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Covid-19: Ovar registou hoje mais um doente recuperado

Coronavírus

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Foto: Facebook

O presidente da Câmara de Ovar, município em cerco sanitário desde 17 de março devido à covid-19, anunciou que a lista local de recuperados passou hoje de cinco para seis pessoas, o que encara como “uma extraordinária notícia”.

Nesse concelho do distrito de Aveiro, com 148 quilómetros quadrados e cerca de 55.400 habitantes, a autarquia registava hoje um total de 407 casos de infeção, mantendo os 16 óbitos e referindo agora seis recuperações.

Num vídeo enviado aos jornalistas e publicado nas redes sociais, Salvador Malheiro afirma: “No nosso hospital de Ovar fizemos um segundo teste, negativo, a um infetado que foi confirmado há algumas semanas”.

Começa assim a crescer o número de doentes “recuperados de acordo com as indicações da Organização Mundial de Saúde”, que só valida uma cura após o sujeito em causa ter obtido dois testes com resultado negativo num intervalo de 48 horas.

Para o presidente do município em estado de calamidade pública, isso confirma a tendência a que já se tinha referido no sábado, quando afirmou que, no gráfico sobre a evolução local da doença, “a curva de novos infetados estava a decrescer”.

Quanto ao pedido de esclarecimento que os deputados socialistas da Assembleia Municipal de Ovar dirigiram ao executivo do PSD também no sábado, exigindo saber porque é que as unidades locais da Bosch e Lanema têm permissão para laborar apesar de o cerco sanitário proibir atividade não-essencial no concelho, a resposta da Câmara só chegou hoje.

“Trata-se de uma resolução do Conselho de Ministros e não da Câmara Municipal, e a fiscalização também não é responsabilidade da autarquia”, disse fonte oficial à Lusa.

O novo coronavírus responsável pela pandemia da covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 68.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, mais de 283.000 recuperaram.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 295 mortes, mais 29 do que na véspera (+11%), e 11.278 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 754 em relação a sexta-feira (+7,2%).

Dos infetados, 1.084 estão internados, 267 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar, que ficou sujeito a cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade empresarial que não afete bens de primeira necessidade.

A medida foi entretanto prolongada até 17 de abril.

Todo o país está desde as 00:00 de 19 de março em estado de emergência, o que vigora até às 23:59 do dia 17 de abril. A medida proíbe toda a população de circular fora do seu concelho de residência entre 9 e 13 de abril, para desincentivar viagens no período da Páscoa.

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Restaurantes podem utilizar lotação total se colocarem acrílicos de separação

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os restaurantes podem voltar a utilizar a sua capacidade máxima, desde que consigam assegurar distanciamento de metro e meio entre as mesas e coloquem acrílicos entre os clientes, disse hoje o primeiro-ministro.

“Desaparece a regra da lotação máxima de 50% nos restaurantes, mantendo-se a necessidade de distanciamento de metro e meio, desde que, entre os clientes, seja colocada uma barreira física impermeável”, afirmou o chefe do Governo em conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa, que aprovou medidas para a terceira fase de desconfinamento durante a situação de calamidade devido à covid-19.

De acordo com António Costa, “os restaurantes poderão optar ou por manterem as normas da redução da lotação e o distanciamento de dois metros que está em vigor, ou podem evoluir para utilizarem a sua lotação a 100% com a necessidade de metro e meio de afastamento entre mesas, desde que existam barreiras físicas impermeáveis a separar os comensais numa mesma mesa”.

Esta é uma decisão “que ficará a cargo de cada estabelecimento de restauração”, assinalou.

“É o exemplo que tinha dado há 15 dias, de alguns refeitórios onde as mesas têm sido divididas com acrílicos que permitem uma maior proximidade em segurança, impedindo – porque são impermeáveis – a transmissão de gotículas e o risco de transmissão das doenças”, explicou o primeiro-ministro aos jornalistas.

António Costa transmitiu igualmente que na terceira fase do desconfinamento na sequência da pandemia de covid-19, que se inicia na segunda-feira, vão reabrir inclusivamente, “na generalidade do país”, os “restaurantes inseridos em centros comerciais”.

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Transavia France retoma voos para Portugal a partir de 15 de junho

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Transavia France anunciou hoje que vai retomar os voos para Portugal a partir de 15 de junho, de Lyon e Nantes para Faro, Porto e Lisboa, com as ligações de Paris e Montpellier previstas para dia 26.

Em comunicado, a companhia aérea ‘low-cost’ (baixo custo) do grupo Air France-KLM referiu que a partir de 15 de junho “abrirá as suas primeiras ligações para Portugal (Faro, Lisboa e Porto) de Lyon e Nantes e, a partir de 26 de junho, de Paris-Orly e Montpellier”.

“Os voos serão retomados progressivamente em função do levantamento das restrições nas fronteiras”, indicou a empresa, adiantando que “a partir de 26 de junho novos destinos e rotas serão propostos aos passageiros em Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Croácia, Irlanda e Islândia”.

No total, a empresa prevê realizar 25% do seu programa de voos.

A companhia aérea indica ainda que “a ampliação progressiva, e com precaução, do programa de voos está sujeita à evolução da epidemia em cada país”.

A Transavia France deu ainda conta de medidas que irá tomar na operação para maximizar a segurança, sendo que no ‘check-in’ os passageiros terão que chegar “duas horas antes do voo para permitir o cumprimento estrito das regras sanitárias”, haverá o uso obrigatório de máscaras, a “limpeza reforçada dos balcões de ‘check-in’ e entrega automática de bagagem”, a “disponibilização de gel hidroalcoólico nas zonas de ‘check-in’ e de embarque” e gestão de filas de espera, entre outras medidas.

No embarque, será medida a temperatura dos passageiros e estes serão organizados de forma a reduzir o contacto.

Durante o voo, a tripulação terá máscaras, haverá gel hidroalcoólico e será garantida a filtragem de ar “a cada três minutos com filtros HEPA, que garantem uma filtragem idêntica à dos blocos operatórios”.

No dia 26 de maio, a empresa anunciou que “a partir de 04 de junho, a Transavia voa de Amesterdão para seis destinos: em Portugal (Faro e Lisboa), Grécia (Atenas, Heraklion e Tessalonica) e Espanha (Málaga)”.

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Costa diz que “estão reunidas condições” para avançar no desconfinamento

Covid-19

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António Costa. Foto: Twitter

O primeiro-ministro, António Costa, salientou hoje que a evolução geral mostra que as medidas de desconfinamento “não têm tido um impacto negativo” na evolução da covid-19 em Portugal, pelo que “estão reunidas as condições” para avançar na retoma.

Restaurantes com acrílicos, ginásios reabrem sem balneários e abertura dos ATL’s adiada

“Na avaliação do Governo, estão, a nível nacional, reunidas as condições para podermos avançar na concretização das medidas de confinamento que tínhamos previsto para o final de maio, princípio de junho”, afirmou o chefe de governo em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

De acordo com o primeiro-ministro, a evolução da doença em Portugal tem sido positiva, o que demonstra que o desconfinamento “não têm tido um impacto negativo”.

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