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Braga

Braga: Fruta que sobra oferecida a quem passa na rua – “Antes dar do que se estragar”

Situação é comum na freguesia de Cabreiros

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Foto: Facebook de José Carneiro

A prática é recorrente para quem passa na freguesia de Cabreiros, em Braga. Há quem coloque sacos com excedentes de fruta, em cima de muros, com a indicação de que se podem levar.

Por estes dias foi a família de José Alves Rocha que colocou ameixas dentro de sacos pendurados num muro, na Avenida Monsenhor Alves Rocha. Portanto, quem quiser pode fazer um pequeno desvio na estrada nacional que liga Braga e Barcelos e pegar num desses sacos de fruta.

A tradição já vem de outros tempos, quando os excedentes de fruta eram doados a quem passasse, na lógica “antes dar do que se estragar”.

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Braga

Antigo piloto nega agressões a ciclista em Braga: “Fui eu o agredido”

Declarações de Rui Lages

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Foto: O MINHO

O antigo piloto de automóveis apontado como alegado agressor de um ciclista, na segunda-feira à noite, no trânsito, em Braga, diz ter sido ele o agredido pelo ciclista depois de este ter colocado a bicicleta à frente do automóvel.

Em declarações a O MINHO, o atual administrador do Kartódromo Internacional de Braga, assegura que não agrediu ninguém, não perseguiu nem sequer fugiu do local.

Ciclista agredido por conhecido piloto de automóveis no trânsito em Braga

“Eu não fugi depois da situação com o jovem, aliás, fui à Esquadra de Trânsito da PSP de Braga manifestar toda a minha disponibilidade, para qualquer tipo de dúvida ou de esclarecimento”, disse o antigo candidato à Câmara de Braga pelo PSD.

E prosseguiu na sua defesa: “Nunca persegui ninguém, muito menos agredi alguém, fui eu o agredido por esse mesmo senhor, ainda na Rua 25 de Abril, em frente da loja do Continente, após ter colocado a bicicleta na minha frente, o que foi presenciado por outras pessoas, que também não conseguiam sair do local”, refere.

“Fui provocado enquanto não surgia o sinal verde dos semáforos (…), verificando-se uma troca de palavras”, disse Rui Lages.

“O jovem estava sempre a barafustar comigo, a dizer que eu não podia estar a falar ao telefone, enquanto eu dizia que ele não era nenhum polícia, só que ele insistia, ocasião em que me atirou para o chão e depois me agrediu”, disse o piloto, alegando já ter saído do automóvel durante esta situação.

Rui Lages refere ainda que “o jovem magoou-se porque escorregou no passeio (…) porque eu não lhe toquei sequer”.

“Se houve uma vítima no meio de tudo isso fui eu e não esse jovem, a quem me limitei a responder à letra, nunca tendo havido da minha parte qualquer violência para com ele, em termos físicos, só uma troca de palavras mais azeda que ele causou”, vincou.

Jovem queixa-se de tentativas de atropelamento

Como avançou O MINHO esta segunda-feira, em primeira mão, o ciclista em causa foi assistido e transportado para o Hospital de Braga pelos Bombeiros Sapadores de Braga, queixando-se de ter sido agredido no trânsito.

Posteriormente, o jovem, que regressava do trabalho como estafeta, que realiza de bicicleta, publicou nas redes sociais um “desabafo” em relação às alegadas agressões, apontando que Rui Lages o perseguiu e abalroou por várias vezes, tendo inclusive destruído a bicicleta.

Ricardo Neves, o ciclista, divulgou a matrícula de Rui Lages, contando a sua versão da história, indicando que o piloto acelerou “e tentou alcançar-me de todas as maneiras possíveis enquanto eu [me] tentava desviar daquele perigo”.

Queixa-se ainda de “três tentativas de atropelamento” e que Rui Lages “passou por cima da bicicleta repetidamente”.

O MINHO, cerca de meia hora depois da ocorrência, por volta das 20:30, confirmou com as autoridades que não se deslocou ao local nenhuma patrulha nem foi apresentada qualquer queixa na PSP.

Todavia, confirmámos que Ricardo Neves foi transportado pelos Bombeiros Sapadores e assistido no Hospital de Braga, com ferimentos considerados “ligeiros” pelos bombeiros. Não houve necessidade de intervenção de equipa médica no local, dada a pouca gravidade desses ferimentos.

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Braga

Braga: INL quer “melhorar processo de invenção e inovação” pela Inteligência Artificial

Recorrer ao estatuto intergovernamental para acelerar a utilização da IA no processo de criação

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Foto: Divulgação / INL

O Laboratório Ibérico de Nanotecnologia (INL), em Braga, criou um grupo de reflexão internacional para, através da inteligência artificial, “melhorar o processo de invenção e inovação”, através da pesquisa de pedidos de patentes e Propriedade Intelectual.

Em declarações à Lusa, os responsáveis do INL explicam que o ‘Think Tank internaciona’ – AI4IP (Inteligência Artificial para a Propriedade Intelectual) pretende dar resposta ao elevado número de submissões de patentes e volume de documentos relacionados com Propriedade Intelectual (PI) e inovação que “tornou humanamente impossível analisá-los de forma útil”.

Com esta iniciativa, o INL, em cooperação com a WIPO – Organização Mundial da Propriedade Intelectual, o IMD – International Institute for Management Development e a ‘startup’ suíça Iprova, pretende “aplicar a Inteligência Artificial (IA) à invenção e ao processo de inovação”.

A pedra de toque daquele ‘Think Tank’ é a “necessidade de mudar a forma como esse processo é desenvolvido, ao analisar a quantidade impressionante de dados gerados todos os dias, no que diz respeito a novas descobertas e avanços tecnológicos”.

Segundo explicou à Lusa Gary Heath, da Direção-Geral do INL, o laboratório já levou até às entidades de IA e PI em Portugal e Espanha o AI4I, que foi bem recebido por “reunir vários especialistas para discutir perspetivas e aprender sobre os últimos desenvolvimentos nestas áreas”.

A escolha do INL, explicam os responsáveis, deve-se à possibilidade de “recorrer ao seu estatuto intergovernamental para acelerar a utilização da IA no processo de criação e de geração de valor da propriedade intelectual na Península Ibérica”.

Outros dos fatores, segundo referiu à Lusa o Diretor-Geral do INL, Lars Montelius, foi “o investimento estratégico do INL nesta área, através da criação de um Grupo de Computação Quântica, da criação de 12 bolsas de doutoramento e do estabelecimento do INL como o único IBM Q Hub de Portugal para acesso à computação quântica”.

O INL destaca ainda o “memorando de entendimento para explorar a possibilidade de trazer esta tecnologia única para Portugal”, assinado com a ‘startup’ Iprova (Suíça), que tem como clientes as 10 principais empresas tecnológicas globais.

No primeiro momento que levou à criação daquele grupo, o diretor de inovação da IMD Business School, Suíça, Bill Fischer, mostrou que a “taxa de crescimento do conhecimento tecnológico e da PI é agora mais rápida do que os humanos podem assimilar”, pelo que, refere o INL, “o recurso à inteligência artificial é a única forma de explorar de um modo útil tantos dados sobre inovações que pretendem apresentar soluções para os problemas atuais da sociedade”.

O centro global de patentes é a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), com sede em Genebra, Suíça, e conta com 1.200 especialistas em patentes e marcas comerciais, sendo pioneira na utilização da Inteligência Artificial para ajudar a usar da melhor forma os dados associados às 340.000 patentes e outros documentos de Propriedade Intelectual da WIPO.

O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia é uma Organização Intergovernamental nascida da iniciativa de Espanha e de Portugal, que atrai cientistas e engenheiros de todo o mundo para realizar investigação científica interdisciplinar em Nanotecnologia e Nanociência.

Em 2018, o INL foi uma das entidades premiadas pelo Governo Português com o Prémio Bartolomeu de Gusmão, na sua primeira edição. O INL venceu a categoria “Inovação Tecnológica” pela consistente estratégia de proteção à inovação e por ser repetidamente a organização localizada em Portugal que apresenta a maioria dos pedidos de patentes na Instituto Europeu de Patentes.

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Braga

MP acusa quatro pessoas de 27 furtos em máquinas de tabaco em Braga e no Porto

Utilizavam nas deslocações veículos subtraídos na via pública, que abandonavam depois de consumados os furtos

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público acusou de 27 crimes de furto quatro pessoas que, entre janeiro e maio, terão assaltado estabelecimentos comerciais de restauração e bebidas em Braga, Guimarães, Famalicão e Vizela, assim como em Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel.

Em nota publicada esta terça-feira na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que os alvos dos suspeitos eram as máquinas de venda automática de tabaco.

Os suspeitos entravam nos estabelecimentos através de arrombamento de portas e levavam os maços de tabaco e o dinheiro existentes nas máquinas.

“Para dificultar a sua identificação, os arguidos utilizavam nas deslocações veículos subtraídos na via pública, que abandonavam depois de consumados os furtos, assim como cobriam os rostos e utilizavam luvas”, acrescenta a nota.

Os furtos ocorreram entre 14 de janeiro e 22 de maio, sempre durante a noite.

Os quatro arguidos têm relações familiares entre si.

Estão acusados de 21 crimes de furto qualificado, dois dos quais na forma tentada, e de seis crimes de furto simples.

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