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Detido em Paris um dos principais instigadores do movimento ‘coletes amarelos’ em França

A 22 de dezembro, Drouet já tinha sido preso em manifestações em Paris por “carregar uma arma proibida”.

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Um dos principais instigadores do movimento “coletes amarelos”, Éric Drouet, foi esta quarta-feira preso perto dos Campos Elísios, em Paris, por organizar um evento sem autorização prévia, anunciou fonte policial.

De acordo com a mesma fonte, Drouet, um dos iniciadores da primeira mobilização nacional de “coletes amarelos” em 17 de novembro, foi preso quando se dirigia para os Campos Elísios.

Um pouco antes do meio-dia, este motorista de estrada – por quem o líder do movimento França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, disse sentir “fascínio” – tinha apelado num vídeo no Facebook para uma “ação” na célebre rua parisiense.

“Hoje [quarta-feira] à noite, não vamos fazer uma grande ação, mas queremos chocar a opinião pública. Vamos todos sem casacos” disse Eric Drouet.

Por volta das 19 horas, algumas dezenas de pessoas encontravam-se em frente ao restaurante da cadeia internacional McDonald’s dos Campos Elísios, perto do Arco do Triunfo, e esperavam por Eric Drouet, sem, no entanto, vestirem os seus coletes, observou um jornalista da agência noticiosa France-Presse.

A 22 de dezembro, Drouet já tinha sido preso em manifestações em Paris por “carregar uma arma proibida”, crime pelo qual será julgado em 05 de junho.

Numa publicação no Twitter, Jean-Luc Mélenchon reagiu a esta nova detenção: “Novamente Éric Drouet preso, por quê? Abuso de poder. A polícia política persegue agora os animadores do movimento ‘coletes amarelos'”.

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Mundo

Brexit: Europa insta Reino Unido a dizer que acesso quer ter ao mercado único

Mercado europeu “é o maior do mundo”, indicou Von der Leyen

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Foto: DR / Arquivo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, instou, este domingo, o Reino Unido a comunicar que tipo de acesso quer ter ao mercado da União Europeia (UE) no futuro, quando ficar consumada a sua saída.

“Cabe aos nossos parceiros britânicos dizer que acesso querem ao mercado europeu, que é o maior do mundo”, indicou Von der Leyen numa declaração à imprensa após reunir-se com o chanceler austríaco, Sebastian Kurz.

A presidente da Comissão referiu-se assim à futura relação entre a União Europeia e o Reino Unido, que têm de negociar antes do final do ano, uma vez concretizado o Brexit a 31 de janeiro próximo.

“A partir de 01 de fevereiro seremos velhos amigos, mas teremos de encontrar novas formas e enfoques para o futuro”, assinalou a política alemã, acrescentando que “a questão de quão próximos ou distantes vamos estar do mercado interno, é algo que ainda teremos que discutir e afinar”.

De acordo com a presidente da Comissão Europeia, “quanto mais próximo o Reino Unido ficar, e mais próximo das regras da UE em relação ao mercado interior, melhor será para eles, para o seu acesso, e vice-versa”.

A partir de 01 de fevereiro, e durante 11 meses, o Reino Unido irá manter-se integrado nas estruturas comunitárias e irá cumprir as normas da União Europeia.

Passado esse período de transição, deverá entrar em vigor um novo tratado bilateral entre Londres e Bruxelas a fim de evitar um cenário semelhante ao de um Brexit sem acordo.

Von der Leyen já advertiu que é “impossível” negociar um tratado comercial completo durante esse período de tempo, mas o primeiro ministro britânico, Boris Johnson, sublinhou que não tem intenção de pedir nenhum adiamento.

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Dois barcos com 237 migrantes a bordo esperam porto para desembarcar

Resgate

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Migrantes no Mediterrâneo. Foto: SIC

O barco da ONG espanhola Open Arms e o da alemã Sea Watch estão há dois dias à espera de um porto para desembarcar depois de terem resgatado respetivamente 118 e 119 migrantes no Mediterrâneo central.

“A humanidade não está perdida, a sociedade civil está aqui no meio do mar, no meio de nada, faltará saber se também estão as administrações”, afirmou, este domingo, nas redes sociais o fundador do Open Arms, Oscar Camps, que se encontra a bordo, depois de ter resgatado 118 migrantes em duas operações.

O segundo resgate da Open Arms ocorreu em 10 de janeiro, quando foram encontradas 74 pessoas numa embarcação em “estado de pânico total”, incluindo mulheres grávidas e bebés.

No momento do resgate, dois migrantes lançaram-se à água, mas foram apanhados, enquanto o barco da Open Arms era vigiado de perto por uma patrulha líbia “numa atitude ameaçadora”, explicaram.

Previamente, a Open Arms tinha resgatado outros 44 migrantes no Mediterrâneo central quando viajavam numa pequena embarcação de madeira e estavam em estado de hipotermia.

Os 119 migrantes resgatados pelo barco da Sea Watch, o Sea Watch 3, em 09 de janeiro também estão à espera de uma solução.

O Sea Watch 3 denunciou que uma das embarcações, que assistiu, viu passar dois barcos que não os ajudaram, bem como uma lancha da Guarda Costeira maltesa que navegava na zona.

As ONG sublinham nas redes sociais as duras condições em que se encontram os migrantes que têm de dormir ao ar livre apesar do frio e da chuva das últimas horas.

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Irão admite ter abatido avião ucraniano “por engano”

Tensão no Médio Oriente

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Foto: DR / Arquivo

O Irão admitiu, durante a madrugada deste sábado (hora portuguesa), que o avião ucraniano que se despenhou na quarta-feira em Teerão, matando todas as 176 pessoas a bordo, foi abatido inadvertidamente por militares iranianos, noticiou a televisão estatal.

A declaração, difundida pela televisão estatal iraniana, atribuiu o derrube do aparelho a um erro.

Até aqui, o Irão tinha negado que um míssil fosse responsável pelo acidente.

Mas os Estados Unidos e o Canadá afirmaram, citando informações dos respetivos serviços de segurança, que o acidente foi causado por um míssil iraniano.

O avião, um Boeing 737 da companhia aérea Ukrainian International Airlines, descolou de Teerão, com destino a Kiev, despenhando-se dois minutos após a descolagem nos arredores da capital iraniana.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, numa operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

O aparelho, com destino a Kiev, transportava 167 passageiros e nove tripulantes de várias nacionalidades, incluindo 82 iranianos, 11 ucranianos, dez suecos, quatro afegãos, três alemães e três britânicos.

Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros canadiano reviu em baixa que o número de vítimas do país, que passou de 63 para 57, após uma “análise aos documentos de viagem das vítimas”.

No entanto, o número total de passageiros que tinham como destino final o Canadá mantém-se em 138, disse François-Philippe Champagne, em conferência de imprensa.

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