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Alto Minho

Em Monção, o cozido à portuguesa sai do que a terra dá e o homem cria

Anhões e Luzio

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Foto: DR / Arquivo

Anhões e Luzio, duas aldeias vizinhas de Monção, que juntas somam 170 habitantes, querem mostrar “ao mundo” que o cozido à portuguesa ainda pode ser feito à moda antiga, “caseiro”, fruto da lavoura e da criação de animais.

Do “querer” da população daquelas freguesias rurais do concelho de Monção, no distrito de Viana do Castelo, nasceu um projeto comunitário que envolve, há mais de 10 meses, “cerca de 50 habitantes” e que vai resultar, nos dias 25 e 26, na primeira edição do evento “O Campo em Festa”.

Mais do que o cozido à portuguesa, confecionado com produtos “100% biológicos”, que vai servido em travessas e pratos de barro, aquelas aldeias de montanha querem transmitir às novas gerações o “saber de uma vida rural, trabalhando a terra e criando o gado”.

Aos habitantes das aldeias de Anhões e Luzio, localizadas no vale do Gadanha, a sensivelmente 15 quilómetros da sede do concelho, o projeto comunitário juntou 300 alunos de escolas do primeiro ciclo de ensino básico que, desde abril do ano passado, têm ajudado a cuidar das sementeiras nos campos e a alimentar os animais, no curral.

“O mais importante é mostrar que as freguesias rurais existem, mas estão um bocado esquecidas. Também queremos demonstrar que os produtos químicos não são necessários para termos os alimentos saudáveis de que precisamos para uma alimentação sustentável”, afirmou, esta quarta-feira à Lusa, o presidente da União de Freguesias de Anhões e Luzio, Amâncio Alves.

Em abril do ano passado, nos campos das duas aldeias foram semeadas as batatas e as couves galegas. Em julho, o projeto comunitário comprou 16 porcos e 225 galinhas.

“Os campos foram adubados com o estrume recolhido nos currais e os animais alimentados com milho e mistura de sementes”, explicou autarca.

O fumeiro e os enchidos para o cozido foram feitos pelas “mãos experientes” das pessoas das aldeias vizinhas.

“Toda a comunidade está muito entusiasmada, ativa, quer ajudar e dar o seu contributo, desde os mais novos a pessoas com 80 anos”, apontou Amâncio Alves.

O cozido à portuguesa, confecionado com a carne de duas vacas de raça barrosã, compradas em explorações agrícolas locais, e que cresceram em liberdade na serra da Anta, vai ser servido, nos dias 25 e 26 de janeiro, numa tenda aquecida, com 2.000 metros quadrados, a instalar no Senhor do Bonfim.

O espaço vai ser dividido numa área de degustação, com capacidade para mais de uma centena de mesas e, outra, com expositores para venda de produtos locais e regionais.

“É comida caseira e tradicional, que resulta de uma agricultura biológica e sustentável e que vai proporcionar aos visitantes do evento, uma alimentação saudável”, reforçou Amâncio.

Além da comida “caseira”, o evento, onde o recurso a produtos em plástico “será de quase 0%”, incluirá música tradicional portuguesa, com grupos de bombos, concertinas, gaitas, rusgas e charangas portuguesas e galegas.

“O dinheiro que conseguirmos juntar servirá para pagar as despesas com o lançamento do evento que queremos continuar a realizar, acrescentando-lhe mais iniciativas válidas que as aldeias rurais têm”, observou o autarca.

Ao evento “O Campo em Festa”, organizado pela União de Freguesias de Anhões e Lúzio, com apoio da Câmara de Monção, está associada a iniciativa “Produzir em modo biológico”.

O município estabeleceu o calendário das visitas dos alunos do concelho às aldeias de Anhões e Luzio. Começaram em novembro e terminam dia 20, quando as crianças forem “ajudar as senhoras da aldeia a encher chouriças”.

Durante este projeto comunitário, os alunos “aprenderam a semear, plantar e regar, dar de comer, cuidar e apanhar animais em fuga, desenvolver afinidades com as plantas e recolher resíduos para reciclagem”.

“Além de potenciar a atividade económica, valorizar a ruralidade e defender o meio ambiente, esta iniciativa traz consigo uma mensagem muito forte para os jovens no tocante à preservação e sustentabilidade ambiental e à alimentação equilibrada e saudável”, defendeu o presidente da Câmara, António Barbosa.

Por Andrea Cruz, Agência Lusa

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Alto Minho

PCP questiona o Governo sobre infetados ao serviço em Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PCP informou hoje que vai questionar o Governo sobre a orientação dada ao lar de Santa Maria de Grade, em Arcos de Valdevez, “para manter ao serviço trabalhadores assintomáticos, mas com teste positivo ao novo coronavírus.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP afirmou que “os sinais de desorientação estratégica por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS) e proteção civil de Arcos de Valdevez, em torno do surto epidémico no Lar Santa Maria de Grade assumem particular gravidade”.

“Segundo informação obtida pela DORVIC do PCP a Direção do lar do centro social e paroquial, que conta com 39 utentes e cerca de 20 funcionários está, em articulação com a delegada de saúde, a exigir que os trabalhadores diagnosticados como portadores assintomáticos do coronavírus SARS-CoV-2, continuem a trabalhar”, denuncia o partido.

Segundo o PCP “no início da semana foi tornada pública a ocorrência de quatro casos confirmados da doença naquela instituição, sendo que uma utente morreu, na passada segunda-feira, no hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo”.

“No sentido de apurar quais as medidas em curso para lidar com a situação, nomeadamente a possibilidade de substituição de trabalhadores infetados, o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Romão Araújo, contactou hoje o presidente da Câmara Municipal e a delegada da saúde, sendo que o primeiro remeteu explicações para a delegada de saúde e esta, por sua vez confirmou que os infetados assintomáticos deveriam continuar a trabalhar, tomando as devidas precauções”.

Alem de anunciar que o seu grupo parlamentar na Assembleia da República irá questionar o Governo sobre a matéria, os comunistas do Alto Minho reafirmam que “na linha da frente das prioridades de resposta ao surto epidémico tem de estar a adoção de medidas de prevenção e de alargamento da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), visando o combate ao seu alastramento e a necessária resposta clínica”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Alto Minho

Politécnico de Viana do Castelo desenvolve protótipo de ventilador

Covid-19

em

Foto: IPVC

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em parceira com empresas nacionais da região e a Universidade Estadual Paulista desenvolveu um protótipo de ventilador mecânico, de baixo custo, para responder à covid-19, informou hoje a instituição.

“O primeiro protótipo e a prova de conceito experimental, recorrendo a um simulador humano, foram já realizados com sucesso na Escola Superior de Saúde (ESS) do IPVC. Neste momento, o grupo encontra-se a melhorar e afinar a solução desenvolvida, bem como a preparar testes mais rigorosos que permitam caracterizar o desempenho do sistema em termos de pressão e fluxo de ar com o objetivo de validar a sua performance clínica”, adianta a nota hoje enviada à agência Lusa.

O projeto foi desenvolvido “por um grupo de trabalho multidisciplinar nas áreas da engenharia, ‘design’ e saúde, com vista ao desenvolvimento rápido e simplificado de um ventilador mecânico de baixo-custo para situações urgentes, de resposta a? situação epidemiológica causada pelo novo coronavírus”.

“O conceito adotado assenta na utilização de materiais e componentes de baixo-custo, de uso generalizado e facilmente acessíveis, aplicados no acionamento mecânico de uma Unidade Manual de Respiração Artificial (AMBU) e na monitorização e controlo dos principais parâmetros clínicos, necessários para a sua utilização na ventilação mecânica invasiva e não-invasiva em ambiente hospitalar”, especifica a nota.

Para as fases seguintes do projeto, defende o IPVC, “é fundamental o envolvimento mais próximo das entidades nacionais reguladoras de saúde e clínicos utilizadores finais do sistema, de forma a possibilitar a demonstração do protótipo em ambiente hospitalar e definir enquadramento legal da solução que permitam, posteriormente, planear a sua produção em quantidade e uma utilização alargada face à atual situação de emergência nacional”.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Melgaço insiste no encerramento total após anúncio de fecho parcial de centro de saúde

Covid-19

em

Foto: Mapio

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) comunicou hoje o encerramento, temporário, da Área Dedicada à Covid (ADC) no centro de saúde de Melgaço, criticado pelo presidente da Câmara que continua a defender o fecho total.

Em comunicado enviado às redações, a administração da ULSAM que informou que “a ADC no Centro de Saúde de Melgaço foi temporariamente encerrada hoje” e que, “em alternativa os utentes devem dirigir-se à ADC do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Monção, a funcionar 24 horas por dia, ou à ADC do centro de saúde de Valença, em funcionamento das 00:08 às 20:00”.

Na quinta-feira à noite, o presidente da Câmara de Melgaço exigiu hoje o encerramento temporário do centro de saúde, após cinco profissionais terem testado positivo para a covid-19, e reclamou a desinfeção da unidade.

“Manter profissionais de saúde, pertencentes a um núcleo já com cinco infetados, a prestar serviços à comunidade, representa um risco de contágio cruzado muito elevado, quando ainda se aguardam os resultados aos 15 profissionais entretanto colocados em isolamento”, afirmou o socialista Manoel Batista.

Hoje, após o anúncio, pela ULSAM, do encerramento temporário da ADC do centro de Saúde, o autarca socialista Manoel Batista condenou “a decisão de encerrar apenas a unidade de covid-19, mantendo em funcionamento o restante apoio do centro de saúde”.

“Temos cinco profissionais do centro de saúde infetados e temos 22, que fizeram testes na quarta e quinta-feira, por apresentarem sintomatologia leve e que estão em casa a aguardar os resultados. Por isso é que o centro de saúde só pode funcionar em parte, tendo sido retirada a resposta da covid-19. Dos perto de 40 funcionários do centro de saúde, apenas sete estão ao serviço”, explicou.

Manoel Batista adiantou que “nunca exigiu que o centro de saúde fosse encerrado, mas que se fechasse temporariamente a unidade para que pudesse ser feita uma desinfeção”.

“Isso vai mesmo acontecer este fim de semana. Vai fechar todo para ser desinfetado”, garantiu.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissizonais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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