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Barcelos

Tribunal dá razão ao banco em caso de burla de mais de 28 mil euros a cliente de Barcelos

Cliente vai recorrer da sentença

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Foto: DR/Arquivo

O Tribunal de Barcelos absolveu o banco Montepio no processo movido por uma cliente para ser ressarcida dos 28.596 euros retirados em quatro dias da sua conta, na sequência de burla informática, disse hoje à Lusa fonte judicial.

A cliente pedia ainda mais 2.500 euros, a título de indemnização por danos não patrimoniais.

O tribunal absolveu o banco, considerando que a cliente foi a culpada da burla, por, em resposta a um e-mail fraudulento, ter fornecido todos os dados do seu cartão matriz, necessários para a utilização do sistema de ‘homebanking’.

Contactado pela Lusa, o advogado da cliente, Álvaro Matos Martins, disse que vai recorrer da sentença, sublinhando que esta assentou “exclusivamente” no depoimento de uma funcionária do banco, “naturalmente parte interessada no caso”.

Nas alegações finais do julgamento, Álvaro Matos Martins já tinha dito que o banco foi “completamente negligente, por não ter agido perante a movimentação “de todo inusitada” da conta.

Em causa estão 58 movimentos em quatro dias, a maior parte dos quais a partir das 23:00 e quase todos do mesmo valor, feitos para pagamentos de bens e serviços à entidade 11249.

Álvaro Martins sublinhou que se trata de uma “entidade fraudulenta”, que à data dos factos já teria sido bloqueada por outros bancos.

“Não se percebe por que é que o Montepio não a bloqueou”, referiu.

Os 58 movimentos na conta ocorreram entre 04 e 07 de janeiro de 2017.

Daqueles movimentos, 36 são do mesmo valor (483,80 euros) e 18 foram feitos de forma consecutiva.

Desapareceram da conta 28.596 euros.

Álvaro Martins alegou que em causa está “todo um quadro que saiu da normalidade de um cliente” que até ali nunca teria utilizado o ‘homebanking’ para efetuar pagamentos, mas apenas para consultar o saldo.

Por isso, considera que o banco deveria ter “barrado as operações”.

Já a advogada do Montepio, Teresa Taveira, alegou que o banco deu “integral cumprimento” aos seus deveres em matéria de ‘homebanking’ e atribuiu a culpa à cliente.

Nas alegações, Teresa Taveira disse que, na altura dos factos, o banco não sofreu qualquer ataque informático e considerou que a queixosa terá fornecido todos os dados do cartão matriz em resposta a uma mensagem fraudulenta.

“Essa foi a única causa da fraude. A atitude dos utilizadores é o único elemento que os bancos não conseguem controlar”, acrescentou, sublinhando que são “constantes” os avisos aos clientes para não inserirem todos os dados do cartão.

Disse ainda que não há nenhuma prova de que a entidade 11249 estivesse bloqueada na banca em geral.

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Barcelos

Óbito: Oboísta Samuel Bastos (Barcelos) era “um dos melhores da música” mundial

Músico morreu na Suíça

em

Foto: Mário Jorge Silva

O professor e músico Francisco Luís Vieira disse hoje que com a morte do oboísta Samuel Castro Bastos se perdeu “um dos melhores da música” à escala internacional, recordando o seu talento, bondade e ligação a Portugal.

“É uma referência nacional e internacional, uma figura de topo na música. Perdemos um dos melhores da música, não apenas um oboísta, mas um dos melhores instrumentistas da atualidade à escala internacional”, disse à agência Lusa Francisco Luís Vieira.

O professor do Conservatório da Guarda evocou a relação muito próxima que mantinha com o oboísta solista da Orquestra da Ópera de Zurique (Opernhaus Zurich), de 32 anos, que morreu no sábado na Suíça [NDR – e não ao início da manhã de hoje, como foi inicialmente avançado], de causas desconhecidas.

“Conheço-o desde muito cedo, fez parte de um grupo que criei, o Ensemble Palhetas Duplas, e estive com ele em vários congressos, masterclasses, assisti a provas em vários concursos e acompanhei muito o percurso dele”, disse.

Francisco Luís Vieira lembrou Samuel Castro Bastos como “uma pessoa extraordinária e um músico talentosíssimo”, assinalando os “imensos prémios nacionais e internacionais” conquistados ao longo da carreira.

“Era uma pessoa muito bondosa. Fez uma carreira internacional, mas esteve sempre muito ligado a Portugal e à terra dele. Esteve sempre muito ligado às novas gerações de oboístas nas escolas. Ultimamente tinha sido convidado para dar masterclasses em Portugal nas várias escolas um pouco por todo o país. Teve sempre muito gosto e uma vontade enorme de transmitir conhecimentos que foi adquirindo pelo mundo”, disse.

Foto: DR

O músico português Samuel Bastos, natural da freguesia de Oliveira, concelho de Barcelos, era oboísta solista da Orquestra da Ópera de Zurique (Opernhaus Zurich), estando emigrado em Zurique.

Nascido em 1987 no seio de uma família de músicos, natural de Oliveira – Barcelos, iniciou os seus estudos musicais com o pai, aos 07 anos.

Em Portugal, estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga e na Escola Superior de Música de Lisboa.

Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou em Zurique na Zürcher Hochschule der Künste onde concluiu o Bachelor, Master Orchester e o Master Specialized Music Performance – Solist com a distinção máxima na classe de Martin Frutiger (Corne Inglês) e Thomas Indermühle (oboé).

Em Paris estudou com Maurice Bourgue.

Foi vencedor dos concursos internacionais: Fernand Gillet-Hugo Fox nos Estados Unidos da América, Giuseppe Ferlendis e Cittá di Chieri em Itália.

Foi também laureado nos concursos internacionais: Giuseppe Tomassini (Itália), Crussel (Finlândia), Barbirolli (U.K) e Riddes (Suíça).

Em Portugal foi vencedor do Yamaha Music Foundation of Europe, Prémio Jovens Músicos e Prémio Maestro Silva Pereira.

Aos 17 anos integrou a European Union Youth Orchestra, mais tarde a European Wind Orchestra, The World Orchestra e a Gustav Mahler Jugend Orchester, com quem realizou digressões por toda a Europa e China.

Apresentou-se como solista na Europa, Rússia, Estados Unidos da América e Japão e foi membro fundador da Revista Musical Portuguesa Da Capo e colaborava regularmente com a Orquestra XXI.

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Barcelos

Músico Samuel Bastos (Barcelos) morre na Suíça

Solista de 32 anos da Orquestra da Ópera de Zurique

em

Foto: Direitos Reservados

O oboísta barcelense Samuel Bastos, que em 2017 foi notícia por ter sido o vencedor de um prémio de 12 mil dólares nos Estados Unidos, foi encontrado morto, no sábado [NDR – e não ao início da manhã de hoje, como foi inicialmente avançado], na Suíça, país onde residia.

O músico, natural da freguesia de Oliveira, era solista na Orquestra da Ópera de Zurique. As causas da morte não são conhecidas.

Samuel Bastos. Foto: Mário Jorge Silva

Em 2012, o músico de 32 anos foi admitido, simultaneamente, na Herbert von Karajan Akademie der Berliner Philharmoniker e na Opernhaus Zürich (Orquestra da Ópera de Zurique), como oboísta solista, posição que ocupa atualmente.

Óbito: Oboísta Samuel Bastos (Barcelos) era “um dos melhores da música” mundial

Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga (1997-2005) e na Escola Superior de Música de Lisboa (2005-2006) com os professores José Fernando Silva e Andrew Swinnerton.

Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou em Zurique na Zürcher Hochschule der Künste, onde concluiu o Master of Arts in Specialized Music Performance – Solist com a distinção máxima na classe dos professores Marc Kissoczy (direção de orquestra), Martin Frutiger (Corne Inglês) e Thomas Indermühle (oboé). Em Paris estudou com Maurice Bourge.

Samuel Bastos foi vencedor e premiado em concursos nacionais e internacionais em Portugal, Itália, Suíça, Alemanha, Reino Unido e Finlândia.

Notícia atualizada às 19h35.

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Barcelos

IPCA de Barcelos entrega cartas de cursos a alunos finalistas

Grupo de fados abre cerimónia, tuna mista encarregue do encerramento

em

Foto: IPCA

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave entrega, hoje, pelas 15:00, as Cartas de Curso aos diplomados daquela unidade de ensino.

Este ano, a cerimónia é alargada aos diplomados dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, contando com a habitual presença dos diplomados dos cursos de Licenciatura e Mestrado.

A sessão decorre no edifício da Cantina do IPCA e conta com intervenções do presidente do Conselho Geral do IPCA, Pedro Fraga, do presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, da presidente da Associação Académica, Sara Ferreira e da presidente do IPCA, Maria José Fernandes.

A abertura da cerimónia está a cargo do Grupo de Fados do IPCA e a fechar a sessão atua da Tuna Mista do IPCA.

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