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Consumidores portugueses preferem canais abertos de televisão e motores de busca

Estudo

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Foto: DR / Arquivo

Os consumidores portugueses continuam a preferir, em termos de padrão de consumo de meios, os canais de televisão abertos, motores de busca e redes sociais, com estas últimas a registar um decréscimo, segundo um estudo da Havas Media Group.

De acordo com a segunda edição do estudo de mercado “Meaningful Media”, elaborado pela Havas Media Group, que divulga os meios e plataformas mais relevantes em 2021, “os consumidores portugueses preferem os canais abertos de TV e os motores de busca, considerando-os como os mais indispensáveis”.

Outra das conclusões é que “a perceção de indispensabilidade está intimamente ligada à capacidade de atualização” e que “encontrar o equilíbrio certo entre informação e entretenimento é essencial para a indispensabilidade”.

O estudo conclui ainda que se está perante um “dilema digital”, pois, “apesar da crescente cobertura, é nos canais digitais que os consumidores encaram a publicidade como mais intrusiva”.

Em termos de consumo diário, durante este ano, “os motores de busca (83%), as redes sociais (75%) e os canais de televisão abertos (68%) continuam a liderar os hábitos dos portugueses”, mas, numa comparação aos dados do ano passado, “verifica-se um decréscimo do consumo diário nas redes sociais, nos canais de televisão por subscrição e no Youtube”.

No que respeita à indispensabilidade, os canais abertos (gratuitos), referidos por quase dois terços dos inquiridos (63%) e os motores de busca (51%) “mantém-se como os meios mais indispensáveis”, com os canais de televisão a reforçarem essa posição.

“As redes sociais (27%) saem menos favorecidas nesta segunda vaga do estudo, por oposição à rádio (38%) e jornais (35%), que ganham relevância junto dos inquiridos”, segundo o estudo da Havas Media Group.

“Entre os critérios que mais contribuem para a perceção de indispensabilidade, destaca-se a capacidade de atualização, que segundo os resultados apurados neste estudo é transversal a todas as faixas etárias”, sendo que “a descoberta de coisas novas surge muito próxima da capacidade informativa, tanto para os consumidores mais novos como os mais velhos”, lê-se no documento.

Dois terços dos consumidores recorrem “sobretudo” à televisão (canais abertos) para se manterem atualizados e pouco mais de metade (52%) aos motores de busca.

“Os jornais, preferidos por 39% dos inquiridos, trocam de posição com as redes sociais, assumindo maior importância”, destaca o estudo “Meaningful Media”.

No que respeita à credibilidade, os canais de televisão abertos, os jornais e a rádio “mantêm-se como os mais credíveis”.

Já sobre como os consumidores encaram o papel de cada meio, o estudo aponta que as redes sociais (47%) e os canais de televisão abertos (40%) lideram na área do entretenimento, sendo que “cresce o reconhecimento do Youtube enquanto canal usado para a descoberta de coisas novas para 50% dos inquiridos, em detrimento das redes sociais (48%).

Em síntese, os canais de televisão gratuitos “conjugam a credibilidade com entretenimento, o que os torna indispensáveis e uma fonte de atualização para a maioria dos inquiridos” e, por outro lado, “a maioria dos canais digitais não é reconhecida pela sua credibilidade, assumindo um papel mais proeminente na descoberta de coisas novas e entretenimento”.

Mais de dois terços (71%) dos inquiridos considera que a publicidade “é crucial” para a sobrevivência dos meios de comunicação e “apenas 36% está disposto a pagar para evitar publicidade, com predominância para os mais novos”.

Aliás, “os mais novos ganharam também predisposição para pagar por conteúdos que considerem relevantes, bem como para garantir um jornalismo isento e de qualidade” e “é também junto dos mais jovens que cresce a noção de que o Governo deve apoiar financeiramente os meios de comunicação”, refere o estudo.

Apesar disso, a maioria “mostra-se pouco disponível para pagar o acesso a conteúdos considerados relevantes”.

Pouco mais de um quinto dos inquiridos (22%) “se revela disponível a pagar para garantir a sobrevivência do jornalismo isento e de qualidade, e a percentagem de pessoas que realmente o faz (subscrição de revistas ‘online’: 2,3%, serviços noticiosos: 3,6%) é reveladora do ‘gap’ existente”.

Neste âmbito, “os canais generalistas de televisão conseguem a melhor avaliação na atenção dada à publicidade”.

O estudo indica que os formatos de publicidade exterior “ganham protagonismo, destacando-se na recetividade à inclusão de publicidade”.

Por outro lado, “os canais digitais mantêm-se como aqueles em que a publicidade é a mais intrusiva, continuando o Youtube (50%) acima da média em incómodo, seguindo-se as redes sociais e os motores de busca”, ambos referidos por 27% dos consumidores.

“Mais de um ano após o início da pandemia e após vários confinamentos, procurámos saber se existem alterações na forma como os portugueses encaram os media e a publicidade”, refere a diretora de Insights & Strategy da Havas Media Group, Sofia Vieira, citada em comunicado.

“Acreditamos que é essencial continuar a investigar a relação entre consumidores e meios de comunicação, porque só assim poderemos continuar a construir experiências de media relevantes e eficazes”, sendo que “os resultados deste ano mostram que atingir o equilíbrio certo entre atenção, cobertura e incómodo é cada vez mais um jogo delicado que nos leva a considerar novos cursos de investigação, explorando que dimensões da experiência de media têm maior potencial para gerar uma resposta favorável nos consumidores”, conclui.

O estudo Meaningful Media é baseado no estudo global da Havas, Meaningful Brands, que avalia a perceção dos consumidores de todo o mundo sobre a relevância das marcas.

A segunda vaga do estudo Meaningful Media do Havas Group “inclui entrevistas a 500 pessoas residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, realizadas entre 18 e 25 de junho de 2021”.

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