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Viana do Castelo

Criação artística de Madalena Martins alerta para a “plastificação” do planeta em Viana

Designer de Ponte de Lima volta a trabalhar na instalação com reclusos da cadeia da cidade, como já havia feito na Noite Branca, em Braga, e noutras obras. Inauguração de “Natureza em Suspenso” é no próximo sábado

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Fotos: Facebook de Madalena Martins (Arquivo)

Chamar a atenção de quem passa pela praça central do centro comercial de Viana do Castelo, provocando uma reflexão sobre a “plastificação” do planeta, é o repto de uma instalação artística a inaugurar no sábado.

Denominada “Natureza em Suspenso”, de Madalena Martins, a obra vai descer do teto da praça central do centro comercial para interromper o quotidiano do consumidor.

Ali, em “suspenso”, a criação da ‘designer’ apela a uma reflexão sobre o excesso da presença de plástico que “começa a estar muito presente nas consciências”.

A criação artística vai começar a ser montada esta semana e vai ser inaugurada no sábado, pelas 16:00. Antes, no contentor transformado em oficina, instalado nas traseiras do estabelecimento prisional da cidade, é preciso ultimar a obra.

As mãos de Madalena Martins e de mais cinco reclusos, juntas, trabalham nos acabamentos de uma “Natureza em Suspenso” que vai sair para a “liberdade” e visa espalhar um “alerta” ambiental.

“Liberdade também é construir uma floresta dentro de uma prisão”, disse a artista, que há muito que trabalha com reclusos de vários estabelecimentos prisionais do país, mas não poupa elogios à “equipa fantástica” da prisão de Viana do Castelo que a ajudou, “ramo a ramo”, “flor a flor”, a criar a instalação.

A ilusão de “um bonito jardim, muito florido e colorido” irá despertar a atenção, mas a “primeira imagem” desaparecerá a um olhar atento. Afinal, o jardim tem “flores falsas, de plástico, colocadas nas extremidades de 33 árvores, reesculpidas com galhos, invertidas e de tom pálido, como que sufocadas, com a mesma matéria que tem vindo a sufocar o mar”.

“A ideia principal de criar uma instalação artística é proporcionar prazer no olhar, mas que nos faça pensar numa coisa que é triste. Contribuir para que o problema do plástico, que já está muito presente na nossa consciência, seja lembrado a partir de algo que é estético, bonito e poético”, explicou a ‘designer’ Madalena Martins.

O mesmo princípio de “inquietação” aplica-se ao nome da instalação artística “Natureza em Suspenso”.

A artista pretende também chamar a atenção para “o problema da plastificação dos oceanos”, que “é muito real e parece estar em suspenso”. “Será que o ser humano não conseguirá mais resolver [o problema], ou não? Faz pensar”, sublinhou.

O processo criativo da ‘designer’ partiu do desafio de uma cidade que, em maio, se veste de flores num programa municipal de valorização estética e ambiental da cidade. Ao Viana Florida, que a Câmara local promove há seis anos, juntou-se o Pulsar Viana, o projeto cultural que a dona do ‘shopping’ – Sonae – iniciou há quatro anos para divulgar a cultura e os costumes da região.

Das podas das árvores dos jardins de Viana do Castelo e do plástico recolhido nas praias do concelho, nasceu a obra de Madalena Martins.

Primeiro foi preciso selecionar a matéria-prima. Colaboraram os jardineiros da autarquia, o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, a Resulima, empresa que gere o aterro sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado, e o próprio centro comercial.

A produção envolveu a direção, funcionários e guardas prisionais do estabelecimento prisional. A arte e engenho dos reclusos André Ribeiro, Bruno Azevedo, José Araújo, José Pinto e o João Rocha deu forma às 33 árvores e fez nascer dezenas de flores de lixo plástico.

“Saber que fomos nós que fizemos é gratificante”, disse Bruno Azevedo, que durante um mês passou do interior da prisão para o contentor oficina e, com serrotes, martelos e berbequins, ajudou a criar arte.

Aos 34 anos admitiu que “não estava muito consciente” para o problema do plástico e que com o trabalho de Madalena Martins aprendeu o verdadeiro significado de reciclagem.

“Há vários projetos que se podem iniciar com coisas que pensávamos que não tinham utilidade”, disse Bruno, de Braga.

José Araújo, 54 anos, não esconde o “orgulho” de, com o seu trabalho, “poder ajudar a sensibilizar as pessoas a não deitarem tanto plástico fora”.

“Quando começamos dei comigo a pensar. Deitámos muito plástico fora”, referiu, olhando para o resultado de um trabalho de “muita paciência”. Vai começar a ser instalado esta semana no centro comercial e, desabafa José: “Interessante era poder ver o efeito que vai dar”.

A “Natureza em Suspenso” vai estar em exposição até ao dia 30 de junho.

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Viana do Castelo

Tripulante de ambulância que se deslocava para emergência ferida após acidente em Viana

Em Neiva

em

Foto: Sérgio Nunes

Uma tripulante de ambulância de emergência do núcleo de Neiva da Cruz Vermelha Portuguesa sofreu ferimentos na sequência de uma colisão entre a ambulância e uma viatura ligeira de mercadorias, esta tarde, em São Romão de Neiva, Viana do Castelo.

Apesar do aparato da colisão, os condutores não sofreram quaisquer ferimentos, disse fonte dos bombeiros.

De acordo com fonte da GNR, a viatura de mercadorias terá tombado numa das vias da estrada, enquanto que a ambulância ficou bastante danificada na parte frontal.

A GNR registou a ocorrência que condicionou o trânsito no local.

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Viana do Castelo

Viana caminha contra o cancro este domingo

“Outubro Rosa”

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Foto: Ilustrativa

Viana do Castelo vai caminhar contra o cancro, neste domingo, a partir da Praça da República, anunciou a autarquia.

A partida dá-se pelas 10:00 horas e o custo de inscrição é de 3 euros, com oferta de uma t-shirt.

Esta caminhada insere-se no mês “Outubro Rosa”, de prevenção e de luta contra o cancro, que engloba várias iniciativas a nível global.

O percurso corresponde a cerca de 4,5 quilómetros, entre a praça central, a marginal e o parque da cidade, regressando novamente à praça.

As receitas reverterão a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Em 2017, a Liga disponibilizou mais de 1 milhão de euros para aquisição de medicamentos, próteses, transporte para consultas e tratamentos, e alimentação dos doentes mais carenciados.

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Viana do Castelo

Testes de “flutuação” do parque eólico em Viana concluídos com sucesso

Exploração do potencial eólico no mar

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Foto: O Instalador

A ASM Industries efetuou, “com sucesso”, as operações de teste e flutuação da primeira das duas plataformas contratadas para o novo parque eólico offshore em Viana do Castelo, no âmbito do projeto WindFloat, foi esta terça-feira anunciado.

“Os testes decorreram com enorme sucesso e em total segurança e foram o culminar de vários meses de trabalho árduo e contínuo. Este é um projeto que coloca Portugal no centro das atenções no que toca a soluções flutuantes para a indústria da energia eólica offshore”, afirmou, em comunicado, o presidente executivo da ASM Industries, Adelino Costa Matos.

O projeto WindFloat Atlântico, que é detido pela empresa Windplus, tem como objetivo o aproveitamento da energia eólica offshore, através de uma tecnologia da Principle Power, que permite a exploração do potencial eólico no mar, em profundidades superiores a 40 metros.

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