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“Aumento de camas para universitários dá mais condições para que todos estudem”

Segundo o ministro do Ensino Superior

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Manuel Heitor. Foto: DR / Arquivo

O ministro do Ensino Superior disse hoje que o aumento de camas disponibilizadas por hotéis, pousadas da juventude e alojamento local para estudantes universitários são “passos importantes” que ajudam no objetivo de “dar condições para que todos estudem”.


“São passos importantes. A ideia é dar condições para que todos estudem. No ano passado tínhamos metade dos jovens com 20 anos a estudar em Portugal, foi uma evolução importante, mas não chega, temos que ter mais jovens a estudar e a pandemia de facto trouxe uma consciência acrescida de que é preciso estudar mais”, realçou Manuel Heitor.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior falava após a visita ao AquaValor – Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia da Água, que tem sede em Chaves, no distrito de Vila Real.

Para Manuel Heitor, o aumento de camas para estudantes universitários é “um passo para facilitar mais alojamento para todos os estudantes em todo o país”.

Hotéis, pousadas da juventude e unidades de alojamento local vão disponibilizar “mais 4.500 camas” para estudantes universitários, anunciou no domingo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

“Cerca de mais 4.500 novas camas serão disponibilizadas em todo o país para os estudantes do ensino superior, através de pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis, representando um aumento de 16% face ao total de camas disponibilizadas no ano letivo anterior”, realça o MCTES, em nota à comunicação social.

No total, “mais de 18 mil camas” passam a estar disponíveis para os estudantes universitários, “em condições de conforto, qualidade e segurança”, quando, no ano letivo anterior, eram cerca de 16 mil.

O Governo destaca o reforço da “capacidade instalada de alojamento público para estudantes”, sublinhando que tal decorre de “uma cooperação estratégica com o setor do Turismo, permitindo manter postos de trabalho e rentabilizando estruturas que, dada a diminuição da procura turística, enfrentam desafios adicionais de sustentabilidade”.

Segundo o Governo, o aumento de camas resulta de acordos estabelecidos com a Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local.

O governante lembrou também o “aumento particularmente grande” de novos candidatos ao ensino superior, mas destacou que o objetivo é continuar a aumentar os números.

Com um ano letivo marcado pela pandemia de covid-19, o ministro do Ensino Superior assegurou ainda que o “objetivo é que o ensino seja presencial”.

“Esse objetivo e o grau de cumprimento desse objetivo tem de ser feito com muito realismo e sobretudo com muito pragmatismo, tem que ser observado todos os dias”, sublinhou.

E disse ainda acreditar que “as instituições de ensino superior por todo o país têm as condições necessárias para assegurar a realização do ensino presencial”.

“Há muitas incertezas, há muitas condições novas que todos os dias aparecem, mas há uma certeza, é só com mais aprendizagem e com mais ensino que conseguimos não apenas lidar com este mas com os outros vírus”, apontou.

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País

PS perdeu maioria absoluta nos Açores

Eleições regionais

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Foto: DR

O PS perdeu hoje a maioria absoluta nas eleições regionais dos Açores, só tendo conseguido eleger 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

O PS governa a região desde 1996, mas apenas nas eleições realizadas em 2000 obteve maioria absoluta, renovada nos escrutínios de 2004, 2008, 2012 e 2019.

Para alcançar a maioria absoluta o PS teria que ter pelo menos 29 dos 57 deputados do parlamento açoriano.

Costa remete para socialistas açorianos “construção de soluções” de governo

O secretário-geral do PS saudou a “sétima vitória consecutiva” alcançada hoje pelo seu partido nas eleições regionais dos Açores e invocou a autonomia regional para remeter para os socialistas açorianos a “construção das soluções” de governo.

Estas posições foram transmitidas por António Costa, em conferência de imprensa, na sede nacional do PS, em Lisboa, depois de os socialistas açorianos terem conquistado 25 dos 57 mandatos em disputa nas eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, perdendo a maioria absoluta.

Perante os jornalistas, António Costa citou uma afirmação momentos antes proferida pelo presidente do PSD, Rui Rio: “Matematicamente o PS ganhou”.

Interrogado sobre o facto de existir uma maioria à direita do PS na nova Assembleia Legislativa Regional dos Açores, António Costa referiu que os socialistas dos Açores “gozam de total autonomia”.

“Não cabe ao secretário-geral do PS pronunciar-se sobre a forma que o PS/Açores encontrará para, a partir da vitória que os açorianos lhe deram, construir as soluções governativas. Tenho a certeza de que Vasco Cordeiro saberá encontrar as melhores vias para responder à situação e cumprir o mandato que lhe foi conferido pelos açorianos”, declarou.

Presidente do PSD destaca resultado “francamente positivo” do PSD e desgaste do PS

O presidente do PSD, Rui Rio, destacou hoje “o resultado francamente positivo” nas eleições regionais dos Açores, considerando que a perda da maioria absoluta do PS mostra “um notório desgaste do governo regional” socialista, tal como do executivo nacional.

Na sede do PSD/Porto, Rui Rio falou aos jornalistas pouco depois de se conhecerem os resultados finais das eleições dos Açores, nas quais o PS perdeu a maioria absoluta, elegendo 25 deputados do total de 57 parlamentares da Assembleia Legislativa Regional.

“Queria começar por realçar o resultado francamente positivo que o PSD alcançou nos Açores e o resultado muitíssimo abaixo daquilo que eram as expectativas do PS para estas eleições”, referiu.

O presidente do PSD comparou os números dos dois maiores partidos e referiu que o PS “perdeu 7,5% dos votos e perdeu cinco deputados regionais”, enquanto o “PSD subiu 3% e subiu dois deputados regionais”.

“Há um notório desgaste do governo regional, tal como aqui, no continente, há um notório desgaste do Governo nacional, mas mesmo assim o resultado francamente positivo”, apontou.

 

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País

Norte (outra vez) em alerta máximo: 10.850 infetados e 63 mortos na última semana

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O número de infeções por covid-19 não para de aumentar em todo o país, mas o Norte voltou a ser a região onde se encontram o maior número de contágios ao longo da última semana.

Desde a passada segunda-feira, dia 19 de outubro, foram registados 10.850 casos de infeção pelo novo coronavírus, lamentando-se 63 mortos.

Embora sem discriminar os dados em termos de casos ativos, sabe-se que os concelhos de Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras são os que mais preocupam, levando a que o Governo anunciasse medidas especificas para os três municípios, como o dever de permanência no domicílio, proibição de eventos com mais de cinco pessoas, cancelamento de feiras e mercados, teletrabalho obrigatório e encerramento de todos os estabelecimentos até ás 22:00 horas. Também as visitas aos lares de idosos estão suspensas.

No entanto, o agravar da situação parece ter já entrado no Minho, com os concelhos de Vizela e de Guimarães a ficarem sob apertada vigilância do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, podendo conhecer novos desenvolvimentos nos próximos dias.

Nos últimos quatro dias, o concelho de Guimarães registou 401 novos casos do vírus, um número preocupante para as autoridades de saúde. Domingos Bragança, presidente da Câmara, tem dado a cara pela obrigatoriedade de utilização de máscaras na rua e mostrou-se várias vezes preocupado com a situação no concelho, levando a que na última reunião da comissão municipal de proteção civil, fossem tomadas algumas medidas.

Vizela a “ferro e fogo”

Também Vizela registou 134 vasos nos últimos quatro dias, número que, tendo em conta a sua parca população e área geográfica, pode indicar que será um concelho em estado máximo de alerta.

Víctor Hugo Salgado, autarca de Vizela, está infetado com covid-19, e manifestou hoje vontade perante as autoridades de saúde para que as restrições aplicadas aos três concelhos vizinhos do distrito do Porto sejam também implementadas em Vizela.

Em entrevista à Rádio Vizela, o autarca, que desenvolveu uma pneumonia na sequência da infeção, mostrou-se apoiante dessas medidas no concelho, uma vez que, segundo o próprio, existem mais de 300 casos ativos.

O facto de Vizela estar “apertada” entre outros concelhos, numa área de apenas 24 quilómetros quadrados para cerca de 24 mil habitantes, leva a que o edil queira medidas em vez de “colocar a cabeça debaixo da areia”.

“E para se ir além não se deve ficar pelo concelho de Vizela, achamos que estas medidas devem ser prolongadas também, possivelmente, ao concelho de Guimarães”, disse Víctor Hugo Salgado, que admitiu estar em contacto permanente com Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, para que essas medidas possam ser adoptadas “possivelmente esta semana”.

O presidente da Câmara não acredita que implementar essas medidas só em Vizela possa resolver o problema. “Este não é um problema única e exclusivamente de concelhos como Lousada, Felgueiras e Paços de Ferreira, mas também de Vizela, entre outros, como é o caso de Guimarães”, afirmou.

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Catarina Martins anuncia voto contra o Orçamento do Estado

Orçamento do Estado para 2021

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Foto: DR

O Bloco de Esquerda (BE) vai votar contra o Orçamento do Estado de 2021 (OE2021) na generalidade na quarta-feira, no parlamento, revelou hoje a coordenadora bloquista.

Catarina Martins diz não ter sido possível chegar a acordo com o Governo em várias medidas, algumas delas relacionadas com o Serviço Nacional de Saúde.

Para a coordenadora, esta seria uma oportunidade única para colocar mais meios financeiros ao serviço do setor da saúde.

Para além do BE, também PSD, Iniciativa Liberal e Partido Chega devem votar contra. O partido “Os Verdes” só anuncia a intenção de voto na próxima terça-feira. A deputada independente Joacine Katar Moreira disse hoje estar inclinada para a abstenção ou até para a aprovação.

PCP e PAN já anunciaram a abstenção, algo que deverá garantir a António Costa que o documento seja aprovado na próxima quarta.

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