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Dívida pública atinge novo recorde

Segundo dados do Banco de Portugal.

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Foto: DR

A dívida pública aumentou 2,1 mil milhões de euros em outubro, face a setembro, para os 251,1 mil milhões de euros, atingindo um novo recorde, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).


“Para este aumento contribuíram essencialmente as emissões de títulos de dívida em 1,9 mil milhões de euros”, segundo o BdP.

Os ativos em depósitos das administrações públicas aumentaram 1,3 mil milhões de euros, pelo que a dívida pública líquida de depósitos registou um acréscimo de 0,8 mil milhões de euros em relação ao mês anterior, totalizando 224,5 mil milhões de euros.

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Enfermeiros pedem fim de discriminação na carreira

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) Fátima Monteiro defendeu hoje, no Porto, a necessidade de o Governo reconhecer “o risco e penosidade” da profissão e de acabar com a “discriminação” que a atual carreira impõe.


“São vários os problemas sentidos e que continuam por resolver. O surto epidémico só veio dar mais visibilidade a alguns deles, nomeadamente ao risco e à penosidade inerente ao exercício da profissão e à discriminação inaceitável por continuarem a coexistir vínculos diferentes entre enfermeiros”, sublinhou Fátima Monteiro.

Em conferência de imprensa, realizada em frente ao Hospital de Santo António, no Porto, em cujo gradeamento foram colocadas imagens de enfermeiros com as suas principais reivindicações, Fátima Monteiro referiu que a pandemia “veio agora evidenciar o que o sindicato anda a dizer há anos, não só em relação ao risco inerente à profissão, mas veio também mostrar o que é a discriminação entre enfermeiros”.

“Nós iremos fazer uma campanha a nível nacional e em cada ação iremos dar visibilidade aos problemas dos enfermeiros, que têm de ser reconhecidos”, afirmou.

Em seu entender, “não basta o reconhecimento em palavras , não basta dizer que os enfermeiros são fundamentais ou foram fundamentais na pandemia. São fundamentais em todo o processo de doença, seja ele na pandemia covid-19, seja na prestação diária e o risco está em todos os serviços, no dia a dia da profissão”.

“A população reconheceu, a população agradeceu, o Governo agradeceu e o Presidente da República diz que quer reconhecer os enfermeiros, mas os enfermeiros querem que este reconhecimento vá além das palavras”, disse.

A iniciativa, hoje realizada, no Porto, é, segundo Fátima Monteiro, “mais uma forma de chamar atenção, exigir de uma vez por todas que os governantes valorizem a profissão e os reconhecem em momentos como este”.

A dirigente do SEP/Porto lembrou, em declarações à Lusa, que “são cerca de 16 mil enfermeiros que não tiveram qualquer alteração remuneratória, mesmo com o descongelamento e com a revisão da carreira”.

“A pandemia não parou os enfermeiros na prestação direta de cuidados aos doentes que recorreram e recorrem ao serviço Nacional de Saúde. As suas justas reivindicações também não pararam ou vão parar”, frisou.

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Médico chinês em Portugal critica falta de preparação da Europa para a epidemia

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O médico chinês Chunming Yan, radicado em Portugal há 15 anos, criticou hoje a falta de preparação da Europa para a epidemia da covid-19, considerando que o resto do mundo achava que o novo coronavírus era um problema só da China.


Nos primeiros meses de 2020, “parecia que era um assunto só ligado à China e o resto do mundo não ligou”, porque, “se calhar” tem “uma ideia um pouco errada e pensa que [Pequim] tem um sistema de saúde mais fraco” do que os países ocidentais, disse o médico chinês, em entrevista à agência Lusa.

Licenciado em medicina integrada, que inclui práticas medicinais chinesas e medicina ocidental, Chunming Yan está em Portugal há 15 anos e, no final de janeiro, esteve na China, onde constatou as diferenças nos preparativos para a crise de saúde pública que hoje o mundo enfrenta e que já infetou quase seis milhões de pessoas.

“Consegui ver a reação da China e a reação de Portugal e de facto eu sinto uma grande diferença entre a China e o mundo ocidental”, salientando que Pequim, “mal começou a epidemia, começou a tomar logo medidas muito restritivas”.

“Aqui no mundo ocidental, acho que na fase inicial não se estava a prestar muita atenção” e parecia “que não iria chegar à Europa”, comentou.

E não foi por falta de aviso da China, considerou Chunming Yan, recordando que Pequim fez alertas à Organização Mundial de Saúde após a deteção dos primeiros casos na cidade de Wuhan, ainda em dezembro.

Por outro lado, existem também “diferenças de cultura” e “quando o Governo chinês tomou aquelas medidas restritivas todos os chineses cumpriram as regras”.

“Nós achamos que isso é uma coisa muito importante para a nossa vida e temos de respeitar as regras”, justificando Chunming Yan, fazendo uma comparação os países ocidentais, em particular Portugal.

“Cá primeiro tem de se pensar em liberdade e em pensar o funcionamento do sistema”, pelo que o “Governo teria de tomar medidas com antecedência”, mas Portugal só atuou quando “apareceu o primeiro o caso”.

No entanto, Chunming Yan elogia as políticas em Portugal: “Como habitante deste país, conseguimos perceber as medidas que o Governo está a tomar” no quadro do confinamento e agora na reabertura da sociedade.

“Se calhar Portugal não é o melhor exemplo do mundo, mas fez o que conseguiu e fez um bom trabalho”, considerou, admitindo que, na Ásia, as políticas de saúde pública e a reação das populações são mais ágeis porque há a memória de outras crises epidémicas, como a SARS ou a MERS, dois coronavírus que assolaram a região.

“Desde o início, a China tomou várias medidas muito importantes”, como a construção de “muitos hospitais de campanha” não apenas para receber os “casos infetados, mas também todos os casos suspeitos”. Porque, como se trata de uma “doença infecciosa, este trabalho é muito importante para controlar a fonte de transmissão”.

Pequim “também pediu às pessoas para fazerem quarentena”, uma “maneira para cortar ou interromper a via de transmissão”, salientou Chunming Yan.

Então, “na China logo todas as pessoas começaram a usar máscaras”, uma solução antiga que remonta à Europa, do tempo da Peste Negra.

“Na China ou nos países asiático é assim: quando o governo ou quando os especialistas dizem que se tem de usar nós respeitamos a opinião dos especialistas”, resumiu.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 382 mil mortos e infetou mais de 6,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,7 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.447 pessoas das 33.261 confirmadas como infetadas, e há 20.079 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Espanha reabre fronteiras com Portugal a 22 de junho

Desconfinamento

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Foto: DR

A ministra espanhola da indústria, comércio e turismo acabou de anunciar a data de 22 de junho para a reabertura das fronteiras terrestres com Portugal e com França.


Reyes Maroto falava ao país em conferência de imprensa sobre as medidas de desconfinamento espanhol.

Embora a medida ainda não esteja aprovada, a ministra indicou que a quarentena obrigatória para portugueses e franceses que cheguem ao país também deverá ser levantada.

(em atualização)

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