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I Liga

Braga e Gil Vicente empatam 1-1 em Barcelos

3.ª jornada da I Liga

em

O Gil Vicente e um renovado SC Braga empataram hoje 1-1, em dérbi minhoto da terceira jornada da I Liga de futebol, marcado por uma interrupção de meia hora devido a uma falha elétrica.

No Estádio Cidade de Barcelos, o brasileiro Wenderson Galeno colocou os ‘arsenalistas’ em vantagem, aos seis minutos, mas na segunda parte, já depois do reatamento, o compatriota Sandro Lima concretizou o golo da igualdade, aos 90+19.

Uma semana depois da derrota com o Sporting (2-1) e a quatro dias de viajar à Rússia para defender a vantagem mínima da primeira mão do ‘play-off’ da Liga Europa com o Spartak de Moscovo (1-0), Ricardo Sá Pinto apresentou em Barcelos um ‘onze’ totalmente renovado, promovendo Tormena e Galeno à titularidade e dando os primeiros minutos aos reforços Eduardo, Lucas e Rui Fonte.

Sem acusar a ‘revolução’ nas escolhas iniciais, o SC Braga não poderia esperar melhor entrada no jogo, inaugurando o marcador logo aos seis minutos, num remate cruzado de Galeno sobre a direita do ataque, após passe em desmarcação de Rui Fonte.

Estava feito o mais difícil, mas os ‘arsenalistas’ conservaram o ritmo, governando a bola e as incidências com conforto e paciência, e ficaram próximos de dilatar a vantagem aos 17, com Murilo a desperdiçar na cara de Denis.

O Gil Vicente, que regressou à Liga com um triunfo sobre o FC Porto (2-1) e que hoje trocou três unidades face ao desaire consentido em Moreira de Cónegos (3-0), incluindo a estreia a titular de Zakaria Naidji, ficou atordoado com a entrada do adversário e demorou a recompor-se.

À pouca criatividade demonstrada no último terço contrário associou demasiada cerimónia na hora de enquadrar remates à baliza, como atestaram as investidas de meia distância assinadas por Lourency (43) e Kraev (45), que nem serviram para incomodar Eduardo.

Na resposta, o Braga mostrou intenções de regressar aos balneários com outra tranquilidade no marcador, mas Denis defendeu com os punhos um livre frontal batido por João Novais.

Os gilistas entraram na etapa complementar com outra atitude, a pressionar mais a primeira fase de construção bracarense e mais agressivos na reação à perda de bola, e ameaçaram o tento da igualdade aos 50 minutos, quando Kraev recebeu a bola à entrada da área e disparou à figura de Eduardo.

O jogo acabou por ser interrompido logo de seguida, após falha de energia elétrica na iluminação do recinto, mas foi reatado ao fim de meia hora e acabou por inclinar de vez os pratos da balança a favor da formação visitada.

Instalado no meio-campo contrário, o Gil Vicente intensificou a toada ofensiva e fez o Braga passar por dificuldades: Lino acertou no poste (84), Lourency e o recém-entrado Samuel obrigaram Eduardo a aplicar-se (90 e 90+10) e Kraev fez o esférico rasar a trave (90+5).

Sá Pinto chamou do banco Fransérgio e Trincão para ganhar argumentos na gestão da posse com a segurança com que o fizera até ao intervalo, mas o Braga já se tinha eclipsado e as substituições não ajudaram a travar o empate barcelense.

Aos 90+19, Alex Pinto foi à linha de fundo e cruzou para a pequena área, onde surgiu Sandro Lima a desviar para o golo que fixou o 1-1 final.

O Braga ainda esboçou uma reação tímida, mas esbarrou numa equipa batalhadora que nunca deixou de espevitar o ataque nem teve a tendência de recuar linhas.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Gil Vicente – SC Braga, 1-1.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Galeno, 06 minutos.

1-1, Sandro Lima, 90+19.

Equipas:

– Gil Vicente: Denis, Alex Pinto, Rodrigo, Rúben Fernandes, Vente (Samuel Lino, 46), Soares, João Afonso, Lourency (Léo Cordeiro, 90+36), Kraev, Arthur e Naidji (Sandro Lima, 90+10).

(Suplentes: Wellington Luís, Juan Villa, Léo Cordeiro, Samuel Lino, Nogueira, Sandro Lima e Ahmed).

Treinador: Vítor Oliveira.

– SC Braga: Eduardo, Diogo Viana, Tormena, Lucas Cunha, Cajú (Ricardo Esgaio, 90+12), Galeno (Trincão, 87), Claudemir, João Novais, Murilo, Rui Fonte (Fransérgio, 86) e Hassan.

(Suplentes: Tiago Sá, Xadas, Fransérgio, Ricardo Esgaio, João Palhinha, Trincão e David Carmo).

Treinador: Ricardo Sá Pinto.

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Arthur (48), Tormena (90+15), Alex Pinto (90+22) e João Novais (90+37).

Assistência: 7.493 espetadores.

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Futebol

Regulamento pune cânticos racistas com um a três jogos à porta fechada

Caso Marega

em

Foto: Divulgação / White Angels

O Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) prevê a punição de realizar um a três jogos à porta fechada aos clubes que “promovam, consintam ou tolerem” comportamentos racistas.

O artigo 113.º do regulamento em vigor define as sanções a “comportamentos discriminatórios em função da raça, religião ou ideologia”.

“Os clubes que promovam, consintam ou tolerem a exibição de faixas, o cântico de slogans racistas ou, em geral, com quaisquer comportamentos que atentem contra a dignidade humana em função da raça, língua, religião ou origem étnica serão punidos com a sanção de realização de jogos à porta fechada a fixar entre o mínimo de um e o máximo de três jogos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 200 UC e máximo de 1.000 UC”, lê-se no referido documento.

No domingo, o avançado maliano do FC Porto Marega pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, no terreno do Vitória SC, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

O regulamento de competições da LPFP determina também, no seu artigo 9.º, algumas condições para a o acesso a recintos desportivos, tais como “não entoar cânticos racistas ou xenófobos ou que incitem à violência”, assim como “não ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, violentas, de caráter racista, xenófobo, sexista, provocatório, político, religioso, ideológico ou que, de qualquer modo, incitem à violência ou à discriminação”.

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Futebol

“Nenhum ser humano deve ser sujeito a esta humilhação”

Primeiro-ministro manifesta a Marega total solidariedade e salienta que atos racistas são crime

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro manifestou hoje “total solidariedade” com o “grande cidadão” e jogador do FC Porto Marega, que no domingo foi vítima de insultos racistas, em Guimarães, e salientou que todos os atos de racismo são crime e intoleráveis.

“Todos e quaisquer atos de racismo são crime e intoleráveis. Nenhum ser humano deve ser sujeito a esta humilhação. Ninguém pode ficar indiferente. Condeno todos e quaisquer atos de racismo, em quaisquer circunstâncias”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Em relação ao avançado maliano do FC Porto, o primeiro-ministro manifestou-lhe “total solidariedade”, considerando que Marega provou no campo de jogo “ser não só um grande jogador, mas também um grande cidadão”.

Marega abandona jogo após alegados insultos racistas de adeptos do Vitória

O avançado Marega pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória SC, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Jogadores do FC Porto e também do Vitória SC tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo.

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Futebol

“A verdade é que são já seis expulsões para o campeonato”

João Pedro Sousa

em

Foto: Divulgação

Declarações dos treinadores do Famalicão e Desportivo das Aves, João Pedro Sousa e Nuno Manta Santos, no final da partida da 21.º jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com um empate, por 1-1

João Pedro Sousa (treinador Famalicão): “Este era o Aves que esperava. Apesar de ser o último classificado, é uma equipa muito competente e desde que este técnico assumiu o comando, é o conjunto do nosso campeonato que menos golos sofre de bola corrida.

Foi um resultado que não contávamos, esperávamos vencer, e entrámos com vontade de resolver rapidamente o jogo, mas fomos um pouco lentos na nossa construção.

Na segunda parte, as condições do campo ficaram mais fracas e tivemos dificuldades em construir. Cometemos uma grande penalidade e depois de sofrer o golo, ficámos impacientes e acusámos alguma fadiga.

A expulsão piorou a situação, mas, felizmente, conseguimos chegar à igualdade. Foi um jogo ingrato, procurávamos a vitória, e de certa forma até a merecíamos.

[Série de sete jogos sem vencer] Cria alguma ansiedade, porque queremos ganhar cada vez mais rápido. Ficámos tristes por ver que aquilo que produzimos ter sido, em algumas ocasiões, suficiente para vencer. Nestes últimos jogos podíamos ter amealhado uma ou outra vitória.

[Sobre expulsão] Não criticando a arbitragem, a verdade é que são já seis expulsões para o campeonato e perto de 350 minutos que jogamos com menos um. Começa a marcar a equipa. É uma situação que temos de melhorar e refletir onde está o problema”.

Nuno Manta Santos (treinador Desportivo das Aves): “Não direi que o último lance foi cruel. É futebol e temos de ser competente até ao fim do jogo. Apesar de trabalharmos as bolas paradas todas as semanas, o Famalicão acabou por ter o mérito de marcar golo, num momento é que podíamos ter feito melhor.

Mas tenho de dar os parabéns aos nossos adeptos e à organização da nossa equipa. Tiveram espírito solidário e cumpriram a estratégia que foi definida com intensidade.

Fizemos tudo para levar daqui os três pontos, e apesar do Famalicão ter feito o seu trabalho para vencer, por aquilo que aconteceu durante os 90 minutos, são dois pontos perdidos para o Aves.

Era importante ganhar e creio que a vitória assentava bem à nossa equipa. Há que pensar já no próximo jogo com o [Vitória de Guimarães] e canalizar para aí a nossa revolta”.

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