Seguir o O MINHO

País

Apreensão de notas falsas subiu cerca de 45% em 2019

Segurança

em

Foto: DR / Arquivo

A apreensão de notas contrafeitas em Portugal subiu cerca de 45% em 2019, de 597.215 euros para 1.003.110, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), hoje divulgado.


De acordo com o documento do Ministério da Administração Interna (MAI), a denominação de 10 euros registou uma apreensão de 629 notas falsas (+320%), nas de 20 a apreensão foi de 4.549 notas (+30%), no caso das de 50 foram 5.184 notas falsas (+32%) e nas de 200 foram 1.599 (15 notas em 2018).

Na denominação de 500 euros verificou-se uma diminuição, com 523 notas falsas apreendidas (-8,7%).

Das 4.549 notas de 20 euros apreendidas, “2.224 respeitam a contrafação de origem italiana, com os indicativos EUB0020J0001 (2.020 notas”, refere o documento.

“Das 5.184 de 50 euros, 3.383 dizem respeito a contrafação de origem nacional (cuja rede criminosa se encontra desmantelada), 770 de origem italiana, com indicativos EUB50 P00005 (140 notas), EUA0050P00030 (101 notas), ambas da série A, com os indicativos EUB0050J00001 (215 notas) e EUB50P00001 (314 notas), da série Europa”, adianta.

Segundo o documento, “relativamente a notas de 10 euros e de 50 euros contrafeitas em Portugal, demonstraram ser de média qualidade, de fabrico com jato de tinta, papel impresso com marca de água, hologramas de qualidade e filetes de segurança aplicados no interior”.

A difusão desta contrafação era realizada através da Internet e encontra-se referenciada em vários países europeus.

“É uma realidade em crescimento que possibilita a transação alicerçada no anonimato, quer de compradores quer de vendedores”, segundo o RASI.

A segunda unidade monetária mais apreendida foi, adianta o documento, o dólar americano (USD), com 522 notas (-41%).

A nota de 100 USD continua a ser a mais apreendida, com 372 notas falsas (-22%).

O documento aponta ainda que “a larga difusão de impressoras de jato de tinta de grande qualidade e a utilização de técnicas gráficas acessíveis facilitam a produção de contrafação de notas. A prevenção passa pela sensibilização dos operadores económicos/comerciantes para a utilização de métodos de reconhecimento dos indicadores básicos de segurança das notas, designadamente as notas de euro”.

No que respeita à repressão do fenómeno, para alem da análise da informação através do mapeamento das zonas geográficas mais atingidas, é fundamental a cooperação e o intercâmbio de informação, céleres e eficazes, entre as várias entidades e órgãos de polícia criminal que têm a seu cargo a deteção, prevenção e investigação da contrafação de moeda, nacionais e internacionais, conclui o RASI.

Anúncio

País

Restaurantes só podem ter seis pessoas por mesa a partir de quarta-feira

Covid-19

em

foto: DR (Arquivo)

O número de pessoas em cada grupo em restaurantes vai ficar limitado a seis em todo o território continental, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje o Governo.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros divulgado após a reunião extraordinária de hoje, a medida entra em vigor na próxima quarta-feira.

Além desta medida, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou um conjunto de outras medidas restritivas para 121 concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Esses 121 concelhos vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador.

Nestes 121 concelhos os restaurantes passam a ter de fechar até as 22:30 e os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

A totalidade do território continental continuará, por mais duas semanas, em situação de calamidade.

Continuar a ler

País

GNR admite que PSP apreendeu droga em operação conjunta internacional

Tráfico de droga

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

A GNR reconheceu que foi a PSP quem deteve seis suspeitos de tráfico de droga e apreendeu elevadas quantidades de droga, no âmbito de uma operação internacional liderada pela FRONTEX em Portugal, em que participou.

Num comunicado hoje divulgado, e noticiado pela agência Lusa, a GNR informou que a referida operação internacional, que decorreu em 22 países europeus entre 12 e 23 de outubro, permitiu apreender no total 1.676 quilos de droga, 350 veículos roubados, 1.000 peças auto, 400.000 cigarros e deter 41 suspeitos.

Nessa mensagem, a GNR reclamava ainda terem sido militares da Guarda Republicana quem deteve em Portugal “seis suspeitos de tráfico de droga” e quem apreendeu “uma tonelada de haxixe e 10 quilos de heroína”.

Horas depois, a PSP congratulou-se pelo “reconhecimento da FRONTEX pelos resultados operacionais obtidos em Portugal” no contexto da operação internacional, acrescentando que os seus agentes contribuíram com “a detenção de seis suspeitos de tráfico de droga e a apreensão de uma tonelada de haxixe e 10 quilos de heroína”.

A GNR emitiu, de seguida, um aditamento ao seu comunicado, corrigindo a informação inicial e reconhecendo que a detenção dos suspeitos e a apreensão da droga “foi levada a cabo pela Polícia de Segurança Pública e não pela Guarda Nacional Republicana”.

A operação internacional “Join Action Days Mobile 3”, liderada pela FRONTEX (Agência Europeia da Guarda Costeira e de Fronteiras), tinha como objetivo investigar o roubo e o contrabando de veículos ocorridos no último mês em toda a Europa, adianta a GNR.

“A operação possibilitou ainda deter 13 pessoas nos diversos países por auxílio à migração ilegal e detetar 2.986 migrantes que eram transportados em reboques e em pequenos barcos, muitas vezes roubados, no mar Adriático e ainda a apreensão de mais de 600 quilos de haxixe, a detenção de 22 suspeitos de tráfico de estupefacientes e a deteção de 400.000 cigarros ilegais”, de acordo com os comunicados da GNR e da PSP.

Na operação estiveram envolvidas a Albânia, Áustria, Bósnia Herzegovina, Bulgária, Croácia, Estónia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Itália, Kosovo, Letónia, Lituânia, Holanda, República da Macedónia do Norte, Montenegro, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia e Espanha, além da Frontex, a Europol e a INTERPOL.

A operação foi coordenada sob a égide da Plataforma Multidisciplinar Europeia contra as Ameaças Criminais como parte do Ciclo Político da UE, um plano de quatro anos para a luta contra o crime grave e organizado, que reúne autoridades policiais e de aplicação da lei dos Estados-Membros da UE, agências europeias e organizações internacionais para reforçar conjuntamente as fronteiras europeias e a segurança interna.

Continuar a ler

País

Linha SNS24 passa a emitir declaração para justificar faltas ao trabalho

Covid-19

em

foto: DR (Arquivo)

A Linha SNS24 vai passar a emitir declarações provisórias de isolamento profilático por causa da covid-19, que justificam as faltas ao trabalho, anunciou hoje o primeiro-ministro.

“A partir de agora a Linha Saúde 24 procederá à emissão direta das declarações de isolamento profilático para que as pessoas não tenham que ainda recorrer ao centro de saúde ou ao médico de saúde pública da área de residência para obter declaração para justificar as faltas quando é declarado o isolamento profilático”, precisou António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após um Conselho de Ministros extraordinário que decidiu novas medidas restritivas para controlar o aumento de casos de covid-19 no país.

O chefe do Governo justificou esta medida com a necessidade de “agilizar aquilo que tem sido o relacionamento de muitos utentes da Linha Saúde 24 com a obtenção das declarações para justificar as faltas à entidade patronal e obtenção de pagamento por parte da segurança social”.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que é criada “a declaração provisória de isolamento profilático preventivo na sequência de contacto com o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde”.

Continuar a ler

Populares