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CGD conclui hoje venda de filial em Espanha numa cerimónia em Madrid

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) conclui hoje definitivamente a venda da sua filial espanhola ao Abanca por 364 milhões de euros, numa cerimónia em Madrid em que também será assinado um acordo de colaboração comercial.


O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, e o presidente do Abanca, Juan Carlos Escotet Rodríguez, irão assinalar às 12:00 (11:00 de Lisboa), na sede do banco espanhol, o fim do processo de compra/venda do Banco Caixa Geral (nome da filial da CGD).

Da parte da tarde realiza-se em Vigo, na Galiza, uma assembleia-geral extraordinária de acionistas da filial espanhola do banco português para nomear a nova administração do banco que passa a ser propriedade do Abanca.

A transferência da propriedade da empresa culmina um processo iniciado em novembro de 2018, quando o Governo português escolheu o Abanca para a venda da filial da CGD.

A assembleia-geral extraordinária de hoje foi convocada depois de, a 09 de setembro, o Banco Central Europeu (BCE) ter autorizado a operação.

De acordo com previsões do Abanca, a integração informática, jurídica e financeira das duas entidades deverá ser realizada “no primeiro trimestre de 2020”.

A entidade bancária espanhola revelou que através da integração do Banco Caixa Geral, o Abanca irá adicionar um volume de negócios de 7.000 milhões de euros e 131.000 clientes.

A instituição pagou 364 milhões de euros pela aquisição de 99,79% da filial espanhola, o que teve um impacto positivo de 135 milhões nos resultados do primeiro semestre e nos capitais consolidados da CGD.

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País

Aberta linha de financiamento de 10 milhões para programação cultural em rede no Norte

Como forma de mitigar as dificuldades criadas ao setor pela covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Norte 2020 – Programa Operacional Regional do Norte abriu uma linha de financiamento de 10 milhões de euros para programação cultural em rede, como forma de mitigar as dificuldades criadas ao setor pela covid-19.

Em comunicado de hoje, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) refere que o apoio se destina também a projetar a imagem da região “por via da realização de eventos associados ao património, à cultura e a bens culturais e, em consequência, impactar a captação de fluxos turísticos internos ou externos”.

O financiamento europeu prevê, designadamente, a itinerância de eventos culturais ou a promoção conjunta de equipamentos a nível intermunicipal e/ou regional, sublinha a nota.

As candidaturas podem ser formuladas até 31 de agosto por agentes culturais, municípios, entidades intermunicipais e organismos da administração pública.

O financiamento cobre a aquisição de serviços associados à realização de eventos culturais ou espetáculos, ações de divulgação e aquisição de bilheteiras eletrónicas.

“Serão utilizadas as flexibilizações abertas pela Comissão Europeia para que o apoio seja a uma taxa de comparticipação de 100%”, assinala a CCDR-N.

Esta linha de financiamento junta-se a outros incentivos que o Norte 2020 já atribuiu desde o início do ciclo comunitário a investimentos valorizadores do património cultural da região, ascendendo a 58 milhões de euros de fundo europeu.

O Norte 2020 é um instrumento financeiro com uma dotação global de 3,4 mil milhões de euros para apoio ao desenvolvimento regional do Norte de Portugal.

Está integrado no Acordo de Parceria Portugal 2020 e tem como autoridade de gestão a CCDR-N.

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País

Marcelo diz que revisão do défice “traduz bem a crise brutal” que se está a viver

Covid-19

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Marcelo Rebelo de Sousa. Foto: Presidencia.pt / Arquivo

O Presidente da República afirmou hoje, em Coimbra, que a revisão em alta do défice público para 7% “traduz bem a crise brutal” que o país já começou a viver, face à pandemia da covid-19.

“Este défice traduz bem a crise brutal que já começámos a viver e que vamos viver”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, que comentava o anúncio do Ministério das Finanças, na quinta-feira, de rever em alta a estimativa de défice público para um valor próximo dos 7%.

Para o Presidente da República, o prolongamento da pandemia “implica despesas de natureza sanitárias e sociais”, sendo que a subida do défice acompanha “as previsões externas”.

“As previsões [internacionais] dizem-nos que aquilo que se pensa ser a evolução económica e financeira na segunda metade deste ano é pior do que se pensava”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa, recordando que o Banco de Portugal chegou a fazer previsões “abaixo dos 6%”.

De acordo com o chefe de Estado, quando há uma queda tão profunda do PIB (Produto Interno Bruto), motivada pela quebra da atividade económica, “isso quer dizer que diminuem as receitas”, ao mesmo tempo que são aumentadas as despesas relacionadas com o combate à pandemia.

Marcelo Rebelo de Sousa falava com os jornalistas antes de uma visita à Associação das Cozinhas Económicas Rainha Santa Isabel (ACERSI), na Baixa de Coimbra.

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Queda da economia portuguesa em 2020 pode chegar aos 12%

Plano 2020/2030

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António Costa Silva. Foto: DR / Arquivo

A economia portuguesa poderá cair 12% em 2020, um recuo muito superior ao de 6,9% previsto pelo Governo, segundo a versão preliminar do plano de recuperação económica elaborado pelo consultor do executivo, António Costa Silva.

Num documento de 120 páginas, intitulado “Visão Estratégica para o plano de recuperação económica e social de Portugal 2020-2030”, António Costa Silva deixa o alerta no segundo parágrafo do documento: não vale a pena ter “ilusões”.

“A crise sanitária causada pela doença Covid-19 traz consigo uma profunda recessão económica que tem características globais e que vai ferir profundamente a nossa economia”, alerta o autor.

António Costa Silva lembra que as previsões para a economia portuguesa e mundial têm vindo a ser revistas e adianta que Portugal “pode vir a enfrentar uma das piores crises da sua história” e que “a queda do PIB [Produto Interno Bruto] em 2020 pode chegar aos 12%.”

Um valor que é muito superior à recessão prevista pelo Governo no Orçamento Suplementar aprovado recentemente na Assembleia da República e que previa uma queda do PIB de 6,9%, mas que o executivo também já admite rever.

“Dada a incerteza atual não vamos já atualizar as nossas projeções macroeconómicas, que oportunamente faremos atualizar em função da evolução económica”, afirmou na quinta-feira o ministro das Finanças, João Leão, em declarações à Lusa.

Para justificar a queda tão acentuada da economia, António Costa Silva prevê que o consumo possa registar uma queda de 11% em 2020, o investimento 26% e admite que a taxa de desemprego possa chegar aos 11,5%.

“A dimensão do desafio é gigantesca e a necessidade de respostas é urgente”, lê-se no documento.

António Costa Silva alerta ainda que “a partir de setembro de 2020, a situação de muitas empresas pode deteriorar-se significativamente e é fundamental existir no terreno um programa agressivo para evitar o colapso de empresas rentáveis.”

Outro fator salientado pelo consultor do Governo é o tempo que irá mediar entre “a significativa deterioração da economia no segundo semestre de 2020” e a chegada da ajuda europeia no próximo ano.

“Pode ser fatal para muitas empresas se não existirem respostas adequadas”, alerta.

No início de junho, o Governo confirmou que António Costa e Silva tinha sido convidado para coordenar a preparação do programa de recuperação económica e que este tinha aceitado esse convite “como contributo cívico e ‘pro bono'”.

Segundo o Governo, o objetivo era que o trabalho preparatório estivesse concluído quando o Governo aprovasse o Orçamento Suplementar, altura em que o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, assumiria a “direção da elaboração do programa de recuperação”.

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