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Caminha

Caminha paga reforço de policiamento para travar “vandalismo”

Município justifica “atos de vandalismo” com “acréscimo invulgar” do número de turistas, com especial incidência no centro histórico e em Moledo

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara de Caminha vai suportar os custos de um reforço de policiamento para fazer face a “atos de vandalismo” que têm ocorrido no centro histórico da vila, informou hoje a autarquia.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, não especificou o montante a investir naquele reforço por se tratar de “um valor evolutivo caso seja necessário tomar mais alguma medida”.

“Durante o verão, juntando policiamento especial por causa de eventos, regulação e segurança pública, a Câmara vai investir este ano mais de 60 mil euros do orçamento municipal. Face à nossa situação, é um esforço considerável”, especificou o autarca socialista referindo-se ao plano de recuperação financeira municipal, previsto na lei n.º 53/2014, que a autarquia vai apresentar até final de outubro para resolver o “caos” que o PS diz ter herdado do anterior executivo do PSD.

O município justificou os “atos de vandalismo” com o “acréscimo invulgar” do número de turistas no concelho que, de acordo com números da autarquia, “cresceu 87% nos últimos cinco anos sem que tivesse havido acréscimo significativo do número de efetivos policiais”.

A “posição de força” de reforço do policiamento foi tomada na sequência de “diversos relatos”, que a autarquia disse ter recebido nos últimos dias, de “atos de vandalismo no espaço público, especialmente durante a noite, com especial incidência no centro histórico de Caminha e em Moledo”.

“Sabendo-se do extremar da situação na última semana e perante a ausência de soluções, a Câmara de Caminha, apesar de não se tratar de uma competência municipal, decidiu assumir o encargo financeiro com a contratação de serviços de policiamento da Guarda Nacional Republicana (GNR), de modo a reforçar o patrulhamento e manutenção da ordem pública até ao final do mês de agosto”.

A Câmara de Caminha adiantou que “irá apresentar uma exposição sobre a situação junto do Comando Geral da Guarda Nacional Republicana e do Ministério da Administração Interna, solicitando um reforço policial adequado e proporcional ao crescimento do número de turistas no concelho de Caminha nos últimos anos”.

A autarquia acrescentou estar “em permanente contacto com as forças policiais de modo a acompanhar e a minimizar o impacto” daqueles casos.

“O vandalismo denunciado põe em causa a ordem pública e a segurança de pessoas e bens, e estará relacionado com o acréscimo inusual de pessoas no concelho de Caminha nestes últimos 15 dias e com a exponenciação do consumo de bebidas alcoólicas no exterior dos estabelecimentos noturnos”, sustenta na nota enviada à imprensa.

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Alto Minho

Tartaruga gigante dá à costa em Vila Praia de Âncora

Caminha

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A carcaça de uma tartaruga gigante está desde esta segunda-feira na praia de Vila Praia de Âncora, concelho de Caminha, e ainda não foi retirada do local.

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

Foto: Jorge Simão Meira / O MINHO

O animal pertence a uma espécie de tartaruga sem carapaça e com pele mais sensível do que a humana.

A Polícia Marítima e a empresa Luságua já estão a par da situação e vão proceder à remoção do cadáver durante as próximas horas.

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Alto Minho

Câmara convida bancos em Caminha a proporem empréstimos para plano de recuperação financeira

Dois empréstimos, de médio e longo prazo, num total de quase 9,5 milhões

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Foto: Divulgação / Arquivo

A Câmara de Caminha convidou entidades bancárias, com balcão no concelho, a apresentarem proposta para dois empréstimos, de médio e longo prazo, para sustentar o plano de recuperação que a maioria socialista irá apresentar até ao fim do mês.

Em declarações, hoje à agência Lusa, o presidente daquela autarquia explicou que “o convite a enviar às entidades bancárias foi aprovado na segunda-feira em reunião camarária”, sendo que o montante global dos dois empréstimos ronda os 9,5 milhões de euros.

“Um dos empréstimos, no valor de 4,3 milhões de euros, destina-se a pagar dívida a fornecedores e para podermos realizar a totalidade do capital social da Polis Litoral Norte, que está em processo de liquidação. O outro empréstimo, no valor de 5,2 milhões euros, é para podermos comprar os 51% do capital social que os privados detêm na Parceria Público-Privada (PPP) das piscinas de Vila Praia de Âncora. Ambos os empréstimos deverão ser pagos em 14 anos”, explicou.

Segundo Miguel Alves, “estes empréstimos estão incluídos numa estratégia mais global que passa pela prossecução de um Plano de Saneamento Financeiro que devolva a autonomia e equilíbrio às contas municipais, condição fundamental para o futuro do concelho”.

Em causa, está, segundo Miguel Alves, o plano de recuperação financeira municipal, previsto na lei n.º53/2014, que irá apresentar ao executivo municipal, para resolver o “caos” que herdou do anterior executivo do PSD.

“Tivemos de aumentar receita (através do IMI, IRS e da fatura da água), diminuir despesa (com cortes em diversos sectores que têm permitido poupar mais de um milhão de euros, por ano, relativamente ao que acontecia nos mandatos do PSD e, agora, vamos avançar para a contração destes dois empréstimos que nos permitirão pagar aos fornecedores e adquirir a totalidade das piscinas de Vila Praia de Âncora, resolvendo um negócio ruinoso feito pelo PSD que custará 19 milhões de euros até 2033, se não fizermos nada”, disse.

Já o PSD na Câmara de Caminha, em comunicado, referiu que, “ao fim de seis anos de gestão socialista, a situação torna-se insustentável e Miguel Alves tem de recorrer a ajuda financeira para fazer face a mais de 13 milhões de dívidas a fornecedores”.

“Em reunião da câmara de 07 de outubro, os vereadores do PSD Caminha pediram ao presidente da câmara a relação atualizada dos encargos assumidos com fornecedores e ainda por pagar. Na listagem fornecida é possível constatar uma dívida a fornecedores no valor de 13.624.073,54 euros, e sem dinheiro em bancos”, refere a nota dos vereadores José Manuel Presa, Paulo Pereira e Liliana Silva.

Na nota, os vereadores social-democratas acrescentam que “se a câmara estivesse realmente mal quando o PSD saiu da governação em 2013, não deixaria mais de dois milhões de euros em depósitos, Miguel Alves não baixaria impostos e tarifas da água em 2014 e, ainda, não veríamos a situação financeira a agravar-se ano após ano, chegando à obrigatoriedade de recorrer ao saneamento financeiro após seis anos de governação”.

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Caminha

Paddle, kayak e bicicleta animam fim de semana em Caminha

Atividades gratuitas

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Foto: Divulgação

Caminha vai promover no fim de semana a iniciativa “experiências BlueWays”, que inclui a prática de paddle, kayak ou de pedalar entre Caminha e Vila Praia de Âncora, informou a Câmara local.

Segundo o município, a participação naquelas atividades é gratuita, mas é necessária inscrição prévia.

O programa prevê a descida do rio Coura em kayak, que deverá ter início pelas 10:00, enquanto a experiência em SUP (Paddle) decorrerá a partir das 15:00.

O “Blueways” é um projeto é liderado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) e tem como objetivo o “desenvolvimento e promoção sustentável de uma rede de percursos azuis inseridos em espaços de conservação da natureza presentes no Alto Minho.

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