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Região

Depressão Bárbara ganha força e IPMA sobe para laranja aviso em Braga e Viana

Mau tempo

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Imagem satélite correspondente às 21:46 deste domingo. Fonte: Meteogalicia

O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) já tinha colocado os distritos de Braga e de Viana do Castelo sob aviso amarelo face à previsão de chuva forte e persistente a partir da tarde de segunda-feira, face a uma tempestade atlântica que originou a Depressão Bárbara, que passa a noroeste da península na terça.


Mas, devido a um agravamento das condições atmosféricas, o aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, foi acionado pelo IPMA para ambos os distritos por causa da precipitação que é esperada mais intensa desde as 19:00 horas de segunda até às 03:00 horas de terça-feira e novamente entre as 12:00 e as 18:00 de terça.

Em comunicado, o IPMA também já anunciou a aproximação e os efeitos da depressão Bárbara que serão já sentidos a partir da tarde de segunda-feira e até ao final de terça-feira.

“Os efeitos desta depressão no território continental serão essencialmente sentidos pelo aumento da intensidade do vento a partir da tarde de dia 19 de outubro, prolongando-se até ao final do dia 20, com rajadas até 100 km/h e até 130 km/h nas terras altas”, pode ler-se no documento.

De acordo com o IPMA, à depressão está associado “um sistema frontal de atividade moderada a forte, que se aproximará de Portugal continental a partir da tarde de dia 19, e irá atravessar todo o território durante o dia 20, dando origem também a precipitação por vezes forte e persistente, em especial entre o início da tarde de dia 19 e o final de dia 20”.

Na terça-feira, está prevista uma descida da temperatura máxima, que irá variar aproximadamente entre 15 e 23° graus centigrados.

Segundo o IPMA, prevê-se também um aumento da agitação marítima, em especial na costa da região Sul, a partir da tarde de segunda-feira e até final de terça-feira, onde a altura significativa das ondas poderá atingir 3,5 metros de sudoeste.

 

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Ave

Vandalizaram presépio em Famalicão. Há 100 euros para quem identificar autores

Vandalismo

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Foto: Gracafe / Facebook

Desconhecidos vandalizaram uma árvore de natal e um presépio na freguesia de Pedome, em Famalicão. A Associação Gracafe – Cultura Em Movimento, responsável pelo presépio, oferece recompensa de 100 euros a quem identificar os autores.

“É de lamentar atos de vandalismo deste género na árvore de natal e presépio que será de todos nós neste natal”, critica a associação na sua página de Facebook, considerando “inadmissível este tipo de comportamento”.

Foto: Gracafe / Facebook

Foto: Gracafe / Facebook

A Gracafe adianta que já foi apresentada queixa na GNR e foram reunidos 100 euros que serão entregues “a quem identificar os autores desta atitude”.

“Vamos continuar os trabalhos porque a freguesia merece”, conclui a associação.

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Viana do Castelo

Autor de massacre em Viana acusado de matar por dívida de 600 mil euros

E depois terá matado colega que o ajudou a encobrir o crime

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusa Rui Amorim, autor do massacre de Vila Fria, em Viana do Castelo, em 1995, de ter assassinado um colega que conheceu na prisão por uma dívida de 600 mil euros e matado outro ex-recluso que o ajudara a encobrir o primeiro crime, avança o Jornal de Notícias (JN) na edição desta terça-feira.

Como O MINHO noticiou, a Polícia Judiciária (PJ) concluiu que Rui Amorim aproveitou uma saída uma saída precária para matar dois homens “seus conhecidos do ambiente prisional” e ocultar os corpos.

O autor do massacre de Vila Fria terá assassinado Fernando Borges, conhecido pela alcunha de “Trico”, que liderou o “gangue de Valbom”, em julho de 2018, por causa de uma dívida de 600 mil euros. Depois, terá matado Eduardo Costa, ex-recluso da cadeia de Coimbra que o ajudara a encobrir o crime.

Apesar de os corpos nunca terem sido encontrados, nem se saber como Amorim matou as duas vítimas, o MP garante que “Trico” devia 600 mil euros, refere o JN.

Autor de massacre em Viana é suspeito de duplo homicídio cometido em saída precária

Rui Amorim que, em 1995, cometeu matou à facada um tio, uma tia e um sobrinho, tinha sido condenado a 20 anos de prisão, parte dela cumprida na cadeia de Coimbra, onde conheceu os dois homens que terá matado, numa das saídas precárias de que começou a beneficiar a partir de 2017.

Segundo a acusação, quando “Trico” saiu cadeia em 2017, passou a dedicar-se ao tráfico de droga e Amorim também começou a vender droga no interior da cadeia.

“Não obstante os negócios de aquisição de droga que celebrou com a vítima, o arguido Rui Amorim, por motivos não concretamente apurados, mas relacionados com uma dívida de cerca de 600 mil euros da vítima Fernando ao arguido, decorrente de um negócio de droga gorado, formulou o propósito de o matar”, refere a acusação, citada pelo JN.

O líder do “gangue de Valbom” desapareceu no dia 1 de julho de 2018 após ter ido encontrar-se com Rui Amorim a Viana do Castelo.

O triplo homicida terá pedido ajuda a Eduardo Costa. Convenceu-o a telefonar à mulher de “Trico” para dizer que o marido estava vivo e exigir 115 mil euros de resgate. E, depois, eliminou-o porque era a única testemunha a poder ligá-lo à primeira morte.

Ainda de acordo com o JN, Rui Amorim escreveu uma carta ao MP a culpar Eduardo Costa da morte de “Trico”.

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Barcelos

Vison-americano continua a chamar a atenção no rio Cávado em Barcelos

Espécie invasora

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Foto: Filipe Gonçalves

Já não é novidade a presença do vison-americano no Cávado em Barcelos, mas o mamífero continua a impressionar quem passa na margem do rio.

Filipe Gonçalves, que cedeu este vídeo a O MINHO, teve a “excelente oportunidade de captar” o vison-americano, no passado sábado, tendo-o visto quando este estava a brincar num barco. “Durante essa manhã, o vison foi muito sociável, digamos, sem receio das pessoas que caminhavam na margem”, assinala.

Como O MINHO tem vindo a noticiar, já tinham sido filmados visons-americanos no rio Selho em Guimarães e há relatos da sua presença no rio Ave e no Este, em Braga, na zona de Gualtar.

Vison-americano filmado a ‘repousar’ nas lagoas de Caíde em Barcelos

O vison-americano, neovison vison, é um mamífero da família mustelidae e está relacionado com doninhas e lontras.

A moda acabou por ser a razão de ter ‘viajado’ do continente norte-americano para o europeu. “Foi introduzida na Europa para criação em quintas para o comércio de peles. No entanto, quer por fugas de animais a partir destas quintas, quer pela sua libertação deliberada e ilegal por parte dos proprietários das quintas, quando a atividade deixa de ser rentável, ou por grupos de defesa dos direitos animais, estabeleceram-se populações ferais em grande parte da Europa”, pode ler-se na tese de mestrado em Biologia da Conservação de Ana Duarte.

Novos vídeos mostram vison-americano a ‘passear’ no rio Cávado em Barcelos

“Em Portugal, o vison-americano foi introduzido na década de 80, sendo provavelmente proveniente de quintas de criação localizadas na região da Galiza, existindo apenas uma quinta de criação em Portugal, na cidade de Valença do Minho”, refere o mesmo estudo, que alerta que o vison-americano “pode ainda vir a afetar negativamente as populações de rato-de-água (Arvicola sapidus) e as populações de anfíbios já de si debilitadas”.

“Atualmente, a introdução de espécies exóticas é considerada uma das principais ameaças à diversidade biológica”, sublinha a tese de Ana Duarte.

De acordo com a bióloga Joana Soto, ouvida pela Jornal de Barcelos (JB) a propósito dos avistamentos destes animais no rio Cávado, o vison-americano representa uma “ameaça” para as espécies nativas, mas o seu impacto neste território ainda carece de estudos.

Vison-americano filmado na marginal de Esposende

A bióloga salienta que não sendo novo no Cávado, é normal existirem mais avistamentos nesta altura do ano porque está mais ativo a preparar o Inverno.

Joana Soto, nas declarações ao JB, refere que o maior perigo que o animal representa é comer ovos das aves que habitam as margens do rio e fazem ninhos no solo, salientando que é uma espécie muito recente em Portugal e que “ainda se está a adaptar ao habitat”.

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