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Alto Minho

Carne de vaca do Parque Nacional Peneda-Gerês vence dois prémios, um deles internacional

Raça Cachena

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Foto: DR / Arquivo

A carne de vaca da raça Cachena conquistou este ano dois prémios, um nacional e outro internacional, que “reforçam a notoriedade daquele produto”, informou hoje a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

Em causa, adiantou hoje em comunicado a estrutura que representa 2.436 criadores dos dois concelhos, “a medalha de ouro no oitavo concurso nacional de produtos tradicionais no setor das carnes e o Prémio Melhor Sabor no concurso internacional “Great Taste Awards”.

“Sendo dois dos eventos mais prestigiados a nível nacional e internacional, possibilitam a solidificação das estratégias produtivas e comerciais encontradas para elevação deste produto. Estas distinções implicam uma maior notoriedade do produto, reforçada pela qualidade do júri de avaliação, pelo prestígio das organizações promotoras e por integrarem eventos onde os produtos em competição foram sujeitos a critérios de seleção e avaliação rigorosos”, refere a nota.

Típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a carne de vaca Cachena tem Denominação de Origem Protegida desde 2002, sendo criada, de “forma extensiva, o mais natural possível, no Solar da Raça Cachena, em plena liberdade, em pastos de alta montanha”.

A vaca Cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. O animal atinge uma altura máxima de 110 centímetros e sobrevive ao frio nas serras da Peneda, Soajo e Amarela, no Parque Nacional na Peneda-Gerês (Norte de Portugal).

“Para os produtores e para a cooperativa é uma grande honra a atribuição destes prémios 2019 mas, também, e principalmente, um forte incentivo para a dinamização de novos desafios e metas”, sustenta a nota.

Contactado hoje pela Lusa, o presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, José Carlos Gonçalves, adiantou que existem atualmente cerca de quatro mil animais de raça Cachena.

“O concelho Arcos de Valdevez tem cerca de três mil animais de raça Cachena. Os restantes mil estão distribuídos pelos municípios de Ponte da Barca, Monção e Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, e Vila Verde e Terras de Bouro, no distrito de Braga”.

Nos distritos de Viana do Castelo e Braga, segundo José Carlos Gonçalves, são produzidos, por ano, “mais de 500 animais para comercialização em restaurantes, hotéis e talhos de todo o país”.

Em 2018, a Câmara de Arcos de Valdevez iniciou o processo de constituição da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena com a aprovação da futura associação.

Em fase de criação, a confraria terá como missão “preservar e valorizar” aquele produto típico de Arcos de Valdevez.

A constituição da confraria resulta de uma parceira entre a Câmara de Arcos de Valdevez, a Cooperativa Agrícola, entidade que gere a denominação de origem da carne Cachena da Peneda, a Associação dos criadores da Raça Cachena, a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o PEC Nordeste, empresa do grupo Agros que opera no apoio à produção pecuária nacional.

Esta raça é explorada em regime extensivo, por vezes quase semisselvagem e é atualmente parte “integrante do património genético de Portugal”.

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Alto Minho

Pai Natal ‘radical’ volta a fazer rafting no rio Minho

Em Paderne

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Foto: Divulgação / CM Melgaço

É já no próximo dia 21 de dezembro que o Pai Natal volta a praticar rafting no rio Minho, em Melgaço, anunciou a autarquia.

A partir das 12:00 horas, no lugar do Peso, em Paderne, a reconhecida figura natalícia irá entregar prendas aos mais pequenos.

Esta é uma tradição de Melgaço que decorre há duas décadas.

Este ano, o evento é organizado pela empresa Melgaço Radical e está inserido na programação de Natal da autarquia de Melgaço

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Viana do Castelo

Viana: 100 mil euros para conservar Citânia de Santa Luzia

Investimento da câmara municipal

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Foto: Google Earth

Uma empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai ter início em janeiro, orçada em 100 mil euros e suportada pela câmara local, informou hoje a Direção Regional de Cultura do Norte.

Na nota hoje enviada à imprensa, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) adianta que a intervenção na Cidade Velha de Santa Luzia vai prolongar-se durante 180 dias.

Os trabalhos vão “incidir na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia, um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e carácter defensivo”.

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo. A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Citânia de Santa Luzia. Foto: Google

“A intervenção será custeada pela Câmara de Viana do Castelo, conforme estabelecido no protocolo de colaboração celebrado entre a DRCN e o município na sequência do estudo de impacto ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses. Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a câmara municipal optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, especifica a nota.

Segundo a DRCN, a intervenção “observará as técnicas construtivas tradicionais incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento que vier a ser determinado em obra”.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere.

Serão utilizadas “as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares”.

O protoloco estabelecido entre o município e DRCN foi aprovado, por unanimidade, em setembro, em reunião camarária da capital do Alto Minho.

Na altura, o presidente da câmara, o socialista José Maria Costa apontou o arranque dos trabalhos para o período “entre março a outubro de 2019”.

José Maria Costa adiantou que a “parceria permitirá fazer a consolidação das ruínas e um levantamento cartográfico mais apurado”.

Disse que o projeto inclui ainda a publicação de uma edição com mais informação sobre aquele “elemento de referência” da capital do Alto Minho.

“Para que os vianenses e os estudantes possam conhecer melhor tudo o que esteve subjacente à construção da Citânia, à sua própria evolução após a chegada dos romanos a este espaço territorial”, especificou, na altura.

Além das ruínas, a Citânia dispõe ainda de um edifício de entrada, desenhado pela arquiteta Paula Santos, para apoio dos visitantes.

As ruínas, designadas pelo nome de “Cidade Velha de Santa Luzia”, são conhecidas desde o século XVII e as primeiras escavações datam de 1876, tendo sido da iniciativa de Possidónio da Silva, presidente da Real Associação dos Arquitetos e Arqueólogos Portugueses.

Em 1902 foi efetuada nova intervenção arqueológica, sob direção de Albano Belino, tendo sido escavada a maior parte da área hoje visível, que constitui cerca de um terço da área total do povoado, já que uma parte foi destruída pela construção do hotel de Santa Luzia e pelas estradas de acesso.

De acordo com informação disponível na página da câmara na internet, a Citânia de Santa Luzia “é um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho”.

“A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso”, refere o município.

Segundo a autarquia, o “povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão”.

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Alto Minho

Segunda revisão do PDM de Arcos de Valdevez lançada a discussão pública

Plano Diretor Municipal

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Foto: DR

A segunda revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Arcos de Valdevez foi, esta terça-feira, colocada à discussão pública, por um prazo de 20 dias, de acordo com um aviso publicado em Diário da República (DR).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da câmara daquele concelho do distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves, disse que aquela consulta “inicia o processo de revisão do documento em vigor, datado de 2007”, apelando “à máxima participação da população na apresentação de propostas e sugestões”.

Em novembro, a Câmara de Arcos de Valdevez, de maioria PSD, decidiu “iniciar o procedimento da 2.ª revisão do Plano Diretor Municipal de Arcos de Valdevez, fixando o prazo de elaboração de 24 meses”.

“Apesar desse prazo, gostaríamos que os principais documentos, que se prendem com as cartas de ordenamento do território, nomeadamente, das reservas e das zonas urbanas, estivessem concluídas durante o próximo ano”, especificou João Manuel Esteves.

O autarca social-democrata acrescentou que a revisão agora iniciada “pretende dar cumprimento a um conjunto de situações, não só de adequação à nova legislação, mas também relativas às novas orientações ou vetores estratégicos de desenvolvimento para o concelho de Arcos de Valdevez”.

“Esses vetores estratégicos preconizam um concelho mais inclusivo, mais sustentável, inovador, em rede, mais dinâmico e atrativo”, destacou.

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