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Região

Barras de Caminha, Âncora e Esposende fechadas

Devido à agitação marítima

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Foto: DR/Arquivo

Sete barras marítimas de Portugal continental estão hoje fechadas à navegação e outras duas estão condicionadas devido à agitação marítima forte, segundo a Autoridade Marítima Nacional (AMN).

De acordo com a Marinha, estão fechadas as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora e Esposende, no Minho, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, São Martinho do Porto e Ericeira.

As barras de Aveiro e da Figueira da Foz estão fechadas a embarcações de comprimento inferior a 15 e 11 metros, respetivamente.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje na Costa Ocidental ondas de noroeste com 2 a 3 metros e na Costa Sul ondas de sudoeste com 1 metro.

Quanto ao estado do tempo, o IPMA prevê para hoje no continente céu em geral muito nublado, sendo em especial por nuvens altas nas regiões Centro e Sul e períodos de chuva fraca ou chuvisco no Minho e Douro Litoral até meio da tarde.

A previsão aponta também para vento fraco, soprando fraco a moderado do quadrante sul no litoral a norte do Cabo Carvoeiro, e sendo moderado nas terras altas, em especial do Norte e Centro, até ao final da manhã e a partir do final da tarde.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal, podendo persistir ao longo do dia em alguns locais.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 05 graus Celsius (na Guarda) e os 12 (no Porto e em Viana do Castelo) e as máximas entre os 11 graus (na Guarda) e os 20 (em Faro).

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Região

Imagens da trovoada: Relâmpagos e arco-íris em simultâneo? Aconteceu em Braga

FOTOGALERIA

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Foram várias as imagens partilhadas nas redes sociais, este domingo à noite, depois dos espetáculos de trovoada que iluminaram o céu em toda a região do Minho.

Vista de Santa Luzia, Viana do Castelo. Foto: FOTO LIVRE / Paulo & Sérgio / Facebook

Braga. Foto: Facebook de Freguesia de S. Victor – Braga

Foto: Facebook de Maria Costa no Grupo das Taipas

Ponte de Lima. Foto: Facebook de Rafael Ferreira

Braga. Foto: Fábio Machado (enviada a O MINHO)

Falha de iluminação força paragem no jogo Gil Vicente-Braga

No jogo de futebol da I Liga portuguesa entre o Gil Vicente e o SC Braga, em Barcelos, essa trovoada terá sido a causa da interrupção de quase meia hora no encontro, depois de o estádio ter ficado sem iluminação.

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Região

Arlindo Fagundes, o ilustrador que marca o imaginário de gerações de leitores de ‘Uma Aventura’

Reportagem

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Fotos: DR

O que têm em comum as gémeas Teresa e Luísa, António Variações e Pitanga? E os livros ‘Uma Aventura’, um busto do cantor e um barbeiro de luxo e motard? Arlindo Fagundes é o ilustrador da série de livros juvenis mais famosos do país, do busto de Variações na freguesia natal do cantor e da personagem de BD do momento. E faltam as peças de cerâmicas, icónicas, que fizeram o nome do bracarense ‘de coração’.

Vamos por partes. Corria o ano de 1985 quando o editor Zeferino Coelho lançou o convite a Arlindo Fagundes. Havia duas ‘jovens’ professoras que tinham interesse em lançar uma colecção infanto-juvenil e a editora queria ilustrar as aventuras. Arlindo Fagundes, conhecido pelas suas “bonecadas políticas sobretudo cartoons”, aceitou o desafio.

“Hoje já faço aquilo sem grande excitação. Já é uma rotina”, reconhece o ilustrador. “Já não há conflito entre autoras e ilustrador o que, por um lado, facilita as coisas mas por outro tira toda a discussão que se poderia criar à volta da construção das personagens”.

E é aqui que Arlindo Fagundes tem as duas mãos de quota parte de responsabilidade. A imagem que temos das gémeas Teresa e Luísa, do Pedro, do Chico e do João foram idealizados por ele: “nas histórias eles não têm ‘uma cara’. Não há uma discrição precisa sobre aspectos físicos e assim, o ilustrador sente-se à vontade para criar as personagens à sua maneira”.

Foto: DR

Mas também é “uma responsabilidade” porque a ideia que o leitor ficar das personagens “é dada, muito, pelas imagens, também”. E é aqui que Arlindo Fagundes faz o seu ‘mea culpa’: “os primeiros desenhos são muito maus. Se soubesse o sucesso que os livros iriam ter, teria tido outro cuidado no início”. Hoje, olhando para os primeiros volumes e comparando-os com os mais recentes “a evolução é notória”.

O ‘mau arranque’ tem uma explicação: a cerâmica, a grande paixão do artista. “Ocupava-me de sol a sol e fazia as ilustrações de ‘Uma Aventura’ fora de horas”.

França e Revolução

Vamos ao início. Arlindo Fagundes é natural de Ovar, entrou em Belas Artes em Lisboa mas “para fugir à guerra” foi para França onde esteve até ao 25 de Abril. Por lá tirou um curso de realização de cinema e era intérprete trilingue na empresa onde trabalhava.

Foto: DR

“Quando percebi a revolução, vim logo para Lisboa e fui bater à porta da RTP”. Não havia vaga mas falaram-lhe de uma oportunidade na delegação do Porto. “Como a minha mulher é da vila de Prado e dava aulas no liceu de Guimarães” embarcou para a cidade invicta. “Realizava um programa de 30 minutos. Era uma ideia gira porque podíamos abordar os temas que quiséssemos”.

O 25 de Novembro de 1975 vê a colaboração com o canal público acabar: “no dia seguinte já não pude voltar à RTP”. Regressaria, apenas, para terminar os programas que já estavam filmados e que iriam para o ar em Janeiro do ano seguinte.

Cerâmica

Foi a necessidade que o levou à cerâmica: “os meus sogros tinham um forno que estava abandonado e sugeriram que eu o utilizasse. Fui fazendo experiências porque não era uma arte que dominasse e precisava de perceber como se fazia”.

O atrevimento de fazer peças originais e fora do comum foi um trunfo: “tinha a inocência de quem acaba de cair num sítio, sem constrangimentos e reconheço que foi uma pedrada no charco”.

As duas primeiras fornadas foram vendidas a uma loja em Braga: “na altura, pensei que ia ficar rico” porque as peças se vendiam muito bem. Hoje há obras de arte espalhadas por todo o país mas Arlindo Fagundes nem sabe bem onde estão: “há peças minhas no Museu da Olaria em Barcelos e o meu neto disse-me que viu um presépio num museu em Évora”.

O seu maior arrependimento foi não ter ficado com alguns trabalhos: “não tenho nenhum Cristo nem nenhum presépio e gostaria”. A cerâmica já lhe deu um grande prémio na Bienal de Cerveira.

Mas também lhe deu a maior mágoa. Deixou de trabalhar por causa de um problema nas costas, “ossos do ofício” e para não ter ‘tentações’ desfez-se da olaria em Prado.

Variações: busto e BD

Os olhos de Fagundes brilham quando começa a falar do busto de Variações, encomendado pela Câmara de Amares, e instalada na freguesia Natal do cantor. Está em lugar de destaque, na estrada nacional que liga Braga a Terras de Bouro.

Foto: DR

Foi também o artista minhoto que o inspirou para a personagem icónica da banda desenhada que criou e cujo terceiro volume foi lançado recentemente. Com traços de Hugo Pratt e Fernando Relvas, Pitanga, a personagem central, é um barbeiro excêntrico que não larga um cachecol de bolas pretas.

Foto: DR

O primeiro volume foi editado em 1985, o último em Junho deste ano: “é uma personagem para o qual criei um uniforme e em todos os livros há uma personagem real. No primeiro é o António Variações com quem falei e desde logo mostrou receptividade ao projeto”. O livro seria lançado por alturas da morte do cantor.

Futuro

“Nunca me senti velhote mas tenho projetos com a razoabilidade que a esperança de vida me parece permitir”, refere quando se fala em futuro. Passará pela ilustração e pelo desejo de expor: “há muito tempo que não faço uma exposição”.

O novo livro de ‘Uma Aventura Voadora’ já está no prelo, as ilustrações terminadas. Portanto, resta esperar para ver que surpresas nos reserva mais um volume (número 62) dos cinco amigos que marcaram várias gerações de leitores.

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Braga

Tribunal volta a obrigar António Salvador a pagar mais meio milhão a ex-sócio de Braga

Guerra do ‘camião do fraque’

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Domingos Correia e António Salvador. Fotos: DR / Arquivo

Guerra do camião do fraque. É a segunda sentença desfavorável a António Salvador no Tribunal de Famalicão. E a fatura a pagar ao seu ex-sócio, Domingos Correia, já vai em perto de 800 mil euros. Mas o conhecido empresário, dono da Britalar, de Braga, diz que vai recorrer.

Conforme O MINHO então noticiou, em abril, o Tribunal de Comércio de Famalicão condenou António Salvador a pagar 261 mil euros ao dono das Construções Ar-Lindo. Há dias, e numa segunda sentença, o mesmo Tribunal voltou a rejeitar o embargo apresentado pelo empresário da Britalar, à execução de 438 mil euros ( 500 mil com juros) que lhe foi movida por Domingos Correia, a título pessoal, por uma causa de uma dívida resultante da cessão da quota de 49,5 por cento na firma BritalarMoz, que ambos possuíam em Moçambique. Cessão acordada em 1,1 milhões.

Salvador, que se havia oposto às duas penhoras, apresentando cauções, argumentou que já tinha pago, em 2013, através de transferências bancárias. Tese a que o Tribunal não atribuiu “credibilidade”.

Documentos

Domingos Correia apresentara, na acção, um documento intitulado “Declaração Confissória de Dívida e Acordo de Pagamento”, de 2012, no qual a Britalar Ar-Lindo Moz, SA, assumia uma dívida de 500 mil dólares americanos (438 mil euros) que recebeu a título de empréstimos não remunerados, para necessidades de tesouraria.

Ao todo, Correia exige a Salvador, a quantia de 1,3 milhões de euros, resultante da cessão da posição que detinha na Britalar Ar-Lindo Moz, SA.

Uma terceira execução, de 300 mil euros, vai entrar no Tribunal, disse ao JN fonte da Ar-Lindo.

O caso remonta a 2011, quando os dois construtores constituíram uma parceria para o mercado moçambicano. Para tal, foi constituída a sociedade Using Better, Lda., tendo como sócias a Europa Ar-Lindo, SGPS, e a Britalar, SGPS. De seguida, e com dois sócios moçambicanos, formaram a sociedade Britalar AR-Lindo Moz, SA. Só que – concluiu o Tribunal – “desde cedo as relações entre ambos se deterioraram, o que levou a que, em setembro de 2012, se formalizasse a separação”.

O MINHO contactou António Salvador que não se quis pronunciar, embora fonte que lhe é próxima tenha adiantando que vai recorrer da decisão, para a “Relação do Porto”.

Fraque em julgamento

Foto: Facebook / Arquivo

Antes de recorrer a Tribunal, Domingos Correia pôs a circular na cidade, um «camião do fraque» com os dizeres “Caloteiro! Paga o que deves”. Que estacionou à porta do estádio, em dia de jogo do Sporting de Braga, e em frente à casa de Salvador. Uma alegada “intimidação e difamação” e “ofensa à família”, que motivou queixa de Salvador e que vai ser julgada em setembro no Tribunal de Braga.

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