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Viana do Castelo

Águas do Norte rejeita anomalias que tenham provocado descarga poluente no rio Lima

Poluição

em

A empresa Águas do Norte recusou hoje “qualquer anomalia” na estação elevatória de Darque, em Viana do Castelo, que tivesse originado no final de outubro uma alegada descarga poluente no rio Lima, como denunciou o Bloco de Esquerda.

“Não se verificou qualquer anomalia no dia 29 de outubro na estação elevatória de Darque”, refere a entidade responsável pela exploração daquela infraestrutura, bem como da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Viana do Castelo.

Hoje, em resposta escrita a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, a empresa informou que, “devido à necessidade urgente de se proceder a intervenções de manutenção nas respetivas infraestruturas de drenagem de águas residuais, nos dias 28 e 30 de outubro se procedeu à interrupção da operação desta estação elevatória, durante um período de tempo limitado”.

“Como é habitual e obrigatório nestas intervenções de manutenção, que são inadiáveis e urgentes, as mesmas foram objeto da devida comunicação à Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”, acrescenta.

Na terça-feira, o BE revelou ter questionado o Ministério do Ambiente e da Ação Climática sobre alegadas descargas poluentes “recorrentes” na margem direita do rio Lima, junto à ponte Eiffel, na freguesia de Darque, Viana do Castelo.

Numa pergunta dirigida ao ministro Matos Fernandes, os deputados Maria Manuel Rola e José Maria Cardoso referem que “no dia 29 de outubro ocorreu novamente uma descarga poluente naquele local”.

“Foi possível verificar a existência de uma grande quantidade de partículas e espumas em suspensão, água acastanhada e odores nauseabundos”, sublinham os deputados.

Acrescentam que, com base em testemunhos da população local, “os episódios de poluição são recorrentes, pelo menos desde outubro de 2019”.

Os bloquistas referem que as alegadas descargas poluentes “serão provenientes da estação elevatória de Darque e da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Viana do Castelo, que libertam efluentes não tratados para o rio Lima”.

Já a Águas do Norte sublinhou que “as águas tratadas nas estações de tratamento de águas residuais existentes na zona urbana de Viana do Castelo não são descarregadas no rio Lima”.

“Tanto a ETAR de Viana do Castelo-Cidade, que descarrega os seus efluentes tratados na Praia Norte, como a ETAR de Viana do Castelo-Zona Industrial, que descarrega os seus efluentes tratados na Ribeira de Anha, cumprem escrupulosamente os Títulos de Utilização de Recursos Hídricos emitidos pela Agência Portuguesa do Ambiente”, reforça a entidade gestora do sistema multimunicipal de abastecimento de água e saneamento do Norte de Portugal.

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Viana do Castelo

Unidade Móvel percorreu 14 freguesias e atendeu 113 pessoas em Viana

Saúde

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que a unidade móvel que integra o projeto “Saúde mais Próxima”, percorreu, em um mês, dois dias por semana, 14 das 27 freguesias do concelho e atendeu 113 munícipes.

Em comunicado enviado às redações, o município explicou que aquela iniciativa, realizada em parceria com o Centro Humanitário do Alto Minho da Cruz Vermelha Portuguesa, “pretende promover a equidade na saúde e reforçar a rede de cuidados de saúde de proximidade no concelho, beneficiando a população e as freguesias com maiores limitações físicas e geográficas no acesso aos serviços de saúde”.

Além de prestar diversos cuidados de saúde, a Unidade Móvel de Saúde (UMS) “pode, quando necessário, promover a realização de testes rápidos no âmbito da pandemia de covid-19”.

A aquisição daquela unidade representou, por parte da autarquia, um investimento de 15 mil euros, sendo que o apoio para a constituição de uma equipa multidisciplinar implica um investimento de 3.000 euros por mês.

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Viana do Castelo

Aprovação de loteamento legaliza bairro com mais de 60 anos em Viana do Castelo

Alvarães

Foto: DR / Arquivo

Os proprietários de 100 casas de um bairro mineiro, anterior à década de 50, em Alvarães, vão poder registar os seus imóveis após a aprovação, pela Câmara de Viana do Castelo, do loteamento daquela área.

“Estão reunidas as condições para que cada proprietário possa ver o seu património registado em seu nome e, dessa forma, dar-lhe o destino que entenda, quer por via de herança ou venda”, afirmou hoje à agência Lusa o vereador de Planeamento e Gestão Urbanística.

O responsável acrescentou que “os proprietários estavam ansiosos por chegar a esta fase e concretizar um objetivo com mais de 60 anos”, notando que “nunca tinha sido apresentada a esta comunidade uma solução que representasse uma luz ao fundo do túnel” mas, “agora, o processo está na reta final”.

Na terça-feira, o vereador do Planeamento e Gestão Urbanística assinou o alvará de loteamento de uma área total com 225.208 metros quadrados no lugar da Costeira, na freguesia de Alvarães, na margem esquerda do rio Lima.

O despacho de loteamento daquele bairro mineiro, datado de 12 de janeiro, e a que a Lusa teve hoje acesso, refere a existência de “103 lotes, sendo que 100 são habitações e três equipamentos”.

As casas foram sendo construídas pelos trabalhadores do barro de Alvarães, que se dedicavam ao fabrico artesanal de telha naquela freguesia de Viana do Castelo.

Segundo Luís Nobre, em fevereiro o processo de legalização das casas deverá estar concluído.

“O passo seguinte para encerrar este processo é comunicar à Conservatória do Registo Predial para que os proprietários sejam notificados. Acredito que em fevereiro estarão reunidas as condições para que o processo de registo esteja concluído”, referiu, admitindo o apoio da autarquia nos custos do registo predial a famílias carenciadas, identificadas pela Junta de Freguesia.

“Não faria sentido termos feito este percurso, com esta complexidade, para ficar pendente por um valor residual relativamente ao esforço que o município fez”, reforçou.

O loteamento agora deferido foi antecedido, em 2019, pela aprovação, pela autarquia dos limites da Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI).

As AUGI, classificação legal, são áreas que foram loteadas e ocupadas clandestinamente, permanecendo algumas delas sem parcelamento físico e cuja classificação permite a sua reconversão e, sobretudo, o fim de um regime de ocupação irregular.

Um “processo de reconversão urbanística por iniciativa municipal e sem apoio da administração conjunta de um espaço territorial com ocupação humana e edificatória anterior à década de 50 (1950)”.

Segundo Luís Nobre, o município investiu mais de 1,3 milhões de euros na legalização do bairro, “substituindo-se integralmente aos particulares”, assumindo os encargos “com todos os atos administrativos e jurídicos, a realização de obras de infraestruturação das redes água e saneamento, pavimentação de arruamentos, e custos dos projetos”.

“Quando nos substituímos aos particulares foi para conduzirmos o processo até ao fim, até ao limite de tudo o que fossem custos. Alguns proprietários não tinham condições administrativas, financeiras, psicológicas, atendendo à sua idade, para tratar de um processo desta complexidade administrativa”, especificou.

Os terrenos agora loteados, situados num couto mineiro, “foram cedidos pela Junta de Freguesia, tendo as pessoas construído as suas habitações”.

“Isso não chega. É preciso o registo de propriedade do imóvel. Os prédios têm de tem um BI associado”.

Para o presidente da Junta de Alvarães, Fernando Martins, trata-se de “uma grande vitória para a vila”.

“É concretização de um sonho antigo. O meu executivo, com a ajuda da Câmara Municipal, iniciou este trabalho há 20 anos”, disse.

Documentação recolhida pela Junta de Freguesia “atesta a existência de fornos de fabrico de telha desde o século XVI, mas é quase certa a sua anterioridade, pois há indícios de ter sido naquela zona que se fabricou alguma da telha que cobriu o Mosteiro da Batalha”.

O fabrico de materiais cerâmicos na freguesia fica a dever-se a “uma grande quantidade de jazidas argilosas que possui, cuja qualidade é comprovada pelo facto de, num passado ainda recente, virem industriais de Leiria e Alcobaça comprar barro à freguesia de Alvarães”.

O forno telheiro de Alvarães, ainda em funcionamento, foi construído na primeira metade do século XX e está classificado pelo Instituto Português de Arqueologia (IPA).

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Viana do Castelo

Presidente da Câmara de Viana apela à cidadania face a “situação muito grave”

Covid-19

Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, apelou hoje “à cidadania” de toda a população do concelho face ao “acréscimo muito elevado” do número de infeções pelo vírus SARS-CoV-2.

“A situação é muito grave, muito difícil. Sejam um verdadeiro agente de saúde pública, cumprindo as regras e ajudando os outros a cumprir, informando e aconselhando”, apelou o autarca socialista.

“Cumpra o confinamento. Saia de casa apenas nas alturas e nos momentos que forem estritamente necessários, para as tarefas que sejam mesmo necessárias”, reforçou José Maria Costa.

O socialista insistiu na “necessidade de que todos colaborem, para que todos os concidadãos possam ter acesso à saúde, seja para combater a pandemia ou para outros cuidados de saúde”.

“Este é um momento difícil, mas estou certo que os vianenses, mais uma vez, vão dar um contributo importante para conseguirmos controlar esta pandemia”, disse.

“Para conseguirmos que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e os seus profissionais, que estão há meses insistentemente a cuidar de nós em condições muito difíceis, possam fazer o seu trabalho e possam cuidar de todos aqueles que necessitam de cuidados de saúde”, reforçou José Maria Costa que é também presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, que agrega os 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo.

De acordo com o relatório da Administração Regional de Saúde do Norte, que tinha dados até 11 de janeiro, os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Ponte da Barca e Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, registavam uma taxa de incidência superior a 960 novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

Paralelamente, cinco concelhos do distrito de Viana do Castelo registavam uma taxa de incidência superior a 480 novos casos por 100 mil habitantes.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.041.289 mortos resultantes de mais de 95,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 9.246 pessoas dos 566.958 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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