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Região

Distritos de Braga e Viana em alerta devido à queda de neve, granizo, vento, chuva e trovoada

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Foto: DR

Seis distritos de Portugal continente estão na quarta-feira e na quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de queda de neve acima da cota de 800 metros, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).


De acordo com o Instituto, os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Braga vão estar sob aviso amarelo entre as 09:00 de quarta-feira e as 12:00 de quinta-feira.

O aviso amarelo é emitido pelo Instituto sempre que há situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para quarta nas regiões do norte e centro céu geralmente muito nublado, períodos de chuva aumentando de intensidade durante a manhã e início da tarde, passando a aguaceiros e condições favoráveis à ocorrência de trovoada e granizo até ao início da tarde, em especial no litoral Norte.

Está também prevista queda de neve acima dos 1000/1200 metros, descendo a cota para 800 metros a partir do início da tarde.

A previsão aponta ainda para vento fraco a moderado do quadrante oeste, tornando-se moderado a forte com rajadas até 85 km/h nas terras altas, formação de gelo ou geada nas regiões do interior Norte e Centro, neblina ou nevoeiro matinal e pequena subida de temperatura.

Na região Sul prevê-se períodos de céu muito nublado, chuva fraca aumentando de intensidade durante a manhã e início da tarde, passando a aguaceiros diminuindo de frequência, vento fraco a moderado do quadrante oeste, soprando temporariamente forte com rajadas até 85 km/h nas terras altas e neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais.

No que diz respeito às temperaturas, as mínimas vão oscilar entre os 02 graus (em Bragança e na Guarda) e os 09 (em Lisboa) e a máxima entre os 06 (na Guarda) e os 18 (em Faro).

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Viana do Castelo

Câmara de Viana vai avançar com abate das 30 árvores, mas há contrapartidas ambientais

Ambiente

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Foto: DR

A construção dos acessos ao porto de Viana do Castelo vai avançar com o abate de 30 árvores na avenida do Cabedelo, mas com contrapartidas ambientais disse hoje o presidente da associação de moradores daquela artéria.

Vítor Dinis, que falava à agência Lusa no final de uma reunião na Câmara de Viana do Castelo, convocada na sequência de uma alternativa apresentada por moradores no Cabedelo para evitar o abate de até 12 das 30 árvores, explicou que o acordo hoje alcançado será formalizado nos próximos dias.

“As contrapartidas são materialmente relevantes a médio e longo prazo, nomeadamente, a rearborização da avenida do Cabedelo, com exemplares de porte adulto e de outras zonas do lugar da freguesia de Darque. O memorando de entendimento contemplará ainda o calendário para a concretização dessa rearborização. No imediato, existe o compromisso da Câmara de qualificar e classificar as árvores situadas a montante e a jusante da rotunda a construir como de Interesse Público Municipal”, especificou.

Em causa está a construção de uma rotunda de acesso ao porto de mar da cidade, na avenida do Cabedelo, na freguesia de Darque, na margem esquerda do rio Lima que deveria ter sido iniciada no dia 11 de setembro, mas foi embargada por moradores que contestam o abate de 30 dos 170 plátanos existentes nos 628 metros daquela artéria.

Na semana passada, a associação de moradores apresentou uma solução alternativa que propunha o reposicionamento da rotunda, poupando o abate de cerca de 12 plátanos.

Na altura à Lusa, o presidente da Câmara, José Maria Costa, classificou a proposta de “interessante”, prometendo aferir, junto da equipa projetista, da sua viabilidade e apontando para hoje decisão final a tomar durante o encontro que decorreu com a associação de moradores.

Segundo Vítor Dinis, a autarquia disse que “a proposta não recolheu luz verde da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), por representar uma expropriação adicional de três mil metros quadrados de terrenos”.

“Também no entendimento da equipa projetista da Câmara, parte das árvores que queríamos preservar teriam de ser abatidas para garantir o acesso de veículos de transporte especial ao porto de mar. É entendimento da Câmara que o custo/benefício ficaria em causa”, sustentou.

A Lusa contactou o autarca socialista, mas ainda sem sucesso.

Vítor Dinis adiantou que o autarca socialista deixou a sua palavra de que o abate das árvores “nunca avançará antes da formalização do entendimento” hoje alcançado.

“É um acordo abrangente, que salvaguarda as questões ambientais, paisagísticas e de segurança rodoviária que não teríamos alcançado se não tivéssemos tomado a posição inicial”, destacou.

Vítor Dinis garantiu que ao longo do impasse, a associação “assumiu uma posição de bom senso e de procura do equilíbrio entre a parte ambiental e económica”.

“Sendo uma infraestrutura de interesse para todo o concelho e para a região achamos que este diálogo trouxe um conjunto de contrapartidas que não teríamos conseguido se não tivéssemos agido como agimos. Este acordo, ainda assim, é benéfico para o Cabedelo”, referiu.

Parada desde 11 de setembro, a última fase da empreitada de três milhões de euros visa melhorar o acesso ao porto de mar para “atrair novas atividades económicas para a área de influência do porto, reduzir os custos operacionais inerentes aos tempos de ligação rodoviária do Porto aos principais polos de atividade, reduzir o ruído e as emissões poluentes, aumentar a segurança da circulação, e contribuir para o descongestionamento da circulação rodoviária, retirando o tráfego pesado das vias urbanas”.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019. Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

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Barcelos

Cientista de Barcelos condecorada no Reino Unido

Renata Gomes tornou-se ‘freeman’ da Cidade de Londres

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Foto: Alex Cooper

Renata Gomes, premiada cientista natural de Barcelos, foi esta terça-feira condecorada no Reino Unido como freeman da City of London. Esta condecoração, com um histórico de 800 anos, é um reconhecimento do mérito profissional e contributo dado ao país.

Até 1996, era atribuída apenas a britânicos e a cidadãos da Commonwealth, mas desde então foi alargada a pessoas de qualquer nacionalidade admitidas por nomeação ou apresentadas por associações industriais e comerciais.

As origens desta tradição remontam a 1237. O termo medieval freeman aplicava-se a alguém que, não sendo propriedade de nenhum senhor feudal, gozava de privilégios como o direito de ganhar dinheiro e possuir terras.

Desde a Idade Média até à era vitoriana, freedom (liberdade em português) era o direito ao comércio.

É uma condecoração “histórica” e também a cerimónia de atribuição cumpre formalidades com longa tradição, como usar chapéu ou atravessar a Ponte de Londres guiando um rebanho de ovelhas – esta última impossibilitada por causa da pandemia de covid-19.

“Depois de receber o papiro, toda a gente se junta e atravessa a Ponte de Londres com as ovelhas de um lado a outro. Há 800 anos, isto tinha muito significado, porque poucas pessoas tinham o direito a comercializar”, explica a O MINHO Renata Gomes, acrescentando que essa cerimónia deverá acontecer assim que a evolução da covid-19 o permita.

Também por causa pandemia, a cientista de 34 anos entrou para a história ao ser a primeira pessoa a tornar-se freeman através de uma cerimónia online, em março deste ano, no caso da The Worshipful Company of Spectacle Makers.

“A minha foi a primeira cerimónia online na história. Ficou tudo gravado. Temos que pegar na nossa caneta, assinar o nosso nome num papel e ao fim disso apertar a mão”, conta a diretora científica da organização Blind Veterans UK (Veteranos de Guerra Invisuais), que recebeu fundos para a abertura de instituto que deverá começar a funcionar em abril do próximo ano.

Murray Craig, responsável da Cidade de Londres, a atribuir a condecoração a Renata Gomes

“Inicialmente vamos focar-nos em regeneração ocular e vascular em militares e veteranos, mas temos liberdade para expandir a outras áreas e o natural é que com o tempo isso aconteça. Uma das grandes áreas é a prevenção de doenças. Temos mais de 100 anos de informação médica e social detalhada de alguns milhões de militares e veteranos e estamos a usar inteligência artificial para prever e prevenir”, adianta Renata Gomes, que desde a eclosão da pandemia também tem estado a “ajudar as equipas que estão a desenvolver a vacina”.

A cientista nasceu na freguesia da Pousa, em Barcelos, e foi ainda jovem para o Reino Unido.

Renata Gomes e Alex Cooper, diretor de investigação da Blind Veterans UK

Licenciou-se em Medicina Forense e Ciências Médico Forenses pela Universidade de Bradford, exercendo atividade clínica nessa área, e fez Mestrado em Medicina e Bioquímica Cardiovascular na University College of London.

Depois começou um doutoramento internacional em Regeneração Cardiovascular e Nanotecnologia, pelas Universidades de Oxford (Reino Unido), Coimbra e Kuopio (Finlândia).

Nesse âmbito, foi premiada, em 2012, com um Silver Certificate (certificado de prata) dos prémios Science, Engineering and Technology (Ciência, Engenharia e Tecnologia), atribuídos pelo parlamento britânico. Deste então têm sido várias as distinções que cientista de Barcelos tem recebido.

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Viana do Castelo

Mais um morto e doze infetados no concelho de Viana nos últimos dias

Covid-19

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Foto: O MINHO

O concelho de Viana do Castelo registou mais um óbito associado à covid-19 durante os últimos quatro dias, contabilizando agora 21 mortes pelo novo coronavírus.

No mesmo período de tempo, registaram-se mais doze infetados, somando agora aquele concelho 47 casos ativos do vírus. No passado dia 02 de outubro, eram 35 os casos.

Ao longo dos últimos quatro dias, o concelho viu ainda quatro pessoas curarem-se do SARS-CoV-2, existindo agora 296 pessoas recuperadas da doença que corre mundo.

No total acumulado, registam-se 364 casos de infeção desde o início da pandemia.

A nível distrital, o Alto Minho contava, nesta terça-feira, com 286 casos ativos (+44), 64 óbitos (+3) e 791 recuperados (+25).

O distrito soma 1.141 casos acumulados desde o início da pandemia, mais 72 do que no passado dia 02 de outubro.

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