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Braga

CDU/Braga acusa maioria na Câmara de “boicotar” classificação da ‘Confiança’

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Carlos Almeida. Foto: DR (arquivo)

A CDU acusou esta terça-feira a maioria PSD/CDS-PP/PPM na câmara de Braga de “boicotar” a classificação da “Fábrica Confiança” como imóvel de interesse municipal e de “condicionar a atividade” do vereador comunista, acusações que o presidente da autarquia rejeitou.

Em comunicado enviado hoje, ao final da tarde, à Lusa, a CDU/Braga lembra que, na reunião do executivo camarário de dia 19 de setembro, deu entrada uma proposta para que fosse dado início ao procedimento de classificação das antigas “Fábrica Confiança” como Imóvel de Interesse Municipal e que “em respeito pela legislação em vigor” aquela proposta devia ter sido incluída na agenda da reunião seguinte (01 de outubro) o que não aconteceu tendo.

Os comunistas referem que “a verdade é que a proposta não só não foi incluída na agenda dessa reunião, como foi também excluída na que se lhe seguiu, ainda que sob protesto da CDU, que não concordou, e não concorda, com as explicações dadas”

Segundo a CDU “não se pode aceitar que, à boleia de um “parecer técnico”, se procure limitar a eficácia e oportunidade de uma proposta que é política, submetida a um órgão também ele político”.

Confrontado pela Lusa com aquelas acusações, o presidente da autarquia, Ricardo Rio, refutou as acusações explicou que “Há duas vertentes a ter em conta” neste processo: “Há a questão política, e aí não nos opomos à classificação do imóvel e há a questão técnica”, enumerou.

Sobre aquela segunda questão, o autarca explicou que “a componente de validação técnica é essencial e não meramente um parecer, como refere o vereador comunista, e os tempos para a fazer são diferentes dos tempos políticos e mal esta esteja validada o andamento será dado com normalidade”.

A CDU acusou ainda o executivo liderado por Ricardo Rio de ter segundas intenções com a não inclusão na agenda das reuniões da abertura do procedimento para classificar a ‘Confiança”.

“Não podemos deixar de registar que, lamentavelmente, o tempo que faltou à governação municipal para agendar a proposta da CDU para classificar a ‘Confiança’, pelos vistos, foi de sobra para organizar e agendar a hasta pública para a alienação daquele património municipal”, lê-se.

“Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. A classificação não interfere na hasta pública até porque os interesses que há a salvaguardar fazem parte do caderno de encargos da alienação do edifício”, respondeu Rio a esta acusação.

Os comunistas referem ainda ser “inaceitável que desta forma a maioria PSD/CDS tente condicionar ou restringir a atividade de um vereador que, tal como os restantes, foi democraticamente eleito”, acusação que Rio refuta referindo que “não há boicote absolutamente nenhum, há procedimentos a seguir”.

Está marcada para quarta-feira uma reunião do executivo camarário e, aponta a CDU, “consta finalmente o processo relativo à classificação da Fábrica Confiança, confirmando-se, infelizmente, o pior dos cenários: A maioria PSD/CDS, numa atitude incompreensível, faz tábua rasa da proposta da CDU, não a colocando em votação, numa clara violação da lei, e tem o descaramento de apresentar uma proposta de classificação que se resume a três fachadas e ao desenho da cobertura do edifício”.

Assim, desenrola o texto, “a CDU apresenta o seu veemente protesto pelos procedimentos adotados, e manifesta a sua discordância com tão redutora proposta de classificação, desde logo porque entende que a mesma não obedece ao espírito das Convenções Internacionais de Defesa e Salvaguarda do Património Industrial, nem respeita os pareceres exarados em 2003/4 pela Direção Regional de Cultura do Norte”.

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Braga

Gabriela Monteiro vai a sepultar este sábado em Braga

Funeral realiza-se em Real, Braga

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Foto: DR

Gabriela Monteiro, mulher que perdeu a vida às mãos do companheiro na passada quarta-feira, na via pública, em Braga, vai a sepultar este sábado, em Real, concelho de Braga, pelas 17:00 horas.

A quarta mulher vítima mortal de violência doméstica deixa dois filhos e uma grande onda de consternação na cidade de Braga que se alastrou um pouco por todo o país, face ao cenário de horror em que perdeu a vida.

Em nota da agência responsável pelos serviços funerários, é indicado que o corpo da falecida ficará em câmara ardente a partir das 10:00 de sábado, a Igreja Paroquial de Real, com a missa de corpo presente a realizar-se pelas 17:00.

Gabriela foi a quarta mulher a perder a vida no distrito de Braga durante o ano de 2019, e a vigésima primeira a nível nacional.

Paulo Fernandes, autor das facadas que vitimaram Gabriela, está em prisão preventiva enquanto aguarda julgamento, depois de se ter apresentado no posto da PSP de Santa Tecla poucos minutos após ter cometido o bárbaro crime.

A morte de Gabriela, de 46 anos, e funcionária no Theatro Circo, em Braga, causou uma grande onde de pesar na cidade, que lhe prestou homenagem na noite desta quinta-feira, com mais de 500 pessoas em vigília silenciosa às portas do local onde trabalhava, em pleno centro histórico da cidade.

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Braga

M1lhão saiu no distrito de Braga

Jogos Santa Casa

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Foto: DR / Arquivo

O código vencedor do concurso 038/2019 do M1lhão, sorteado hoje, é DXS 18908, informou o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O prémio, no valor de um milhão de euros, saiu a uma aposta registada no distrito de Braga.

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Braga

Ministra anuncia 35 horas semanais para todo o SNS, menos no Hospital de Braga

Os profissionais de saúde do Hospital de Braga não serão ainda abrangidos por este alargamento enquanto estiverem em análise as diferentes situações contratuais

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Foto: DR

A passagem do horário normal de trabalho das 40 para as 35 horas semanais para todas as classes profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi hoje concluída pelo Ministério da Saúde.

A medida deixa, no entanto, de fora os profissionais do Hospital de Braga.

Em comunicado, o Ministério da Saúde (MS) adianta que o período normal de trabalho de 35 horas semanais já tinha sido atribuído à generalidade dos profissionais, com exceção dos que ainda não dispunham de um acordo específico – técnicos superiores de saúde, informáticos, docentes, administradores hospitalares e capelães.

“Para cumprir este objetivo, foi apresentada uma proposta de acordo que foi hoje assinada por duas estruturas sindicais – Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que abrange cerca de 2200 profissionais – mas não pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que considerou imperativo incluir os profissionais do Hospital de Braga”.

Assim, esclarece o MS, os profissionais de saúde do Hospital de Braga não serão ainda abrangidos por este alargamento enquanto estiverem em análise as diferentes situações contratuais.

A gestão do Hospital de Braga transitou da esfera privada para a esfera pública em 01 de setembro.

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