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Esposende

Bibliotecas chegam a quatro praias de Esposende

18 mil pessoas usufruem, por ano, destas estruturas

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Foto: CM Esposende

Quatro bibliotecas de praia já estão a funcionar em Esposende, disponibilizando livros e jornais até ao dia 1 de setembro. Uma iniciativa que leva 23 anos e onde parte do acervo da Biblioteca Municipal é disponibilizado aos
veraneantes que frequentam as praias do concelho.

As bibliotecas estão disponíveis nas praias de Cepães (Marinhas), Suave Mar (Esposende), Ofir (Fão) e Apúlia, funcionando diariamente, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

Nestes espaços são disponibilizados livros de diversos géneros, jornais, revistas de informação, cultura, viagens, saúde e desporto, para leitura na esplanada ou requisição domiciliária. Os veraneantes têm igualmente à disposição diversas publicações do Município, podendo ainda consultar informação turística sobre o concelho de Esposende.

Com uma frequência média anual de 18 mil utilizadores, o projeto das Bibliotecas de Praia é totalmente suportado pelo Município de Esposende e conta, ao nível dos recursos humanos, com a colaboração dos bolseiros no âmbito do serviço cívico/comunitário que prestam ao abrigo da atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior.

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Cávado

Esposende investe em miradouros nas aldeias

Turismo de natureza

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Miradouro da Sra. da Paz, em Marinhas. Foto: Divulgação / CM Esposende

A Câmara de Esposende vai investir 41 mil euros na criação de miradouros e pontos de observação de aves e na valorização dos percursos pedestres, reforçando a aposta no Turismo de Natureza, anunciou hoje o município.

Em comunicado, o município refere que a rede de miradouros será constituída pelos montes de Arnelas (Gemeses), Faro (Palmeira), S. Lourenço (Vila Chã), Senhora da Paz (Marinhas), Picotinho (Mar) e da Senhora da Guia (Belinho).

Segundo o município, a rota será “devidamente assinalada” e “valorizará não só aqueles locais, mas também todo o património natural e paisagístico no concelho de Esposende”.

Em alguns dos pontos, serão instaladas lunetas de observação e colocados painéis interpretativos da paisagem.

Realizar-se-ão também visitas guiadas frequentes e será editada uma brochura promocional e informativa da rota.

Paralelamente, o município vai instalar observatórios de aves, com vista à valorização da biodiversidade existente no cordão dunar ao longo dos 16 quilómetros de frente marítima e dos estuários dos rios Cávado e Neiva, inseridos no Parque Natural do Litoral Norte.

Os equipamentos vão nascer em Esposende, junto à foz do rio Cávado, e em Antas, na foz do rio Neiva, juntando-se assim aos já existentes na Lagoa de Apúlia e em Belinho.

O terceiro eixo de valorização da natureza incide nos percursos pedestres da rede municipal, relevando o património arqueológico, arquitetónico, religioso e etnográfico.

O comunicado alude à Rede Municipal de Percursos Pedestres, desenhada em mais de 140 quilómetros de trilhos, às ecovias do Litoral Norte (de Apúlia a Antas) e do Cávado (de Fão a Rio Tinto) e às rotas de peregrinação, como o Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela e o Caminho para S. Bento (Porta Aberta e Várzea).

O investimento será comparticipado em 88,42% no âmbito do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

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Cávado

Esposende revela obra de Vhils em homenagem às mulheres dos pescadores

Na marginal

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Foi hoje inaugurada, na marginal de Esposende, a obra de arte “Mulheres do Mar”, de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.

O mural está inserido na iniciativa Esposende SmartCity, suportado no pilar “Pessoas”, sendo a obra de Vhils formada por diversos rostos de mulher, sobre cimento e pretende homenagear os pescadores através da figura das mulheres que ficam em terra.

“Depois de termos respeitado o Dia de Luto Municipal, por Paulo Gonçalves, inauguramos agora esta obra de Vhils. Era, certamente, a forma como o Paulo quereria que fizéssemos, afirmando Esposende e engrandecendo o concelho, tal como ele fez ao longo da vida”, começou por destacar o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira.

Benjamim Pereira discursa na cerimónia. Foto: Divulgação

“Este elemento de arte urbana pretende “homenagear as gentes do mar, juntando o passado ao presente, uma vez que a obra vanguardista está instalada junto aos estaleiros navais que fazem a História de Esposende”, destacou o autarca.

José Teixeira, da empresa dst, parceira no projeto Esposende SmartCity, destacou as exigências que se colocam às cidades atuais, desde logo, “a capacidade de oferecer soluções tecnológicas que facilitem a vida aos habitantes”.

Inauguração da placa informativa da obra. Foto: Divulgação

De acordo com a autarquia, o projeto Esposende SmartCity “contempla a monitorização do território em diversos domínios, como a qualidade do ar ou da água, mas oferecendo ainda rudimentos culturais aos alunos que frequentam as escolas locais”.

“A arte de rua permite que cada qual a interprete segundo os seus padrões, apresentando Esposende uma forte componente de aposta na sustentabilidade que entronca nas ideias do próprio Vhils”, refere um comunicado enviado a O MINHO.

Esta é a terceira obra de arte em espaço público, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, depois de, em setembro, ter sido inaugurada a escultura “octo_ _ _ _”, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e, em outubro, ter sido inaugurada a escultura “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen.

Acerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.

Vhils e Benjamim Pereira. Foto: Divulgação

Na informação sobre a obra pode ler-se: “A homenagem do Município de Esposende às gentes do mar perpetua-se perto do rio e do mar, elementos que gravitam na identidade e na memória do lugar, pelo talento de um dos mais reputados artistas portugueses da atualidade. As obras de Vhils espalham-se pelos quatro cantos do mundo e a sua técnica inconfundível extrai o excesso da matéria construída, transformando-a em muito mais do que rostos em contextos. São imagens com alma, que eternizam a essência da História protagonizada pelos seus mais notáveis: artistas, poetas e, acima de tudo, cidadãos comuns que são a diferença de todos os quotidianos simples. Neste caso, no anonimato de um rosto de Mulher, enaltece-se quem foi âncora em terra, quem fez também da terra lugar da diáspora, da viagem e da aventura; quem deu o corpo ao mar e quem do mar colheu sustento e o proliferou.”

Vhils

Alexandre Farto é natural de Lisboa (n.1987) e cresceu no Seixal. Tinha 10 anos quando se interessou pelo graffiti e começou a pintar na rua com 13, primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho.

Em Portugal, e depois um pouco por toda a Europa, viajava para pintar comboios. Afirma que isso lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional.

Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos até que experimentou esculpir as paredes. Foi assim que conquistou o mundo.

Desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na Saint Martin’s School of Art, onde começou a ser conhecido pela sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas.

Convidaram-no para expor no Cans Festival, evento organizado por Banksy e foram surgindo convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália.

Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Paris, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. E agora em Esposende.

A cerimónia de inauguração ficou marcada pela atuação dos intervenientes no projeto cultural “Amar&Mar” e pelo serviço de apoio da Escola Profissional de Esposende.

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Cávado

Até sempre, Paulo Gonçalves

Herói nacional

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Lágrimas, comoção e muitos aplausos marcaram o funeral de Paulo Gonçalves, durante esta tarde, em Gemeses, Esposende, de onde o consagrado piloto era natural.

Depois de centenas terem marcado presença, na quinta-feira, numa homenagem que durou desde o aeroporto até à igreja local, esta sexta-feira voltou a repetir-se a afluência para o último adeus à figura portuguesa mais emblemática da última década no Dakar.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Pelas 16:00 horas, iniciou a missa com centenas de cadeiras no exterior para que todos quanto quisessem participar. Foi ainda colocado um ecrã gigante e altifalantes para que as centenas de pessoas presentes pudessem ouvir.

Durante a cerimónia, a esposa do malogrado motard recordou a “força da natureza” que caracterizava Speedy. “O meu coração sentou quando o telefone tocou, foi o pior dia da minha vida”, disse. “Eras uma força da natureza como nunca vi igual”, acrescentou. “Estejas onde estiveres, vais continuar a lutar por mim e pelos nossos filhos”, disse ainda, afirmando ter “o coração partido em mil pedaços”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Cerca de uma hora depois, iniciaram-se as cerimónias de cortejo fúnebre até ao cemitério local, deixando em lágrimas os presentes, com um coro de aplausos a furar o silêncio e a comoção que se fazia ouvir.

Familiares transportaram o caixão enquanto a viúva e os filhos seguiram atrás, com o capacete do piloto entre as mãos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No local, compreensivelmente, não faltaram motards para ajudar a louvar aquele que ficará para sempre na memória dos portugueses como um herói, que perdeu a vida a fazer o que mais gostava.

O motociclista perdeu a vida no Dakar 2020, na Arábia Saudita, a 12 de janeiro, aos 40 anos, na sequência de uma queda.

O acidente ocorreu ao quilómetro 276 da sétima etapa, de 12, da corrida, entre Riade e Wadi-al Dawasir. Ao todo, essa prova tinha 546 quilómetros.

Depois de anos a competir pela marca japonesa Honda, Paulo Gonçalves participava pela primeira vez no Dakar pela indiana Hero, marca que esteve sempre acompanhou a família após o trágico acidente e onde corria o barcelense Joaquim Rodrigues Jr, cunhado do esposendense.

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