Seguir o O MINHO

Alto Minho

Águas do Alto Minho reforça comunicação com clientes após encerramento de balcões

Abastecimento de água

em

Foto: Reprodução site AdAM

O presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou hoje um plano para responder a problemas de comunicação com os clientes, causados pelo encerramento de oito postos de atendimento devido à pandemia de covid-19.

Carlos Martins, que falava hoje em conferência de imprensa na biblioteca municipal de Viana do Castelo, disse que o plano de ação foi delineado com os municípios e, como primeira medida, apontou a adjudicação de um serviço de ‘call center’ que irá operar com oito postos de atendimento telefónico.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 107 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

O responsável esclareceu que, devido ao estado de emergência, a empresa foi “obrigada a encerrar, no dia 16 de março, os oito postos de atendimento” presencial que tem espalhados pelo distrito, o que levou “as pessoas a recorrerem muito aos contactos telefónicos, que não estavam dimensionados para uma situação desta natureza, e aos emails, através do correio eletrónico”.

Com “o apoio dos municípios, em particular o de Viana do Castelo, serão mobilizados mais recursos humanos”, e “adquiridos equipamentos telefónicos, para, ainda esta semana, reforçar o atendimento telefónico”, bem como a resposta “aos dois mil emails acumulados no correio eletrónico da empresa”.

Já “a empresa que fornece os serviços telefónicos irá enviar uma listagem dos números de telefone que não forem atendidos durante o período normal desse serviço, para que nas 48 horas seguintes esses clientes sejam contactados pela empresa”.

A partir da próxima terça-feira, “uma autorização especial do ministro do Ambiente, vai permitir abrir, a título excecional, algumas lojas, que estão a ser equipadas com material de proteção de funcionários e clientes”.

Carlos Martins adiantou que em breve a empresa tencionava avançar com a tarifa social, assim que estiverem identificados pelos municípios os potenciais beneficiários, e que está disponível a tarifa para famílias numerosas e que a empresa tem incentivado a Juntas de Freguesia a promoverem a sua divulgação.

No âmbito da sua responsabilidade social, a AdAM decidiu atribuir um subsídio de 20 mil euros para aquisição de equipamentos destinados aos serviços de saúde do Alto Minho.

Disse também que apesar da contestação gerada nos primeiros quatro meses de funcionamento da empresa nenhuma das setes autarquias que a integram colocaram em causa a sua permanência, e que nenhum presidente de câmara ou vereador, recebe salário por integrar os órgãos da AdMA.

“Eu próprio, como presidente não executivo, e a administradora não executiva não recebemos um cêntimo de salário das AdAM. O meu salário é o mesmo que recebo nas Águas de Portugal. Os únicos três vencimentos dos órgãos sociais são da administradora executiva e da presidente e da vogal do conselho fiscal”, clarificou.

Populares