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Barcelos

Adepto do Benfica de Barcelos atingido com pedra sofreu fracturas múltiplas

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Foto: Facebook de Arena Desportiva / Nuno Fonseca/Movephoto

A vítima que sofreu ferimentos graves na sequência de um ataque a um autocarro que transportava adeptos do Benfica de Barcelos, no domingo passado, na A1, em Grijó/Gaia, é um jovem de 20 anos, residente na freguesia de Roriz.

Segundo disse um familiar a O MINHO, Bruno Simões, adepto do clube lisboeta, encontra-se internado no Hospital de Vila Nova de Gaia, com múltiplas fracturas na cara e dentes partidos.

“Só esperamos que se faça justiça, e que o culpado pague bem caro”, diz.

Na terça-feira, o Benfica repudiou o arremesso de objetos contra o autocarro, após a receção ao SC Braga, na Luz, em jogo da 14.ª jornada da I Liga de futebol.

“O Benfica lamenta e repudia profundamente o arremesso de objetos contra um autocarro com sócios e adeptos do nosso clube da Casa do Benfica, em Barcelos, quando regressavam de assistir ao último Benfica-SC Braga”, lê-se no comunicado do emblema das ‘águias’.

Os ‘encarnados’ venceram os bracarenses, por 6-2, e subiram ao segundo lugar do campeonato, com 32 pontos, menos quatro do que o líder e campeão FC Porto.

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Barcelos

Barcelos em confinamento total dá o exemplo

FOTOGALERIA

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Fotos: Vítor Vasconcelos / O MINHO

A autoestrada A11 e as várias estradas e ruas de Barcelos encontravam-se, este domingo, totalmente vazias, como mostram as fotografias recolhidas, ao início da tarde por O MINHO.

Largo da Porta Nova. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Rua Direita. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Paços do Concelho. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Igreja Matriz. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Campo da Feira. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Campo da Feira. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Rotunda Braga/ Famalicão. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Lar em Barcelos tem cinco utentes e quatro funcionários infetados. Direção desesperada com falta de recursos humanos

Estrada Nacional Braga-Barcelos. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Circular. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Rotunda da Bolacha. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Entrada para a A11. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

A11. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

A11. Foto: Vítor Vasconcelos / O MINHO

Portugal encontra-se em estado de emergência desde 22 de março e até 02 de abril, obrigando as populações a limitar as deslocações a razões imponderáveis.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o país regista hoje 119 mortes associadas à covid-19, mais 19 do que no sábado, e 5.962 infetados (mais 792).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000.

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Barcelos

Lar em Barcelos tem cinco utentes e quatro funcionários infetados. Direção desesperada com falta de recursos humanos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O lar do Centro de Apoio e Solidariedade Social da Pousa (CASP), em Barcelos, tem cinco utentes e quatro funcionários infetados. O presidente da Direção, Joaquim Pereira, disse a O MINHO que o presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, prometeu que os cinco idosos seriam retirados hoje da instituição.

O dirigente disse a O MINHO que os cinco infetados estão em “isolamento severíssimo” e que as quatro funcionárias estão a fazer tratamento em casa: “já avisei a Segurança Social e o Município de que não temos recursos humanos suficientes para os 24 utentes que temos”, sublinhou.

Joaquim Pereira salienta que teve de pedir a trabalhadores de outras valências para que ajudassem no Lar, sob pena de este entrar em rutura total, por falta de apoio aos residentes: ainda hoje me apareceram duas a chorar por causa da situação”, sublinhou. Ao todo, há apenas quatro funcionárias por turno.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Adiantou que alguns funcionários estão de baixa, ou a aguardar o resultado de testes como sucede com a própria diretora do Lar. Tem dois enfermeiros e apoio de um médico.

Esta manhã- revelou – estiveram no Lar, durante duas horas, duas enfermeiras do Centro de Saúde de Barcelos, as quais vão produzir um relatório sobre a situação para entregar ao delegado de saúde local.

O CASP – acrescentou – tem, também, as valências de creche e de apoio domiciliário, que foram desativadas, embora esteja a funcionar o serviço de refeições.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente diz que, até agora, apenas foram feitos testes à presença do vírus em nove utentes, defendendo que deviam ser alargados a todos, incluindo os funcionários. “de que estão à espera? Que morram?”, desabafa.

O MINHO tentou contactar o autarca de Barcelos, mas, até ao momento, não conseguiu.

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Barcelos

Cinco anos de pena suspensa para professora que agredia alunos em Barcelos

Entre 2009 e 2016

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Foto: DR

O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a condenação de uma professora a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por 10 crimes de maus-tratos a alunos menores de duas escolas do 1.º ciclo de Barcelos.

Por acórdão de 09 de março, a que a Lusa hoje teve acesso, a Relação refere que está completamente ultrapassada a “absurda conceção de que as crianças poderiam ser alvo de correção escolar pela via de agressões morais ou físicas, numa lógica de educação jesuística do século IX”.

Uma lógica, acrescenta o acórdão, em que “era presumido o endosso ao professor do poder de agredir alunos, em nome de um modelo educativo definido pelo posicionamento do aluno como mero depósito de conhecimentos instilados e do professor como titular de um poder irrecusável, soberano, de imposição, mesmo pela força e pela agressão, do processo educacional”.

Para a Relação, aquele é um modelo “perdido na noite das trevas, inevitavelmente atentatório da própria dignidade da criança, que o direito penal não pode acolher, seja por que forma for”.

Assim, a Relação confirma a pena da primeira instância e fixa ainda em 13.800 euros o valor total das indemnizações que a arguida vai ter de pagar aos pais dos alunos agredidos que formularam o respetivo pedido.

Na primeira instância, a professora tinha também sido condenada na pena acessória de proibição de exercer funções públicas por um período de três anos, mas a Relação anulou agora essa proibição.

O tribunal deu como provado que os maus-tratos eram físicos e verbais e ocorreram entre 2009 e 2016, nas escolas de Aldreu e Fragoso, ambas no concelho de Barcelos, sendo as vítimas os alunos mais lentos e com maiores dificuldades de aprendizagem.

Segundo o tribunal, a professora usava frequentemente “calão grosseiro” em frente aos alunos, dirigindo-lhes expressões insultuosas como “arrastão”, “aselha”, “burro”, “preguiçoso” e “lesma”.

As agressões físicas passavam, nomeadamente, por bofetadas, calduços (pancadas na nuca) ou agressões na cabeça com canetas ou com os dedos em que tinha anéis.

Ainda de acordo com o tribunal, os alunos sofriam também castigos como não frequência das atividades extracurriculares ou privação dos recreios.

A docente terá também baixado as calças e/ou cuecas a alguns alunos, em plena sala de aulas, agredindo-os com sapatadas nas nádegas.

Impunha aos alunos um “ameaçador pacto de silêncio”, para que não contassem em casa nada do que se passava na escola.

A professora negou “perentoriamente” as agressões, sublinhando que exerce há mais de 30 anos, tendo sempre mantido as “melhores relações pessoais” com os alunos.

Referiu que alguns dos alunos eram “especialmente problemáticos”, tendo, por isso, de recorrer a um tom de voz “mais ríspido” com eles.

A docente alegou que apenas dava “toques leves” com a mão na cabeça das crianças para se despacharem, mas “sem qualquer agressividade”.

Admitiu que os seus atos possam eventualmente ser considerados excessivos, “mas sem gravidade bastante para serem considerados cruéis ou criminosos”, argumentos que não convenceram os juízes da Relação.

“Esses, quiçá tradicionais, modelos de educação, permissivos da aplicação de ‘castigos benévolos’, que, fatalmente, ajudaram a trazer-nos para os níveis de violência que se conhecem, não são, a nenhuma luz, toleráveis”, acrescenta o acórdão daquele tribunal.

Um dos advogados das famílias dos alunos disse à Lusa que a professora já o contactou no sentido de pagar as indemnizações definidas e assim pôr um ponto final no processo.

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