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Câmara anuncia fim do Sonic Blast em Caminha

As nove edições do festival decorreram “num parque infantil, situado em pleno centro de Moledo”

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Foto: Facebook de Sonic Blast

O presidente da Câmara de Caminha anunciou, esta segunda-feira, o fim Sonic Blast no concelho, porque a organização do festival não aceitou “nenhuma das quatro localizações” alternativas à aldeia de Moledo, apresentadas pela autarquia nos últimos quatro meses.


“De facto, não conseguimos encontrar uma solução que agradasse ao Sonic Blast e, por isso, o festival vai e, certamente, está já a procurar outras paragens”, afirmou Miguel Alves a um grupo de dez moradores de Moledo que o interpelou no período aberto ao publico, no final da reunião camarária daquele município do distrito de Viana do Castelo.

O autarca socialista explicou que “as negociações iniciadas em outubro de 2019” com a organização do festival de rock psicadélico e ‘stoner rock’, na sequência de um abaixo-assinado de moradores de Moledo, com 80 assinaturas, “terminaram na última quinta-feira sem acordo quanto à nova localização do festival”.

As queixas dos moradores prendem-se com “barulho excessivo, os danos causados pelo som elevado nas habitações mais próximas do evento, o lixo, porcaria, trânsito caótico” resultantes do festival que, nos últimos nove anos, decorreu em agosto.

“Os moradores da aldeia são sobretudo idosos e doentes e têm sido completamente ignorados”, disse Ana Lindade, habitante na localidade.

Garantiu que a aldeia “não está contra” o festival, mas defendeu o “direito ao descanso” da população daquela aldeia, apontando como exemplo a sua habitação, que dista cerca de 35 metros do palco do festival.

“É um festival que nos entra porta dentro. Não temos descanso antes, durante e depois do festival. As pessoas da organização ignoram-nos. Não há uma palavra, um pedido de desculpa. É um festival que mexe muito connosco, não só por nos incomodar moralmente mas também porque vemos as nossas casas danificadas. Temos estado calados, em silêncio, mas isto não pode continuar”, adiantou.

As nove edições do festival decorreram “num parque infantil, situado em pleno centro de Moledo”.

No final da reunião camarária, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Caminha garantiu “ter feito tudo para atender às queixas dos moradores e às necessidades da organização”, mas sem sucesso.

“Nestas matérias não há só uma razão, há que equilibrar razões, as razões da população que se sentiu castigada ao longo dos anos do festival, mas também a mais valia que o festival trazia ao concelho”, referiu.

Segundo Miguel Alves, a autarquia “negociou com terceiros, ofereceu soluções, disponibilizou-se para assumir mais alguns custos, mas a organização entendeu que nenhuma das alternativas era suficiente”.

“Assim sendo, o município dá por encerradas as negociações. Da nossa parte estamos de consciência tranquila. Quero agradecer à Junta de Freguesia de Moledo o empenho que teve em encontrar alternativas e o apoio que deu ao festival durante as nove edições. Quero agradecer ao Sonic Blast o trabalho que realizou no município durante nove anos e por ter contribuído para o fortalecimento da imagem do concelho enquanto polo cultural. Desejo-lhe boa sorte na sua nova etapa”, referiu.

Entre as alternativas propostas pela autarquia constavam “uma no mesmo local, só para a realização da edição 2020, duas localizações em Moledo, no lado nascente da Mata do Camarido, uma na freguesia de Âncora, junto ao campo de futebol do Âncora Praia, com ligação direta à praia, campismo nas imediações, apoio da infraestrutura desportiva e com o apoio de duas freguesias, a de Âncora e a de Vila Praia de Âncora”.

Contactada pela Lusa, a organização do festival escusou-se a reagir às declarações do presidente da Câmara de Caminha, remetendo para um comunicado recentemente enviado à imprensa a posição oficial ao assunto.

Naquela nota, a organização refere que, “depois de nove históricas edições banhadas pelas águas de Moledo, a 10.ª edição do festival irá realizar-se numa nova localidade e [em] novo recinto a anunciar muito brevemente”.

“Moledo acolheu o festival nas últimas nove edições do Sonic Blast, garantindo momentos únicos e inesquecíveis aos festivaleiros. No entanto, apesar de todos os esforços da organização em manter o festival na localidade de Moledo, não foram reunidas as condições necessárias para a continuação da realização do evento no local e para que a parceria, até aqui de enorme sucesso, fosse continuada em 2020”, sustenta a organização.

A Garboyl Lives, entidade organizadora do Sonic Blast, “encontra-se, neste momento, em negociações com outro parceiro/localidade que pretende abraçar o conceito e público do festival, num novo recinto que garanta todas as melhores experiências já usuais no festival”.

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Alto Minho

Paredes de Coura altera PDM para permitir recuperação de património histórico

Casa do Outeiro

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Foto: Turismo Porto e Norte

Uma alteração ao Plano Diretor Municipal (PDM) de Paredes de Coura, hoje publicada em Diário da República, visa “alargar” o uso de um solar setecentista propriedade do município, permitindo a sua recuperação para fins turísticos, através do programa REVIVE.


“A Casa do Outeiro merece um futuro digno do seu passado. É um símbolo da freguesia de Agualonga e de Paredes de Coura. A sua inclusão no REVIVE dá-nos a oportunidade de captar investimento e gerar dinâmica turística. É uma oportunidade para que o solar setecentista possa reviver, recuperando a sua área e a importância na história do concelho”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da câmara, Vítor Paulo Pereira.

Contactado pela agência Lusa a propósito da publicação, hoje, em Diário da República (DR) da segunda alteração ao PDM, o autarca socialista explicou que aquele procedimento visa alterar o uso do imóvel, propriedade do município, de equipamento de utilização coletiva e infraestruturas, “ampliando” essa utilização para empreendimentos turísticos e instalações, serviços e equipamentos de exploração turística.

“É o último requisito que faltava cumprir para que o imóvel possa integrar o programa REVIVE”, especificou.

O imóvel consta da lista 14 edifícios classificados e propriedade do Estado ou das autarquias locais a recuperar ao abrigo do REVIVE, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças, que visa promover a recuperação e a requalificação de imóveis públicos classificados que estão sem uso, através da concessão a privados para exploração para fins turísticos.

De acordo com informação que consta no sítio oficial na Internet do Programa Revive, hoje consultada pela Lusa, a Casa do Outeiro, como é localmente conhecida, é “um solar setecentista enquadrado em meio rural, localizado em Agualonga, que teve como atividade predominante a função agrícola, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa”.

“O solar é uma construção de tipologia seiscentista, ladeada de capela, e que combina modelos de raízes erudita e popular, em que sobressaem os cunhais, cimalhas, molduras e ornamentos em granito”, lê-se na descrição do imóvel.

Segundo aquela publicação, “um dos primeiros proprietários da Casa do Outeiro foi Esteves da Fonseca Martins, a quem se deve a sua construção no século XVIII”.

Mais tarde, a Casa do Outeiro “passou para a propriedade dos Antas, de Rubiães, através do dote de casamento de D. Francisca Rosa Pereira Antas, concedido por seu tio”.

O último proprietário do solar “foi o Visconde de Peso de Melgaço e, na década de oitenta do século passado, o Solar dos Viscondes do Peso foi doado ao município e à diocese”.

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Alto Minho

Câmara de Arcos de Valdevez reage à polémica dos ‘chapéus-hélice’. “Não é para usar na escola”

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Arcos de Valdevez

A Câmara de Arcos de Valdevez já reagiu a polémica dos chapéus com hélices distribuídos, na segunda-feira, às crianças do pré-escolar com o objetivo de manterem o distanciamento social, de uma forma lúdica.


“De uma forma divertida, lúdica e didática, as crianças perceberem que, num momento em que o desconfinamento está a acontecer, o distanciamento social tem de continuar a existir. Não entre eles, nem pouco mais ou menos, mas entre as pessoas. Perceberem porque não podem visitar e dar um abraço aos avós, se não coabitarem diariamente com eles, por que razão, na rua, as pessoas que estão nas filas, têm de estar a uma distância segura”, afirmou hoje à agência Lusa a vereadora da Educação da Câmara de Arcos de Valdevez.

Hélices na cabeça no regresso do pré-escolar. É assim em Arcos de Valdevez

Contactada a propósito da polémica gerada numa publicação na página oficial do município no Facebook sobre aquela atividade, acompanhada de fotografias das crianças com os chapéus com hélices, Emília Cerdeira explicou que “a ação foi desenvolvida pelo Exploratório de Coimbra, um clube de ciência viva que é também responsável pelos conteúdos das nossas oficinais de criatividade Himalaia, e que no caso pretendeu assinalar o Dia Mundial da Criança que, este ano, coincidiu com o regresso das crianças à escola”.

A autarquia investiu cerca de 1.500 euros no material para que as crianças “construíssem o seu próprio chapéu, em contexto de sala de aula, com o apoio das educadoras, que acharam a ideia excelente e colaboraram no projeto”.

“Ao construírem os seus próprios chapéus, com a ajuda das educadoras, as crianças perceberam, de uma forma visual, qual é a distância segura a que devem estar as pessoas umas das outras”, especificou.

Emília Cerdeira acrescentou que “todos os anos as crianças levam para casa uma recordação do Dia Mundial da Crianças, oferecida pela câmara e, este ano, não foi exceção”.

“O chapéu com hélices não é para usar na escola. Foi levado para casa, até para explicarem aos pais, tal como já aconteceu com outras temáticas como a reciclagem, a separação do lixo e ou a poupança da água, o porquê do afastamento social”, sublinhou.

Para a vereadora da Educação o projeto cumpriu o objetivo para o qual foi concebido, levando que as crianças a “perceberem o lado positivo, daí os chapéus terem sido decorados com corações, estrelinhas e nuvens, e associaram o distanciamento social, fora da sala de aula, a uma regra que é necessária, mas que, se tudo correr bem, e toda a gente cumprir as normas, dentro de pouco tempo tudo vai ser colorido, tudo vai ser um arco-íris e tudo vai correr bem”.

Sobre as críticas que a iniciativa recolheu na página oficial do município nas redes sociais disse: “Inicialmente não estava a conseguir perceber, mas depois, fazendo uma leitura mais profunda, acho que as pessoas ficaram com a sensação de que as crianças tiveram de usar o chapéu todo o dia, porque há fotografias dentro da sala de aula, com os chapéus. Isso não aconteceu”, referiu

A responsável reforçou que os chapéus com hélices foram levados para casa “como lembrança do Dia Mundial da Crianças”. O material utilizado na sua confeção, o polipropileno, “pode ser reutilizado”.

“Se as crianças quiserem desmontar os chapéus, podem utilizar o material na construção de outros brinquedos”, referiu.

Portugal regista hoje 1.436 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na segunda-feira, e 32.895 infetados, mais 195, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de segunda-feira, em que se registavam 1.424 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8%. Já os casos e infeção subiram 0,6%.

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Alto Minho

Padre ‘motard’ de Valença pede um euro por mês para “ajudar os que mais precisam”

Solidariedade

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Foto: Facebook

Ricardo Esteves, padre de Valença, lançou um apelo na sua página de Facebook com o objetivo de “ajudar os que mais precisam”.


“Todos os dias me chegam pedidos de ajuda e dentro do possível vou arranjando soluções. Mas sinto que com a tua colaboração posso não só continuar a ajudar como quem sabe ir até um pouco mais longe”, afirma o também conhecido como padre ‘motard’.

“É por isso que te quero desafiar a seres patrono desta minha vontade que quero que seja tua também. Para isso basta contribuíres com 1 euro por mês”, acrescenta a publicação na sua página de Facebook.

Ou seja, no fundo a ideia é a criação de uma bolsa solidária gerida por Ricardo Esteves e que servirá para dar resposta aos pedidos de ajuda que o sacerdote recebe.

Os contributos podem ser feitos através do NIB: 0035 0486 0004 0712 9002 8
e IBAN: PT50003504860004071290028.

O padre Ricardo Esteves, 37 anos, está desde dezembro à frente das paróquias Taião, Sanfins, Boivão, Gondomil, e Gandra.

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