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Alto Minho

Concurso para concessão de forte em Caminha acaba com décadas de abandono

Forte da Ínsua

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Foto: Wikipedia

O presidente da Câmara de Caminha disse hoje que o lançamento, na quinta-feira, do concurso público para a concessão do Forte da Ínsua põe fim a “décadas de abandono” e abre “novo ciclo” para o monumento nacional.

“Há anos que nos habituamos a ver o Forte da Ínsua abandonado e sem utilização. Esperamos um novo ciclo para o velho mosteiro, a velha fortaleza, o velho farol”, disse hoje à agência Lusa o socialista Miguel Alves.

Contactado pela Lusa a propósito do lançamento, na quinta-feira, em Lisboa do concurso para a concessão do imóvel, construído entre 1649 e 1652, Miguel Alves disse esperar que aquele procedimento venha a resultar em projetos concretos.

“Sabemos que há interesse, sabemos que as bocas se abrem de espanto sempre que os investidores vêm as imagens da Ínsua mas agora esperamos projetos e ação”, sustentou.

O concurso público para a concessão do Forte da Ínsua vai decorrer, na quinta-feira, durante a âmbito da apresentação, pelo Governo, da segunda edição do programa Revive.

A sessão, que vai decorrer num dos edifícios a reabilitar – o Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, em Lisboa, vai contar com a presença do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, da ministra da Cultura, Graça Fonseca, e da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.

O Forte da Ínsua encontra-se numa pequena ilha rochosa, na foz do rio Minho, perto da costa. Está situado na Ínsua de Santo Isidro, na freguesia de União das Freguesias de Moledo e Cristelo.

Segundo Miguel Alves, “a Câmara de Caminha guardou parte do seu espólio e a Capitania local detém as chaves das suas portas”.

“Para além do que significa para o nosso imaginário, sempre sentimos que a Ínsua podia ser muito mais. Houve tentativas, nenhuma correu bem. Vimos no programa Revive uma oportunidade para dar uma nova vida ao Forte da Ínsua e, por isso, desde o primeiro momento colaboramos com o Governo e o Turismo de Portugal”, especificou o autarca socialista.

Miguel Alves adiantou que o município “assegurou os estudos topográficos e a recolha dos elementos históricos e arquitetónicos”, e disse ter “uma enorme expectativa relativamente ao que poderá ser o resultado do concurso para a ilha predileta de Caminha”.

Hoje, o Governo anunciou que o programa Revive, destinado à recuperação e requalificação de património histórico, vai integrar mais 15 imóveis, que se juntam aos 33 anunciados em 2016, dos quais o Convento de São Paulo (Elvas) foi o primeiro a ser reabilitado.

Dos 33 imóveis que integraram o lançamento do programa Revive, em 2016, “até ao momento foram lançados 17 concursos, tendo já sido sete adjudicados, que representam um investimento superior a 54 milhões de euros”, avançou o gabinete do ministro Adjunto e da Economia, numa nota à comunicação social, lembrando que o primeiro imóvel reabilitado ao abrigo do programa – o Convento de São Paulo – abriu ao público em junho.

Segundo informação da página do Revive, disponibilizada ?online’ pelo Turismo de Portugal, dos 33 imóveis anunciados em 2016, apenas um tem o projeto concluído (o convento em Elvas), oito têm concursos concluídos, oito têm concursos abertos e os restantes 16 edifícios – quase metade do total – ainda não têm o processo de reabilitação em curso.

Os imóveis a reabilitar com concursos concluídos são o Mosteiro de Arouca (Arouca), os Pavilhões do Parque de D. Carlos I (Caldas da Rainha), o Convento de Santa Clara (Vila do Conde), o Colégio de S. Fiel (Castelo Branco), a Coudelaria de Alter (Alter do Chão), o Convento de S. Francisco (Portalegre), o Convento de Santo António dos Capuchos (Leiria) e o Hotel Turismo da Guarda (Guarda).

Com concursos abertos estão o Paço Real de Caxias (Oeiras), o Castelo de Vila Nova de Cerveira (Vila Nova de Cerveira), a Quinta do Paço de Valverde (Évora), o Mosteiro do Lorvão (Penacova), o Quartel da Graça (Lisboa), a Casa de Marrocos (Idanha-a-Nova), o Quartel do Carmo (Horta) e o Convento do Carmo (Moura).

Sem processo de reabilitação em curso encontram-se o Mosteiro de S. Salvador de Travanca (Amarante), o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova (Coimbra), o Castelo de Portalegre (Portalegre), o Forte do Guincho (Cascais), o Mosteiro de Sanfins de Friestas (Valença), o Forte da Barra de Aveiro (Ílhavo), o Mosteiro de Santo André de Rendufe (Amares), o Palácio de Manique do Intendente (Azambuja), o Forte da Ínsua (Caminha), o Forte do Rato (Tavira), o Santuário de Cabo Espichel (Sesimbra), o Forte de S. Pedro (Cascais), os Armazéns Pombalinos (Vila do Bispo), o Palácio das Obras Novas (Azambuja), o Forte de S. Roque da Meia Praia (Lagos) e o Forte de Santa Catarina (Portimão).

Lançado em 2016, o Revive é um programa conjunto dos Ministérios da Economia, Cultura e Finanças, que visa promover a recuperação e a requalificação de imóveis públicos classificados que estão sem uso, através da concessão a privados para exploração para fins turísticos.

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