecarregados com impostos.

Para isso, há alguns princípios que importa valorizar. “Quem não paga deve pagar e, por isso, queremos que os gigantes do digital sejam taxados e que se combata a fraude, evasão e elisão fiscal. Temos a missão de proteger os cidadãos europeus”, aponta José Manuel Fernandes. Com o exemplo de novos recursos próprios, indica uma contribuição sobre os plásticos, uma taxa sobre as emissões de carbono, uma taxa digital e uma potencial taxa sobre as transações financeiras.

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Braga

Tribunal da Relação manda prender suspeito de abusar sexualmente da filha em Braga

Juiz de instrução tinha-o deixado em liberdade

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Tribunal da Relação de Guimarães decretou prisão preventiva ao homem de 44 anos, suspeito de abusar sexualmente da filha, de 15, em Braga, e que tinha ficado em liberdade com proibição de se aproximar da família e da filha e apresentações periódicas nas autoridades.

O MINHO apurou que a Relação deu razão a um recurso da procuradora do Ministério Público, Nélia Alves, que pedia a prisão preventiva por considerar que se trata de “um crime abjeto e inqualificável praticado por alguém de quem a filha esperava proteção, e dever de cuidado”.

Como O MINHO noticiou, o Tribunal de Braga tinha deixado em liberdade o suspeito de abusar da filha na residência de ambos.

Braga: Suspeito de abusar da filha obrigado a sair de casa

O juiz de instrução obrigou-o a sair de casa e proibiu-o, ainda, de se aproximar da filha, e impôs-lhe o uso de uma pulseira eletrónica, para que esta medida de coação pudesse ser controlada.

Ficou, ainda, obrigado a apresentações periódicas na Polícia.

As menores ficaram na posse de um «botão de pânico» que podiam acionar se o pai se aproximasse delas.

Esta decisão levou a associação “Mulheres de Braga” a manifestar-se no Tribunal de Braga com a colocação de uma centena de itens, entre brinquedos, mochilas, bolas, roupas de criança e “tarjas com mensagens fortes”.

Brinquedos no tribunal de Braga por alegado abusador da filha ter ficado em liberdade

Protestavam contra as medidas de coação aplicadas ao homem de 44 anos, tidas como demasiado brandas para a gravidade do crime.

Medidas, essas, que agora foram revertidas pela Relação de Guimarães que lhe aplicou prisão preventiva.

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Ave

Referendo ao feriado de Vizela adiado por ordem da Comissão Nacional de Eleições

Estava marcado para 13 de dezembro

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Foto: DR

O referendo local à eventual alteração da data do feriado municipal de Vizela foi adiado pela segunda vez, agora por imposição da Comissão Nacional de Eleições (CNE), anunciou a Câmara.

Em comunicado, a Câmara refere que a CNE “declarou sem efeito a realização do referendo”, que estava marcado para 13 de dezembro, desde logo porque nessa data “estará em curso o processo eleitoral do Presidente da República”.

A CNE teve ainda em conta que Vizela é um dos concelhos considerados de “elevado risco” no âmbito da pandemia de covid-19 e está a braços com um conjunto de medidas restritivas para travar a propagação da doença.

O referendo fica, assim, adiado para data a definir.

A consulta popular chegou a estar marcada para 29 de março, mas acabou por ser adiada por causa da pandemia.

“Concorda em manter a data do feriado municipal de Vizela no dia 19 de março em vez de a alterar para o dia 11 de julho?” é a pergunta do referendo.

A fixação do dia 19 de março como feriado de Vizela foi aprovada por deliberações de 2003 da Câmara e da Assembleia municipais.

A Câmara lembra que, apesar de já terem decorrido mais de 16 anos desde a referida aprovação, a data das comemorações do feriado municipal “tem sido objeto de alguma discussão”, tendo sido amplamente discutidos, ao longo dos últimos anos, os dias 19 de março, dia da aprovação da criação do concelho de Vizela, e 11 de julho, dia de S. Bento das Peras, Padroeiro de Vizela.

Por isso, a Câmara de Vizela decidiu dar voz aos munícipes, para que sejam estes a escolher o dia das comemorações do feriado municipal.

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