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Alto Minho

Classificação da Serra d’Arga como Área de Paisagem Protegida avança de “imediato”

Classificação permitirá uma “proteção sustentada” daquele território, nomeadamente contra a prospeção e exploração de lítio

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Foto: DR / Arquivo

O coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, disse hoje que a classificação daquele território como Área de Paisagem Protegida avançará de imediato.

“A candidatura como Área de Paisagem Protegida de âmbito regional é para avançar imediatamente. Hoje vou reunir com técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) para saber, exatamente, que passos têm de ser dados com vista à sua a formalização”, afirmou Guilherme Lagido.

O antigo diretor do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) e atual vice-presidente da Câmara de Caminha adiantou que “a candidatura tem o trabalho principal, técnico e científico já concluído”.

“Agora é apenas a definição política sobre o que devemos incluir na Área de Paisagem Protegida, mas a candidatura é para avançar o quanto antes”, referiu.

O responsável, que falava em São Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, na apresentação dos estudos realizados desde 2017, explicou que o “valor patrimonial” da Serra d’Arga “é de tal modo elevado, o conhecimento agora existente é de tal modo avançado”, que se tornou necessário “criar um mecanismo de proteção desse património”.

“É um bocado como arranjar uma arca que guarde esta joia que nós aqui temos. É firme determinação dos municípios avançar para esta classificação. Temos instrumentos como nunca tivemos para defender este território e, de forma abalizada, feitos por pessoas altamente credenciadas, ligadas às universidades, estudiosos, de elevado respeito científico e intelectual”, reforçou.

Guilherme Lagido sublinhou que a área protegida “não deve ser criada à pressa” por causa da eventual prospeção ou exploração de minerais na região, mas garantiu que essa classificação permitirá uma “proteção sustentada” daquele território.

“O que temos é trabalho de defesa devidamente suportado. Até agora era na base da conversa. Agora temos informação suficiente que nos permite defender este património que não é para estragar”, frisou.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, “incide sobre o território classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 Serra d’Arga, correspondendo a uma área com 4.493 hectares, totalmente inserida na sub-região do Alto Minho, e cuja conservação florística e faunística é imperativa”.

A classificação daquele território como Área Protegida de âmbito regional pretende “reforçar o seu caráter único enquanto ativo territorial e produto turístico emergente”.

O coordenador do projeto reforçou a importância da “informação sistematizada” sobre aquele território, “até agora inexistente”.

“Eu próprio tinha a ideia que a Serra d’Arga era um Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) em ponto pequeno, encravado entre as autoestradas A3 e a A28. Os resultados deste estudo são surpreendentes”, referiu.

O projeto intermunicipal implicou um estudo entre o vale do Âncora e o maciço serrano, que incluiu o levantamento das espécies existentes.

O estudo permitiu ainda fazer “o levantamento do património construído, mais de 600 exemplares, entre igrejas, cruzeiros, alminhas, moinhos, fontanários”.

A investigação foi realizada pelas empresas Território XXI, Floradata, Wenature, Miew Creative Studio, no âmbito de uma candidatura dos três municípios a fundos do Norte 2020, no valor de 350 mil euros.

Foram efetuados atlas da flora, fauna e geologia, o inventário do património material, trilhos suportados por novas tecnologias através de uma aplicação móvel (app), um vídeo promocional e um documentário, reunidos numa página na Internet criada para o projeto.

“É uma biblioteca que reúne toda informação que foi possível colher de tudo o que existe na Serra d’Arga. Neste momento, temos conhecimento científico e técnico como nunca tivemos e, sobretudo, temos a informação sistematizada, ou seja, qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, tem acesso a esta informação”, destacou.

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Alto Minho

“Isto é Vilar de Mouros!” – fotogaleria

Segundo dia de festival foi uma viagem desde o gótico ao punk. Fotorreportagem de Vasco Morais

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Fotos: Vasco Morais / O MINHO

O segundo dia do festival Vilar de Mouros ofereceu, na sexta-feira, Skunk Anansie e The Offspring como destaques, num dia que contou ainda com os veteranos Sisters of Mercy, Clan of Xymox, Nitzer Ebb e The House of Love.

O festival Vilar de Mouros encerra, este sábado, com concertos de Prophets of Rage, Gogol Bordello, Gang of Four, Fischer-Z e ainda os portugueses Linda Martini e Jarojupe.

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Ponte de Lima

Já está tudo à espera das Feiras Novas em Ponte de Lima

De 4 a 9 de setembro

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

A mais importante festa de Ponte de Lima realiza-se este ano entre os dias 4 e 9 de setembro, encerrando o ciclo das grandes romarias minhotas.

Mantendo-se fiel aos costumes a que há muito habituou os visitantes, a romaria arranca a 4 de setembro, desde a Alameda de São João, até ao largo de Camões, com a tradicional arruada e encontro concelhio de concertinas, às 21:30. Segue-se a Abertura Solene das Feiras Novas, uma alegoria à Ponte Medieval de Ponte de Lima.

Este momento precede a abertura oficial da iluminação, momento em que a ponte medieval, ex-libris Limiano, está interdita ao público. Esta ocasião decorre pelas 22.30, com a festa a continuar noite adentro, com rusgas e concertinas.

Por sua vez a noite de quinta-feira, 5 de setembro, inaugura com um concerto da Banda de Música de Estorãos, em pleno Largo de Camões, às 21h00. A animação continua posteriormente, na Expolima, com o “Ponte de Lima Music Fest”, que decorre das 22:00 às 04:00.

Quanto a sexta-feira, dia 6 de setembro, a Romaria inicia-se pelas 08h00 com uma Salva de Morteiros. A Festa prolonga-se durante o dia, sendo de destacar o espetáculo de “Fados/Fado ao Centro/Coimbra”. Este grupo recorda os temas mais conhecidos da trajetória da Canção Coimbrã, às 21:00, no Jardim do Paço do Marquês.

Ainda no mesmo local, pelas 22:30, a irreverência sadia da juventude estudantil dá mote à festa, com concertos das Tunas Académicas, Hinoportuna, Tuna de Engenharia da Universidade do Minho, Tun’ao Minho, Tuna Universitária do Minho, e Tun’Obebes.

Em paralelo, às 22:00 decorrem no Largo de Camões, concertos da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira de Lima, e da Banda de Música de Rio Mau, de Penafiel. Ainda em simultâneo, e desde as 21:00 decorrem na Expolima os tradicionais cantares ao desafio, até às 24:00, com “Cachadinha e seus Amigos”. A Expolima acolhe posteriormente, das 00:00 às 06:00, o “Ponte de Lima Music Fest”.

A manhã de sábado, 7 de setembro, volta a abrir com uma Salva de Morteiros às 08:00 e, às 08:30 com o tradicional Concurso Pecuário, animado pelo Grupo de Música Popular da Feitosa, no Picadeiro Grande da Expolima. Às 12:00 os participantes do concurso saem deste recinto em desfile. Durante o dia, o “Grupo de Zés Pereiras”, “Gaiteiros”, “Gigantones e Cabeçudos”, “Amigos d’Areia – Darque, Grupo de Bombos de Santiago de Poiares”, “Voluntários de Baião, Unidos da Paródia”, “Amigos da Farra”, e os “Amigos da Borga, Grupo Recreativo de Viariz”, animam as ruas e o Largo de Camões, a partir das 08:30.

É precisamente a partir do Largo de Camões, que, às 09:00, as Bandas de Música “Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima” e “Banda de Música Junqueirense” começam a desfilar pelas ruas, em direção aos coretos. No mesmo local, pelas 12:15, decorre uma nova concentração de “Zés Pereira” e “Gigantones”.

Pelas 16:00 chega um dos pontos altos da Romaria: o Cortejo Etnográfico. Este é um autêntico museu vivo de atividades agrícolas, usos, costumes e tradições da vila minhota.

Já para os amantes arte equestre decorre em simultâneo uma Corrida de Garranos, na Expolima, às 16:30. Consagrada às rusgas, a noite de sábado acolhe cantares no Centro Histórico, a partir das 22:00. Para todos os gostos, a noite continua com o “Ponte de Lima Music Fest”, das 22:00 às 06:00.

Às 00:30 desta noite, decorre o aclamado espetáculo de pirotecnia. A “Noite do Fogo” pode ser apreciada do areal e do Largo de Camões.
A romaria de noite e de dia, amanhece novamente, a 8 de setembro, com a usual Salva de Morteiros às 08:00, com “Zés Pereiras, Gaiteiros, Gigantones e Cabeçudos” a partir das 08:30, novamente com as Bandas Musicais de Famalicão, e de Golães, às 09h00, e nova concentração de “Zés Pereiras” às 12:00.

As figuras e os episódios da história de Ponte de Lima ganham vida às 15:30 com o Cortejo Histórico. Após este desfile, decorre pelas 18:00, na Expolima, uma Tourada. No mesmo local pelas 21:30, apresenta-se o Festival Limiano de Folclore, que tem como palco simultâneo o Jardim do Paço do Marquês. A música continua das 22:00 às 06:00, na Expolima, com o “Music Fest”. Sendo que às 00:30 decorre a sessão de fogo de artifício “Fogo do Meio”.

A 9 de setembro, dá-se a última Feira Franca. A segunda-feira, o dia consagrado às Solenidades Religiosas em honra de Nossa Senhora das Dores, Padroeira das Festas, é anunciada por uma nova Salva de Morteiros à hora usual, e pelas Bandas Musicais de São Martinho da Gandra e da Casa do Povo de Moreira do Lima, cujos concertos começam às 9h00 e se prolongam ao longo do dia.

A Missa solene com Sermão em honra de Nossa Senhora das Dores, decorre às 10:30, e a respetiva procissão decorre às 16:30, dando ênfase ao caráter religioso que sustenta a origem desta festa também profana.

O Largo de Camões acolhe às 19:00 a despedida das Bandas, e às 22:00 a “Última Noite de Festa – Noite do Baile”, uma verbena popular com o Conjunto “Costa Verde”, que encerra o ciclo de grandes romarias que geram um grande movimento festivo na região, atraindo centenas de milhar de pessoas, há já 193 anos.

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Alto Minho

Gogol Bordello e Prophets of Rage encerram festival Vilar de Mouros

Último dia de festival

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os Prophets of Rage e os Gogol Bordello encerram este sábado o festival Vilar de Mouros, num último dia que conta também com os concertos de Gang of Four e Fischer-Z e ainda os portugueses Jarojupe e Linda Martini.

Ao fim de três dias, cabe aos Gogol Bordello o fecho desta edição, atuando depois do ‘supergrupo’ Prophets of Rage, que conta com elementos dos Rage Against The Machine, Public Enemy e Cypress Hill, enquanto os Jarojupe abrem o dia.

Formados em 1981, a banda que recebe as iniciais de cada nome dos irmãos Parente (Jaime, Rosa, Juca e Pedro), chega a Vilar de Mouros com uma formação renovada e para apresentar o mais recente longa-duração, “Crimson”, de 2018.

Seguem-se os Gang of Four que, depois de 43 anos e de terem apenas o guitarrista Andy Gill como único elemento original do grupo britânico, regressaram aos álbuns este ano com “Happy Now”, depois de uma carreira recheada de elogios e marcos, tendo influenciado bandas como Franz Ferdinand ou The Rapture.

Os portugueses Linda Martini abrem o palco principal no último dia, à boleia do seu álbum homónimo, editado o ano passado, o quinto longa-duração do grupo composto por André Henriques, Cláudia Guerreiro, Pedro Geraldes e Hélio Morais, um dos mais importantes dos últimos anos do ‘rock’ português.

Os Fischer-Z, encarregados de encerrar o palco secundário, são o projeto mais importante do poeta, cantor e compositor John Watts. Os primeiros passos dados há 43 anos continuam firmes, como comprova o próximo álbum da banda, a sair em setembro, “Swimming in Thunderstorms”, o 12.º na lista de originais.

Às 23:30, atenções viradas novamente para o palco principal, para receber a estreia dos Prophets of Rage em Portugal, o ‘supergrupo’ formado em 2016 que lançou o seu primeiro trabalho de originais no ano seguinte.

A banda composta por Tom Morello, B-Real, Chuck D e companhia prepara novo álbum, tendo já lançado os ‘singles’ “Heart Afire”, no ano passado, e “Made With Hate”, ainda esta semana.

Os Gogol Bordello fecham o festival às 01:15.

De quinta-feira até hoje passaram por Vilar de Mouros nomes como Manic Street Preachers, The Cult, Anna Calvi, The Sisters of Mercy, The Offspring ou Skunk Anansie, em mais uma edição do festival mais antigo de Portugal.

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