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Braga recebe próxima edição da EuroRegião Talks

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O ciclo de conferências EuroRegião Talks decorre no próximo dia 31 de maio na Associação Empresarial de Braga. O evento está a percorrer o país para discutir o impacto dos Fundos Europeus para o desenvolvimento das regiões portuguesas e faz parte de um projeto do jornal EuroRegião.

Este é o quarto evento do ciclo de palestras, que desde março já passou por Santarém, Tondela e Portalegre. As próximas cidades serão Aveiro, Graciosa e Lisboa. Durante a conferência será apresentado o estudo da Universidade Nova sobre o impacto dos fundos europeus nas diferentes regiões do país e debatidos diversos aspetos relacionados com as verbas provenientes da Europa.

“Braga é um dos principais motores do país. Não só o concelho como toda a região do Minho. A força do tecido empresarial e a dinâmica da região tornam obrigatório o ciclo de conferências passar por aqui”, disse João Duarte, CEO do YoungNetwork Group, que detém o EuroRegião.

“O propósito do ciclo de conferências EuroRegião Talks é, desde o seu arranque, refletir sobre as particularidades e também os pontos convergentes de cada região no que diz respeito ao impacto dos fundos europeus no nosso país. Com as Talks, queremos passar pelas Ilhas, pelo Sul, Centro e também pelo Norte do país.”

Estas conferências permitem a partilha de conhecimento e incentiva à participação das empresas e pessoas de cada região, permitindo perceber o impacto e como podem as empresas aproveitar a ‘bazuca’.

Foto: Divulgação

Sofia Terlica, do Gabinete do ministério da Coesão Territorial, participará abordando o estudo da Nova SBE “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) – Avaliação de Impacto nas diferentes regiões em Portugal”, seguindo-se um debate sobre os apoios provenientes das entidades europeias.

“Podemos esperar muita partilha de conhecimento, por via deste novo estudo que demonstra a importância da política de coesão para as regiões portuguesas, que não só convergiram nos últimos anos face à média europeia, como dentro do país as menos desenvolvidas convergiram com as mais desenvolvidas, provando-se que sem os fundos estruturais e de investimento este movimento não teria acontecido”, disse João Duarte.

João Duarte, CEO do YoungNetwork Group. Foto: Divulgação

A participação no evento é gratuita, mas requer inscrição prévia neste formulário. Os interessados poderão ainda acompanhar a sessão através do site e das redes sociais do EuroRegião.

O EuroRegião é um projeto editorial estreado há alguns meses, que agrega notícias de todas as regiões de Portugal continental e autónomas, e este ciclo de conferências que dinamiza percorrerá todo o país, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores, terminado no próximo mês de junho em Lisboa.

O EuroRegião Talks Braga conta com o apoio da Comissão Europeia, do YoungNetwork Group, da Associação Empresarial de Braga e da AIP Consulting.

Estudo da Universidade Nova SBE para o EuroRegião

Segundo as conclusões do estudo da Universidade Nova SBE, em colaboração com o EuroRegião, Portugal só convergiu economicamente com a União Europeia graças aos fundos europeus, no período de 2014 a 2019.

João Bernardo Duarte,investigador da Nova SBE, e um dos responsáveis pelo estudo sobre os fundos. Foto: Divulgação

De acordo com o estudo, sem os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), todas as regiões de Portugal teriam divergido à UE, com exceção do Algarve. A distribuição dos apoios pelos municípios concentra-se, sobretudo, nas regiões onde se pretende atingir convergência económica em relação aos municípios mais desenvolvidos.

O impacto dos FEEI em termos de crescimento do PIB no Norte foi de 1.03%, sendo que a região teve um crescimento em média 4,5% ao ano, isto significa que o impacto dos fundos foi determinante para o crescimento económico. Sem os fundos, teria visto o seu crescimento do PIB reduzido em um quarto.

Recorde-se que Portugal é o sétimo maior país em termos de valor de apoio recebido da EU no quadro comunitário 2014-2020, o décimo maior país em termos de valor recebido em relação ao PIB (valor ajustado à dimensão da economia), e o nono maior país em termos de taxa de implementação dos fundos europeus (medida pelo rácio entre os apoios implementados e o total da despesa aprovada).

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