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Alto Minho

Alto Minho lamenta morte de copiloto do avião que caiu a combater fogo em Lindoso

Óbito

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Foto: DR / Arquivo

O presidente Câmara de Viana do Castelo e da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho lamentou hoje a morte do copiloto do avião ‘Canadair’ que caiu em agosto enquanto combatia um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).


Em comunicado, o socialista José Maria Costa “endereça as mais sentidas condolências aos familiares e amigos do copiloto de 38 anos que faleceu, na segunda-feira, na sequência dos ferimentos provocados pela queda do ‘Canadair'”.

A queda do avião que combatia um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, provocou no dia do acidente a morte do piloto, de nacionalidade portuguesa, de 65 anos.
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Morreu segundo piloto do avião que caiu a combater incêndio de Lindoso

O copiloto foi na ocasião transportado para o Hospital de Braga e a 15 de agosto foi transferido para o hospital Virgen de la Vega, em Salamanca, onde acabou por ser operado, refere o jornal espanhol Faro de Vigo.

Na segunda-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte do copiloto espanhol.

De acordo com uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa “apresentou sentidas condolências aos familiares do copiloto”, Maximiliano Plaza Bretón, de nacionalidade espanhola, que ficou “ferido na sequência do trágico acidente do avião ‘Canadair’ a 08 de agosto, enquanto combatia um incêndio no Gerês ao lado do piloto português, Jorge Jardim, que infelizmente faleceu no local”.

Marcelo lamenta morte de copiloto do avião que caiu a combater fogo de Lindoso

“O Presidente da República enaltece o profissionalismo de todos aqueles que, em particular nos últimos meses, têm prestado um serviço de equipa e o auxílio imprescindível no combate aos terríveis incêndios que tanto têm fustigado o nosso país”, lê-se na mesma nota.

A morte do copiloto do avião ‘Canadair’ foi noticiada, na segunda-feira, por meios de comunicação espanhóis.

Segundo o jornal A voz da Galiza, o homem, de 38 anos, foi encontrado morto na sua casa, em Babilafuente, na província de Salamanca, onde se encontrava a recuperar dos ferimentos graves provocados pela queda do avião ‘Canadair’ no dia 08 de agosto.

Por sua vez, o jornal Faro de Vigo avança, citando o diário La Gaceta, que se aguardam os resultados da autópsia para determinar as causas da morte.

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Alto Minho

CIM do Alto Minho apela à participação de escolas em concurso sobre a região

‘Alto Minho School4All’

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente do conselho intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho apelou hoje à participação de mais estabelecimentos de ensino e alunos no concurso escolar sobre a região que promove desde 2017, e a um maior envolvimento das autarquias.

Vítor Paulo Pereira, que é também presidente da Câmara de Paredes de Coura, que falava em conferência de imprensa realizada em formato ‘online’, disse que o concurso escolar “Alto Minho School4All”, com tema “Alto Minho 2030 – Que futuro?”, “é um laboratório para estimular a criatividade dos alunos”.

“É um concurso que leva a cultura às escolas. É uma oportunidade singular que os alunos têm para conhecerem o território onde habitam, através de dinâmicas artísticas e que deve ser incentivada, com maior envolvimento de todos, comunidade educativa e autarquias”, afirmou o autarca socialista.

Vítor Paulo Pereira destacou que o concurso escolar, cuja quarta edição foi hoje apresentada, depende “muito do empenho e da paixão dos professores” para a mobilização de “cada mais vez mais turmas e alunos”.

A iniciativa é dirigida aos mais de 22 mil alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário, bem como das escolas profissionais do Alto Minho, englobando três categorias: ilustração (pintura ou desenho), criação literária e vídeo.

Tem como objetivo “promover o espírito criativo e inovador no território do Alto Minho”.

De acordo com dados avançados à Lusa pela CIM do Alto Minho, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, nas três edições até agora realizadas “participaram um total de 40 estabelecimentos de ensino, públicos ou privados”.

No total foram apresentados “105 trabalhos de turmas de diferentes níveis de ensino, quer do regular, quer do ensino profissional”.

No primeiro ano do concurso, 2017/2018, participaram 22 escolas e concorreram 46 trabalhos. No ano letivo 2018/2019, o número de escolas caiu para as 11 e de trabalhos para os 32.

Na última edição, cujos vencedores foram hoje divulgados na sessão ‘online’, participaram seis escolas, com 26 trabalhos.

“A terceira edição do concurso, relativo ano letivo 2019/2020, decorreu em período de confinamento, o que tornou ainda mais meritório o trabalho e participação de todos os alunos e professores que, apesar de todos os constrangimentos, participaram e submeteram os seus trabalhos”, sublinhou a CIM do Alto Minho.

O prazo para a entrega dos trabalhos concorrentes à quarta edição, com o tema “Alto Minho 2030-Que Futuro?”, termina a 24 março de 2021.

O concurso integra o projeto “+REDE” – Coordenação, Dinamização, Acompanhamento e Monitorização Transversal”, do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar – PIICIE “Alto Minho – School4All,” e é cofinanciado pelo Norte 2020.

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Alto Minho

Pela primeira vez em 262 anos não há Feira dos Santos em Valença

Por causa da pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A Feira dos Santos, que se realiza há 262 anos em Cerdal, em Valença, e que atrai milhares de visitantes, muitos da Galiza, foi cancelada devido à pandemia de covid-19, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara.

“Desde que há memória é a primeira vez que a Feira dos Santos é cancelada. Tenho falado com as pessoas mais idosas da freguesia e do concelho e ninguém se recorda de a feira ter sido cancelada”, afirmou Manuel Lopes.

O autarca do PSD adiantou que “os primeiros registos sobre a sua realização remontam às ‘Memórias Paroquiais’ da freguesia de Cerdal de 1758, mas há alfarrábios que dizem que a feira é anterior a essa data”.

“A população aceitou muito bem este cancelamento porque as pessoas já se mentalizaram que em primeiro lugar está a saúde pública. A nossa saúde não depende de uma feira. Teremos muitos mais anos para viver e muitas mais feiras dos santos para gozar”, afirmou Manuel Lopes, referindo-se ao risco de contágio da doença causada pelo novo coronavírus.

O autarca destacou os “milhares” de visitantes que todos os anos se deslocam aquela feira, muitos oriundos da Galiza, entre eles, da cidade vizinha de Tui.

Valença e Tui, província de Pontevedra, estão separadas por apenas 400 metros, são servidas por duas pontes sobre o rio Minho e, desde 2012, constituem uma eurocidade.

“Os nossos vizinhos galegos gostam muito de vir feirar a Portugal. Eles permanecem muito mais tempo nas feiras que os próprios portugueses”, referiu.

Considerada a “última grande feira/romaria do calendário anual do Noroeste Peninsular, a edição 2019 da Feira dos Santos contou, segundo a organização, a cargo da paróquia e da Junta de Freguesia, com a presença de mais de 400 feirantes.

A venda dos pericos dos Santos (peras pequenas típicas do concelho), as castanhas, as corridas de cavalos, as tasquinhas, os cantares ao desafio e as tendas são alguns dos seus atrativos.

Os pericos, “semelhantes a uma pequena pera, são endógenos de Valença e têm no concelho, além da sua origem, as maiores áreas de produção”. A par dos pericos, as castanhas cruas ou cozidas, as nozes e os dióspiros são outros dos produtos biológicos comercializados.

Roupa, calçado, produtos do campo, gado cavalar, bovino e caprino, bijuterias e muita gastronomia tradicional também se encontram naquela feira que se realiza, habitualmente, nos dias 01 e 02 de novembro.

No dia 01 de novembro ocorre a feira dos Santos e no dia 02 a feira das Trocas, que como o nome indica permite trocar os produtos adquiridos na véspera que por alguma razão não serviram.

A feira decorre, anualmente, no Terreiro de São Bento da Lagoa, na freguesia de Cerdal, num espaço situado junto à Estrada Nacional (EN) que liga o concelho a Paredes de Coura e a cinco minutos do acesso à Autoestrada 3 (A3) e às pontes internacionais que ligam Valença a Tui, na Galiza.

Manda a tradição que nas noites de 31 de outubro e de 01 de novembro, a feira dos Santos seja o destino para provar os vinhos novos e saborear os petiscos locais. Nas tasquinhas animam-se as noites ao som das concertinas e as cantigas de desgarrada.

As corridas de cavalos, em passo travado, são outros dos pontos altos do programa da romaria. A iniciativa decorre na pista das corridas onde os cavalos garranos dão um colorido especial à feira do gado que conta, ainda, com animais bovinos, caprinos e ovinos.

Além da Feira dos Santos, a Câmara de Valença cancelou a feira mensal e das antiguidades previstas para os mesmos dias.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Alto Minho

Covid-19: Alto Minho tem 478 casos ativos (mais 123 em três dias)

Dados locais

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Foto: CM Viana do Castelo (Arquivo)

O Alto Minho contava, esta segunda-feira, com 478 casos ativos de covid-19, mais 123 em relação à passada sexta-feira, segundo dados recolhidos por O MINHO junto da Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

Os dados remetem para as 18:30 horas desta segunda-feira.

O distrito de Viana do Castelo soma, desde o início da pandemia, 1.608 casos (mais 121 nos últimos três dias), 66 óbitos e 1.064 recuperados (menos 2 em relação a sexta-feira).

Viana do Castelo, com 215 casos ativos, foi o concelho que registou a maior subida (mais 60 ativos).

Segue-se Caminha que, em relação a sexta-feira, tem mais 21 casos ativos, num total de 62.

Paredes de Coura duplicou o número de casos ativos, passado de 13 para 26.

Ponte de Lima tem mais 12 casos ativos (total 51).

Arcos de Valdevez tem mais sete casos (16 no total), Melgaço mais um (9), Valença mais três (63), Monção mais três (11) e Cerveira mais três (21).

Ponte da Barca mantém-se com quatro casos ativos.

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