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I Liga

Gil Vicente-Braga reatado após falha de iluminação

3.ª jornada da I Liga

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Foto: O MINHO

O jogo entre o Gil Vicente e o SC Braga, da terceira jornada da I Liga de futebol, foi hoje reatado na segunda parte, após ter estado interronpido meia hora devido a uma falha de energia elétrica.

O encontro foi interrompido ao minuto 50, quando a iluminação do Estádio Cidade de Barcelos se apagou, numa altura em que a formação ‘arsenalista’ vencia por 1-0, graças a um golo marcado pelo extremo brasileiro Wenderson Galeno, aos seis minutos.

Os jogadores das duas equipas não recolheram aos balneários, tendo ficado no relvado cerca de meia hora, enquanto aguardaram pelo restabelecimento da iluminação do recinto.

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Futebol

Regulamento pune cânticos racistas com um a três jogos à porta fechada

Caso Marega

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Foto: Divulgação / White Angels

O Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) prevê a punição de realizar um a três jogos à porta fechada aos clubes que “promovam, consintam ou tolerem” comportamentos racistas.

O artigo 113.º do regulamento em vigor define as sanções a “comportamentos discriminatórios em função da raça, religião ou ideologia”.

“Os clubes que promovam, consintam ou tolerem a exibição de faixas, o cântico de slogans racistas ou, em geral, com quaisquer comportamentos que atentem contra a dignidade humana em função da raça, língua, religião ou origem étnica serão punidos com a sanção de realização de jogos à porta fechada a fixar entre o mínimo de um e o máximo de três jogos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 200 UC e máximo de 1.000 UC”, lê-se no referido documento.

No domingo, o avançado maliano do FC Porto Marega pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, no terreno do Vitória SC, por alegados cânticos racistas dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega apontou para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares para baixo, numa situação que originou uma interrupção de cerca de cinco minutos.

O regulamento de competições da LPFP determina também, no seu artigo 9.º, algumas condições para a o acesso a recintos desportivos, tais como “não entoar cânticos racistas ou xenófobos ou que incitem à violência”, assim como “não ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, violentas, de caráter racista, xenófobo, sexista, provocatório, político, religioso, ideológico ou que, de qualquer modo, incitem à violência ou à discriminação”.

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Futebol

“Nenhum ser humano deve ser sujeito a esta humilhação”

Primeiro-ministro manifesta a Marega total solidariedade e salienta que atos racistas são crime

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro manifestou hoje “total solidariedade” com o “grande cidadão” e jogador do FC Porto Marega, que no domingo foi vítima de insultos racistas, em Guimarães, e salientou que todos os atos de racismo são crime e intoleráveis.

“Todos e quaisquer atos de racismo são crime e intoleráveis. Nenhum ser humano deve ser sujeito a esta humilhação. Ninguém pode ficar indiferente. Condeno todos e quaisquer atos de racismo, em quaisquer circunstâncias”, escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Em relação ao avançado maliano do FC Porto, o primeiro-ministro manifestou-lhe “total solidariedade”, considerando que Marega provou no campo de jogo “ser não só um grande jogador, mas também um grande cidadão”.

Marega abandona jogo após alegados insultos racistas de adeptos do Vitória

O avançado Marega pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória SC, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

Jogadores do FC Porto e também do Vitória SC tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo.

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Futebol

“A verdade é que são já seis expulsões para o campeonato”

João Pedro Sousa

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Foto: Divulgação

Declarações dos treinadores do Famalicão e Desportivo das Aves, João Pedro Sousa e Nuno Manta Santos, no final da partida da 21.º jornada da I Liga portuguesa de futebol, que terminou com um empate, por 1-1

João Pedro Sousa (treinador Famalicão): “Este era o Aves que esperava. Apesar de ser o último classificado, é uma equipa muito competente e desde que este técnico assumiu o comando, é o conjunto do nosso campeonato que menos golos sofre de bola corrida.

Foi um resultado que não contávamos, esperávamos vencer, e entrámos com vontade de resolver rapidamente o jogo, mas fomos um pouco lentos na nossa construção.

Na segunda parte, as condições do campo ficaram mais fracas e tivemos dificuldades em construir. Cometemos uma grande penalidade e depois de sofrer o golo, ficámos impacientes e acusámos alguma fadiga.

A expulsão piorou a situação, mas, felizmente, conseguimos chegar à igualdade. Foi um jogo ingrato, procurávamos a vitória, e de certa forma até a merecíamos.

[Série de sete jogos sem vencer] Cria alguma ansiedade, porque queremos ganhar cada vez mais rápido. Ficámos tristes por ver que aquilo que produzimos ter sido, em algumas ocasiões, suficiente para vencer. Nestes últimos jogos podíamos ter amealhado uma ou outra vitória.

[Sobre expulsão] Não criticando a arbitragem, a verdade é que são já seis expulsões para o campeonato e perto de 350 minutos que jogamos com menos um. Começa a marcar a equipa. É uma situação que temos de melhorar e refletir onde está o problema”.

Nuno Manta Santos (treinador Desportivo das Aves): “Não direi que o último lance foi cruel. É futebol e temos de ser competente até ao fim do jogo. Apesar de trabalharmos as bolas paradas todas as semanas, o Famalicão acabou por ter o mérito de marcar golo, num momento é que podíamos ter feito melhor.

Mas tenho de dar os parabéns aos nossos adeptos e à organização da nossa equipa. Tiveram espírito solidário e cumpriram a estratégia que foi definida com intensidade.

Fizemos tudo para levar daqui os três pontos, e apesar do Famalicão ter feito o seu trabalho para vencer, por aquilo que aconteceu durante os 90 minutos, são dois pontos perdidos para o Aves.

Era importante ganhar e creio que a vitória assentava bem à nossa equipa. Há que pensar já no próximo jogo com o [Vitória de Guimarães] e canalizar para aí a nossa revolta”.

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