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Alto Minho

Covid-19: Caso positivo confirmado em Monção

Coronavírus

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Foto: Divulgação

Um homem residente na freguesia de Merufe, em Monção acusou positivo nos testes de despistagem ao novo coronavírus, anunciou o município.

Em comunicado, a autarquia aponte que o primeiro caso do concelho já foi detetado e que a pessoa em causa está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde.

As pessoas com quem manteve contacto estão a ser sinalizadas para, de acordo com o protocolado, procederem aos respetivos testes de despistagem do vírus e cumprirem o período de quarentena, informa a Câmara.

Segundo a Rádio Vale do Minho, o homem tem 64 anos e terá estado em França recentemente.

Covid-19: Número de infetados confirmados em Portugal sobe para 169

A autarquia apela a que cada monçanense “interiorize a complexidade desta situação e adote todos os cuidados de prevenção e proteção”, ficando em casa.

“Nos últimos dias, foram tomadas várias medidas extraordinárias como resposta à situação epidemiológica, contudo, para minimizarmos o crescimento do vírus, importa que cada um de nós faça a sua parte, distanciando-se de aglomerações de pessoas e cumprindo, com rigor, as recomendações da Direção Geral de Saúde”, escreve o município.

“Temos de alterar os nossos hábitos do dia a dia, obrigando-nos a comportamentos responsáveis e cívicos, visando o cumprimento das medidas e orientações anunciadas. Quem não o fizer, estará a colocar em risco a sua própria vida e a dos outros, incorrendo em crime de desobediência”, acrescenta.

Reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil

Face ao evoluir da situação epidemiológica no concelho e às medidas anunciadas pela Junta Autónoma da Galiza, a Comissão Municipal de Proteção Civil de Monção reuniu esta tarde, na Biblioteca Municipal, tendo decidido a recomendação das seguintes medidas:

– Apelar ao Governo para avançar para a quarentena, no mínimo, até final do mês de março, seguindo o exemplo do governo espanhol que decretou, esta manhã, quarentena para todo o pais, por um período de 15 dias.

– Considerando o facto da Galiza ter avançado com o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais, apelar ao Governo para restringir a passagem na fronteira, apenas aos movimentos estritamente necessários.

– Apelar à redução de horário ou encerramento de todos os locais que possam gerar aglomeração de população.

– Apelar ao Governo a criação de uma linha especial para a Proteção Civil.

– Proibir a população de efetuar queimas ou queimadas, de forma a garantir maior disponibilidade aos bombeiros voluntários para a situação epidemiológica.

– Aconselhar as empresas a utilizar o teletrabalho

169 casos positivos em Portugal

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu para 169 em Portugal, anunciou, este sábado, a Direção-Geral da Saúde (DGS), mais 57 do que na sexta-feira.

De acordo com o boletim sobre a situação epidemiológica em Portugal, há 126 casos suspeitos que aguardam resultado laboratorial. Segundo a mesma nota, 5.011 pessoas estão sob monitorização das autoridades de saúde.

Dos 169 confirmados, 114 estão internados enquanto 55 recuperam em casa.

Há já dois pacientes dados como curados pela diretora geral da Saúde, Graça Freitas, mas o boletim de hoje aponta apenas um caso, que será o mesmo de quinta-feira.

No Norte do país os casos confirmados subiram de 53 para 77, este sábado. Na Grande Lisboa, os números subiram de 46 casos confirmados para 73.

No Algarve há mais um caso, totalizando sete, enquanto que no centro há mais um caso, subindo para oito.

A nível nacional existem dez em estado grave/crítico.

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Alto Minho

PS questiona sobre encerramento “sem aviso prévio” de panificadora de Caminha

Parlamento

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Foto: CGTP-IN / DR

O grupo parlamentar do PS questionou hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social sobre o encerramento “sem qualquer aviso prévio” de uma panificadora do concelho de Caminha, com “mais de seis dezenas de trabalhadores”.

“Os deputados do Partido Socialista, eleitos pelo círculo de Viana do Castelo, pediram hoje esclarecimentos ao Governo sobre o encerramento, sem qualquer aviso prévio, da empresa Panificadores Unidos do Concelho de Caminha, conhecida por Camipão, considerando a decisão de duvidosa compreensão, num momento em que o Governo está a adotar medidas de apoio às empresas e trabalhadores para contrariar os efeitos da crise de saúde pública derivada da pandemia por Covid-19”, refere o grupo parlamentar em nota hoje enviada às redações.

Na pergunta que dirigiram à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, os deputados Marina Gonçalves, José Manuel Carpinteira, Anabela Rodrigues e Tiago Barbosa Ribeiro explicam que “a Camipão é uma empresa com décadas de atividade e com uma importância inquestionável para a economia do concelho de Caminha, mas também para o concelho de Vila Nova de Cerveira, para onde a empresa expandiu a sua atividade, contando hoje com 11 lojas e mais de seis dezenas de trabalhadores”.

“Apesar das diversas dificuldades financeiras que a empresa foi alegando ao longo dos anos, nada fazia prever este encerramento, sem aviso prévio aos trabalhadores e sem salvaguarda dos muitos clientes que diariamente eram fornecidos por esta empresa e ainda mais numa fase em que o país enfrenta uma pandemia sem precedentes com evidente impacto no desenvolvimento económico e social do país”, sustentam.

Os deputados socialistas consideram ser de “duvidosa compreensão que, num momento em que o Governo está a desenhar apoios para salvaguarda das empresas e dos seus trabalhadores, por forma a contrariar os efeitos da crise de saúde publica que tem levado à inatividade de muitos setores, uma empresa responsável por tantos empregos tome esta decisão”.

Para o PS, “é determinante perceber se o alegado incumprimento laboral se verifica, nomeadamente quanto ao pagamento atempado da remuneração e outros valores legalmente devidos, à salvaguarda dos requisitos legais quanto ao aviso prévio ao despedimento coletivo ou aos motivos que levaram ao encerramento desta importante empresa”.

Os deputados socialistas pretendem que sa Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, “face às denúncias dos trabalhadores quanto ao procedimento da empresa, promoveu alguma diligência por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) e, em caso afirmativo, que irregularidades foram identificadas e que procedimentos foram empreendidos junto da empresa”.

Os parlamentares querem também saber “que medidas podem ser empreendidas com vista à salvaguarda de uma empresa tão importante para a população e economia local e para a estabilidade profissional dos trabalhadores que ainda pertencem a esta empresa”.

Aquando do encerramento da empresa, a 25 de março, a Lusa tentou, sem sucesso, contactar o administrador da empresa, José Presa, que, nas últimas eleições autárquicas foi eleito vereador do PSD na Câmara de Caminha, mandato que viria a suspender, em maio de 2019, por um ano.

Na altura mesma ocasião a Lusa contactou o presidente da câmara, o socialista Miguel Alves, que disse não poder confirmar o encerramento, acrescentando que “a Camipão suspendeu a produção de pão e fechou as lojas por haver intranquilidade e desconforto entre os funcionários”.

“A câmara teve de arranjar outra empresa para fornecer o pão para servir aos alunos e famílias carenciados do concelho a quem o município está a assegurar refeições neste período de pandemia da covid-19. Fomos avisados menos de 24 horas antes da suspensão da laboração”, explicou.

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Viana do Castelo

Hospital de Viana do Castelo abre nova área destinada a doentes infetados

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai contar a partir de terça-feira com uma nova área para receber doentes com covid-19, no piso de especialidades cirúrgicas, informou hoje a administração hospitalar.

Em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) realçou “não estar esgotada a capacidade instalada da enfermaria já existente para doentes covid-19”.

Em março, a ULSAM informou a abertura das áreas criadas “no departamento de medicina, cuidados intensivos e serviço de urgência” no âmbito do seu plano de contingência.

“A prestação de cuidados está salvaguardada em conformidade com o mesmo, embora esteja sujeito a alterações/ajustes de acordo com a evolução da situação e as orientações emanadas pelas autoridades de saúde”, referiu na altura.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela DGS, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Lar em Arcos de Valdevez com três infetados e uma vítima mortal

Covid-19

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Foto: Divulgação / CPSG

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez disse hoje que o lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Grade, com quatro casos de covid-19, vai ser desinfetado na sexta-feira, denunciando a “falta” de testes na região Norte.

“Desinfeção às instalações do lar está prevista para a tarde de sexta-feira. É essa a informação que temos. No entanto, a operação poderá ficar sem efeito se os resultados dos testes feitos a utentes e funcionários alterarem a situação atual”, afirmou hoje à Lusa, João Manuel Esteves.

Na terça-feira, à Lusa, João Manuel Esteves disse estarem confirmados quatro casos da doença causada pelo novo coronavírus, sendo que uma utente morreu, na véspera, no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo”.

“Hoje não temos nenhuma informação oficial sobre a evolução da doença no lar de idosos do Centro Paroquial e Social de Santa Maria de Grade referiu.

O autarca social-democrata afirmou que “há falta de testes na região Norte”, a zona do país mais afetada pelo surto do novo coronavírus.

“Há falta de testes na região Norte. Por isso é que os testes são feitos aos bocados. Deveriam ser feitos de uma vez, a todos os utentes e funcionários, para que depois serem definidas orientações claras de ataque o problema”, sustentou.

Além dos testes à covid-19, João Manuel Esteves reclamou também “mais rapidez na divulgação resultados”.

“Os testes têm de ser feitos de forma mais eficaz. Os resultados tem de ser conhecidos mais rapidamente para se poder atuar”, argumentou.

O autarca acrescentou que os 39 utentes e cerca de 20 funcionários do lar “começaram a ser testados na segunda-feira, sendo que hoje de manhã foram realizados os últimos” exames.

“Fica-se muito tempo à espera, um tempo que pode ser crucial para travar o contágio”, disse.

Segundo os dados que constam da Carta Social, disponível na página oficial do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) na Internet, as oito estruturas existentes no concelho de Arcos de Valdevez dispõem de uma capacidade total para acolher 309 idosos.

De acordo com o documento do GEP, estrutura do Ministério Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, com dados relativos a 2018, hoje consultado pela Lusa, no distrito de Viana do Castelo funcionam 65 lares, com uma capacidade total para 2.563 idosos.

Os últimos dados oficiais sobre esta resposta social referem que o total de utentes integrados nestes equipamentos é de 2.434 utentes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

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