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Desporto

Centro de Alto de Rendimento de canoagem em Montemor-o-Velho submerso

Mau tempo

em

cheias Mondego Montemor
Foto: Facebook de Federação Portuguesa de Canoagem

O Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho está submerso por uma camada de cerca de dois metros de água, sendo, para já, incalculáveis os prejuízos materiais para a federação de canoagem (FPC) e autarquia.

“Infelizmente, as previsões confirmaram-se e o CAR está totalmente submerso. Uma altura de cerca de dois metros de água dentro dos hangares. Há elevados danos nas infraestruturas, como a torre de controle, torre de chegada, hangar, ginásio… Só quando a água baixar conseguiremos avaliar os prejuízos”, disse à agência Lusa o vice-presidente da FPC, Ricardo Machado.

O dirigente tem estado desde sábado no CAR “a tentar proteger alguns bens”, juntamente com alguns funcionários e técnicos da federação, que teve parte das equipas seniores e sub-23 em estágio precisamente até sábado.

“Montemor-o-Velho é a nossa base logística. Temos aqui material de apoio às provas, plataformas, barcos a motor, equipamentos e uma série de material que tentamos proteger. Infelizmente, a água subiu um pouco mais do que o esperado. Certamente o CAR vai ter prejuízos e danos muito graves no seu funcionamento”, lamentou.

O vice-presidente federativo escusou-se a avançar com uma estimativa de prejuízos, dependentes de vários fatores, no caso da federação, por exemplo, até que ponto danificou o ginásio ou se a pressão da água partiu caiaques.

Ricardo Machado recordou o furação Leslei, que em 2018 já tinha sido fonte de preocupação e prejuízos, neste caso com o nível de água a atingir “somente” 80 centímetros dentro do hangar.

“Montemor-o-Velho é um município pequeno que tem feito um grande esforço para manter o CAR. Infelizmente, nos últimos anos, o concelho tem sido assolado por intempéries e, mais uma vez, vai ter de fazer grandes esforços para lidar com esta situação muito grave”, observou.

As seleções voltam ao CAR no início de janeiro, altura em que Ricardo Machado espera poder encontrar infraestruturas “operacionais” para que estas possam desenvolver o seu trabalho, em ano de Jogos Olímpicos.

“Infelizmente, esta situação não é só no CAR. muitos clubes no país foram afetados pelas cheias. A nossa solidariedade para com os clubes, pelo seu trabalho e prejuízos elevados”, concluiu.

O mau tempo que tem atingido Portugal, sobretudo a região Centro, tem provocado problemas no abastecimento de água em vários municípios, mas também há registo de situações problemáticas com a distribuição de eletricidade, além de comunicações.

Os fortes efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e 320 pessoas deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.200 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.

Só no sábado, registaram-se mais de 1.700 ocorrências.

O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou no sábado o impacto da depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

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Futebol

Vitória quer regressar aos triunfos (e tem um ‘recado’ para o país)

I Liga

em

Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC quer regressar hoje às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, no jogo inaugural da 22.ª jornada, marcado para as 20:30, frente ao Desportivo das Aves.

Vitória, oitavo, com 28, perdeu na jornada passada na receção ao FC Porto, por 2-1, num encontro marcado pelo abandono do relvado de Marega, na sequência de insultos racistas.

A jogar em casa, o Desportivo das Aves, 18.º e último classificado, com 13 pontos, procura voltar aos triunfos, depois de dois jogos sem vencer.

O Vitória SC pode subir provisoriamente ao sétimo lugar, caso vença o encontro, enquanto os avenses deixam a última posição se somarem os três pontos.

O jogo será o primeiro depois do polémico caso com Marega. Durante a última semana, foram várias as vozes vitorianas que se levantaram contra as acusações de racismo.

Nos últimos dois dias, a cidade acordou com tarjas colocadas por adeptos do clube onde é sublinhado que não se tratou de um caso racista, mas sim de bairrismo.

“É algo que este país não percebe”, disse um dos elementos da claque White Angels, a O MINHO.

O mesmo adepto apoia-se nas palavras de várias glórias, de ascendência africana, que negam a existência de racismo por entre adeptos ou clube.

Todavia, são já várias as entidades que avançaram com queixas, existindo já inquéritos do Ministério Público em curso.

Programa da 22.ª jornada:

– Sexta-feira, 21 fevereiro:

Desportivo das Aves – Vitória SC, 20:30

– Sábado, 22 fevereiro:

Tondela – Rio Ave, 18:00

Belenenses SAD – Marítimo, 20:30

– Domingo, 23 fevereiro:

Paços de Ferreira – Famalicão, 15:00

Moreirense – Santa Clara, 15:00

Sporting – Boavista, 17:30

SC Braga – Vitória de Setúbal, 20:00

FC Porto – Portimonense, 20:30

– Segunda-feira, 24 fevereiro:

Gil Vicente – Benfica, 19:30.

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Futebol

“Os adeptos do Vitória não são racistas”, diz Tapsoba

“Foi uma incompreensão”

em

Foto: DR

O ex-jogador do Vitória SC, Tapsoba, saiu em defesa dos adeptos vimaranenses depois do episódio de racismo com Marega referindo que estes “não são racistas.”

Atualmente no Bayer Leverkusen, da Alemanha, o defesa central do Burkquina Faso defrontou Marega no jogo contra o FC Porto da última quinta-feira.

Nas entrevistas após o jogo, Tapsoba, mostrou compreensão por ambas as partes afirmando que tudo não passou de um problema de “incompreensão”.

“Os adeptos do Vitória não são racistas. Foi uma incompreensão. O Marega jogou lá. As pessoas fazem tudo para ganhar. Procuram desequilibrar os adversários. Mas, eu não acredito que os adeptos do Vitória sejam racistas. Não falei disso com o Marega no jogo. Mas foi muito feio para o futebol. É importante dizer não ao racismo”, concluiu”.

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Desporto

Portugal alcança “honroso” terceiro lugar no europeu de futsal de padres

Derrota com a Eslováquia nas ‘meias’

em

Foto: DR

A seleção portuguesa alcançou esta quinta-feira o terceiro lugar no europeu de futsal de padres ao vencer a Eslováquia, não conseguindo revalidar o título conquistado no ano passado mas terminando mais uma participação com “uma classificação honrosa”.

A prova, que decorreu na República Checa e juntou 19 seleções, teve esta quinta-feira o dia decisivo e nas meias-finais os padres lusos perderam nas grandes penalidades frente à Bósnia, por 4-3, falhando o acesso à final.

Na luta pelo último lugar do pódio, diante da Eslováquia, os sacerdotes portugueses, que já conquistaram o troféu por cinco vezes, venceram por 1-0, garantindo, assim, o terceiro lugar.

Na final da competição, a Polónia levou a melhor sobre a Bósnia ao vencer nas grandes penalidades por 3-2 e tornou-se a nova campeã.

Para o padre Joel Brito, acabou por ser “ingrato” ficar em terceiro lugar após a derrota nas grandes penalidades frente à Bósnia.

“Foi um jogo renhido, taco a taco, mas não tivemos sorte nas grandes penalidades”, vincou o sacerdote que integra a equipa nacional desde 2015.

Apesar do resultado, o padre de Viana do Castelo considerou “honroso” o lugar no pódio e garante que a seleção continuará a trabalhar para reconquistar o título, apesar de o nível estar cada vez mais elevado e haver cada vez seleções mais jovens.

Já um dos guarda-redes da seleção, Marco Amaro, realçou a boa exibição de Portugal ao longo do torneio, com 18 golos marcados e apenas um sofrido.

Este padre da diocese de Vila Real, que integra a seleção desde 2012, destacou, ainda assim, a derrota nas meias-finais frente a “uma grande equipa da Bósnia”.

“Pelas expectativas que tínhamos, ficámos desanimados e tristes, mas vamos procurar regressar ainda mais fortes e procurar ganhar novamente”, garantiu.

O técnico da seleção portuguesa, Ricardo Costa, considerou que a sua equipa foi superior na partida frente à Bósnia, apesar do jogo equilibrado.

“Foi pena a derrota nas grandes penalidades porque se chegássemos à final íamos ser campeões europeus, pois éramos melhores que a Polónia”, analisou.

Apesar do “honroso terceiro lugar”, Ricardo Costa expressou que o resultado causou “um sabor amargo”.

O bancário de profissão, que é também treinador do Cabeçudense, equipa de futsal do distrito de Braga e vice-presidente do Famalicão, adiantou que na final a Bósnia foi melhor que os polacos, que apenas venceram nas grandes penalidades.

A equipa nacional junta 15 jogadores, padres em diversas dioceses do país, como Braga, Vila Real, Viana do Castelo, Porto e Lamego.

A principal novidade para a edição de 2020 do europeu que junta 19 seleções é o apoio da Federação Portuguesa de Futebol, com a oferta de equipamentos que levam os padres portugueses a carregarem o símbolo das quinas ao peito.

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